Notícias
Sindicato dos Delegados e OAB criticam o texto, que pode abrir brechas para que investigados sejam alertados sobre diligências policiais

Decreto do governador Mauro Carlesse (PHS), publicado nesta semana no Diário Oficial do Tocantins, com novos procedimentos operacionais para a Polícia Civil, foi alvo de críticas de entidades representativas da categoria e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tocantins. Segundo os críticos, o decreto pode prejudicar os trabalhos de investigação conduzidos pela PC.
O Decreto determina, no artigo 75, que “busca em repartições públicas, quando necessária, será́ antecipada de contato com o dirigente do órgão onde será́ realizada, aplicando-se, no que couber, o previsto nesta Seção”. Já o parágrafo primeiro diz que “quando a comunicação com o dirigente ou responsável do órgão puder frustrar a diligência a ser realizada, a busca realizar-se-á sem esta, mediante prévia autorização do Delegado-Geral de Polícia Civil, em despacho fundamentado”.
Na opinião de especialistas, o precedente frustra e aniquila qualquer operação policial, pois não tem garantias de que o alvo de uma investigação não seja alertado antecipadamente. As operações policiais, principalmente aquelas que investigam crimes de corrupção, têm o sigilo absoluto como princípio. Por tal razão, segundo analistas ouvidos pela reportagem, não há sentido em uma legislação que contenha tais limitações, pois feriria o estado democrático de direito e o código de processo penal.

Segundo a OAB-TO, “o decreto causou estranheza à classe jurídica, pois traz limitações impostas pelo Governo do Estado ao trabalho da Polícia Civil em procedimentos investigatórios.” Na concepção do presidente da OAB-TO, Gedeon Pitaluga, o decreto pode ferir dispositivos legais e constitucionais e é papel da entidade “analisar, como guardiã da Constitucionalidade e representante da sociedade civil organizada”. “O governo não pode fazer o que bem entender no Estado Democrático de Direito e a OAB tem como missão garantir a aplicação da régua constitucional, que estabelece limites aos Poderes, ao Estado. Vamos analisar o decreto e se houver qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade no documento, a OAB-TO tomará medidas cabíveis para fazer garantir o Estado de Direito”, pontuou Pitaluga.
Na mesma linha de pensamento, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol), Mozart Felix, emitiu nota à imprensa em que questiona o artigo 74 do referido decreto, que menciona que o cumprimento de mandados especiais em órgãos públicos deve ser previamente informado aos seus respectivos dirigentes e caso a comunicação venha prejudicar a diligência em si, deve ser solicitada autorização do Delegado-Geral para dar sequência à operação. Segundo o dirigente, “tal afirmação entra em conflito com o nosso ordenamento jurídico, pois o artigo 116 da Constituição Estadual do Tocantins relata que o delegado de Polícia possui independência funcional, tendo o delegado-geral a função administrativa. Em relação às investigações, cada delegado é seu próprio chefe, atuando dentro da legalidade e com independência funcional.”
Ato contínuo, pontuou Felix que o “decreto, em momento algum, levou em consideração o interesse público, eis que tolhe inúmeras prerrogativas da Polícia Civil do Tocantins, quando ela é nacionalmente reconhecida em razão do intenso e frutífero trabalho de combate à corrupção e aos crimes contra a administração pública, reiterando que o sindicato juntamente com a assessoria jurídica está tomando medidas com relação ao decreto, uma vez que é ilegal e inconstitucional.”

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, Cristiano Sampaio, negou que o ato busca interferir nas investigações, mas sim de “evitar o espetáculo midiático”. O gestor esclareceu que o ato do governador trata de normas para os procedimentos policiais que nada influenciam nas investigações que, segundo o próprio destacou, são regidas por leis federais, pelo Código Civil e Penal, e pela própria Constituição. “A PC continua tendo toda a liberdade de investigação, todos os instrumentos, e isso não se altera em nada. O que a gente está se preocupando é evitar um espetáculo midiático que não fortalece a polícia”, rechaçou.
O secretário destacou que todos têm o direito de ir ao Judiciário questionar a legalidade do ato, mas destaca que “se preparou” para isto. “A gente espera a judicialização, é natural que aconteça”, comentou.
A norma será encaminhada à Assembleia Legislativa do Tocantins para estudos, deliberações e votação, que poderá aprovar ou não, a redação do decreto. Contudo, a certeza é que haverá um acalorado debate no parlamento, face ao excessivo número de artigos polêmicos.
"Minha presença aqui amedronta a senhora e o seu governo, que não tem compromisso com a democracia", disse ex-deputado
Música foi escolhida como faixa-título do último álbum por reunir as principais referências da banda
Sentença deve sair nesta sexta-feira, 15. Além do pai e da madrasta outros dois são acusados por homicídio e ocultação de cadáver
Governador reiterou sua simpatia pela retirada da corresponsabilidade pelo transporte coletivo das mãos do Estado
Serão selecionados 15 artistas com trabalhos em diversas linguagens visuais; vencedores levarão prêmios em dinheiro
De acordo com a Secretaria da Economia, viaturas foram liberadas após quitação dos débitos pendentes
Ronaldo Caiado (DEM) recebeu servidor em Goiânia, que deu voz de prisão a integrante do PCC que lhe ofereceu propina
Garoto de 17 anos foi intimado a depor na manhã desta sexta-feira. Dono de estacionamento tenta reconhecê-lo por meio de fotografias
Medida determina a extinção de todas as funções gratificadas em cinco universidades federais, entre elas as unidades de Catalão e Jataí
Crédito suplementar aprovado na Alego será disponibilizado para servidores na próxima semana
Campanha da Fenaj pede doação de R$ 10 para cada jornalista brasileiro para pagar dívida com IPTU de outro imóvel

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deu início a uma vaquinha virtual para evitar que a sede de Brasília seja leiloada. A dívida, de R$ 400 mil, refere-se ao não pagamento do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de outro imóvel que, segundo a Fenaj, foi cedido à federação na década de 1980, mas “nunca utilizado”.
A Fenaj, que é presidida pela goiana Maria José Braga, admite que enfrenta sérias dificuldades financeiras. E responsabiliza a Reforma Trabalhista, que chama de contrarreforma, que acabou com a cobrança do Imposto Sindical – principal receita não só da Fenaj, mas de todos os sindicatos do País. Também ataca a MP 873, que veda a cobrança da contribuição sindical diretamente na folha do trabalhador.
O pedido é de uma contribuição de R$ 10 e se estende aos jornalistas não sindicalizados. A Fenaj calcula que existam 150 mil jornalistas no Brasil.
Bombinhas que pareceram disparos de arma de fogo assustaram alunos e funcionários
"Aposto que, com o apoio de Itamar Leão e Paulinho da AGM, terei o apoio da maioria dos prefeitos do PSDB"
"O senhor não quer ganhar um dinheiro extra em uns rádios?", diz trecho do bilhete


