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Deputados decidem rever aumento de alíquota do IPVA

[caption id="attachment_50768" align="alignright" width="620"]Deputado Olyntho Neto: evitar trasnferência de veículos para outros Estados | Divulgação Deputado Olyntho Neto: evitar trasnferência de veículos para outros Estados | Divulgação[/caption] O aumento de até 100% na alíquota do IPVA, proposto pelo governo estadual e aprovado pelos parlamentares, foi revisto pelos deputados na quarta-feira, 4. O projeto de lei foi assinado pelos 24 deputados estaduais, e após “acordo” com o Executivo, foi apresentado e aprovado. O IPVA de 2016 ainda será mais caro que o cobrado em 2015, todavia os reajustes são menores do que aqueles previstos no “pacotaço de setembro”. Com isso, os automóveis com motor de até 100 cavalos e motocicletas de até 180 cilindradas terão alíquota de 2,5%. Os veículos de luxo com motor acima de 100 cavalos e motocicletas acima de 180 cilindradas, deverão pagar alíquota de 3,5%. Em 2015, as duas categorias tiveram alíquotas de 2% e 3%, entretanto, para o próximo exercício a previsão seria de 4%, se a lei houvesse sido mantida. Já os veículos terrestres utilizados para transporte de passageiros e cargas - ônibus, micro-ônibus, caminhões, etc, a alíquota de 1% antes majorada para 2%, agora foi reduzida para 1,25%. “Nós ouvimos a população e os 24 deputados entenderam que era preciso reduzir a alíquota do IPVA, que ficou um pouco acima do cobrado nos Estados vizinhos”, explicou o presidente da Assembleia, Osires Damaso (DEM). Já o deputado Olyntho Neto (PSDB) arguiu que em razão do imposto não ter aumentado nas mesmas proporções nos Estados de Goiás, Pará e Maranhão, foi necessário rediscutir o aumento, até como uma maneira de evitar transferências de veículos para esses Estados. Um debate ainda persiste nos corredores da casa legislativa acerca da vigência da alíquota do imposto alterado. Uma corrente defende que para entrar em vigor em janeiro de 2016, as alterações teriam que cumprir a exigência da noventena, o que faria com que as reduções só pudessem vigorar a partir de 2017. Todavia, outra ala defende que a medida pode vigorar já no próximo ano, vez que a noventena só seria necessário no caso de aumento de impostos, e não para a redução. O projeto, agora, será enviado para sanção do governador.

