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Não sei de quem é a ideia, já consolidada ao menos por aqui, de classificar os países da disputa olímpica apenas pelas medalhas de ouro. Será do Comitê Olímpico Internacional? Do Comitê Brasileiro? Ou da Imprensa? Seja de quem for, carece de um mínimo de racionalidade, tanto quanto uma classificação apenas pelo número total de medalhas. Se a um atleta ou a uma equipe se atribuem medalhas nos três graus, ouro, prata e bronze, é que se reconhecem, ao menos teoricamente, esses ganhadores como os primeiros, segundos e terceiros melhores no mundo, em sua modalidade. Quando se classificam os países apenas pelas medalhas de ouro (as de prata e bronze só se consideram nos casos de empate), estão sendo desprezados, solenemente, como se nada valessem, os segundos e terceiros colocados olímpicos. Essa classificação, já generalizada, é muito pouco inteligente — eufemismo de burra, mesmo. O mais certo, racional e matematicamente, seria atribuir um peso às medalhas. As de ouro valeriam três pontos, as de prata dois e as de bronze contariam um ponto cada uma, por exemplo. Pensando de maneira cartesiana — o leitor possivelmente terá atendado para isso — cabe a pergunta: a Hungria, 12ª colocada por esse critério, teve mesmo desempenho melhor que o Brasil, que teria ficado em 13º? O Brasil obteve 7 medalhas de ouro, 6 de prata e 6 de bronze — 19 no total. A Hungria, 8 de ouro, 3 de prata e 4 de bronze, apenas 15 no total. Já soa estranho. A única medalha de ouro recebida a mais pela Hungria está acima das cinco — três de prata e duas de bronze — que o Brasil alcançou a mais? O bom senso e a matemática dizem que não. Atribuíssemos, e seria lógico se o fizéssemos, pesos às medalhas, e o Brasil teria: 3 vezes 7 mais 6 vezes 2 mais 6 por suas medalhas, o que dá 39 pontos. Já a Hungria teria 3 vezes oito mais 2 vezes 3 mais 4 o que somaria 34 pontos, bem atrás. Algo semelhante ocorreu com a Itália, nona colocada, com oito medalhas de ouro, enquanto a Coreia do Sul, com nove de ouro, aparece como oitava. A Itália, que teve 28 medalhas no total, conquistou 8 medalhas, entre prata e bronze, a mais que a Coreia (21 medalhas no total). Pelo critério dos pesos, também aqui inverter-se-iam as classificações.
A morte do soldado Hélio Andrade, da Força Nacional, ao entrar por engano em favela na Maré no dia 12 de junho, e ter sua viatura metralhada por bandidos fortemente armados, rendeu duas declarações públicas de autoridades. Uma, do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, condenando o ataque dos traficantes e se solidarizando com a família do policial. Uma declaração moralmente correta, aquela que poder-se-ia esperar de uma autoridade com preparo. Outra, do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que o policial errou, ao entrar na favela. Declaração abjeta, culpando a vítima, desculpando os bandidos traficantes. Uma declaração “politicamente correta”, própria de um esquerdista dissimulado em democrata, mas não arrependido. E desrespeitosa para com a família do policial morto, enquanto trabalhava pela segurança dos brasileiros honestos e dos turistas que nos visitavam nos Jogos Olímpicos.
A ilha dos irmãos Castro aparece em 18º lugar na contagem por medalhas de ouro, nas Olimpíadas. Na verdade, ficou em 20º lugar, após Nova Zelândia e Canadá, que tiveram muito mais medalhas de prata e bronze (Canadá teve 22 medalhas no total, contra 11 de Cuba). Cuba, até os anos 1980, disputava com os EUA a liderança dos jogos Pan-americanos e das Olimpíadas. Fidel Castro considerava o esporte (e na verdade o é) uma excelente propaganda. Nada faltava aos atletas, numa ilha onde tudo era racionado. Hoje, depois de décadas de privações, nem as glórias do esporte os cubanos alcançam. Fidel Castro fez 90 anos dias atrás. A imprensa, com sua conhecida inclinação, tratou o nonagenário com a habitual boa vontade. Noticiou o fato quase festivamente, esquecida (ou lembrando, mas não se importando) que o ditador matou, prendeu, tirou a liberdade de movimento de duas gerações, além de mudar a ilha de próspera para indigente.
