“Nosso governo venceu a crise”

Presidente da Agência de Fomento do Estado, o ex-deputado emedebista enumera conquistas da gestão Marcelo Miranda e diz que, com a deflagração da campanha pela reeleição do governador, a população será devidamente informada dos avanços

Foto: divulgação

“Cadê as tendas do HGPP? Não se fala mais. Onde está a crise na educação? Também não se fala mais. E as greves? Também acabaram. E os atrasos salariais? Não exis­tem.” As in­da­gações que José dos Santos Freire Júnior faz e ele mesmo responde ilustram um qua­dro adverso que o governo estadual en­fren­tou e soube superar. Nessa entrevista ele fala também de seu trabalho à frente da Agên­cia de Fomento e das eleições de ou­tu­bro – admite que pode ser candidato a de­putado federal.

Filho de um dos ícones da política no Estado de Goiás, José dos Santos Freire, fis­cal de rendas que fez sua carreira política entre 1955 e 1991, a maioria dos mandatos pelo PMDB, Freire Júnior é economista formado pelo Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e pós-graduado em Po­líticas Públicas de Governo, pela Uni­ver­sidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sua carreira na política partidária teve início pelo então MDB em 1973. Foi eleito deputado federal por cinco legislaturas seguidas de 1989 a 2003. Entre 1989 a 1993, esteve filiado ao PRN. Em 2005, fi­li­ou-se ao PSDB e, em 2007, elegeu-se no­vamente, desta vez como suplente de de­putado federal, tendo assumido o mandato por duas vezes: em 2008, em virtude do afastamento do deputado Eduardo Go­mes (PSDB), e em 2010 em virtude da li­cença do deputado Vicentinho Alves (PR).

Em sua vida parlamentar, além de ter par­ticipado de diversas comissões mistas no Congresso Nacional, assim como de inú­meras comissões permanentes, especi­ais e externas da Câmara dos Depu­tados, Freire Júnior integrou várias delegações em viagens ao exterior, onde teve a oportunidade de representar o Parlamento Brasileiro.

O sr. é presidente da Agência de Fomento do Estado do Tocan­tins. Quais foram os avanços ou conquistas que considera como re­levantes durante a sua gestão?

Confesso que fiquei um tanto quanto frustrado, mas há explicação. Aceitei o convite de assumir a agência, depois que o governador Marcelo Miranda firmou o compromisso de aportar R$ 15 mi­lhões por ano, afim de integralizar o capital social (R$ 100 milhões) da pasta, uma instituição financeira não bancária, que funciona com a devida autorização do Banco Central do Brasil. Até o momento, integralizamos apenas R$ 27 mi­lhões. Por isso, seria necessário in­te­gralizar o restante do capital social.

O projeto era transformar a agência no braço operacional das políticas econômicas do governo estadual. Ocorre que, em razão do caos econômico e financeiro que foi encontrado ao assumirmos o governo do Estado do Tocantins, como hospitais públicos sucateados, professores e policiais civis em greve, aliado à crise que assolou o País, logicamente os aportes não foram efetivados, mesmo estando previstos nos orçamentos anuais, uma vez que foram necessários alguns contingenciamentos e remanejamentos.

Por tal razão, a Agência de Fo­men­to acabou por não funcionar da maneira como havíamos planejado, não permitindo a concretização dos nossos projetos iniciais, tais como ser o grande financiador da atividade e desenvolvimento da pis­cicultura no lago de Palmas, em par­ceria com a Embrapa e a Uni­ver­sidade Federal do Tocantins (UFT), ou mesmo a implantação de uma bacia leiteira no centro-nor­te do Estado, para beneficiar o leite e conseguir agregar a ele um valor inestimável.

Ainda assim, mesmo diante dessa limitação, redirecionamos os valores disponíveis e fizemos investimentos na indústria hoteleira de Palmas, como também, proporcionamos a renovação de mais de 50% da frota de taxi da capital e de Araguaína, por intermédio de um convênio com o Sindicato dos Ta­xistas do Estado do Tocantins (Sin­tax), uma vez que tivemos condições de oferecer juros competitivos.

