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De forma inédita, Marcus de Martini organiza e traduz pela Editora UFSC antologia bilíngue do poeta inglês, que inspirou muitos escritores modernos e cuja importância tem sido muitas vezes comparada à de William Shakespeare
Em “Como Funciona a Ficção”, autor dá uma aula deliciosa sobre os elementos essenciais da narrativa e o modo como são operados dentro do texto, citando vários craques da linguagem desde Flaubert
Apesar das severas críticas de gente grande do ramo, “A Forma da Água”, fábula política dentro de uma história de amor, deve ser lembrado como a narrativa que mostra como o poder trata com desprezo aquilo que é diferente
Desde de que lançou as bases da teoria que dominou o século 20 em vários campos do saber, seu autor morreu sob o ataque de muitos, e continua sendo combatido na mesma proporção que é defendido por seus seguidores
Prefeitos Adib Elias, Paulo do Vale, Ernesto Roller e Renato de Castro deram prazo ao prefeito de Goiânia para demover o deputado de disputar o governo
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Montagem[/caption]
As articulações do pré-candidato a governador pelo PSDB, José Eliton, assumiram um ritmo frenético. Ele conversa com líderes de vários partidos — sua coligação terá pelo menos 20 partidos —, visita várias cidades do interior e dialoga com setores da sociedade civil. “O tucano é um autêntico workaholic”, frisa o prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PP). “É articulado, formula e relaciona bem. Sobretudo, é confiável e não é populista. Ele transmite esperança em dias melhores, mas sem vender ilusões.”
Empresários e economistas que conversam com José Eliton afirmam que ele tem as principais informações sobre a economia de Goiás “na ponta da língua” e tem uma visão clara do que é preciso fazer para ampliar o desenvolvimento de Goiás. Líderes sindicais e militantes da esquerda frisam que se trata de um político progressista e que vai enfrentar um apóstolo do conservantismo — o senador Ronaldo Caiado, do DEM, que é contrário a quase tudo que é progressista.
Um empresário afirma que talvez seja possível que empresários que estão chegando agora não tenham noção precisa do que se fez em Goiás nos últimos 20 anos. “Não vou criticar os demais candidatos, mas o que posso dizer é que Marconi Perillo elevou Goiás a um outro patamar. José Eliton, acredito, será a modernização continuada. Interromper um processo construído de maneira tão meticulosa pode ser muito ruim para Goiás.”
O deputado federal Sandes Júnior (PP) corrobora: “Zé Eliton é uma força da natureza. Ele está prepara para governar Goiás e torná-lo ainda mais avançado. Ele tem uma energia surpreendente”.
O prefeito de Catalão diz que tenta falar com Daniel Vilela há sete meses, mas não é recebido
João Campos, Fábio Sousa, Gilvan Máximo, Jefferson Rodrigues, Rafael Gouveia, Simezyon Silveira, Samuel Alves e Felipe Cortês são algumas apostas
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Heuler Cruvinel, deputado federal pelo PSD[/caption]
A escolha do vice de José Eliton, pré-candidato a governador pelo PSDB, deve levar em considerações dois fatores. Primeiro, tempo de televisão. Segundo, a região do postulante.
O Entorno de Brasília planeja lançar o vice de José Eliton. Mas a região já é apontada como governista. O principal problema de José Eliton, depois de Goiânia, é o Sudoeste goiano, onde a candidatura de Ronaldo Caiado é apontada como “muito forte”. Por isso há quem defenda que o vice deve sair de lá. O nome mais cotado é o do deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD (que tem um dos maiores tempos de tevê).
O Jornal Opção ouviu Heuler Cruvinel. “Apoio a candidatura de José Eliton para governador e a de Marconi Perillo para senador. Estou à disposição do projeto que for melhor para o grupo. Por causa do agronegócio, Ronaldo Caiado é, no momento, mais forte no Sudoeste. Se for para fortalecer a nossa aliança, aceito ser candidato a vice.”
Heuler Cruvinel diz que ele e o deputado Thiago Peixoto, qualquer seja a decisão da cúpula do PSD, vão permanecer na base de Marconi Perillo e José Eliton. “Sempre tive o respaldo do governo e dos prefeitos da base. Marconi sempre me respaldou. Não posso mudar de lado ou ficar omisso num momento de dificuldade. Sou leal ao grupo.”
O deputado aposta que, quando José Eliton assumir o governo, as coisas vão mudar de figura. “Os eleitores vão observá-lo mais. Com o grupo unido, movimentando-se nas ruas, nós vamos elegê-lo governador. Friso que a população está cética com os todos os políticos, não apenas com alguns. Porém, quando refletir melhor e fazer as comparações necessárias, ela certamente vai perceber que nosso projeto é melhor. Goiás não passa pela crise pela qual passa a maioria dos Estados porque tem um governo responsável do ponto de vista fiscal.”
