Delegado confirma envolvimento de terceiro na fase de planejamento do atentado em Suzano

Garoto de 17 anos foi intimado a depor na manhã desta sexta-feira. Dono de estacionamento tenta reconhecê-lo por meio de fotografias

Delegado responsável pelas investigações, Ruy Ferraz, durante entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira / Foto: Reprodução

Intimado a depor na manhã desta sexta-feira, 15, sob a suspeita de ter participado da etapa de planejamento do atentado à Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo, um adolescente de 17 anos (de nome não divulgado) foi conduzido ao Fórum da cidade para prestar esclarecimentos.

Ele poderá ser internado ou ter acompanhamento assistido, o que ficará a cargo da juíza responsável pelo caso decidir. Porém, antes de proferir a sentença, a previsão é de que o menor seja ouvido pelo promotor da Vara da Infância e Juventude.

A solicitação de apreensão e condução do jovem para prestar depoimento partiu do delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz. Ele teria encaminhado o pedido à Vara da Infância e Juventude que, por fim, acatou.

O suposto envolvimento deste menor com o atentado surgiu após o proprietário do estacionamento, onde a dupla havia deixado o veículo usado no dia do crime, relatar aos policiais a presença de um terceiro indivíduo.

O empresário, contudo, ainda não identificou o suspeito. A polícia assegura que está submetendo fotografias do adolescente ao responsável pelo estabelecimento na intenção de saber se, de fato, ele esteve no local.

Sobre o menor, em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira, Ruy Ferraz atestou que a polícia já está em porte de “outros dados que nos fazem crer que este indivíduo participou pelo menos da fase de planejamento”, pontuou.

Ele adiantou também que “o material relacionado a participação dele já foi arrecadado pela equipe responsável pelo inquérito”, sem dar detalhes do que já foi diagnosticado neste primeiro momento.

As autoridades envolvidas no caso acreditam que os autores da chacina buscavam, com isso, o reconhecimento da comunidade. Para o delegado, este era o principal objetivo, “não tinha outro”. “Eles não se sentiam reconhecidos, queriam mostrar que podiam agir”, completou.

A investigação trabalha com a suspeita de que, após cometerem o atentado, Guilherme Taucci teria posto fim a vida do comparsa, Luiz Henrique de Castro e, em seguida, se suicidado. A polícia afirma que ambos tinham um pacto que garantia este desfecho à ação da dupla.

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