Levantamento do Instituto Grupom para a rádio 730-AM repete situação registrada antes por Serpes e Instituto Paraná: Iris tem vantagem, Waldir estaciona em 2º e Vanderlan está na 3ª posição
O magistrado Manuel de Farias Reis Neto, da 2ª vara da Fazenda Pública de Palmas, acatou os pedidos formulados pelo Ministério Público Estadual e expediu sentença declarando inconstitucionais os atos referentes às promoções de policiais militares realizadas segundo o critério de excepcionalidade, em dezembro de 2014, no final da gestão do governador Sandoval Lobo Cardoso. Á época, a 9ª Promotoria de Justiça alegou que os policiais promovidos foram escolhidos de forma arbitrária pelo então governador do Estado, desconsiderando-se critérios legais para a elevação de patente, como tempo de serviço, bravura no exercício da função e formação específica para o novo posto. Também argumentou que foram realizadas promoções "súbitas" aos mais altos postos da corporação, quando a legislação determina que elas devem ocorrer de forma "seletiva, gradual e sucessiva", como forma de reconhecer o mérito e a qualificação do policial para a graduação imediatamente superior. Ao acatar os argumentos sustentados pelo MPE, o magistrado considerou inconstitucional a Medida Provisória nº 48/2014, que suspendeu todas as exigências para promoção de policiais militares expressas na Lei nº 2.575/2012 e instituiu o critério da excepcionalidade como regra para as promoções no ano de 2014. A decisão aponta que medidas provisórias com força de lei só podem ser adotadas em situações de relevância e urgência, o que não se aplica ao caso. A MP também foi considerada inconstitucional por afrontar os princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade, permitindo promoções de militares sem qualquer tipo de critério e favorecendo alguns integrantes da corporação, em detrimento de outros. Além da medida provisória, foram declarados inconstitucionais, com efeito retroativo à data em que foram publicados, os Atos de nº 2.120 e 2.129/2014, que concederam promoções a centenas de militares com base no critério de excepcionalidade.
Na terça-feira, 23, o governador Marcelo Miranda (PMDB) prestigiou a solenidade de apresentação do projeto de implantação do Parque Tecnológico Photovolt, em Palmas, comandado por Wellington Romanhol. Durante a solenidade, o governador defendeu que a produção de energia solar é um elemento importante para economia e a consolidação da industrialização do Tocantins. “As potencialidades e as riquezas naturais de que dispomos nos credenciam a fomentar esse setor importantíssimo para nossa economia.”
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), em dois anos, o Brasil deverá estar na lista dos 20 países com maior geração de energia solar no mundo. A expectativa é que o Tocantins possa contribuir com essa estimativa, pois o Estado possui incidência solar considerável. "As potencialidades e as riquezas naturais de que dispomos nos credenciam a fomentar esse setor importantíssimo para nossa economia”, ressaltou o governador.
O governador lembrou que o Estado, por meio a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), está desenvolvendo o projeto Atlas Solar do Estado do Tocantins. “É um completo mapeamento das potencialidades desse tipo de energia no Estado. O projeto, ao mesmo tempo que fortalece as políticas públicas para o setor, vai subsidiar os investidores interessados em produzir energia limpa aqui”, pontuou.
A convite do presidente interino, Michel Temer, na quarta-feira, 24, o governador Marcelo Miranda participou, no Palácio do Planalto, do evento de lançamento do Plano Agro +, que consiste num pacote de 69 medidas destinadas a modernizar e desburocratizar normas e processos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Ao modernizar os processos, o Ministério da Agricultura dá um grande passo em direção ao desenvolvimento do agronegócio nacional. O empresário do setor precisa ter os governos federal e estadual como parceiros, facilitadores e, acima de tudo, incentivadores de seus negócios. Acreditamos que o Tocantins, como um dos Estados de grande participação no agronegócio nacional, certamente será muito beneficiado”, destacou Marcelo Miranda. Os principais obstáculos burocráticos existentes no Ministério da Agricultura foram identificados por um grupo de trabalho que analisou 315 demandas do setor produtivo e estabeleceu 69 medidas para implantar nesta primeira fase do Agro +. As medidas atendem as reivindicações de 88 entidades representativas do agronegócio brasileiro. “Queremos um Brasil mais simples para quem produz e mais forte para competir”, destacou ministro da Agricultura, Blairo Maggi, usando o slogan do plano para reforçar o propósito do governo federal. Com a eliminação desses entraves, o setor privado e o governo devem ter um ganho de eficiência estimado em R$ 1 bilhão ao ano. Esse valor representa 0,2% do faturamento anual do agronegócio brasileiro, calculado em cerca de R$ 500 bilhões. O Mapa também vai estabelecer cooperação com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para desenvolver ferramentas capazes de agilizar a troca de informações entre as autoridades sanitárias e os países importadores do agronegócio brasileiro.
