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Na segunda-feira, 26 de fevereiro, o governo estadual decretou Situação de Emergência nos municípios de Cristalândia, Dueré, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Pium e Santa Rita do Tocantins, que sofreram inundações em várias áreas, causada pela intensidade das chuvas, consideradas acima do normal para a Região Norte, que acabaram por resultar grandes prejuízos econômicos e sociais. O excesso de chuvas afetou a malha viária dos municípios atingidos, tornando alguns trechos intransitáveis, o que dificulta o escoamento da safra. A decisão do governo está baseada em um parecer da Superintendência Estadual de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins (CBMTO), relatando a ocorrência do desastre e que apresenta dados que sustentam a providência. As ações que envolvem o decreto estão sob a coordenação da Superintendência Estadual de Defesa Civil, que está autorizada a mobilizar todos os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual, que se fizerem necessários para atuação nas ações de resposta ao desastre, como de reabilitação e reconstrução do cenário. Segundo a Constituição Federal, as autoridades administrativas e os agentes de Defesa Civil são diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres e, em caso de risco iminente, estão autorizados a entrar nas casas para prestar socorro ou determinar a pronta evacuação; usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário a indenização posterior, se houver dano. Há ainda a determinação de que seja responsabilizado o agente da Defesa Civil ou a autoridade administrativa que se omitir de suas obrigações, relacionadas à segurança global da população. Indígenas Cerca de 40 indígenas craôs, da aldeia Takaywrá, a 40 km de Lagoa da Confusão, estão em situação de completo isolamento, em razão da cheia do Rio Formoso. A maioria da comunidade é formada por idosos e crianças, que sobrevivem numa situação de vulnerabilidade social extrema. Devido à cheia do Rio Formoso, o entorno ficou completamente alagado e os indígenas da comunidade não possuem motor de popa nem combustível para trafegarem pelo rio. Os jovens indígenas da aldeia Takaywrá, que cursavam o ensino médio em Lagoa da Confusão, estão sem estudar, pois o ônibus escolar não consegue chegar até um local em terra firme para buscá-los.
Numa iniciativa inédita, o presidente do Tribunal de Justiça Maçônico do Estado de Goiás, o advogado Luís Gustavo Nicoli, anunciou a realização do 1º Congresso Goiano de Direito Maçônico. O evento será realizado nos dias 13 e 14 de abril e abordará atualidades do mundo jurídico moderno e maçonaria, voltado aos membros das potências do Grande Oriente do Brasil (GOB) com Grandes Orientes Estaduais e Grandes Lojas Estaduais. A abertura solene marcada para o dia 13, às 19h30, contará com a presença e palestra da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, e a concessão de medalhas do mérito judiciário maçônico. O congresso acontecerá no Palácio Maçônico do GOB, no Setor Fama. Os interessados deverão se inscrever no site do Grande Oriente do Brasil/Goiás (GOB-GO). Não serão cobrados valores ou taxas. Grandes nomes do meio jurídico se farão presentes, como o ex-Ministro do STJ Castro Filho, que falará sobre a Jurisprudência Maçônica como fonte do Direito. O ministro do STJ Maçônico Derly Mauro discursará sobre “Aplicação do código disciplinar maçônico nos atos maçônicos”. Juvenal Antunes, procurador-geral do GOB-GO desenvolverá o tema “Lei, Direito e Justiça na maçonaria”. O evento ainda contará com a presença e palestra do presidente do STF Maçônico, Roberto Batista, discorrendo sobre “Processo disciplinar maçônico”.
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Montagem[/caption]
As articulações do pré-candidato a governador pelo PSDB, José Eliton, assumiram um ritmo frenético. Ele conversa com líderes de vários partidos — sua coligação terá pelo menos 20 partidos —, visita várias cidades do interior e dialoga com setores da sociedade civil. “O tucano é um autêntico workaholic”, frisa o prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PP). “É articulado, formula e relaciona bem. Sobretudo, é confiável e não é populista. Ele transmite esperança em dias melhores, mas sem vender ilusões.”
