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Proposta da deputada Valderez Castelo Branco (PP) destina recursos para o setor, especialmente para o combate à violência contra a mulher

Uma emenda de R$ 1 milhão na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a Secretaria de Segurança Pública (SSP), proposta pela deputada estadual, Valderez Castelo Branco (PP), foi aprovada. A parlamentar destacou a conquista e afirmou o seu compromisso com as políticas públicas para o fortalecimento da SSP. “Coloquei uma emenda de minha autoria na LOA para a Segurança Pública e pedi uma atenção especial no combate à violência contra a mulher. Sei que todos estão dispostos a ajudar colocando emendas na Lei Orçamentária, como também impositivas, e nosso trabalho é colaborar ainda mais naquilo que for possível”, destacou.
A deputada ainda frisou a importância da discussão de problemáticas atuais, como o da violência contra a mulher. Na ocasião, ela reforçou seu apoio aos debates sobre o tema. "Não somos frágeis. Somos mulheres e somos fortes. Podemos trabalhar fora e dentro de casa, sermos representantes do povo, professoras, jornalistas, advogadas, engenheiras, profissionais liberais, médicas, enfermeiras, enfim. Podemos ser o que a gente quiser", completou.
Deputada Vanda Monteiro (PSL) defende melhoria na estrutura das especializadas e o efetivo funcionamento 24 horas

A deputada estadual Vanda Monteiro (PSL) convocou e realizou audiência pública, na quinta-feira, 27, e recebeu representantes de diversos seguimentos ligados à rede de proteção à mulher no Tocantins. Ao abrir as discussões, Vanda Monteiro comentou a importância da audiência e da participação dos órgãos públicos, entidades e da comunidade. “Estamos em um momento singular para o Tocantins. Essa audiência aponta os caminhos para a efetivação de fato e de direito do funcionamento 24 horas das Delegacias Especializadas da Mulher, mas também se preocupa com a estruturação desses locais”.
A presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA/TO), Jandra de Paula, evidenciou que a rede de proteção busca combater e erradicar a violência doméstica e familiar e atua na promoção dos direitos das mulheres e também na educação e conscientização social. “A agilidade na marcação desta audiência mostra o compromisso da Deputada Vanda Monteiro e da Comissão dos Direitos da Mulher. Parabenizo a parlamentar por ter solicitado esse momento”.
A parlamentar se comprometeu em destinar emendas para as Delegacias Especializadas e apresentar junto ao Governo do Estado as demandas apresentadas na audiência.
Sojicultores estão proibidos de manter o plantio da oleaginosa em lavouras de sequeiro até o dia 30 de setembro

Na segunda-feira, 1º, inicia-se o período do vazio sanitário da soja no Tocantins, que segue até o dia 30 de setembro. Com isso, os sojicultores estão proibidos de manter o plantio da oleaginosa em lavouras de sequeiro. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) esta medida é fundamental para prevenir e controlar a ferrugem asiática, a principal praga que ataca a cultura.
No Tocantins, a Adapec é o órgão responsável pelo monitoramento e fiscalização no campo para garantir que não haja plantas vivas durante o vazio sanitário. Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Adapec, Marley Camilo de Oliveira, foram cadastradas junto ao órgão na safra 2018/2019, mais de 1.500 propriedades com a cultura da soja perfazendo total de quase 1 milhão de hectares. “Durante o vazio sanitário vamos fiscalizar essas áreas, orientando os produtores para eliminarem todas as plantas de soja voluntárias ou não, por meio de controle químico ou mecânico”, explicou Marley acrescentando que em caso de presença de plantas vivas de soja no período do vazio sanitário, o processo de eliminação é de responsabilidade do proprietário ou ocupante da área.
Segundo o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, o vazio sanitário é fundamental para o controle da ferrugem asiática no Estado e por isso, a Adapec manterá uma fiscalização ativa no campo como forma de garantir que o Tocantins continue sendo um grande produtor e exportador de soja.
Conforme a legislação fica autorizado o cultivo de soja para produção de sementes durante o período proibitivo do vazio sanitário, apenas nas áreas de várzeas tropicais sob sistema de subirrigação, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Dueré, Pium, Santa Rita e Formoso do Araguaia.
