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Principal suspeito é namorado da vítima, que não foi encontrado. De acordo com informações, o relacionamento era conturbado
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Simone Monteiro, 29 anos | Foto: Reprodução/Facebook[/caption]
Na tarde deste domingo, 29, a Polícia Civil de Goianésia, sob o comando do delegado Marco Antônio Maia, investiga possível feminicídio, que teria ocorrido no Bairro Ipê, no município a 176km de Goiânia.
A polícia ainda analisa a cena do crime e acredita que Simone Monteiro, de 29 anos, tenha sido morta a facadas. O principal suspeito, no momento, é o namorado da vítima, que não foi visto desde a última sexta-feira, 27.
De acordo com informações dadas à polícia por conhecidos da vítima, o relacionamento do casal era conturbado. Entretanto, Simone ainda não havia prestado queixa do namorado à polícia.
De acordo com o delegado, a polícia agora coleta materiais da cena para saber se houve objetos roubados ou furtados, para analisar a possibilidade de outro crime, que não o feminicídio.
Ela tinha 95 anos e deu entrada no Hospital Pró-Cardio do Rio de Janeiro com infecção respiratória. Sua saúde ficou debilitada após a morte do filho em outubro deste ano
Deputado federal usou Twitter para resgatar discussão calorosa acerca do seguro obrigatório
Para traçar as estimativas, foram consultadas 2.948 pessoas entre 5 e 6 de dezembro. A margem de erro da pesquisa pode variar em dois pontos percentuais para mais ou menos
Assim como o superministro de Jair Bolsonaro, a secretária da Economia de Goiás acredita em um Estado mais leve e em uma iniciativa privada menos atrelada aos cofres públicos
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Guedes e Cristiane: os dois têm pensamentos semelhantes | Foto: Divulgação e Jornal Opção[/caption]
Em meio aos ruídos provocados pelo estilo de comunicação do presidente Jair Bolsonaro, uma área, em especial, tem trazido boas notícias para o governo. Com Paulo Guedes à frente, a economia tem migrado para um novo modelo, com foco em um Estado menos pesado e eliminação, ainda que gradativa, de amarras que sempre tornaram empreender um exercício hercúleo no Brasil. Aos poucos, o país tenta se descolar do capitalismo de Estado (em que até a iniciativa privada só sobrevive atrelada aos cofres públicos) para um capitalismo de fato – com todas as suas virtudes e contradições.
Alguns números começam a sinalizar que o país pode estar saindo do fundo do poço em que se meteu a partir de meados da década, fruto de um Estado perdulário e excessivamente centralizador nas questões econômicas – é bom frisar, contudo, que não existe economia 100% livre de governos que, afinal, em tese existem para garantir as condições básicas para todos e não só para os grandes empresários.
Na sexta-feira, 27, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego é a menor desde 2016. Tal como uma febre terçã, contudo, ela permanece incomodamente alta: ainda são 11,9 milhões de brasileiros sem trabalho. Mas isso significa 1,5 milhão de desempregados a menos que no início deste ano.
Há muitos analistas que apontam que esse crescimento é impulsionado pela informalidade. Essa é apenas parte da verdade. Ainda de acordo com o IBGE, o crescimento no número de postos de trabalho com carteira assinada foi de 1,1%. Parece pouco, mas é o melhor desempenho desde março de 2014.
Além da melhora na geração de emprego, o mercado tem dado outros sinais de recuperação. É o caso, por exemplo, das vendas no comércio. Este ano, o varejo teve o melhor Natal da metade final da década, com alta nas vendas de 9,5%. O resultado é significativo especialmente porque foi precedido pelo recorde histórico da Black Friday, que este ano movimentou R$ 3,2 bilhões, 23% a mais que no evento do ano passado.
Cercada de desconhecimento e preconceito, a alta na bolsa de valores, que chegou a 117 mil pontos (marca histórica) entra na lista de bons ventos na economia. Ao contrário do que muita gente pensa, esse movimento não beneficia somente os muito ricos, que têm dinheiro para investir em ações (na verdade, em mercados saudáveis, a bolsa é uma opção também para pequenos investidores). Quando a bolsa sobe, significa que há uma melhora na perspectiva de lucro das empresas. Melhora de lucro leva a mais investimentos. Mais investimentos geram mais empregos. E o ganho do acionista acaba beneficiando também o trabalhador.