Interessados em disputar o Senado em 2018 querem bancar candidato em Goiânia

[caption id="attachment_50936" align="aligncenter" width="620"]Lúcia Vânia, Wilder Morais, Jovair Arantes e Vilmar Rocha: os quatro querem ser companheiros de Marconi Perillo na disputa por uma vaga no Senado e por isso jogam pesado pela Prefeitura de Goiânia Jovair Arantes, Lúcia Vânia, Wilder Morais, e Vilmar Rocha: os quatro querem ser companheiros de Marconi Perillo na disputa por uma vaga no Senado e por isso jogam pesado pela Prefeitura de Goiânia[/caption] Os luas azuis da base do governador Marconi Perillo já avaliam que a base governista deve lançar de cinco a seis candidatos a prefeito em Goiânia. Inicialmente, pensava-se num consenso de todas as forças políticas marconistas. Porém, como uma aliança no primeiro turno parece cada vez mais complicada — sobretudo porque não está em jogo apenas as eleições de 2016, mas também a construção da hegemonia política para 2018 —, aposta-se que o tráfego sucessório será (já está) congestionado. O curioso é que sobretudo os possíveis candidatos a senador em 2018 são os que estão jogando com mais interesse e energia em Goiânia. A presidente do PSB, senadora Lúcia Vânia; o presidente do PSD, ex-deputado federal Vilmar Rocha; o presidente do PTB, deputado federal Jovair Arantes; e o presidente do PP, senador Wilder Morais, pretendem disputar mandato de senador daqui a três anos. Para tanto, estão reforçando suas posições em Goiânia — numa autêntica guerra de trincheiras. Aí está o maior eleitorado do Estado. Wilder Morais convocou Sandes Júnior para uma conversa e perguntou, de cara, se planejava disputar a Prefeitura de Goiânia. O deputado federal admitiu que pretendia, mas a falta de estrutura é o empecilho. O senador disse-lhe que se preocupasse com os votos, pois ele se preocuparia com a estrutura da campanha. A senadora Lúcia Vânia re­velou-se, antes de todos, a articuladora mais refinada. Ela, que era filiada ao PSDB mas não tinha autoridade na legenda, de repente assumiu o controle de dois partidos: o PSB, do qual se tornou presidente, e o PPS, por intermédio de um sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão. Além disso, banca um pré-candidato consistente para prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso. Mesmo que este não seja eleito, Lúcia Vânia, com o controle de dois partidos, está cacifada para a reeleição. Jovair Arantes parecia “soterrado” e “fragilizado” por se contrapor a Marconi Perillo. Porém, numa tacada de mestre, lançou Luiz Bittencourt como pré-candidato do PTB a prefeito de Goiânia. Depois de supostamente fazer parte do jogo de Iris Re­zende — poderia bancar seu filho, o deputado Henrique Arantes, para vice do peemedebista-chefe —, Jovair criou o próprio jogo ao bancar o articulado Bittencourt. Vilmar Rocha, político discreto mas articulado, saiu da toca e disse que o PSD deve lançar candidato a prefeito de Goiânia. Pode ser Thiago Peixoto, Francisco Júnior ou Virmondes Cruvinel. Colocando um pé na capital, Vilmar Rocha está dizendo: “Estou no jogo para o Senado”. A ele interessa, em 2018, o Senado ou o governo de Goiás. Dos postulantes ao Senado, o único que realmente está definido é Marconi Perillo. É o nome que ninguém contesta. Mesmo assim, bancará Jayme Rincón (ou Giuseppe Vecci) para prefeito. Retirar Goiânia do controle das oposições será positivo para fortalecer a chapa majoritária em 2018, aposta o tucano-chefe.

Com doença grave­, pastor escreve diário revelando sua homossexualidade

O título acima se encontra em uma das páginas do romance “polêmico e provocante sobre fé, paixão, sexo e loucura”, o primeiro escrito por Gustavo Magnani

Todos os pré-candidatos a prefeito de Anápolis são marconistas

anapolis-marconi-joao-gomes-baldy-carlos-antonio Anápolis é Marconi Perillo. Quer dizer: o governador de Goiás é muito bem avaliado na cidade, que o considera como um dos seus. Trata-se do município com o qual mais tem identidade. Por isso, nas eleições para prefeito em 2016, praticamente todos os candidatos são marconistas. O prefeito João Gomes, do PT, não esconde que tem simpatia pelo tucano-chefe. Mais: admite publicamente que são amigos. Recentemente, viajaram juntos para a Europa, o que deixou o deputado federal Alexandre Baldy com pulgas atrás das orelhas. Ele nega, mas ninguém acredita — dada a “tromba”. Ressalve-se que Gomes não vai romper com os aliados petistas, como o deputado federal Rubens Otoni e o ex-prefeito Antônio Gomide — irmãos —, que também têm profunda identificação com o eleitorado anapolino. Alexandre Baldy é do PSDB e, apesar da aproximação recente com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, deve contar com o apoio direto do governador. Baldy afirma que suas relações com Marconi Perillo são as melhores possíveis. Não parece, mas, se insiste, devem ser. A viagem do tucano com o prefeito para a Europa sugere mais do quer crer o parlamentar. Carlos Antônio pertence ao Solidariedade e é aliado do ex-deputado Armando Vergílio — integrantes do partido sustentam que foram abandonados pelo “rei dos seguros” —, mas admite que é marconista e que gostaria de ter o governador em seu palanque. Não terá, é claro. Porém não vai fazer discursos contrários ao tucano, até porque, se fizer, Anápolis o “expurga”. José de Lima pertence ao PDT, mas, desprestigiado pela deputada Flávia Morais, deve disputar a prefeitura por outro partido. O ex-deputado diz, para quem quer e para não quer ouvir, que é marconista de carteirinha. Onaide Santillo, do PSDB, e Pedro Canedo, do PP, são marconistas. Há situação e oposição em Anápolis. Mas não há, a rigor, oposição ao governador Mar­coni Perillo.

