Ex-namorada diz que nunca desconfiou de suposto serial killer

A mulher era vizinha de Tiago Henrique e manteve relacionamento extraconjugal com o suspeito por mais de um ano

Uma mulher que alega ter mantido relacionamento extraconjugal com Tiago Henrique Gomes da Rocha, apontado como o autor de 39 homicídios em Goiânia, disse que jamais desconfiou que o então parceiro “pudesse ser um serial killer”. “O Tiago tem um ponto de interrogação quando a gente olha pra cara dele. Ele é um enigma. Aquele jeito sério. E além de tudo, é bonito”, disse a jovem universitária em entrevista à TV Globo.

Para a moça, Tiago pode ter usado sua beleza e charme para seduzir as vítimas. “Ele conseguiria seduzi-las e levar para um local para matar. Se o prazer dele fosse seduzir essas mulheres, levar, manter uma relação sexual e depois matar, ele conseguiria, porque ele é um homem atraente”, diz.

A mulher era vizinha de Tiago e, mesmo casada, manteve relacionamento com o homem por mais de um ano. A relação extraconjugal só teve fim quando o marido desconfiou da relação dos dois. Depois disso, a jovem teria rompido com Tiago, que passou a demonstrar agressividade.

Na entrevista, a mulher também contou detalhes sobre os hábitos sexuais de Tiago. Segundo ela, neste aspecto, não havia “coisas mirabolantes ou diferentes” que pudessem fazer com que ela desconfiasse do ex-parceiro, mas conta que ele ficava muitas vezes de olho fechado. “Eu não entendia e ele dizia que era por causa da claridade”, explica, relembrando ainda que Tiago cobria seu rosto com os cabelos dela durante o ato sexual.

Histórico

Após 70 dias de investigação, a Polícia Judiciária da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) apresentou na última quinta-feira (16) o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos. No momento da prisão, em sua residência no Setor Conjunto Vera Cruz, em Goiânia, a polícia encontrou com o suspeito uma arma e uma moto utilizadas nos crimes.

Na madrugada do dia seguinte, Tiago Henrique tentou suicídio na Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), no Complexo de Delegacias Especializadas, no Setor Cidade Jardim. Ele cortou os pulsos com o vidro de uma lâmpada. Ele estava detido em uma cela isolada. Socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, o suspeito levou seis pontos nos braços, o que não adiou sua apresentação à população.

Na quarta-feira (15), a arma foi analisada pela superintendente da Polícia Técnico-Científica de Goiás, Itatiana Pires, que confirmou o nome de seis jovens que foram assassinadas “efetivamente” por essa arma: Ana Lídia Gomes, 14 anos; Isadora Cândido, 15; Juliana Dias, 22; Rosirene Alberto, 29; Thaynara da Cruz, 13; Thamara Conceição, de 17.

Em seu depoimento, o então vigilante do grupo Fortesul confessou os crimes e revelou que praticava os assassinatos após consumo de bebidas alcoólicas. Representante da empresa disse que foi surpreendido por Tiago pertencer ao quadro de funcionários. Emocionados, os familiares, que acompanharam a apresentação do suspeito, afirmaram que, apesar do sofrimento, respiram mais aliviados.

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