Agência Tocantinense de Transportes e Obras realiza intervenções em todas as regiões do Estado para garantir a tranquilidade aos motoristas

O Governo do Tocantins intensificou a manutenção das rodovias que dão acesso às principais praias do Estado. O objetivo é garantir a segurança e a trafegabilidade das pessoas que buscam os atrativos durante a temporada de veraneio.
Segundo o presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras, Virgílio Azevedo, as sete residências rodoviárias do órgão espalhadas em todo o Tocantins estão atuando nos trechos das rodovias estaduais que dão acesso a esses pontos turísticos. “Nas rodovias pavimentadas estamos realizando tapa-buracos, roçagem e limpeza, já as rodovias não pavimentadas os serviços são de revestimento primário e aumento de greide”, explicou.
Centro-oeste
Na região centro-oeste do Estado, foram contempladas as estradas que dão acesso às praias de Caseara e Araguacema. “Nessa região foram beneficiadas as TOs 080, 342 e 348”, disse o presidente.
Os serviços nas rodovias TO-080, entre Divinópolis e Caseara, e da rodovia TO-342, entre Dois Irmãos e o entroncamento com a TO-348, já foram finalizados e os trabalhos se concentram na reabilitação da TO-348.
Norte
No norte do Tocantins, as rodovias de acesso a cidades com praias famosas como Araguatins, São Sebastião, Tocantinópolis, Praia Norte e Itaguatins, também estão recebendo os serviços. “Grande parte dessas rodovias têm contrato de manutenção vigente e pedimos às empresas responsáveis prioridade na realização dos trabalhos”, destacou Azevedo.
Já a Residência Rodoviária de Araguaína está trabalhando para restabelecer a trafegabilidade na TO-164, via de acesso às Praias de Araguanã e Xambioá. No local, além do tapa-buracos, também está sendo realizado a roçagem da faixa de domínio da rodovia.
Palmas
Os acessos para as praias no entorno de Palmas também receberam melhorias, assim como os acessos à Praia de Peixe, no sul do Estado. A TO-070, entre Porto Nacional e Brejinho de Nazaré está com as obras de reconstrução em andamento, mas a via recebeu serviços paliativos para garantir a segurança dos usuários.
Outros acessos
Serviços também estão sendo realizados nas rodovias que levam aos principais balneários do estado. A TO-110, até o acesso ao Rio Azuis, recebeu melhorias, assim como a rodovia TO-040, entre Dianópolis e Porto Alegre do Tocantins.
Outra importante rodovia de acesso a balneários que está sendo beneficiada é a TO-030, entre Palmas e Taquaruçu. As equipes da Ageto estão realizando intervenções no local. “A ideia é garantir o trânsito de pessoas nessas localidades e contribuir com a movimentação da economia local”, finalizou o gestor.
Medições confirmaram que as praias Graciosa, Prata, Buritis e Caju apresentam boas condições para o período de férias

As duas últimas análises de balneabilidade realizadas pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA), referentes aos meses de maio e junho, atestaram a boa qualidade da água para contato primário em todas as praias da capital – Arnos, Graciosa, Prata, Buritis e Caju.
A Fundação realiza o monitoramento da qualidade das águas no Lago de Palmas de forma contínua, sendo que no período de férias e nos meses que o antecedem este trabalho é intensificado, com o objetivo de oferecer mais segurança aos frequentadores destes espaços.
O Programa de Balneabilidade, que verifica a qualidade bacteriológica das praias, atende as especificações da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000, que define critérios para a classificação de águas destinadas à recreação de contato primário, ou seja, o contato direto e prolongado, em atividades como banho, recreação, mergulho, esqui-aquático, entre outros.
Administração faz intervenções em várias partes da cidade, especialmente na melhoria e qualificação da malha viária

Na semana que passou, máquinas e trabalhadores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos trabalharam intensamente na execução de várias intervenções e manutenções de equipamentos e espaços públicos.
Na Avenida NS-02 continuam os trabalhos de renovação da sinalização horizontal, facilitadores de travessia e divisão de faixas de rolagem. O mesmo serviço também foi feito na Avenida LO-09. Na Quadra Arno 51 (404 Norte) continuam os trabalhos de recapeamento. Também segue em andamento o acabamento da base da Avenida Palmas Brasil Norte (Avenida LO-14 da estaca 08 a 31).