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral fala das ações do órgão e manifesta a esperança de que o poder econômico não influencie nos resultados das eleições
“Mau gestor é um mau negócio para o bolso do eleitor”
Gilberto Marinho O eleitorado não pode ser analisado de forma global. Por alto, deve ser dividido em, pelo menos, dois tipos: o primeiro, a maioria, vota por fatores emocionais e, dessa forma, vota sem levar em conta fatores racionais e sem perceber que, no fim das “contas”, ele é que vai pagar o pato. O outro tipo é o leitor esclarecido e bem informado que tem os meios intelectuais para perceber os benefícios e/ou malefícios de uma escolha. É evidente que nesse segundo tipo de eleitor há aqueles que votam ideologicamente. Mas os demais têm condição de perceber que o principal objetivo do mau gestor é aumentar a arrecadação (impostos) para manter privilégios e uma corte de correligionários. E aumentar impostos, direta e indiretamente. Exemplo de aumento indireto: o anúncio de que o boleto do IPTU deixará de ser enviado – e que caberá ao contribuinte imprimi-lo – criará confusão e dificuldades para o contribuinte, resultando no aumento do volume de multas, aumentando, portanto, a arrecadação. Ou seja, o mau gestor é um mau negócio para o bolso do eleitor. Gilberto Marinho é jornalista.“Será que experiência é realmente importante?”
Antônio Macedo O eleitorado é bem heterogêneo. Um número significativo de eleitores segue o partido político e é fiel a ele, mesmo quando não gosta do candidato. Outro número expressivo é influenciado pela mídia, pelas pesquisas. Temos ainda um bom número não ligado a partidos políticos e que avalia experiência e honestidade. Será que experiência é realmente importante? Iris Rezende e Marconi Perillo, respectivamente eleitos pela primeira vez para prefeito e governador, fizeram uma administração com uma ótima aprovação popular. E existem aqueles políticos com reiteradas passagens pelo poder que não conseguem atender os anseios da população. Antônio Macedo é médico dermatologista.“Novo prefeito eleito deverá ver economia e gestão acima da política”
João Bosco de Carvalho Freire A economia em si (Global) é apolítica, escolhendo seus caminhos por outros mecanismos independentes de quem está no governo A ou B. Ela manuseia, mas não se submete. Quando Fernando Collor de Mello deixou definitivamente o governo, houve um grande fluxo de investimentos externos que aguardavam a estabilidade política. Houve uma súbita melhora na economia e os investidores bem orientados tiraram proveito antes e após o momento. É possível que isso ocorra novamente quando Michel Temer assumir definitivamente. Enquanto houver mínimo risco, isso não acontece. Quero dizer com isso que é necessário, além de popularidade e ideologia, o traquejo com a economia e um razoável potencial para a gestão. Disso advirá ou não o sucesso do mandato. Uma visão macro e micro da situação e como reagir a ela são indispensáveis ao novo eleito, que deverá ver a economia e a gestão acima da política, uma vez instalado no poder. Temer sinalizou bem aos investidores, logo no primeiro dia, com a medida 727 e a indicação de Henrique Meirelles. Isso é válido também para os governos estaduais e municipais extensivamente, uma vez que a economia é a base para a realização, no campo social, da saúde, educação, segurança e demais áreas. João Bosco de Carvalho Freire é advogado.“Zé Mulato & Cassiano são ‘maiores’ que Pena Branca & Xavantinho”