O governador Marcelo Miranda (MDB) recebeu uma herança pesada dos governos anteriores, o que dificultou a gestão principalmente nos dois primeiros anos. Além dis­so, a crise econômica e financeira do País prejudicou as administrações regionais. O sr., na condição de emedebista integrante do go­ver­no e atento observador da ce­na política, como analisa esse ce­nário? O pior já passou?

Sem dúvidas, esses fatores, além de outros, atrapalharam de­mais a gestão. Contudo, o que de­ve ser ressaltado é o fato que conseguimos, após o segundo ano, co­lo­car a cabeça para fora e, finalmente, respirar. Viramos um jogo ab­so­lutamente perdido. Recebe­mos uma herança de débitos e compromissos inadimplidos, fruto de uma irresponsabilidade inimaginável e “porra-louquices” (sic), inconcebíveis.

Em 2015, quando Marcelo Miranda assumiu o governo,Dilma Rousseff já havia escapado de um impeachment e outro batia à sua porta, o que gerou uma crise instalada em todos os setores produtivos do Brasil. Um cenário, por­tanto, totalmente contrário que con­seguimos reverter ao final de três anos à frente do governo do Estado do Tocantins.

É necessário ressaltara que não podemos nos desenvolver à custa do endividamento, em que pese ter­mos utilizado deste expediente em algumas oportunidades, mas sim patrocinar o nosso crescimento, através de recursos próprios. Te­mos uma enorme capacidade de en­di­vidamento, não há restrições quanto a isso, contudo não temos ca­pacidade de pagamento. Não po­demos ser irresponsáveis e contrair dívidas que jamais conseguiremos pagar.
Enfatizo que o custeio da má­qui­na é caro, a folha de pagamento também, reiterando que pagamos uma folha de pagamento não adim­plida pelo governo anterior.

E porque o governo não expõe es­sas conquistas? Está havendo fa­lha de comunicação?

Não há como haver ações isoladas, tudo depende de planejamento na gestão de um governo. Va­mos por partes: cadê as tendas do Hospital Geral de Palmas (HGPP)? Não se fala mais… On­de está a crise na educação? Tam­bém não se fala mais. E as greves? Também acabaram. E os atra­sos sa­­la­riais? Não existem. O go­verno está gastando milhões pa­ra divulgar isso? Não, a propaganda é mui­to cara e num governo sé­rio não há espaço para exposições midiáticas desnecessárias.

Mas vamos expor agora, na pró­xima campanha eleitoral. O mo­mento será aquele, quando di­re­mos à população que acabamos com as tendas no HGPP, inauguramos mais 192 leitos e estamos fi­na­lizando outra etapa do referido hos­pital. Também reformamos o Hos­pital de Gurupi, reconstruímos rodovias, entre outras várias ações que mudaram a cara do To­can­tins. Isso haverá de ser reconhecido pela população.

Há uma ligação sua muito grande com a cidade de Palmas, mesmo por­que o sr. já disputou a eleição mu­nicipal, em 1996, com o Odir Ro­cha e Raul Filho. Qual é a sua ava­liação acerca da atual administração municipal?

Como ser político que sou, não pos­so me abster de tecer opinião. Efe­tivamente, o atual gestor conseguiu terminar alguns projetos ini­ciados ainda na gestão do prefeito Raul Filho e avançou em al­guns poucos pontos. Não avalio, por­tanto, negativamente como um to­do, mas não posso deixar de re­co­nhecer que é midiática e um tanto quanto fantasiosa. Muito “ba­tom”, muitas luzes, enfeites, pinturas e no mais, apenas taxas e mais taxas.

Nesse contexto, o sr. acredita numa candidatura do prefeito Carlos Amastha ao governo estadual?

Sim, até porque ele é muito in­con­sequente. Ele não vai refluir, em que pese ter assumido a Pre­fei­tu­ra de Palmas há um ano, fazendo um compromisso com a população da capital, que haveria de exercer o mandato de quatro anos. Sem conclui-lo, e por consequência, sem cumprir suas promessas, já quer partir para outra empreitada.

A minha única dúvida é se ele tem coragem de ficar oito meses sem foro privilegiado. Ele corre o sério risco, face à enormidade de processos criminais, de ser preso em pouco tempo, caso os processos voltem para a primeira instância.

E quanto ao pré-candidato Ronal­do Dimas, qual o seu pensamento?