Já os serviços de roçagem acontecem entre as Avenidas Ipanema e Tocantins, na região Sul, assim como na Avenida LO-09, na região Central. Também há serviços de manutenção da iluminação sendo executados na Praça da Arno 31 (303 Norte), atendimento de demandas da Arse 71 (704 Sul), Arse 72 (706 Sul), Arse 82 (806 Sul), ASR-SE 75 (712 Sul), Arse 51 (504 Sul), Arso 41 (403 Sul), Arso 42 (405 Sul), Arso 52 (505 Sul), (507 Sul) e Arso 43 (407 Sul).
O serviço de manutenção de pavimento asfáltico (tapa-buraco) está sendo feito no estacionamento da 403 Sul, próximo ao Corpo de Bombeiros, assim como nas Quadras 606 Sul e saída para Porto Nacional. Além disso, há ainda uma equipe trabalhando na revitalização de faixa de pedestre em frente à Escola Municipal Beatriz Rodrigues, na região Norte.
Outras equipes da Seisp realizam na Praia do Caju, no Espaço Cultural, Arse 62 (606 Sul) e Taquaralto, o trabalho de limpeza de áreas públicas com máquinas de corte de grama giro zero. Também há máquinas trabalhando na limpeza (retirada de entulho) na Avenida NS-02, Praia do Caju, Setor Santa Fé IV e Aureny III.
Já a manutenção do paisagismo acontece na praça da (110 Norte), Avenida LO-05 com NS-06, Avenida NS-01 com LO-05, Avenida LO-03 com NS-04, Avenida JK com NS-02 e Avenida NS-01 Com LO-13.
Em contrapartida, a execução de paisagismo acontece na Avenida NS-10, Praia do Caju, Avenida NS-02 e no Viveiro Municipal de Mudas. Plantio de mudas acontece tanto no Viveiro quanto na Avenida LO-03. Na 806 Sul e na Avenida LO-03 também está sendo realizada poda de árvores. Na Avenida JK há equipes trabalhando na irrigação de jardins e na pintura de meio-fio.
Vereador Helio Santana diz que a sigla nem mesmo registrou sua filiação no Tribunal Regional Eleitoral e não descarta deixá-la mais uma vez

Helio Santana é paraense de Santa Maria das Barreiras, contudo, um pioneiro da capital Palmas. Exerceu as funções de professor primário e secundário ainda no Estado do Pará e, a partir de 1997, após obter êxito no concurso para professor da educação básica do município de Palmas, ministrou aulas Escola Luiz Gonzaga, na ARNO 61. Logo após, também foi aprovado no concurso da Polícia Civil do Tocantins, quando assumiu o cargo agente de polícia.
É graduado como tecnólogo em gestão pública pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Tocantins (IFTO) e já exerceu a função de presidente da Associação dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (ASPOL), por dois mandatos, de 2005 a 2008 e de 2008 a 2011.
Em sua trajetória politica, foi candidato a vereador na cidade de Palmas no ano de 2012; também disputou o cargo de deputado estadual nos anos de 2014 e 2018, e, atualmente, é suplente.
Nas eleições de 2016 – após obter 1411 votos – tornou-se suplente de vereador no município de Palmas, tomando posse – definitivamente – em fevereiro de 2019, após o vereador Léo Barbosa (SD) ter sido alçado ao cargo de deputado estadual.
A sua luta incessante pela classe dos servidores públicos parece ter obtido resultados e, consequentemente, votos para suas candidaturas...
Lutamos muito, é verdade. Já liderei greves e manifestações. Através da militância, conseguimos muitas conquistas, como Plano de Cargos, Carreiras e Salários, remuneração compatível com o exercício das funções. Ainda não estamos no patamar que gostaríamos, contudo, tudo que já conseguimos foi fruto de grande esforço e empenho.
Logicamente, essa luta classista teve o reconhecimento dos servidores públicos e, por estas circunstâncias, consegui angariar esses votos setorizados.
O sr. disputou quantas eleições?