Arnaldo Salu Muito boa a lista “As 13 maiores duplas sertanejas de todos os tempos” [Opção Cultural, 2089). Vai repercutir, e causar polêmica também. Muitos não vão concordar o artigo, apesar das ótimas (e engraçadas) justificativas do historiador Ademir Luiz. O resultado da “complexa equação envolvendo valor histórico, influência, permanência, proposta estética e representatividade em seu período de atuação” na ponta do meu lápis faz, por exemplo, com que não concorde com a inclusão de alguns nomes e a exclusão de outros. Nomes como Raul Torres & Florêncio, grandes intérpretes das músicas do lendário João Pacífico, que atuaram por 30 anos, até o ano de 1970, e eternizaram clássicos como “Cabocla Tereza”, “Pingo d’água” e “A moda da mula preta”, e que exerceu grande influência na origem estético-musical das duplas subsequentes, inclusive Tonico & Tinoco, não poderiam estar fora de uma lista de maiores de “todos os tempos”. Em sua equação, um elemento deve ser considerado: a regionalidade. A música batizada pela indústria fonográfica como sertaneja, e de fato a música caipira, antes das facilidades de comunicação tão comuns na atualidade, nos idos dos anos 30, 40 e 50 do século passado, contava somente com o comércio de discos, das apresentações musicais e do rádio ainda pouco difundido nos rincões do País para chegar aos ouvidos do público. Desse modo, muitas duplas tiveram grande repercussão, valor histórico e representatividade regional. Ainda nos tempos mais recentes acredito que esse fator deve ser considerado. Acredito, por exemplo, que Zé Mulato & Cassiano, dupla de Brasília com reconhecimento nacional (ganharam o Prêmio Sharp em 98 e o Prêmio da Música Brasileira em 2015, ambos na categoria música regional e eram considerados por Inezita Barroso como a dupla mais representativa da música caipira na atualidade) são “maiores” que Pena Branca & Xavantinho. De qualquer forma, gostei de observar Ademir Luiz interessado em um tema da cultura caipira para além do trabalho de orientação acadêmica. Gostei de ver também seu pai antenado nos novos talentos da viola, como Mayck & Lyan. Fale para ele procurar também por Lucas Reis & Thácio e também um tal de João Carreiro. Arnaldo Salu é cineasta.
As comissões permanentes da Câmara Municipal de Palmas tiveram seus integrantes redefinidos após quase quatro meses de embates, que acabaram por trancar a pauta de votações. As principais comissões ficarão sob a liderança dos vereadores Major Negreiros, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, e Lúcio Campelo, na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle. Já a Comissão de Administração Pública, Urbanismo e Infraestrutura será presidida por Jucelino Rodrigues, enquanto Marilon Barbosa comandará a Comissão de Políticas Públicas Sociais. Comissão de Constituição, Justiça e Redação: Presidente: Major Negreiros, Vice-presidente: Adão Índio, Membros: Emerson Coimbra, Lúcio Campelo, Folha Filho e Milton Neris; Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle: Presidente: Lúcio Campelo, Vice-presidente: Milton Neris, Membros: Jucelino Rodrigues, Folha Filho, João Campos e Hiram Gomes Comissão de Administração Pública, Urbanismo e Infraestrutura: Presidente: Jucelino Rodrigues, Vice-presidente: João Campos, Membros: Milton Neris, Adão Índio, Hiram Gomes, Marilan Barbosa Comissão de Políticas Públicas Sociais: Presidente: Marilon Barbosa, Vice-presidente: Waldson da Agesp, Membros: Gerson da Mil Coisas, Etinho Nordeste, Major Negreiros, Emerson Coimbra Comissão de Cidadania, Direitos Humanos, Meio Ambiente e Ética: Presidente: Joel Borges, Vice-presidente: Claudemir Portugal, Membros: Etinho Nordeste, Waldson da Agesp, Joaquim Maia, Milton Neris Comissão de Segurança Pública: Presidente: Joel Borges, Vice-presidente: Claudemir Portugal, Membros: Jucelino Rodrigues, Adão Indio, Milton Neris, Ver. Júnior Geo Comissão de Assuntos dos Direitos da Mulher: Presidente: Hiram Gomes, Vice-presidente: Júnior Geo, Membros: Iratã Abreu, Emerson Coimbra, Joaquim Maia, Milton Neris.
Um requerimento em regime de urgência na Casa de Leis, propondo que o governo do Estado implante o benefício da tarifa semiurbana no sistema de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros das cidades que fazem parte da região metropolitana de Palmas (Porto Nacional, Miracema e Paraíso) foi encaminhado pelo deputado estadual Paulo Mourão (PT). Segundo o parlamentar a Agência Tocantinense de Regulação Controle e Fiscalização (ATR) fez no final do ano passado, um diagnóstico da demanda de transporte semiurbano de passageiros no entorno de Palmas.
