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Foto: assessoria de imprensa[/caption]
A guerra era fria e está se tornando quente. Ao concluir que Daniel Vilela vai mesmo ser candidato a governador pelo MDB, o que enfraquece sua postulação, o senador Ronaldo Caiado deve iniciar um processo de críticas ao emedebista. Por enquanto, orientado por Iris Rezende, não faz ataques. Mas, a partir de março, as coisas vão esquentar. Aliás, as orelhas de Daniel Vilela, assim como as do presidente do DEM em Goiás, devem estar quentes.
No início, as críticas do caiadismo serão moderadas — e, aliás, já estão sendo feitas nos bastidores. Caiadistas dizem que o emedebista, por ser “muito jovem”, não tem experiência política nem administrativa. Ele seria imaturo.
Quanto ao pai de Daniel Vilela, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, a corrente caiadista-irista aponta-o como “neo-marconista”. Curiosamente, dizem que o pai é mais marconista do que o filho.
Um prefeito emedebista, ao ouvir Iris Rezende dizendo que iria apoiar Daniel Vilela para governador, observou bem para verificar se o prefeito de Goiânia estava de dedos cruzados. Afinal, estava? “Não, ele não estava de dedos cruzados”, afirma.
O prefeito diz que ficou em dúvida se Iris Rezende vai votar em Daniel Vilela, ou, mais do que isto, vai apoiá-lo. “Iris é sempre um enigma; ele diz uma coisa sugerindo outra.”
Os deputados Paulo Cezar Martins e Wagner Siqueira, do MDB, são apontados como os mais leais ao candidato do MDB a governador de Goiás, Daniel Vilela. Já o deputado José Nelto é visto como “traidor” e “caiadista”. Os prefeitos do partido estão decepcionados com o parlamentar, que, no interior, estaria dizendo que seu nome é José “Caiado” Nelto. Os políticos dizem que o deputado não é confiável.
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Ex-prefeito Raul Filho e prefeito Carlos Amastha: o segundo,
com menos tempo, arrecadou três vezes mais que o primeiro[/caption]
Professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e especialista em Direito Urbanístico, João Bazzoli fez estudo sobre a evolução da arrecadação de Palmas com o IPTU, nos últimos 14 anos. A constatação é de que Carlos Amastha transformou a rubrica numa supermáquina de fazer di nheiro: a receita resultante do tributo, sem multas e juros, entre 2005 e 2012, na gestão Raul Filho (PR), foi de R$ 65.150. 512,10, enquanto o faturamento do colombiano, em apenas cinco anos de gestão, foi de R$ 213.416.100,00. A diferença é exorbitante: R$ 148.265,588,00, ou seja, o atual prefeito arrecadou 227,6% a mais, ou 3,27 vezes.
As informações estão em esclarecedora reportagem assinada por Wendy Almeida, publicada na quarta-feira, 7, no Blog CT. Reproduzimos parte inicial do texto:
Em 2003, a receita com IPTU em Palmas foi de apenas R$ 3.359.340,00. No ano passado, a arrecadação chegou a R$ 48.744.171,04. Em 14 anos, o Executivo palmense teve incremento de 1.351%. Isso sem incluir nos números as multas e juros por atraso, o faturamento da dívida ativa, deduções, além de multas, juros e atualização monetária da dívida ativa. Com a inclusão da receita desses encargos, a arrecadação total no governo Amastha chega a R$ 287,3 milhões.
Diferente da gestão atual, no governo do ex-prefeito Raul Filho a variação na arrecadação foi sempre crescente. Apesar de que, nos primeiros anos, o crescimento foi bem tímido. De 2005 para 2006 a receita do IPTU saiu de R$ 3.346.716,87, para 3.469.446,53 (+3.7%). Em 2007, saltou para R$ 3.974.463, 42 (+ 14,6%) e, em 2008, alcançou a casa dos R$ 4.401.323,52 (+10,7%).
