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Bicicleta trafega pela ciclovia da Avenida Universitária, a primeira construída em Goiânia | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção
Goiânia precisa aprender a gostar de bicicletas para sobreviver como cidade

Uma cidade com menos carros e mais bicicletas nas ruas não tem como ser uma cidade pior

A competência guiou escolhas de Michel Temer para ministros. Será?

[caption id="attachment_65870" align="aligncenter" width="620"]Reunião ministerial de Temer | Foto: José Cruz / Abr Reunião ministerial de Temer | Foto: José Cruz / Abr[/caption] Flávio R. L. Paranhos Especial para o Jornal Opção Circula nas redes sociais uma defesa das escolhas para ministro de Temer que diz mais ou menos o seguinte: “Não quero saber se o novo ministro é homem ou mulher, negro ou branco, etc. O que importa é se é competente.” “Competente” escrito bem grande, para enfatizar a obviedade do argumento. Trata-se de uma resposta à gritaria que se instalou após a escolhas de ministério 100% masculino e branco. Note que, de fato, à primeira vista, trata-se de uma afirmação absolutamente inatacável. Intuitivo, até. Como é intuitivo que o Sol gire em torno da Terra, e não o contrário. O primeiro problema desse argumento é partir do fim, e não do início. Em outras palavras, admite, implicitamente, que as pessoas escolhidas o foram unicamente pelo critério objetivo da competência, ergo, são competentes. Acontece que, em­bo­ra experiência e currículo sejam in­dicadores de provável competência, não são garantias, por um motivo sim­ples – nada é. Esta, a competência, só tem como ser avaliada a posteriori. Ora, se eu não tenho como ter garantias de que minhas escolhas são acertadas, o que preciso fazer para aumentar as chances de que o sejam? Considerando que estamos no século XXI, e, portanto, já dispomos de evidências suficientes de que a característica “competência” encontra-se igualmente distribuída entre os gêneros e cores de pele, quando eu restrinjo minha escolha a apenas uma categoria, eu diminuo minhas chances de selecionar apenas competentes, e, pior, aumento as de selecionar o oposto. É como se eu tivesse quatro caixas de cores diferentes com cem peças em cada uma – azul, amarelo, verde e vermelho. Eu preciso selecionar vinte peças para montar determinada máquina. As melhores peças constituem 5% de cada caixa. Há ainda 5% de peças estragadas em cada uma. O resto será constituído por peças apenas razoáveis. Por algum motivo subconsciente, eu pego todas as minhas vinte peças apenas da caixa azul. Não só eu perdi a oportunidade de fazer uma seleção muito melhor, com os 5% melhores de cada caixa, mas aumentei bastante a chance de selecionar peças estragadas. Sim, a ilustração acima admite que o motivo foi “subconsciente” – eu teria preferência pela cor azul, sem me dar plena conta disso. E aqui vem o segundo problema. Para algumas pessoas está tudo bem se alguém escolhe (potencialmente) mal se foi bem intencionado, afinal, a perspectiva de quem escolhe é a única possível, já que ele é ele, e não outro. Acontece que a escolha em questão é para ministros, portanto, não estamos na esfera privada, mas pública, e quem escolhe tem obrigação de o fazer da melhor forma possível. Que será aquela que aumenta as chances de sucesso. Da mesma forma que um pesquisador, sabendo de antemão da existência de um viés de seleção de amostra, cria instrumentos para anular, ou, pelo menos, diminuir a possibilidade de que esse tipo de erro invalide seus resultados. Até aqui, lógica, ciência. Mas há o terceiro problema. E se eu escolhi apenas peças da caixa azul, mesmo tendo plena consciência de que fazendo assim não só diminuía as chances de boas peças amarelas, verdes e vermelhas, mas aumentava as de peças azuis estragadas? Eu sei que é a Terra que gira em torno do Sol, mas não me convém, então você, que me contradiz, vai para fogueira assim mesmo. Flávio R. L. Paranhos é médico (UFG), mestre em Filosofia (UFG), doutor (UFMG) e postdoc research fellow (Harvard) em Oftalmologia. Doutor em Bioética (UnB).