Foram quatro: duas de deputado estadual e duas para vereador em Palmas. A primeira eleição, em 2012, foi um laboratório. Era inexperiente e esbarrei em alguns entraves, uma vez que não sabia exatamente como funcionava a política partidária. Agradeço de coração as pessoas que depositaram o voto, mas confesso que esperava que mais pessoas acreditassem no projeto. Porém, digo que o aprendizado foi magnífico.
Depois disso, disputei em 2014 a eleição para deputado estadual. Obtive aproximadamente 8 mil votos e não fui eleito por detalhes, como escolha do partido, coligações e falta de aporte financeiro. Fiquei muito honrado com essa votação.
Já em 2016, não tinha projeto de disputar a eleição de vereador em Palmas novamente. A ideia era lançar outra liderança que, futuramente, iria prestar apoio para uma futura candidatura minha a deputado estadual. Mas “o escolhido” desistiu e eu tive que registrar a candidatura. Não ganhamos a eleição porque, erroneamente, confiei o meu projeto a pessoas do partido que não estavam comprometidas com a causa.
Faço essa crítica ao partido, o PV, que havia prometido lançar uma chapa “puro sangue”, mas na reta final se coligou ao MDB e ao SD, para trazer para a chapa candidatos que já possuíam mandato, nomes políticos fortes e grande poder aquisitivo. Resultado: a coligação elegeu dois do SD, um do MDB e nenhum do PV. Ficamos apenas com a suplência. Se o PV não tivesse se coligado, eu teria sido eleito com os 1.411 votos que obtive. Em razão da suplência, só ascendi ao cargo em 2019, após a eleição do ex-vereador Léo Barbosa ao cargo de deputado estadual.

Há uma situação que pode ser considerada válida o esclarecimento ao eleitorado. Nas eleições de 2018, o sr. desfiliou-se do PV, foi candidato a deputado estadual pelo Avante, contudo, logo após o pleito, retornou ao PV. O que realmente aconteceu?
Deixei o PV exatamente porque o partido não havia honrado os compromissos que houvera firmado comigo em 2016. Para completar, em razão da tênue ligação entre Marcelo Miranda e Claudia Lelis, o PV já ensaiava, novamente, a dobradinha com o MDB para as eleições de 2018. Logicamente, eu não concordei porque sabia que o PV, nesse caso, apenas faria parte da legenda que acabaria por eleger os candidatos emedebistas. O MDB possuía quatro candidatos à reeleição, além do ex-prefeito Jair Farias que, ao final, foi eleito como o campeão de votos. Como eu poderia concorrer com a força do poder econômico desses candidatos?
Além disso, ocorreu grave discriminação, dentro da agremiação, em relação à minha pessoa. Em razão desses desacertos, pois era nítido que a sigla não tinha interesse que eu permanecesse, fui liberado, amigavelmente, para me filiar a outro partido. Então, assinei a ficha de filiação do Avante que, proporcionalmente, ficou numa coligação ruim, porque escolheu fazer parte da chapa do governador Carlesse, que também tinha muitos caciques e vários mandatários. Mesmo assim, obtive 5.200 votos nas eleições de 2018.
Mas, logo após a eleição, ocorre um fato inusitado: com a eleição do ex-vereador Léo Barbosa (SD) para a Assembleia Legislativa, o sr. volta a se filiar no PV...
Por direito, em razão da minha votação, eu era o suplente do Léo. Procurei a sigla e o ex-presidente do partido, Marcelo Lelis, reconheceu que me devia um mandato, pois as alianças que ele houvera selado em 2016 haviam me prejudicado.
Então, foi sugerido que eu me filiasse novamente ao PV, mesmo porque se eu assim não o fizesse, “em tese” a vaga de vereador seria do partido, ao invés de ser minha. Relutei em razão dos motivos já expostos, como as discriminações sofridas, ausência de apoio partidário nos pleitos, enfim, a falta de cumprimento de compromissos do partido com seus filiados, até mesmo no que concerne à obediência ao estatuto.
Para resolver o impasse e, considerando que nas eleições de 2020 as coligações não serão admitidas, valendo apenas o coeficiente partidário, me filiei novamente ao PV e assumi, em fevereiro de 2019, o cargo de vereador em Palmas.
Nestas circunstâncias, na condição de único vereador do partido na capital, é natural que o sr. seja pré-candidato à reeleição em 2020. Em razão destes desacertos internos é possível dizer que na “janela de transferências” prevista em lei para ocorrer em março do ano que vem, o sr. se desfilie novamente do PV?