Não acredito que ele renuncie três anos de mandato à frente da Pre­feitura de Araguaína. Na minha óti­­ca, ele fez uma bela gestão no pri­meiro mandato e está muito bem neste segundo. Ele é bem ava­liado, tem uma série de projetos bem encaminhados no governo federal, que já estão sendo pagos e que ainda serão quitados no decorrer de 2018, 2019 e 2020. Ele, certamente, vai terminar o seu mandato consagrado, mesmo porque é um homem digno e honrado. Num cenário em 2022, Dimas será um dos melhores nomes para a dis­puta do Palácio Araguaia.

Além disso, nesta eleição, ele pode lançar o filho dele candidato a deputado federal, mesmo porque o César Halum não concorrerá a este cargo e abre mais espaço na região norte, para esse pleito.

Efetivamente, o sr. é pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2018?

Não incondicionalmente, como fiz na última campanha. Filiado ao PV, à época, eu seria candidato em quaisquer circunstâncias, disputando com quem quer que fosse, coligados ou não. Havia uma série de fatores enfrentados por mim e pelo meu partido, à época, que eram grandes demais para serem trans­postos.

Em 2018, já no PMDB, só vou para a disputa se eu obtiver do meu partido, dos meus candidatos a governador e senador, as garantias que disputa não será desigual, ou seja, que haverá estabelecimentos de critérios e limites.

Como será a distribuição e partilha do fundo eleitoral, já que o financiamento da campanha será feito pelo partido e não pelo candidato? Quero uma discussão am­pla e aberta com todos os segmentos do partido e com os coligados que porventura vierem.

Esse debate é extremamente sa­lutar, tanto para o processo, quan­to para as candidaturas, quando definiremos, também, os territórios que cada um poderá avançar. Isso vai evitar privilégios, cons­trangimentos e injustiças, mesmo porque não é plausível que haja uma disputa tão desigual, en­tre iguais. Então, afirmo que só po­derei entrar na disputa após essas tratativas.

Sua base para a busca de votos ainda é o sudeste do Estado do To­can­tins?

Não necessariamente. Uma coisa é analisar o então norte de Goiás com 58 municípios e outra coisa é analisar o Estado do To­can­tins, já consolidado, com 139 municípios. Naquela época, meu pai tinha votos em todos aqueles municípios de Porangatu para baixo até o Bico do Papagaio, co­mo também, no nordeste de Goiás e hoje sudeste do Tocantins. Era um colégio eleitoral de proporções consideráveis e eu, naturalmente, herdei ao disputar a primeira eleição de deputado federal em 1988. Nas eleições posteriores, exceto na­quela que concorri ao cargo de deputado estadual, sempre fui votado em todos os municípios tocantinenses, de acordo com os mapas eleitorais do TRE. Então, o peso do Sudeste ficou reduzido, até mesmo por sua baixa densidade eleitoral. Hoje, tenho mais votos na região centro-norte do Tocantins do que na região sudeste.

Em 2014, o sr. foi candidato a deputado federal, já pelo Partido Verde, contudo não foi eleito, mesmo obtendo 21.466 votos. A quais fatores atribui aquela derrota?

A ideia de estar no PV era agregar um segmento para a composição que se formava. O então de­pu­tado estadual Marcelo Lelis era pré-candidato a governador e percorreu todo o Estado do Tocan­tins. Ocorre que, a partir de um certo momento, PV e PMDB fizeram uma composição, quando o PV indicou Claudia Lelis para o car­go de vice-governadora na chapa encabeçada pelo Marcelo Miranda. Já havia passado o prazo de filiação e por estarmos coligados, continuei no PV.

Contudo, considero que a disputa foi ingrata e perversa. Dis­pu­tei na mesma coligação votos com a esposa do governador e enquanto eu pedia votos para ele, ele pe­dia votos para ela. Também havia a can­didatura do deputado Irajá Abreu e, enquanto eu pedia votos para a mãe dele – na condição de candidata ao Senado –, ela pedia votos para o filho dela. Também dis­putei, no mesmo grupo, votos com o ex-governador Gaguim, um “louco alucinado”, que gastou uma fortuna para se eleger, o que tornou a disputa desigual, mais uma vez. Por fim, havia ainda a candidatura do Junior Coimbra, deputado federal pelo PMDB, disputando a reeleição, no palanque adversário (Sandoval Cardoso), com o apoio declarado do esquema do Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara Federal, atualmente preso.

