Notícias
Os vereadores de Palmas Rogério Freitas (PMDB), presidente da Câmara, Hiram Gomes (PSDB) e Milton Neris (PR) foram ao Ministério Público Federal para protocolar representação visando impedir a alteração da Lei Complementar que confere à Assembleia Legislativa poderes de decisão sobre a região metropolitana de Palmas. Segundo os parlamentares municipais, a lei fere os princípios constitucionais e o Estatuto das cidades, uma vez que essa atribuição é competência das câmaras municipais. Neris disse que o deputado Wanderlei Barbosa, autor daquele projeto, visa atender objetivos pessoais, uma vez que se tornou adversário político do prefeito da capital, Carlos Amastha (PSB), além de pré-candidato ao paço municipal no próximo pleito. O projeto aprovado pela Assembleia Legislativa foi alvo de duras críticas. O presidente Rogério Freitas disse em tom ríspido: “A câmara entende como uma afronta ao estado democrático de direito, uma aberração jurídica, que aconteceu não se sabe por equívoco ou se por má fé da maioria dos deputados que a aprovaram”. Caso a lei seja sancionada, Hiram Gomes defendeu uma segunda medida jurídica: “Além da representação no MPF, podemos, e a Câmara deve assumir este papel, movimentar e buscar assinaturas nas ruas se for preciso, para uma grande ação popular”. A ação é cabível por que a alteração proposta cria obrigações financeiras para os municípios e munícipes, argumentou Gomes. “Nossa grande região metropolitana não atinge 500 mil habitantes. Um bairro de uma grande metrópole”, disse irônico. Para ele, a Assembleia inovou juridicamente ao criar um quarto tipo de unidade federativa. Antes eram Municípios, Estado e União... agora tem também a Assembleia Legislativa.
O prazo para que os deputados estaduais apresentassem emendas à proposta da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2016, se encerrou no dia 4. Vários parlamentares, entre os quais Eduardo Siqueira Campos (PTB), Olyntho Neto (PSDB), Luana Ribeiro (PR) e Valderez Castelo Branco (PP). O relator da LDO de 2016 é o deputado Amélio Cayres (SD). Após o recebimento de todas as emendas, ele terá 15 dias úteis para apresentar o parecer na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle.
A pré-candidatura de Luiz Bittencourt a prefeito de Goiânia retirou o PTB de Jovair Arantes dos braços de Iris Rezende. Jovair Arantes não fala mais em aliança com Iris Rezende e não discute a possibilidade de seu filho, o deputado estadual Henrique Arantes, ser o vice do peemedebista-chefe na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Jovair Arantes articulou a pré-candidatura de Luiz Bittencourt como um recado ao governador Marconi Perillo, mas acabou devolvendo o PTB à base do alto tucanato.
César Halum (PRB) cobrou da tribuna da Câmara dos Deputados uma posição mais firme do governo federal a respeito dos atrasos no repasse de recursos financeiros de financiamento firmados pelo Tocantins junto ao Banco do Brasil. São R$ 245 milhões que deveriam ter sido pagos até o dia 31 de dezembro de 2014, mas que ainda não foram creditados na conta do Estado, referentes aos projetos Pró-Município e Pró-Rodovia. “No ano passado, o Planalto autorizou que os Estados tivessem um financiamento para suportar a redução da arrecadação. O Tocantins fez. O Banco do Brasil começou a cumprir o contrato. Pagou a primeira e a segunda parcela, mas, quando passaram as eleições, não pagou mais. Casos como esse também acontecem no Piauí e Sergipe”, explicou. Durante reunião em Brasília com a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Marcelo Miranda (PMDB) cobrou uma atitude sobre a questão. Em outro encontro, com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governador fez a mesma cobrança. Tanto a Presidência, quanto o ministério teriam ordenado o pagamento. “O governo do nosso Estado tem insistido junto à Secretaria do Tesouro Nacional. Já houve ordem da presidente Dilma e do ministro Levy, mas parece que ordem da presidente da República não vale, porque ninguém obedece. Então, as coisas estão ficando esculhambadas neste País, o governo está virando um trapalhão, ninguém sabe quem comanda o Brasil na atual situação”, reclamou o republicano.