O estudo apontou que existe a necessidade do beneficio da tarifa para os usuários dos transportes coletivos na região que engloba a área metropolitana da capital, tendo em vista que há um fluxo significativo diário de passageiros circulando por estas cidades, sendo a maioria composta por estudantes e trabalhadores que se locomovem de suas residências para outras cidades para estudar e trabalhar, além de pessoas que buscam serviços na área da saúde e comércio em geral.
Segundo Mourão, a lei que rege a região metropolitana que engloba as cidades de Palmas, Porto Nacional, Paraíso e Miracema pode ser contemplada com tarifas justas, mais acessíveis ao bolso dos usuários, favorecendo e dando uma maior mobilidade entre os municípios e a capital, com uma significativa redução de gastos das pessoas que utilizam o transporte público. É neste sentido, diz, que solicita ao governo a implementação de um projeto piloto iniciando pela cidade de Porto Nacional, a qual irá ter uma redução na ordem de mais ou menos 30% do valor da passagem que hoje vigora e mais de 50% da classe estudantil.
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Universidade Federal do Tocantins | Foto: reprodução/ UFT[/caption]
O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) interpôs junto à Justiça Federal, na quarta-feira, 18, ação civil pública, com pedido de liminar, visando obrigar a Universidade Federal do Tocantins (UFT) a deixar de destinar efluentes sem o devido tratamento, no Lago da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães. Segundo o MPF, a universidade descumpriu o termo de compromisso firmado em 2013 com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), para regularizar o sistema de tratamento de efluentes gerados no campus de Palmas.
Um parecer técnico de monitoramento do Naturatins, emitido em março de 2016, apontou que o sistema de tratamento está desativado e que os efluentes gerados pela UFT, inclusive os resíduos laboratoriais químicos e biológicos, são lançados a céu aberto e sem tratamento no lago. Para o MPF, a atividade gera danos ambientais e produz impactos na saúde da população local e dos usuários do reservatório.
Na ação, o MPF também pede que a UFT cumpra as obrigações definidas no termo de compromisso com o Naturatins, sob pena de paralisação de suas atividades. Além disso, a Universidade deve indenizar o meio ambiente em R$ 50 mil, valor exato da multa estipulada pelo órgão ambiental, por não ter evitado o dano ao lago, mesmo com os vários anos de oportunidade que teve para adequar o seu sistema de tratamento de esgoto.
“Princesa” funciona como um rito de passagem para consolidar a proposta do grupo do Sertão Urbano de fazer canções que falem do mundo
Obra apresenta uma reunião de diferentes trabalhos bem arrojados, em que um elenco de personagens se embrenha pelo mundo do nonsense leariano
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Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados[/caption]
A deputada Professora Dorinha (DEM) participou em Jaipur, na Índia, da Reunião do Fórum de Mulheres Parlamentares do Brics. Ela preside a delegação de parlamentares mulheres designadas pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, para participarem do encontro. Com o tema "Mulheres parlamentares: Meios para alcançar o Desenvolvimento Sustentável", o evento debateu as ações, objetivos e a agenda global de desenvolvimento; seus problemas e desafios, bem como o papel das mulheres parlamentares no engajamento dos cidadãos nesse assunto.
“É uma missão oficial de caráter de Estado com temas extremamente importantes a serem debatidos. Se levarmos em consideração que nos países do Brics vive 40% da população do planeta, o que for decidido nesse encontro deve ser estimado. Os países do Brics têm uma influência muito importante sobre os problemas ambientais globais”, explicou Professora Dorinha. Em seu discurso de abertura, a deputada tocantinense destacou a importância do empoderamento feminino inclusive na atuação de políticas relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
“A participação ativa das mulheres deve ser promovida em todos os aspectos da vida econômica, social e política. Deve-se evitar o entendimento de que é necessário elaborar políticas para as mulheres, substituindo-o pela atitude de elaborá-las com elas, promovendo o seu empoderamento, tornando-as, dessa forma, reais ‘parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias’, como afirma a Carta da Terra, declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.”
O Brics é formado pelas iniciais dos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. As nações que constituem o grupo possuem potencial para superar as atuais grandes potências mundiais em um período de até cinco décadas. Ao contrário do Mercosul ou da União Europeia, o Brics não pode ser reconhecido como um bloco econômico oficial, pois não possui um estatuto ou registro formal. O grupo funciona apenas como um mecanismo político internacional de cooperação mútua entre os países integrantes.