Enfim, em razão da briga pelo comando do PMDB com o Junior Coimbra, o objetivo era eleger candidatos do PMDB que não estivessem no esquema dele: Dulce Miranda, Josi Nunes e Gaguim. Naturalmente, eu filiado ao PV, sobrei.

E como o sr. avalia ou extrai de po­sitivo dos mandatos de deputado federal, exercidos por quatro le­gislaturas seguidas de 1989 a 2002 e, posteriormente, assumindo o cargo, uma vez que era su­plen­te, entre os anos de 2007 e 2008?

Esse último mandato, não pude exercê-lo com mais intensidade, contudo, os outros quatro, o fiz com dedicação absoluta, sendo considerado por duas vezes, inclusive, um dos 100 mais atuantes no Congresso Nacional. Presidi várias comissões e fui vice-líder do partido, atuando sempre com eficiência, visando cumprir meu papel de beneficiar a população tocantinense.

Na sua trajetória política, iniciada ainda em 1973 no antigo MDB, há passagens pelo PRN, PSDB e PV. A partir de julho de 2016, o sr. reingressou no PMDB, que agora voltou a ser MDB. Quais razões o levaram a perambular por outras siglas partidárias?

Na época do Fernando Collor, filiamos ao PRN de acordo com orientações da executiva nacional do partido, cujos mandatários eram Iris Rezende, Moisés Avelino e meu pai, José Freire. Foram situações ocasionadas pelas conjunturas políticas locais, que nos obrigaram a tomar alguns posicionamentos, mas sempre como uma força coadjuvante ao próprio PMDB, com exceção da minha filiação ao PSDB, que foi a única disputa que fiz contra os emedebistas, e acabei por perder em 2006.

Ocorre que em 2002, quando o Marcelo Miranda ainda estava filiado ao PFL, partido integrante do grupo denominado União do Tocantins, disputei a eleição com ele para governador, pelo PMDB, e perdi, após uma disputa muito dura.

Não caminhamos juntos em 2006, quando Marcelo havia rompido com Siqueira Campos e migrou para o PMDB e, disputando a reeleição, obviamente não havia espaço para mim. Em razão de várias sequelas da disputa anterior, saí do partido e fui para o PSDB, depois de um acerto político do então senador João Ribeiro. Assim como eu, uma ala do PMDB, inclusive o Moisés Avelino, apoiou o candidato Siqueira Campos naquela eleição e acabamos por perdê-la.

Após isso, o PV foi uma forma de voltar à luta para buscar um outro segmento, liderado pelo deputado Marcelo Lelis, candidato a prefeito da capital, à época. Hoje, estamos todos coligados no atual MDB.

Em razão de todos esses acontecimentos, fica provado às escâncaras que o MDB é mesmo um balaio de gatos e, por favor, não entenda isso no sentido pejorativo…

Mas é mesmo, é uma característica do partido. Desde a época que filiei ao MDB pela primeira vez, em 1973, já abrigávamos todas as correntes políticas contrárias ao regime militar e, por consequência, à Arena. O Movimento Democrá­ti­co Brasileiro agregava e dava amparo, dentro do arcabouço legal, às legendas esquerdistas, co­mo o PCdoB e segmentos que ho­je estão dentro do PT, PDT, PSol, entre outros. Como não havia pluripartidarismo, todos os insatisfeitos estavam por lá.

Já na condição de deputado estadual, em junho de 2013, o sr. anunciou o rompimento definitivo com o governo Siqueira Campos (PSDB), uma vez que o considerou uma grande decepção. Por quais razões isso se deu?

Em virtude da absoluta falta de compromisso do Siqueira com aquilo que ele pregou durante a campanha e o modo como vinha conduzindo o governo, completamente desconectado. Siqueira em campanha é uma pessoa, Siqueira comandando o Estado é outra, eu diria até, uma figura intratável. São duas personalidades distintas. Não tem como relacionar com a pessoa dele, enquanto governador. O cidadão político morre no dia que ele toma posse como chefe do poder executivo estadual.