Não posso adiantar isso agora, pois tudo vai depender do acerto com a cúpula partidária. Mas o certo é que sinto que o PV não faz questão do meu mandato. Depois que assumi, em fevereiro de 2019, os dirigentes do partido nunca fizeram sequer uma visita ao meu gabinete. Nem a colaboração financeira de até 10% do salário do mandatário, prevista estatutariamente, foi requerida pela presidência metropolitana. Por tudo isso, penso que o PV não tem qualquer interesse no meu mandato, mesmo porque a sigla sequer homologou, até a presente data, a minha nova filiação ao partido junto ao TRE-TO. Estou resguardado se considerarmos o que está previsto no estatuto do partido, entretanto, esse desdém me incomoda muito.
Quero dizer que tenho raízes no PV, gosto do partido e suas bandeiras, como também teria interesse de disputar a eleição de 2020 pela sigla. Contudo, afirmo que, se a cúpula regional e metropolitana mantiver a mesma posição de desinteresse por mim e pelo meu mandato, serei obrigado, naturalmente, a trilhar novos caminhos.
Em relação ao parlamento e ao exercício do seu mandato, o sr. é uma voz dissonante na Câmara de Vereadores de Palmas?
Sim, me considero assim. Minha vida política é diferente do que se vê por aí. Sou um político independente e não pertenço às oligarquias estaduais. Luto pelas minhas bases, pelo segmento da Polícia Civil e servidores públicos em geral, além de igrejas evangélicas. Eu não estou na política para ganhar dinheiro ou enriquecer. Estou na política para defender causas nobres, nas quais eu acredito. Luto por pessoas iguais a mim (funcionários públicos). Assim tenho agido e a maior prova é que não tenho cargos na Câmara de Vereadores e nem Prefeitura de Palmas.
Por tudo isso, logicamente, há barreiras em relação a minha pessoa, talvez pelas minhas posturas mais duras e efusivas. No começo deste meu mandato, “rasgaram” o estatuto do parlamento municipal e não me deixaram participar da eleição de algumas comissões, como também, fui excluído da nova eleição da CPI que investiga o rombo no PreviPalmas.
Em razão da minha profissão, eu apoio operações policiais contra políticos corruptos, quer seja nos governos federal, estadual ou municipal, quer seja em quaisquer parlamentos. Faço questão de engrossar a luta do combate à corrupção, lideradas pela Polícia Civil e Federal. A sociedade clama por políticos sérios e honestos e eu sou dessa linhagem. Vou continuar assim, pode apostar. Talvez isso incomode alguns, mas não me importo. Manterei-me firme nos meus propósitos.
Essa bandeira do sindicalismo e associativismo é, por assim dizer, o carro-chefe das suas campanhas e do seu atual mandato?
Isto está no meu DNA. A defesa dos menos favorecidos é o norte do meu mandato, porque, na ampla maioria das vezes, eles são servidores públicos ou funcionários da iniciativa privada. Eu sempre disse em minhas campanhas eleitorais, na tribuna do parlamento, como também à própria prefeita que eu não voto favorável a nada que aumente o custo de vida dos tocantinenses, quer seja taxas ou impostos.
Quero ressaltar, nesta oportunidade, que o aumento da passagem de ônibus do transporte coletivo de Palmas não passou pela Câmara de Vereadores. É um Conselho Municipal que define a tarifa.
No minha campanha, por exemplo, prometi que tentaria reduzir o percentual cobrado a título de esgoto sanitário e extinção da taxa mínima de água. Tenho lutado por isso e o Decreto Legislativo da Câmara de Palmas que revogou os aditivos nº 02 e 03 do contrato da BRK Ambiental é um bom começo para iniciarmos as tratativas para que essas demandas sejam concretizadas.
Preocupava-me também o pagamento das progressões dos servidores públicos municipais, como também, reajuste salarial dos servidores do legislativo. Fui relator, numa das Comissões que participo, dos projetos com esse tema encaminhados à Câmara. Havia alguns ajustes, pontuamos todos eles e sugerimos adequações. A prefeita encaminhou a Medida Provisória – agora com a tabela correta – e votamos favoravelmente na semana que passou, de forma unânime, garantindo esse benefício ao funcionalismo.