Como Rosário Fusco, Ronaldo Werneck é um diamante da literatura mineira

Como Rosário Fusco, Ronaldo Werneck é um diamante da literatura mineira

Uma pequena lição política de Norberto Bobbio

norberto-bobbio-foto-reproducao Arnaldo Bastos Santos Neto Especial para o Jornal Opção Um breve ensaio do jurista italiano Norberto Bobbio (1909-2004), intitulado “Qual democracia?”, é muito interessante para pensarmos a posição que os grupos políticos deveriam ter numa democracia amadurecida. Bobbio, sempre um realista quando o assunto é política, inicia suas reflexões nas pegadas da teoria da classe política de Gaetano Mosca (1858-1941) e Vilfredo Pareto (1948-1923), lembrando que a democracia como autogoverno do povo “é um mito que a história desmente continuamente. Em todos os Estados, quem governa — e aqui falamos de ‘governar’ no sentido de tomar as decisões últimas que se impõem a todos os membros de um grupo — é sempre uma minoria, um pequeno grupo, ou alguns grupos minoritários em concorrência entre si”. Ou seja, não são as maiorias desorganizadas, mas sim, as minorias organizadas e resolutas que terminam prevalecendo no controle do poder, por mais participativa e avançada que seja uma democracia. Mesmo que seus respectivos discursos legitimatórios recorram continuamente aos mitos do autogoverno e da soberania popular, um realista não poderia pensar de forma diferente: são as minorias que governam. Resta refletir então, sobre o comportamento de tais grupos em contínua concorrência pelo objeto maior do desejo na política: o poder de tomar as decisões obrigatórias para todos. Obviamente, tais grupos não possuem um comportamento uniforme e disputam a arena política com programas mais ou menos ambiciosos, com níveis maiores ou menores de resolução e combatividade. Uns querem reformar e manter instituições, enquanto outros se propõem a conquista e transformação radical dos seus respectivos Estados. Na lição dos realistas, devemos renunciar ao mito da democracia como autogoverno para nos concentrarmos no estudo de como tais minorias organizadas e decididas competem e circulam pelo poder, ou seja, estudar, nas palavras de Bobbio, “como estas minorias emergem, governam e caem”. Neste ponto, o jurista italiano recupera um texto de Filippo Burzio, publicado em 1945, intitulado “Essenza e attualitá del liberalismo”, onde ele estabelece uma diferenciação iluminadora: as classes políticas constituídas podem ser divididas entre as que “se impõem” e as que “se propõem”. Nos sistemas políticos democráticos, onde a renovação ocorre de forma diversa do método hereditário-aristocrático, não basta que a classe política funde o seu poder sobre um consenso inicial originário, mas é fundamental que tal consenso seja verificado periodicamente, o que ocorre por via das eleições, o método mais pacífico já inventado para garantir a alternância de poder. Tais consensos, mutáveis a cada quadra histórica, são aferidos com base na responsabilidade dos eleitos para com seus eleitores. Ao invés da transmissão política aristocrática, a translatio imperii, que enxerga uma passagem definitiva de poder, do povo ao soberano, no regime democrático o poder conferido a uma minoria dirigente não é adjudicado de modo irrevogável, mas tão somente concedido sempre a título provisório. Lembrando a precisa expressão cunhada por Hélio Rocha, jornalista goiano, os titulares do poder numa democracia são sempre “inquilinos no Palácio”. Neste ponto podemos fazer uma rápida digressão sobre o nosso “terreno nacional”. Operando numa democracia, mas inebriados pelo timbre altissonante da própria retórica, algumas de nossas minorias políticas não tomam a sério o caráter provisório de seu poder. Mesmo que a regra da política seja a busca incansável pelo poder, e seu código operacional reflita a binariedade entre governo e oposição como sendo também uma operação entre o poder e o não-poder, a busca e a manutenção do mando não podem ocorrer “a qualquer custo”. Se os que possuem o poder não devem tentar mantê-lo em quaisquer condições, sem medir as consequências de sua resolução, também aqueles que almejam o poder não podem agir a qualquer preço, de forma irrefletida, rompendo com os cânones do sistema democrático e suas regras para a disputa, as célebres “regras do jogo”, de quem Bobbio sempre foi um destacado defensor. Eis a diferença entre as elites ou minorias políticas que “se propõem” para as que “se impõem”. Não hesito em considerar que as minorias tomadas por uma mundivisão salvacionista ou messiânica não conseguem imaginar ficar no lado negativo do código político, o lado do “não poder”, ou da oposição (se bem que “oposição” não signifique, numa democracia, simplesmente, ausência de poder). A própria ideia de alternância torna-se então inaceitável e a conquista ou manutenção dos postos de mando transmuta-se numa questão de vida ou morte. A democracia converte-se num perigoso jogo de tudo ou nada. É ingênuo achar que a disputa pelo poder ocorra sempre de forma pacífica e tranquila, com as minorias organizadas para a disputa aceitando seus eventuais fracassos com o espírito preconizado pelo fundador das Olimpíadas modernas, para quem o importante era simplesmente competir. Longe disso, certamente. Com o poder, vêm os orçamentos, os cargos, o acesso a coisas inimagináveis ao homem comum. Mas certos limites, comedimentos, interdições, compromissos, devem ser exercitados. Até mesmo nas disputas eleitorais, sempre cruentas, nem todas as armas devem ser utilizadas. Aqueles que “se propõem” devem consentir que a sociedade, num dado momento, não aceitou suas propostas, e que nada há que fazer quanto a isso. Noutro momento poderão ser aceitas, pois as oposições de hoje serão os governos de amanhã e vice-versa. Na democracia há sempre uma “circulação das elites”, para usarmos uma imagem de Pareto e Mosca. O exercício de tal autocontrole exige maturidade e discernimento. Mas somente assim uma democracia pode manter sua longevidade.