No primeiro ano do segundo mandato do republicano (2009), a receita do IPTU da Capital teve um crescimento mais significativo, chegando a R$ 7.587.445,71, ou seja, um aumento de 72,3% em relação a 2008. Em 2010, a arrecadação continuou a crescer, passando para R$ 10.065.732,55 (+ 32,6%). Em 2011, o valor saltou para R$ 11.366.456,05 e, em 2012 chegou a R$ 20.938.927,54, ou seja, 84,2% a mais.
Em 2013, já na administração de Amastha, o Paço contabilizou R$ 24.431.902,83 em receita de IPTU. Nesse mesmo ano, o pessebista propôs a Revisão da Planta de Valores, o que aumentou o valor dos imóveis e consequentemente o imposto, gerando muita polêmica. Com o reajuste, a arrecadação teve um salto exorbitante, em 2014, de 101%; ou seja, R$ 49.151.990,39. O número representou a receita mais alta do período.
Nos dois anos seguintes, contudo, a arrecadação com o IPTU sofreu reduções: R$ 46.367.668,10, em 2015, e R$ 44.720.367,94, em 2016 (- 3,6%), o que pode ser explicado pelo aumento da inadimplência. A reação veio em 2017: R$ 48.744.171,04 (+ 8,9%). A cifra só não foi maior porque órgãos de controle e, posteriormente, a Justiça impediram as diversas tentativas do prefeito reajustar o imposto.
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Presidente do Sindicarnes, Oswaldo Stival: “Mercado da carne vai crescer este ano no Brasil”[/caption]
Mais um sinal de pujança da economia tocantinense foi mostrado pela Fieto na quarta-feira, 7. A economia estadual poderá ter, nos próximos dez anos, um acréscimo de R$ 15 bilhões com as cadeias produtivas do agronegócio de carne, arroz, piscicultura e silvicultura, soja e milho. O prognóstico é do professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves, proprietário da empresa Markestrat, contratada para a elaboração de um estudo sobre o tema, apresentado nesta quarta-feira, 7.
Fava analisou o mercado da carne, mostrando dados que indicam o Brasil como o segundo maior em produção de carne bovina no mundo e quarto em consumo. Ele assinalou que mesmo com histórico de perda de 8% na economia dos últimos dois anos, a perspectiva para este ano é que o Brasil volte a crescer e ganhar espaço nos mercados interno e externo.
Quem compartilha do otimismo é o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado do Tocantins (Sindicarnes /TO), Oswaldo Stival, que viu no estudo, que considera “preciso e claro”, ferramentas para melhorar os resultados do segmento. Stival aponta como umas das possíveis alternativas para alcançar este crescimento a criação de uma Câmara Setorial da Carne no Estado com a participação de toda cadeia produtiva, Fieto e governo do estadual em atuação conjunta para fortalecer o segmento.
O estudo contempla a análise da viabilidade financeira do desenvolvimento da indústria local, a comparação da competitividade do Estado frente aos demais nestas áreas e a identificação de meios de fortalecimento destes setores por meio da transformação dos produtos. A contratação deu-se com recurso do Fundo de Desenvolvimento Econômico (CDE) e coordenação da Fieto.
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Presidente da Fieto, Roberto Pires: “Transformação dos insumos do agronegócio agrega valor”[/caption]
O presidente da Fieto, Roberto Pires, disse que a transformação dos insumos do agronegócio é a grande saída para empregar mais, agregar valor, sair dessa dependência do emprego público e viabilizar que o Tocantins se torne um eixo de desenvolvimento. Para isso, nós precisamos de informações consistentes e um modelo de atuação nestas cadeias que nós apontamos como prioritárias”, disse.
Pires acrescentou que o objetivo principal é apontar medidas para ampliar tanto a produção como a organização de estratégias que desenvolvam a indústria da transformação. “O estudo aponta os caminhos que nós temos que percorrer para a recuperação, haja vista que foi demonstrado que o Brasil e o mundo crescem em demanda pelo produto da carne e o Tocantins, de uns anos para cá, diminuiu sua produção e exportação”.