Chapa governista em 2018 deverá ter José Eliton, Thiago Peixoto, Marconi Perillo e Lúcia Vânia

jose-eliton-marconi-thiago-peixoto-lucia-vania Avaliar 2018 a partir do quadro político atual é temerário. Entretanto, como os políticos estão movendo suas peças, sobretudo com vistas à disputa majoritária daquele ano, não há como escapar de especular a respeito. Pode-se sugerir que a chapa majoritária do governismo está praticamente definida. O vice-governador José Eliton será o candidato a governador. Sua filiação ao PSDB indica isto. O deputado e secretário Thiago Peixoto, do PSD, tende a ser o vice. O governador Marconi Perillo, do PSDB, e Lúcia Vânia, bancada pelo PSB e pelo PPS, devem ser candidatos a senador. O senador Wilder Morais pode ser su­plente do tucano-chefe. Van­derlan Cardoso, se não for eleito para prefeito de Goiânia, é cotado para a suplência da presidente do PSB.

Comissão eleitoral da OAB-GO cassa registro dos principais nomes da chapa de Lúcio Flávio

[caption id="attachment_50930" align="alignright" width="620"]Thales Jayme, Leon Deniz e Marisvaldo Cortez: os três nomes da chapa de Lúcio Flávio com candidatura cassada Thales Jayme, Leon Deniz e Marisvaldo Cortez: os três nomes da chapa de Lúcio Flávio com candidatura cassada[/caption] A comissão eleitoral da OAB-GO cassou os registros de três candidatos de destaque da chapa OAB que Queremos, liderada por Lúcio Flávio Paiva, causando um verdadeiro abalo na base do grupo. A chapa chegou ao ponto de requerer sustentação em medida judicial, ajuizada na Justiça Federal de Goiás. Os rejeitados pela comissão foram: o candidato a vice-presidente Thales Jayme, além de Leon Deniz e Marisvaldo Cortez, estes dois candidatos ao Conselho Federal. Thales sofreu cassação por não ter cinco anos ininterruptos de exercício da advocacia, nos termos do Regulamento Geral e Provimentos Eleitorais da OAB. A defesa alega que Thales possui mais de cinco anos de exercício efetivo, entretanto um caso similar — de uma candidata a vice-presidente em São Paulo — teve registro cancelado pela comissão eleitoral de seu Estado e mantido liminarmente pelo Conselho Federal. Leon Deniz foi rejeitado por possuir débitos em Minas Gerais quando do registro da chapa de Lúcio Flávio. Sua defesa alega que tem uma certidão de quitação emitida após a data limite. O fato mais revelador, entretanto, foi a determinação da comissão eleitoral de comunicar a Polícia Federal, a fim de se apurar eventual existência de crime. Já Marisvaldo Cortez foi impugnado porque possui sanção disciplinar no Distrito Federal, conquanto, na eleição passada, o mesmo participou das eleições por força de decisão judicial. Como sua chapa foi derrotada aquela época, não se sabe qual o resultado do mérito da ação proposta por ele. Para Lúcio Flávio, os registros cassados foram feitos de maneira injusta pela Comissão Eleitoral, uma vez que, segundo o próprio, após estudo do Estatuto, do Regula­mento Geral e Provimentos Eleito­rais da OAB, todas as três impugnações são improcedentes e as candidaturas encontram-se absolutamente regulares. Ainda segundo o candidato, não há dúvida de que o Conselho Federal e mesmo a Justiça Federal vai reparar o erro cometido pela comissão eleitoral. Consultados sobre o assunto, alguns dos mais renomados advogados eleitorais de nosso Estado afirmaram que Leon, Thales e Marisvaldo são cartas fora do baralho, sugerindo ao candidato a imediata substituição dos mesmos, sob pena de contaminarem toda a chapa.

Paulo do Vale comemora divisão governista. Mas e se o eleitor considerar Cruvinel como “a” oposição?