10 filmes que você não pode perder no Festival Varilux de Cinema Francês

Realizado em mais de 50 cidades brasileiras, a mostra, que ganha uma semana a mais nesta edição, traz filmes premiados em Cannes e pelo Oscar

Festival Mamulengo com Pato Fu e Giramundo na Praça Cívica

[caption id="attachment_66994" align="alignleft" width="620"]Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption] Mestre mamulengueiro, Maiakóvski disse, certa vez: “Melhor morrer de vodca que de tédio”. Já o Mamulengo pernambucano Ginu disse: “Melhor morrer de aguardente que de enfado”. Com seu humor afiado, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste foi tombado pelo Iphan, em 2015. Desde muito antes, em 2004, oficial e resistentemente, os bonecos alegram cidades e demais países com o Festival Sesi Bonecos do Mundo. E é por meio dele que “Alice Live”, da banda Pato Fu e da cia Giramundo, vem a Goiânia no sábado, 4 de junho. Baseado na obra de Lewis Carroll, o espetáculo musical conta com Fernanda Takai como Alice, Arnaldo Baptista (Mutantes) como Chapeleiro Maluco e mais 65 bonecos. Gratuita, a apresentação será na Praça Cívica, às 20h.

Mostra Sesc de Música leva Oswaldo Montenegro para Anápolis

[caption id="attachment_66992" align="alignleft" width="620"]Foto: Divulgação / Lívio Campos Foto: Divulgação / Lívio Campos[/caption] De 29 de maio a 4 de junho, os ana­polinos podem se aproveitar do melhor da música e da culinária, pois o Sesc Anápolis realiza a Mos­tra Sesc de Música, Sons e Sabores do Cerrado. A fim de democratizar o acesso da comunidade anapolina às manifestações artístico-culturais, ampliar o intercâmbio com artistas nacionais e ainda celebrar a gastronomia do Cerrado, o evento conta com uma programação diversa no Sesc Anápolis, Brasil Park Shop­ping, Parque Ambiental Ipiranga e no Centro Cultural Joana Dark. No sábado, 4, o cantor Oswaldo Mon­­te­negro apresenta suas composições na cidade. O evento ain­da con­ta com oficinas de violão e guitarra. Mais informações, você en­contra no site www.sescgo.com.br.

Mondrian em Brasília

A exposição “Mondrian e o Mo­vimento de Stijl”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, chega à sua última semana. Da figuração à abstração, a mostra expõe um panorama com pinturas, desenhos arquitetônicos, maquetes, mobiliários, documentários e publicações da época. Além disso, fotografias de artistas do movimento holandês de vanguarda moderna “De Stijl” (O Estilo) compõem a ex­posição. Com visitações gratuitas, de quarta a segunda-feira, das 9 às 21h, a mostra vai até o sábado, 4 de ju­nho, no Setor de Clubes Sul, em Brasília.