Empresários e economistas que conversam com José Eliton afirmam que ele tem as principais informações sobre a economia de Goiás “na ponta da língua” e tem uma visão clara do que é preciso fazer para ampliar o desenvolvimento de Goiás. Líderes sindicais e militantes da esquerda frisam que se trata de um político progressista e que vai enfrentar um apóstolo do conservantismo — o senador Ronaldo Caiado, do DEM, que é contrário a quase tudo que é progressista.
Um empresário afirma que talvez seja possível que empresários que estão chegando agora não tenham noção precisa do que se fez em Goiás nos últimos 20 anos. “Não vou criticar os demais candidatos, mas o que posso dizer é que Marconi Perillo elevou Goiás a um outro patamar. José Eliton, acredito, será a modernização continuada. Interromper um processo construído de maneira tão meticulosa pode ser muito ruim para Goiás.”
O deputado federal Sandes Júnior (PP) corrobora: “Zé Eliton é uma força da natureza. Ele está prepara para governar Goiás e torná-lo ainda mais avançado. Ele tem uma energia surpreendente”.
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Heuler Cruvinel, deputado federal pelo PSD[/caption]
A escolha do vice de José Eliton, pré-candidato a governador pelo PSDB, deve levar em considerações dois fatores. Primeiro, tempo de televisão. Segundo, a região do postulante.
O Entorno de Brasília planeja lançar o vice de José Eliton. Mas a região já é apontada como governista. O principal problema de José Eliton, depois de Goiânia, é o Sudoeste goiano, onde a candidatura de Ronaldo Caiado é apontada como “muito forte”. Por isso há quem defenda que o vice deve sair de lá. O nome mais cotado é o do deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD (que tem um dos maiores tempos de tevê).
O Jornal Opção ouviu Heuler Cruvinel. “Apoio a candidatura de José Eliton para governador e a de Marconi Perillo para senador. Estou à disposição do projeto que for melhor para o grupo. Por causa do agronegócio, Ronaldo Caiado é, no momento, mais forte no Sudoeste. Se for para fortalecer a nossa aliança, aceito ser candidato a vice.”
Heuler Cruvinel diz que ele e o deputado Thiago Peixoto, qualquer seja a decisão da cúpula do PSD, vão permanecer na base de Marconi Perillo e José Eliton. “Sempre tive o respaldo do governo e dos prefeitos da base. Marconi sempre me respaldou. Não posso mudar de lado ou ficar omisso num momento de dificuldade. Sou leal ao grupo.”
O deputado aposta que, quando José Eliton assumir o governo, as coisas vão mudar de figura. “Os eleitores vão observá-lo mais. Com o grupo unido, movimentando-se nas ruas, nós vamos elegê-lo governador. Friso que a população está cética com os todos os políticos, não apenas com alguns. Porém, quando refletir melhor e fazer as comparações necessárias, ela certamente vai perceber que nosso projeto é melhor. Goiás não passa pela crise pela qual passa a maioria dos Estados porque tem um governo responsável do ponto de vista fiscal.”
A presença de Marconi Perillo na chapa majoritária “é crucial”, sublinha Heuler Cruvinel. “Ele é um grande líder. E nunca é demais lembrar que, dos 246 prefeitos de Goiás, nós temos o apoio de pelo menos 200. Trata-se de um exército que fará a diferença na disputa de outubro deste ano. Pode anotar para me cobrar depois: quando a máquina começar a ‘rodar’, a gente vira e ganha a eleição. No momento, há uma liderança inercial de Ronaldo Caiado, o mais conhecido, mas, quando começar a cair, vai despencar, aí sua expectativa de poder irá para o espaço.”
Heuler Cruvinel diz que deve “dobrar” com o deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), que irá à reeleição, tanto em Rio Verde como em outras cidades do Sudoeste. “Nós estamos conversando. Vamos remontar o nosso grupo político em Rio Verde, porque a desunião não foi positiva para ninguém, exceto para os nossos opositores.”