A presença de Marconi Perillo na chapa majoritária “é crucial”, sublinha Heuler Cruvinel. “Ele é um grande líder. E nunca é demais lembrar que, dos 246 prefeitos de Goiás, nós temos o apoio de pelo menos 200. Trata-se de um exército que fará a diferença na disputa de outubro deste ano. Pode anotar para me cobrar depois: quando a máquina começar a ‘rodar’, a gente vira e ganha a eleição. No momento, há uma liderança inercial de Ronaldo Caiado, o mais conhecido, mas, quando começar a cair, vai despencar, aí sua expectativa de poder irá para o espaço.”
Heuler Cruvinel diz que deve “dobrar” com o deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), que irá à reeleição, tanto em Rio Verde como em outras cidades do Sudoeste. “Nós estamos conversando. Vamos remontar o nosso grupo político em Rio Verde, porque a desunião não foi positiva para ninguém, exceto para os nossos opositores.”
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Vereadora Sabrina Garcêz (PMB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A vereadora Sabrina Garcez é, do ponto de vista político, a presença mais expressiva do Partido da Mulher Brasileira (PMB) em Goiás. Mesmo assim, não foi consultada sobre a decisão da cúpula nacional de apoiar o senador Ronaldo Caiado (DEM) para governador do Estado. Os postulantes a deputado federal e estadual também não foram ouvidos.
“Nós iríamos ouvir todos os candidatos, mas, de repente, fomos atropelados pelo PMB nacional. O programa de Caiado tem a ver com o nosso? Ele se interessa pela discussão de gênero? Alianças têm de ser programáticas, mas, no caso, não foi. Não fecho com Caiado e é provável a ocorrência de uma debandada dos vereadores do partido. Nem sei se o PMB vai atingir a cláusula de barreira. O partido não tem nenhum deputado e a gente estava montando uma chapa”, afirma Sabrina Garcez.
A vereadora afirma que mantém uma conversa “avançada” com o governador Marconi Perillo e José Eliton. “Devo apoiá-los.” Porém, como não terá janela agora, não deixará o PMB. “Mas, como não fui consultada sobre a recente aliança, a cúpula não pode exigir que eu apoie Caiado.”
Sabrina Garcez afirma que José Eliton assume o governo no início de abril e terá alguns meses para mostrar à sociedade quem é e quais são seus planos para desenvolver Goiás. “Acredito nele, porque é moderno, aberto e inteligente.”
A jovem política defende que a base aliada “precisa mesmo” atrair a senadora Lúcia Vânia para a chapa majoritária. “Ela é uma política municipalista forte e tem um vínculo forte com a base aliada.”
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Reprodução[/caption]
Os partidos políticos estão articulando a montagem das chapas para deputado federal e deputado estadual. Alguns deles chegam a omitir os nomes de alguns postulantes, porque temem o assédio dos partidos mais estruturados. Mas um problema que nenhum dos partidos — nem mesmo o Partido da Mulher Brasileira (PMB) — está conseguindo resolver: o número de mulheres candidatas. Pela lei, ao menos 30% das vagas de postulantes, de todos os partidos, devem ser reservadas para mulheres.
O problema é que a maioria dos partidos não consegue reunir 30% de mulheres para a disputa. Alguns partidos estão oferecendo apoio ampliado, inclusive mais recursos financeiros, para atrair candidatas. Mesmo assim, não estão conseguindo um número suficiente.
As mulheres sondadas pelos partidos costumam dizer duas coisas. Primeiro, que estão sendo convidadas unicamente porque há cotas oficiais, e não por que são valorizadas. Segundo, estão mais céticas do que os homens com a política partidária.
Na sua lista de pré-candidatos a deputado não figuram nomes do MDB
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Divulgação/Twitter[/caption]
O presidente Michel Temer encomendou pesquisas eleitorais em todos os Estados. Na semana passada, recebeu uma pesquisa quantitativa sobre Goiás. Ele ficou preocupado com o fato de que o senador Ronaldo Caiado aparece em primeiro lugar, com uma frente folgada, e sugeriu uma aliança política, entre MDB e PSDB, para enfrentá-lo.
Mas um ministro de Michel Temer, que acompanha a política de Goiás, ofereceu uma explicação que parece ter contentado o presidente: “Caiado é o tradicional cavalo boliguaio [mistura de boliviano e paraguaio]. Ele sai na frente, mas esgota-se e chega em último”.
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Montagem[/caption]
Parte do MDB não aprende, depois de cinco derrotas consecutivas para os experts políticos do tucanato. Ao tentar definir apoio ao pré-candidato do DEM, Ronaldo Caiado, antes da convenção e da campanha em si, políticos como Adib Elias, Paulo do Vale, Renato de Castro e Ernesto Roller — chamados de caiado-boys — praticamente ignoram o histórico das eleições de Ronaldo Caiado. Ele começa em primeiro e costuma desidratar-se. Pode ser que, desta vez, será diferente? Pode, mas convém não ignorar a história, pelo menos não integralmente.
Ao tentar brecar a candidatura de Daniel Vilela, desistindo da renovação e apostando na tradição, os prefeitos de Catalão, Rio Verde, Goianésia e Formosa estão se comportando de maneira conservadora e contribuindo para enfraquecer o próprio partido, o MDB.
Adib Elias deve figurar como vice, mas vai deixar o MDB