Áudios mostram que MBL foi financiado por partidos de oposição ao PT

Matéria da UOL revela que o movimento, que se declara apartidário, negociou apoio com o PMDB, SD, DEM e PSDB

Grupo Teatro Destinatário apresenta o espetáculo “O Abajur Lilás”

abajur LilásEm parceria com o Espaço Cultural Novo Ato e com a Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, o Grupo Teatro Des­tinatário fica em cartaz com o espetáculo “O Abajur Lilás”. Escrita pelo dramaturgo Plínio Marcos, em 1969, a peça retrata a vida dos que estão à margem da sociedade brasileira. São personagens que vivem o “mocó”, cenário da zona de prostituição. Com classificação indicativa de 18 anos, a peça fica em cartaz nos dias 4 e 5 de junho e nos próximos dois finais de semana. A apresentação começa às 20h e os ingressos custam R$ 20, a inteira.

Lançamentos

Livro

Foto: Divulgação   Diários da Presidência Volume 2 Dividido em quatro volumes bianuais, “Diários da Presidência — Volume 2”, de Fernando Henrique Cardoso, chega agora às livrarias com relatos dos anos 1997 e 1998. Autor: Fernando Henrique Cardoso Pre­ço: R$ 79,90 Companhia Das Letras        

Música

Música Thank You (Deluxe) Produzido pela artista e por Ricky Reed, “Thank You”, segundo álbum de Meghan Trainor, conta, na versão deluxe, com 15 faixas inéditas, incluindo o single “No”. Intérprete: Meghan Trainor Pre­ço: R$ 29,90 Sony Music  

Filme

FilmeOrgulho e Preconceito e Zumbis Releitura do clássico  de Jane Auten, o longa de Burr Steers figura uma Elizabeth Bennet mestre em artes marciais e um violento matador de zumbis Sr. Darcy. Direção: Burr Steers Pre­ço: R$ 39,90 Sony Pictures

“Atualmente, temos mais escritores que leitores”, diz Fal Azevedo

Quinto encontro da série de oficinas de escrita criativa da UBE-GO acontece no próximo sábado, 28, e irá debater sobre quais são as contradições da literatura contemporânea A União Brasileira dos Escritores (UBE) — Seção Goiás está promovendo uma série de oficinas de escrita criativa. No último sábado, 21, a UBE recebeu de casa cheia o escritor e jornalista Edson Aran, que falou sobre a relação da literatura com o momento atual e, sobretudo, a respeito das novas plataformas e formas de se fazer literatura atualmente. E, no próximo sábado, 28, acontece a quinta oficina desta segunda edição da série. A convidada é a escritora, tradutora e professora Fal Azevedo, cuja oficina tem o instigante título “As contradições da literatura contemporânea”, tema que promete render boas discussões. Ela diz que a literatura atual é contraditória em dois sentidos principais: em relação a outras épocas e também entre si. “E tanto o escritor quanto o leitor têm que lidar com essas contradições”, afirma. Um exemplo claro dessas contradições da literatura contemporânea, segundo ela, é que “nunca foi tão fácil produzir literatura. Temos mais tecnologia, mas também temos mais pessoas lendo. Por outro lado, nunca foi tão difícil conseguir leitores. Como temos muita gente escrevendo, para convencer alguém a ler os seus textos, é necessário muito apelo.” Para ela, ser contemporâneo é se deslocar de sua época para, assim, entendê-la melhor. “O deslocamento do tempo no qual vivemos nos torna não apenas contemporâneos, mas também conscientes. Verificar as fontes de nossa época torna o trabalho do escritor mais interessante e consciente. Pensar nossa relação com a história é essencial para a literatura atual”, relata. A oficina de Fal Azevedo acontece no sábado, 28 de maio, das 9h às 12h e das 14h às 17h. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site www.ubeoficinas.com.br. O local: a sede da UBE-GO, localizada na Rua 21 nº 262, no Centro, ao lado do Colégio Lyceu de Goiânia. Serviço: Oficina de Escrita Criativa Data: 28 de maio de 2016 Local: União Brasileira dos Escritores – Seção Goiás | Rua 21 nº 262, no Centro, ao lado do Colégio Lyceu de Goiânia Horário: 9h às 12h e 14h às 17h

Internet não se cala diante de caso de estupro coletivo

Movimentos feministas e de direitos humanos protestam contra a cultura do estupro, depois de caso de adolescente violentada por 30 homens no Rio de Janeiro

Em nota, Dilma nega pagamento irregular a João Santana

Em nota, Dilma nega pagamento irregular a João Santana

Renan diz que investigações da Lava Jato são “intocáveis”

Presidente do Senado divulgou nota oficial por meio de assessoria para esclarecer declarações reveladas pela divulgação de áudios divulgados pela imprensa