Vereador do PR se notabiliza por ser um dos mais duros críticos da administração do prefeito Carlos Amastha
Indicando que o PTB não vai mesmo deixar a base governista, Henrique Arantes participou, até com entusiasmo, da reunião dos deputados estaduais com o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Bombeiros experimentados, com anos lutando para apagar incêndios, estão trabalhando, sobretudo nos bastidores, para reconciliar politicamente o governador Marconi Perillo e o deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB. Marconi Perillo e Jovair Arantes não conversam há um ano. O fato é que, apesar da crise — provocada em parte porque, para reduzir o tamanho do Estado, o tucano-chefe diminuiu os cargos comissionados —, os dois políticos sempre se deram muito bem.
A senadora Lúcia Vânia, presidente do PSB em Goiás, reforça a ação da secretária da Fazenda, sua filha Ana Carla Abrão Costa, e nas reuniões privadas e nas solenidades públicas sugere que todos exijam a nota fiscal nas compras.
Numa solenidade da Agehab na sexta-feira, 6, a senadora Lúcia Vânia elogiou o governador Marconi Perillo. De maneira entusiástica. Os dois tendem a caminhar juntos em 2018. Em 2016, se Vanderlan Cardoso for para o segundo turno, Lúcia Vânia deve trabalhar para conquistar o apoio do tucano-chefe. Se for contra Iris, o apoio é praticamente certo.
Senadora filiou-se ao PMDB, mas continua absoluta no PSD, de onde saiu deixando os filhos; nas próximas eleições, mesmo não disputando cargo, ela terá peso decisivo nas composições partidárias
Para colaborar na reorganização das contas do Estado, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, propõe cortar 10% nos salários do primeiro e do segundo escalão do governo de Goiás. A maioria dos secretários não concorda com o corte e chega a dizer, nos bastidores, que os salários são baixos.
Ao lado do governador Marconi Perillo, o secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, com discrição e eficiente, é um dos criadores da agenda positiva do governo de Goiás. Thiago Peixoto lança na segunda-feira, 9, no Palácio Pedro Ludovico, o Goiás Mais Competitivo.
Na terça-feira, 10, e na quarta-feira, 11, o chefe da Segplan, Thiago Peixoto (PSD), vai comandar a reunião do Fórum dos Governadores do Brasil Central. O governador Marconi Perillo deve ser eleito coordenador.
Enquanto a maioria dos Estados se tornou “amigo” e “refém” da crise, Goiás navega em mares mais calmos. O Banco Central divulgou relatório provando que o Estado cresceu mais do que o Brasil nos últimos dez anos. O documento, produzido pelo governo do PT, reforça o projeto político nacional do governador Marconi Perillo. Há crise em Goiás. Há, porque o Estado não é uma ilha. Mas sua intensidade é bem menor do que em muitos Estados. Administrado pelo PMDB, o Rio Grande do Sul, por exemplo, vive uma situação caótica.
VALDIVINO BRAZ
Mas o que foi aquilo? Alvoroço por conta de um mero exercício do intelecto, de curiosa leitura e repasse de observações. Não somos críticos literário, não fazemos crítica, comentamos aspectos, expressamos impressões de leituras. Similitudes em literatura existem, sim, pelo mundo afora (em nós mesmos, como admitimos no artigo), e não quer dizer que este ou aquele autor está plagiando ou que não tenha talento. Não intentamos minimizar a obra de ninguém. Os temas são sempre os mesmos, universais, e mais importa o modo de cada um contar. Escritores não estão isentos, estão expostos e devem ter caixa torácica ou psicológica aberta aos ventos adversos de alguma crítica. No nosso caso, particularmente, a “fama” é que nos difama. Aos 73 anos de idade, sob patrulhamento civil e censura à livre-expressão sobre literatura!
“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” (frase atribuída, controversamente, a Voltaire). Tratando-se de pessoas letradas, que levamos em consideração, sugerimos que releiam, mais atentamente, o texto “De hóstias e de pedras” (caderno “Opção Cultural”, Jornal Opção 2102), no qual comentamos e especulamos sobre aspectos paralelos nos romances da escritora Clara Dawn e de Camilla Läckberg, autora sueca. Mais acuidade na leitura: perceberão que ressaltamos o talento de Clara Dawn e as qualidades de seu novo romance. O mais são conjecturas, suposições de ressonâncias (ou nada disso, como deixamos claro no artigo), sem o intento de “detonar” uma talentosa escritora. E mais: visitem o blog de Clara (www.claradawn.com) e leiam (se lá ainda se encontra) a vinheta sobre o primeiro romance, “Alétheia”, publicado por ela: “Considerado pelos escritores Edival Lourenço e Valdivino Braz, como a revelação de um novo estilo na literatura goiana”. Como, então, haveremos de boicotar ou detonar uma escritora por nós mesmos reconhecida?