"Considerando que meu eleitorado é muito heterogêneo, como religiosos e servidores militares e civis, ainda tenho muitos compromissos a cumprir"
Qual é o balanço que o sr. faz do seu mandato, até o momento, como também quais são as suas perspectivas para esse tempo que ainda lhe resta como vereador?
Considerando que meu eleitorado é muito heterogêneo, como instituições religiosas, funcionários públicos militares e civis no âmbito estadual e municipal, como também nos setores, onde desenvolvo vários trabalhos comunitários, posso dizer que ainda tenho muitos compromissos para cumprir neste um ano e meio que ainda resta.
No primeiro semestre, já propus oito Projetos de Lei, que beneficiam a população palmense, comerciantes e servidores públicos. Outros projetos e requerimentos também versam sobre obras e campanhas de conscientização acerca de temas vitais. Também propus homenagem a CIADSETA, uma instituição com mais de 70 anos, que nunca teve seu atuação reconhecida formalmente pelos entes públicos.
Enfim, também propus que as verbas do financiamento obtido junto à CAF (Cooperativa Andina de Fomento) antes direcionadas ao BRT, sejam remanejadas para o asfaltamento de vias do Setor Santa Fé, em Taquaralto. Solicitei e foi aprovado o requerimento de um CMEI para o distrito de Buritirana, outro para a Taquaruçu e mais um para a região norte.
Estou convicto que muito foi feito, mas ainda há muito por fazer. Como vereador, preciso ouvir demandas, encontrar soluções e, principalmente, fiscalizar o ente público no que se refere aos gastos públicos. Peço auxílio à população para que me ajude a apontar demandas, pois meu mandato é um sacerdócio, sem quaisquer vaidades ou ganhos pessoais.
Nenhum texto literário é mais tecido do que o do autor de “Em Busca do Tempo Perdido” e da forma mais densa; para ele nada era suficientemente intenso e duradouro
Oscar e Valeria tentavam chegar aos Estados Unidos e, como eles, há mais de 70 milhões de pessoas no mundo sem um lugar para chamar de lar

Há cenas de uma tristeza tão concreta que parece ser possível tocá-la, sentir o cheiro e o gosto amargo, notar o tom cinzento. Uma imagem assim circulou o mundo nos últimos dias: Oscar Ramirez e a filha Valeria, de El Salvador, inertes, à margem do Rio Grande, no México. O objetivo era chegar aos Estados Unidos, com a família.
O registro foi feito pela jornalista Júlia Le Duc. Segundo a imprensa local, Oscar havia deixado a menina na margem e voltava para buscar a esposa. Assustada, Valeria, que faria dois anos em julho, saltou de volta às águas. O pai tentou socorrê-la, mas ambos terminaram afogados.
A foto de ambos lembra outra, de 2015. Naquele ano, o corpo do menino Alan, de três anos, chegou à praia de Bodrum, na Turquia, levado pelas ondas. De bruços, camiseta vermelha e bermuda azul, o garoto sírio tornou-se símbolo da tragédia humanitária naquela região, que leva milhares de refugiados a buscar abrigo em países europeus.
O drama dos sem-pátria é a maior crise humanitária atual. Segundo a o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o número de deslocados rompeu, pela primeira vez na história, a marca de 70 milhões de pessoas. O órgão acompanha os dados desde 1950 – portanto, sob os escombros da Segunda Guerra.
Conflitos armados, opressão sexual, crise econômica
Para se ter uma dimensão do problema, é como se toda a população da França e da Irlanda, juntas, tivesse de sair de casa. Dentro dessa massa, estão 25,9 milhões de refugiados (aqueles, como Óscar, Valeria e Alan, que deixam seus países de origem), 3,5 milhões de solicitantes de refúgio e 41,4 milhões de descolados internos. O Ministério da Justiça reconhece 10,5 mil refugiados em território brasileiro – número que é expressivamente maior, pois a maior parte deles escapa das contagens oficiais e da burocracia estatal.