[caption id="attachment_36423" align="aligncenter" width="620"]Paulo do Vale e Heuler Cruvinel: a disputa em Rio Verde | Fotos: reprodução / Facebook Paulo do Vale e Heuler Cruvinel: oposição? | Fotos: reprodução / Facebook[/caption] O pré-candidato do PMDB a prefeito de Rio Verde, o médico Paulo do Vale, tem comemorado, em reuniões com aliados políticos, a divisão do grupo do prefeito Juraci Martins, do PP. Agora, na verdade, são dois grupos: de um lado, o do prefeito; e, de outro, o do deputado federal Heuler Cruvinel. Bancado pelo deputado Vilmar Rocha, Heuler Cruvinel vai disputar a Prefeitura de Rio Verde e, no momento, aparece como favorito. Se conquistar o petista Karlos Cabral para vice, o que daria à sua chapa uma coloração mais progressista — embora Rio Verde tenha uma tradição conservadora —, pode ficar ainda mais forte. Heuler Cruvinel costuma dizer que trabalhou pelo consenso, embora seja visto como desagregador pelo grupo de Juraci Martins. Resta saber se fica mais forte como candidato de “oposição”, ocupando, por assim dizer, parte do espaço político de Paulo do Vale. Juraci Martins pretende bancar a candidatura do deputado estadual Lissauer Vieira (Rede ou PP). Trata-se de um político jovem, mas articulado e, politicamente, hábil. Se subestimado por Heuler Cruvinel, pode acabar surpreendendo. Uma chapa com Lissauer Vieira e o vereador Paulo Henrique Guimarães na vice pode ser vista pelo eleitorado como consistente e renovadora. Já Paulo do Vale, segundo dizem alguns de seus aliados, avalia que a divisão do eleitorado governista beneficia sua candidatura. A crise “caiu do céu”, afirmam seus correligionários. Mas e se o eleitorado passar a avaliar que Heuler Cruvinel é a “verdadeira oposição”, a radicalizada, e não ele? Paulo do Vale terá de disputar, a partir de agora, não apenas a prefeitura, mas também o “espaço” de quem é “o” opositor mais consistente ao grupo dominante. Se Paulo do Vale não fizer um marketing eficiente, colocando-se (e sendo assimilado pelos eleitores) como “a” oposição real, Heuler Cruvinel poderá se apresentar, em 2016, como a alternativa efetiva. O rompimento de Heuler Cruvinel com Juraci Martins, portanto, trouxe consequências para todos, inclusive para Paulo do Vale. Resta saber quem ficará com os “efeitos positivos” e quem ficará com os “efeitos negativos”. Pode-se falar que a disputa pela prefeitura está “zerada”? Quase.

Produzindo filme de época, Trindade melhora em infraestrutura, serviços e cresce em número de visitantes

Considerada a capital da fé do Estado de Goiás e um dos pontos turísticos de maior visitação no Brasil, ela deixou de ser a pacata cidade da Romaria

Renato de Castro deve ser o candidato do PMDB a prefeito de Goianésia

[caption id="attachment_33554" align="aligncenter" width="620"] Foto: Marcos Kennedy / Alego Renato de Castro: pelo PT, sai do processo; pelo PMDB, é forteFoto: Marcos Kennedy / Alego[/caption] Goianésia tem uma política qualitativa e não raivosa. Os grupos do prefeito Jalles Fontoura, do PSDB, e do ex-prefeito Gilberto Naves, do PMDB, elevaram o nível político do município. As campanhas têm críticas sólidas e firmes, mas raramente há baixarias. Agora, o tucanato deve bancar Robson Tavares, médico conceituado e popular, para prefeito. Robson Tavares é aliado fiel de tucano Jalles, mas mantém certo grau de autonomia. Não é, por assim dizer, teleguiado. Gilberto Naves, de 64 anos, não pretende disputar mais eleições. Avalia que chegou o momento de abrir espaço para políticos mais jovens e que tenham vontade de disputar eleições. Porém, sem Gilbertinho, o PMDB se torna menor. O que fazer? Renato de Castro foi eleito deputado estadual pelo PT. Na verdade, sem o apoio decidido do PMDB de Gilberto Naves, que colaborou na articulação de sua campanha, dificilmente teria sido eleito. A rigor, o petismo não contribuiu com sua vitória. Portanto, o parlamentar “está” mas “não é” do PT. Se a janela for aprovada, Renato de Castro se filiará ao PMDB e vai disputar a prefeitura pelo partido. Mesmo assim, não perde o apoio do PT, que sabe avaliar contingências e especificidades locais.