Face à minha experiência como deputado federal, ele me convidou para ser líder do governo na Assembleia Legislativa e eu aceitei. Contudo, não durou três meses. Pensamentos antagônicos, falta de conexão, além de outras questões, me fizeram romper a aliança e me afastar do Palácio Araguaia, à época.

“O governador Marcelo Miranda recebeu uma herança pesada dos governos anteriores, o que dificultou a gestão. mas Viramos o jogo que estava perdido”

Como o sr. resume o mandato de deputado estadual, exercido entre 2010 e 2014?

Foi uma experiência que não pretendo repetir. Não me trouxe um resultado satisfatório. A não ser por alguns projetos de lei, co­mo acabar com sessões extras re­mu­neradas, entre outros temas, o resultado final foi muito aquém da expectativa que eu tinha da Assembleia Legislativa. A atuação parlamentar estadual, como um todo, é muito acanhada e limitada. En­fim, em razão dessa experiência, não me sinto motivado a disputar novamente uma cadeira no parlamento estadual.

Em março de 2016, o sr. retornou às suas origens, o MDB, que ainda tinha o P. Como isso se deu?

Tranquilo, absolutamente previsível e natural essa volta. Sem quais­quer traumas, uma vez que tudo foi muito bem conversado com os companheiros do PV, fui re­cebido de braços abertos pelo meu partido de origem, MDB.

O sr. é oriundo de uma família com berço político que muito contribuiu para o desenvolvimento do então norte de Goiás, como também, com o já emancipado Estado do Tocantins. O envolvimento do seu pai, José dos Santos Freire, com a política lhe estimulou a trilhar os mesmos caminhos?

Quando eu nasci, meu pai já era deputado. Na minha infância e adolescência, nossas noites eram embaladas por conversas e reuniões políticas com as mais diversas pessoas, líderes regionais ou prefeitos. Eu vivia isso intensamente e logicamente tal fato influiu na minha opção pelos caminhos da política.

Meu pai teve vários mandatos de deputado estadual e federal entre 1955 e 1991, atuando, inclusive como constituinte, que acabou por criar o Estado do Tocantins. Ele também disputou com Siquei­ra Campos a primeira eleição para o governo do Estado. Não há, vivo ou morto, nenhum político em Goiás, até a presente data, que tenha em seu currículo a quantidade de mandatos eletivos que teve José Freire.

Em 1998, fui eleito deputado federal pelo Tocantins, para exercer o mandato tampão de dois anos. Ocorre que meu pai já era deputado federal por Goiás e por isso exercemos – de forma inédita e num caso único – o cargo na Câmara Federal, simultaneamente, cada qual por um Estado da Fe­de­ra­ção. Existem casos de pais e filhos exercerem mandatos simultaneamente na Câmara dos De­pu­tados, mas não por entes federados diferentes.

A partir de 1991, quando seu pai en­cerrou o último mandato dele de deputado federal por Goiás, ele não disputou mais eleições pe­lo Tocantins, em que pese continuar envolvido nos movimentos e na política partidária. Por quê?

Creio que ele considerou que as contribuições que ele poderia dar ao Brasil, a Goiás e ao Tocantins já haviam sido dadas. Então ele se afastou, mesmo porque ele entendeu que eu poderia continuar o seu trabalho, na condição de deputado federal.

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Jorgam

Um político extremamente incoerente, pois, a despeito de ter sido combativo em algumas ocasiões da sua vida política, acabou se aliando ao que existe de mais retrógrado na política tocantinense, ou seja, os clãs Campos e Miranda, que tanto combateu e criticou, apesar de se aliar à eles por oportunismo e conveniência. É um político ultrapassado, que se encontra muito longe da perspectiva almejada pela sociedade tocantinense.

Antonio Bandeira

Grande entrevista. À altura desse brilhante político que é o deputado Freire Júnior. A Câmara dos Deputados necessita, inadiavelmente, de uma nova composição: é muito importante, para que o país avance e sai do marasmo em que se encontra, que a partir de 2019 tenhamos no Congresso Nacional homens probos, cultos e com capacidade (política) de avançar nos debates que levarão o Brasil à condição de pais desenvolvido. O Freire tem todos estes (e muitos outros predicativos) que certamente serão de grande proveito na legislatura que se avizinha. Torço e espero, sinceramente, que o MDB dê ao deputado ao devidas… Leia mais