MP reforça culpa dos quatro réus mesmo após madrasta alegar inocência do pai de Bernardo

Sentença deve sair nesta sexta-feira, 15. Além do pai e da madrasta outros dois são acusados por homicídio e ocultação de cadáver

Foto: reprodução

Está previsto para terminar nesta sexta-feira, 15, o julgamento do caso Bernardo Boldrini, morto em 2014 no interior do Rio Grande do Sul. Foram três dias de julgamento em que defesa e acusação puderam fazer suas colocações. Apesar do pai da criança, o médico Leandro Boldrini, alegar inocência, a promotoria do Ministério Público sustenta que ele teve participação direta no crime. O MP pede ainda a condenação de outros três acusados.

Bernardo foi morto em 4 de abril de 2014, aos 11 anos. Na época foi considerado desaparecido na cidade de Três Passos e encontrado 10 dias depois, em uma cova à beira de um riacho, já em estado avançado de composição.

Mesmo após Graciele Ugulini, mulher de Leandro e madrasta de Bernardo assumir a culpa pelo assassinato e inocentar o pai da criança ao júri, a promotoria reafirmou que provas mostram o contrário.

Leandro afirmou que no dia em que o menino sumiu, a família teria almoçado juntos e o clima era tranquilo. Na versão do acusado a mulher teria relatado que levou Bernardo para uma outra cidade para um passeio, na casa em que ficaram o garoto entrou no quarto, pegou as roupas, disser que ia para a casa de um amigo e depois desapareceu. “Em nenhum momento desconfiei de Keli (apelido de Graciele)” declarou o pai.

Entretanto, de acordo com a denúncia do Ministério Público, Leandro seria o mentor intelectual do crime e incentivador da atuação de Graciele em todas as etapas. Leandro teria patrocinado despesas e também fornecido meios para acesso à droga Midazolan, utilizada para matar o menino.

Para o MP, Boldrini e Graciele não queriam partilhar a herança de Odilaine com Bernardo, que representava um estorvo para a nova família, formada pelo médico, a madrasta e a filha do casal, Maria.

Réus respondem aos crimes

O pai, Leandro Boldrini, por homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação) , falsidade ideológica e ocultação de cadáver;

A madrasta, Graciele Ugulini, por homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação) e ocultação de cadáver;

Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de veneno e dissimulação) e ocultação de cadáver;

Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, por homicídio duplamente qualificado (emprego de veneno e dissimulação) e ocultação de cadáver.

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