O mundo está perplexo com o Brasil

Macroeconomista brasileira baseada em Washington, nos Estados Unidos, diz que nosso país está “liquidado e em liquidação”

Crise interna do PMDB favorece manutenção de coligação com o PT em Goiânia

[caption id="attachment_50920" align="aligncenter" width="620"]Iris Rezende e Edward Madureira: dobradinha fica? | Fotos: reprodução / Facebook Iris Rezende e Edward Madureira: dobradinha fica? | Fotos: reprodução / Facebook[/caption] Iris Rezende tentou assumir o comando do PMDB por intermédio do preposto Nailton Oliveira. Achou que todos se submeteriam ao seu jogo, mas não contou com a pertinácia do deputado federal Daniel Vilela, que o enfrentou, conseguiu derrotá-lo e deverá ser o presidente da comissão provisória (ele ou o deputado Pedro Chaves). Mas o confronto interno do PMDB, ao enfraquecer Iris, gerou uma contradição: o irismo, que estava reticente em relação a uma aliança com o PT, agora começa a aceitá-la. O peemedebismo avalia que o ex-reitor da UFG Edward Madureira, dado ao fato de não ter desgaste, seria o vice ideal para a disputa da Prefeitura de Goiânia.

Na política, isolar-se é mais impróprio que um incesto

Caso do deputado Waldir Soares, que ameaça um voo solo e independente rumo ao Paço Municipal, é recorrente e o fim é sempre o mesmo: ser engolido pelo violento sistema político

Waldir Soares, para se aproximar de vez de Iris Rezende, precisa agregar apoio e ampliar estrutura

O deputado Waldir Soares é um mesmo fenômeno político e eleitoral. Em Goiânia, as pesquisas de intenção de voto mostram-no em segundo lugar, colado em Iris Rezende. Mas o delegado tem condições de ultrapassar o postulante do PMDB? No momento, está a cerca de 10 pontos atrás do peemedebista-chefe. Waldir cresceu muito, mas estabilizou-se. O que precisa fazer para crescer e se tornar uma ameaça efetiva a Iris? A popularidade de Waldir, na disputa contra um peso pesado como Iris, tem um limite. Chega o momento em que os dois ficam “tirando” eleitores um do outro, com certa vantagem para Iris, que tem menos rejeição nas classes médias. Teme-se nas classes médias que, embora bem-intencionado, Waldir não tenha condições técnicas de gerir uma cidade complexa como Goiânia. Acredita-se que falta-lhe conteúdo político e administrativo. Então, para sair do lugar e se aproximar, perigosamente, de Iris, e logo no início de 2016 — para criar a expectativa de “virada” —, Waldir precisa de pelo menos uma providência. “Encorpar” a estrutura de sua pré-campanha. Para tanto, precisará ampliar seus apoios políticos, agregar valores para ampliar seu próprio valor. O problema é que, no lugar de agregar, Waldir funciona como um elemento desagregador. Aos poucos, orientado pelo craquíssimo Marcus Vinicius — um dos marqueteiros patropis que mais entendem de política, e não só de marketing —, Waldir  vai entender que todo apocalíptico um dia precisa aparentar, ao menos aparentar, ser um pouco integrado.

Campanha curta esconde uma pré-campanha liberada para ampla articulação política

Uma campanha eleitoral de 45 dias, com 35 dias de exposição na televisão e no rádio, é tida como curta pelos políticos. Mas é um grande problema? Não é, admitem. Qual é o jogo? Os políticos sublinham que a campanha curta esconde uma questão favorável. A pré-campanha será a mais longa da história. A pré-campanha é uma campanha estendida. Se na campanha há regras rígidas, com punições exemplares para quem não cumpri-las, na pré-campanha afigura-se uma verdadeira selva, com liberação quase total. Os pré-candidatos só não podem se apresentar como candidatos e, portanto, não podem pedir votos. Mas podem fazer discursos, arregimentar apoios e até organizar festas.

Advogados do interior demonstram apoio a Flávio Buonaduce nas eleições da OAB em Goiás

Presidentes de subseções da Ordem no Estado são categóricos ao apontar sua preferência para presidente da instituição