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Atacante argentino deixou de pagar impostos entre 2007 e 2009. Pena será convertida em multa
Presidente metropolitano Bruno Peixoto afirma, porém, que decisão será dialogada com lideranças e apresenta possíveis nomes para a disputa
Ex-governador reconhece que foi cotado para ser o candidato do PMDB à Prefeitura de Goiânia em 2016, mas deve realmente "finalizar sua caminhada"
Governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou na noite desta terça-feira (5/7) que algumas pessoas do grupo aliado têm pensado apenas em projetos pessoais que visam 2018
Advogados do goiano afirmam que ele está cumprindo ilegalmente regime fechado: "Não pode ter direitos subjetivos afetados pela carência estatal"
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Capa do álbum "O Mesmo Mar Que Nega a Terra Cede à Sua Calma", de Bruna Mendez, lançado na terça-feira, 5 de julho | Foto: Divulgação[/caption]
Yago Rodrigues Alvim
Não sai dos foninhos. Play e replay. Terça-feira, um post no Facebook e é sim um dia excelente para ser goiano, por ver o nosso som se esvair janelas afora. Veio, assim, silencioso já duma espera que mais parecia infinita. Sabe aqueles amores, “malditos, malditos”, eu mal-vos-digo, que quebram as eternas horas aflitas a fim de saber onde, quando, saber se está a fim, e nada. Daqueles feitos de Ariadne, corda e mais corda. Envolve-te em fio fino, feito grão em grão – saída de fim de mês, álcool bebericado, coisa chorada. Não. Para, nada disso. A guria ia pestanejando a vontade de abrir a janela e ver o mar fazia tempo, já estava suada do sol rachado dum sertão que se estende hoje: infinitos universais.
A gente já sabia que vinha, ora outra rezava. Prece longa, “dá logo Santo Antônio às avessas, já é julho”. Cadê música pra casório despedaçado? Coração retalhado, retaliado. Cadê injúria qualquer de terça-feira modorrenta? Dos dias brancos, coisa sem graça, crônica embrulhado em fruta apodrecida. Cadê, “meu bem”?
Esperava desde “Sem Você” que já arranhava a casa do corpo por dentro, desde muito antes. Uns três, quatro anos antes. Música de amor já findo, nem dor ressentida e nada, nada. Nada mais. Até bom dia, já rolava em baladas por aí. E veio ela, como prometia “Pensei/Qual a graça de viver sem/Se amarrar em alguém/Sem saber/Pra onde vai/E quando vem/Se você vem” ela, Bruna Mendez.
Daqui mesmo, goiana. A pauta era só para avisar que ela veio. Que voltou. E voltou com o mar nos ombros. Sabia, não? “O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma”.
Vai dizer se é bom ou não, das sutilezas musicais, do bê-a-bá, sei lá o quê. Crítica em estampa refinada. Tem sim, muito a dizer ainda. Mas hoje, tiro os sapatos para ouvir. Um dia, volto aí, com ela entremeada, entrevista já marcada. Por hoje, só o convite:
Aceita uma xícara de mar? Aceito Bruna Mendez.
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Retrato de Lucas Zaparolli de Agustini pela artísta plástica e ilustradora Cíntia Eto[/caption]
Da capital paulista, o poeta Lucas Zaparolli de Agustini se dedica a obra “Don Juan”, de Lord Byron, a qual tem traduzido em seu doutorando na Universidade de São Paulo (USP). E é dele os versos desta "Terça Poética". “De um sopro pro pó” ganhou, especialmente para esta edição, um retrato do poeta feito pela artista plástica, ilustradora e também paulista Cíntia Eto. Quer participar da nossa “Terça Poética”, um projeto que verseia as tardes de terça-feira com poesia? Envie-nos, por meio do e-mail [email protected], os seus escritos poéticos. Eis o sopro de Zaparolli!
Lucas Zaparolli de Agustini
Da séria miséria
resta esta
desolação da ação
de desconhecer o ser.
Na areia, Reia
enxerga a cega
chama, que a chama
a um restrito rito:
um frenesi que se
sacode, a ode de
mago magro a ago-
rafobia e o money, né?
Tem independente pendente,
alergia da alegria,
azul ao sul,
e um osso só.
Que bactéria teria
afronta contra
a órfã que mofa amorfa
no pântano de antanho?
Nada sutil é útil.
O que corrompe não rompe.
Nem sempre cabe quem abre.
Mas a brecha não fecha.
Só desencanto no canto
sem voz, a vós.
Capaz de paz?
Onde o som do om?
Afeto ao feto
que parte a arte
no osso do esboço
da porta da horta.
Salve a azia da afasia!
A isca da faísca!
O beijo do brejo!
O batom sem bom-tom!
Salve tudo que aludo,
incluindo a manhã de amanhã,
mas do universo só um verso:
breca-te, Hécate!
Não ultrapasse a paz, e
nem te atrevas às trevas:
só, caminha minha
sola ao sol.
Que apontem o ontem,
e o murmúrio do futuro
pareça essa
parede sem rede:
acode a ode,
salva a alma alva,
enquanto o canto
do hoje foge.
Deixo o eixo
ao âmago do relâmpago,
pra que se rache a acha
pra um fogo logo.
Depois, ois, pois
não há ninguém, nem
nada: a cada
dádiva vã, um divã.
Do mor amor
leva Eva
um mar amaro,
e tudo dói.
Na sequência a consequência
da lavra da palavra:
bronco ronco,
faltar altar e ar.
Então cantes antes
que a mágoa n’água
se dilua — a lua
muda muda.
O miasma, a asma
é desespero, espero.
Resta esta
vida ida.
Doravante, avante.
Após, pós.
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