E, como assim, virem dizer que boicotamos o romance de Clara, que a detonamos, e outro a insinuar que só gostamos de literatura fast food? Muito raramente lemos alguma obra deste gênero, e se lemos “O Cortador de Pedras”, de Camilla Läckberg, foi porque primeiramente estávamos a ler “O Cortador de Hóstias” (prestigiamos o lançamento da obra), de Clara Dawn, e então nos deparamos com o romance da escritora sueca nas prateleiras de um “sebo” (livros usados). Só por isso compramos o livro de Camilla Läckberg. E morremos. Se a curiosidade mata, como dizem, ponderamos que a curiosidade também é fonte de conhecimento, por temerário que seja. Não há melhor metáfora sobre o risco do conhecimento do que as páginas de livro envenenadas no romance ”O Nome da Rosa”, de Umberto Eco.
Releiam o artigo “De hóstias e de pedras”, de forma mais isenta emocionalmente (certo, amizade é coisa sagrada, e muitos que usaram o Facebook ainda nem tinham lido o romance de Clara), desprendidos de uma apressada e animosa interpretação do texto. Aqui lamentamos muito, muitíssimo, que Clara Dawn sofra por causa dos nossos incompreendidos comentários. Um texto híbrido, que redigimos, dentro do nosso costumeiro estilo (que Clara conhece bem), e alguns criticaram porque não o entenderam. Não, Clara, não nos fale em parar de escrever. Não pare, nunca! Como nos disse (a mim), via e-mail, um intelectual amigo, sobre o artigo: “Seu texto é muito bom, e valoriza o livro de Clara, inclusive ao situá-lo.” E outro, doutorando em Literatura: “Vi o seu texto, gostei muito. E você colocou em evidência o romance de Clara.” No Facebook, alguém, meio que mais ponderado, ressaltou que “cada um tem uma forma peculiar de sentir e interpretar”. Então é também isso aí.
Valdivino Braz é jornalista e escritor.
“Há soluções inteligentes para o problema da água”
ARIEL HEBERT Em relação ao texto “O Brasil pode se tornar uma potência hídrica mundial. E isso pode começar por Goiás” (Jornal Opção 2104), é preciso levar em conta também o regime de propriedade de bens imóveis urbanos e rurais. Se porventura, desalocassem populações goianienses precariamente assentadas próximas a córregos e ribeirões da capital, com prévio afastamento de esgoto em 100% do município, reconstituindo com a cobertura vegetal original sem fazer essas horrorosas canalizações, em pouco tempo, com um trabalho paralelo em cada município da bacia, logo a recuperação do Meia Ponte seria uma realidade. [caption id="attachment_50039" align="alignright" width="620"]
Rio Meia Ponte encontra-se com nível de água baixo[/caption]
Quanto à propriedade rural, as áreas de reserva legal, que são burladas de toda maneira, deveriam ser redimensionadas, mas só com a ação e coragem de mudar o regime de uso da propriedade. Com relação a recuperação de áreas rurais, de seus respectivos biomas e ainda prover a segurança alimentar de nosso povo, sugiro o opúsculo “A Salvação da Lavoura”, de Gilberto Felisberto Vasconcellos e Marcello Guimarães, bem como “O Poder dos Trópicos”, também de Gilberto Vasconcellos em coautoria com Bautista Vidal. Soluções inteligentes, brasileiras e bem menos dispendiosas do que anunciam aqueles que adiam estas decisões fatídicas, alegando custos altos.
Ariel Hebert é escrevente judiciário.
IVONALDO DUARTE
Segundo a experiência de privatizações, em algum momento, quando a água for mais valorizada ainda, o nosso governo vai fazer uma obra bilionária de recuperação dos rios. Mas antes vai colocar a culpa do problema na população pobre das proximidades. Depois, sabemos os próximos passos.
Ivonaldo Duarte é geógrafo e servidor da Universidade Federal de Goiás (UFG).