Os motivos que levam uma pessoa a pedir refúgio são variados. O mais comum são os conflitos armados. É assim, por exemplo, na Síria. Estima-se que mais de 12 milhões de sírios tiveram de deixar suas casas desde o início da guerra civil, que recentemente completou oito anos. Desde então, opositores ao regime de Bashar al-Assad travam uma guerra sangrenta que já matou mais de 500 mil pessoas.
Há ainda os refugiados impulsionados por questões econômicas. Atualmente, a vizinha Venezuela é o maior exemplo. Em apenas seis anos, o governo Nicolás Maduro mergulhou o país em uma crise econômica e social que inclui perseguições políticas e fome. De acordo com a ONU, são 3,4 milhões de venezuelanos refugiados por vários países.
Por fim, existem ainda aqueles que se refugiam por causa da orientação sexual. Só no Brasil, entre 2010 e 2016, 369 pessoas solicitam refúgio por essa questão. Normalmente, são LGBTIs que viviam em países que criminalizam a homossexualidade, como a Nigéria, maior “exportador” de refugiados em busca de liberdade sexual para o Brasil.
Além das consequências óbvias (perda do que se tem, rompimento de laços familiares e de amizade, as dificuldades de adaptação em uma nova nação), o refugiado convive com problemas menos evidentes, de cunho emocional.

Banzo matava os escravos brasileiros
Um poema do parnasiano Raimundo Correia, escrito no final do século 19, dá pistas de quão profunda pode ser a dor de quem deixa involuntariamente a terra natal. “Vai com a sombra crescendo o vulto enorme/ Do baobá…/ E cresce na alma o vulto de uma tristeza, imensa, imensamente…”.
O poeta se referia ao banzo (nome do soneto): um sentimento de saudade e melancolia tão grande que chegava a matar os africanos escravizados no Brasil. Além da própria condição de traficado, o banzo era agravado pelos maus-tratos na senzala.
Talvez a história de refugiados mais conhecida, ao menos no ocidente, seja a dos hebreus. O relato bíblico do Antigo Testamento e os registros históricos contam a trajetória de um povo que há milênios busca a sua terra prometida. O exílio na Babilônia, Pérsia e Egito impregnou a condição dos hebreus a ponto de ainda hoje o Estado de Israel conviver com essa carga.
As lembranças históricas contextualizam a situação dos atuais refugiados. São pessoas sem lar, expulsas de seus países e, muitas vezes, recebidas com desprezo, desconfiança e raiva onde buscam abrigo.
Um caso recente desse repúdio a esse tipo de imigrante ocorreu no ano passado aqui mesmo, no Brasil – que normalmente recebe com sorrisos largos aqueles que vêm com dinheiro no bolso. Em agosto do ano passado, assistimos à infame cena de brasileiros expulsando e colocando fogo em barracas de venezuelanos em Pacaraima (RR). Para completar o roteiro de horror, sob os versos do Hino Nacional. Uma vergonha.
Xenofobia no Velho Continente
Na Europa, muitos cidadãos receberam os refugiados às pedradas. A xenofobia atingiu níveis alarmantes no Velho Continente. Em uma análise desapaixonada, é possível compreender o que anaboliza esse sentimento: o medo do estrangeiro que, devido às condições, é enxergado como ameaça ao bem estar social – especialmente em períodos de letargia econômica; nos tempos de bonança, ele é bem vindo, pois se dispõe a trabalhos aos quais os demais não se submetem.
Mário Quintana escreveu que quem faz um poema salva um afogado. Para Óscar, Valeria e Alan, o que ficou foi apenas uma página em branco.
Sobre o assunto, a jornalista Elisama Ximenes escreveu um texto tocante no Jornal Opção.
Ex-vocalista do The Doors talvez não conquiste no quadrinho pelo excesso de verborragia e poucas gestos
Muitos perderam tempo com discussão sobre surpreendente proposta de liminar do ministro Gilmar Mendes de soltar ex-presidente até análise do habeas corpus
Com exceção do líder, demais membros do partido pertencem à base governista e afirmam não ter sido incitados a escolher um lado
Nem líderes evangélicos querem apoiar o deputado para prefeito. Preferem caminhar com Gustavo Mendanha
Acidentes, se não ocorreram, com certeza podem acontecer, pois o perigo é iminente, diante da pista de cooper inacabada
O parlamentar aproveitou a ocasião para reforçar que é completamente a favor da reforma da Previdência