É óbvio que a economia não tem trazido apenas boas notícias. Produtos básicos, como combustível, carne e gás de cozinha tiveram altas expressivas, pesando principalmente no bolso de quem tem renda menor. Contudo, a balança de 2019 pesa muito mais para o positivo que para o negativo, especialmente quando se olha para o retrovisor e se avista os terríveis cinco anos anteriores.
O que se vê no Brasil é um novo modo de pensar o Estado e a economia. Em entrevista recente na Central Globonews, o ministro Paulo Guedes revelou parte de como é esse pensamento. Um dos preceitos básicos é enfrentar o que ele chama de “torres do descontrole de gastos”. Duas delas, segundo o ministro, foram derrubadas com a reforma da Previdência e a diminuição no crescimento da dívida pública, que vai poupar R$ 100 bilhões em juros em 2020.
Dessa forma, dinheiro que iria para o pagamento de privilégios para certos setores do funcionalismo e para financiar os campeões nacionais – empresas que ganham bilhões anualmente – pode ser utilizado para políticas públicas.
A equipe econômica atacou, ainda, o mercado de crédito, diminuindo a participação dos bancos públicos (estancando a farta bolsa-empresário do BNDES) e induzindo o crédito privado. À Globonews, Guedes disse que, pela primeira vez, o mercado tem o setor privado como maior fonte de financiamento.
O ministro defende, ainda, um novo modelo de pacto federativo, em que municípios e Estados tenham mais recursos e autonomia em relação ao poder central. A distribuição dos royalties dos recursos do pré-sal se enquadra nessa nova perspectiva. É o que chamam de mais Brasil e menos Brasília.
O resumo do ideário de Guedes está em uma de suas frases ditas aos jornalistas: “O governo gasta muito e gasta mal”. Por isso, a necessidade de reformas profundas. A tributária deve ser a próxima – e talvez a mais importante para fazer a economia finalmente escapar de seus voos de galinha.
Compreender o que pensa Guedes é especialmente interessante para os goianos. Como é notório, a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, é próxima do ministro e, certamente, comunga de muitos dos seus princípios, o que não significa, nem de longe, que não tenha brilho e convicções próprias.
Ao contrário, assim com sua colega Ana Carla Abrão, que coincidentemente ocupou a mesma função em Goiás (quando a Secretaria da Economia era a Secretaria da Fazenda), tem formação e currículos sólidos. É experimentada tanto na iniciativa privada quanto no setor público. Sua trajetória profissional e seus posicionamentos diante da pasta que ocupa permitem vislumbrar uma liberal na acepção da palavra.
Por isso, ela tenta, aqui, implantar políticas econômicas semelhantes às que estão em andamento em Brasília. A repactuação dos incentivos fiscais, as mudanças no Estatuto do Servidor Público, a diminuição no número de servidores comissionados e a reforma da Previdência estadual entram nesse pacote.
Em entrevistas, Cristiane sempre deixou claro que, atualmente, o Estado está encapacitado de fazer o que é sua razão de ser: políticas públicas. Ela costuma usar uma analogia para retratar a situação atual, em que mais de 90% de todos os recursos são consumidos pelas despesas correntes, como folha de pagamento e pagamento da dívida. Nesse cenário, de acordo com a secretária, o governador torna-se uma espécie de gestor de Recursos Humanos.
Essas medidas têm o mesmo pano de fundo e são muito semelhantes às tomadas pelo governo federal: visam diminuir o peso do Estado e colocá-lo a serviço dos 7 milhões de goianos e não apenas de determinadas corporações ou segmentos.
Nem só de notícias ruins vive a política brasileira. Alguns personagens se destacaram em um ano que prevaleceu a tensão provocada pela polarização e os ajustes econômicos. Para reconhecer o destaque de quem conseguiu se equilibrar e fazer de um limão uma limonada, o Jornal Opção preparou uma lista com os políticos que brilharam em 2019.
Veja os políticos que brilharam em 2019
Alexandre Baldy (Progressistas)
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Alexandre Baldy, presidente do Progressistas | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção[/caption]
O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo é um político nato. Saltou de deputado federal por Goiás para ministro das Cidades durante o governo Michel Temer. Preferiu ficar no primeiro escalão do Governo Federal a disputar as eleições de 2018 em que tinha grandes chances. Em novembro, o PP goiano conseguiu deferência no Palácio das Esmeraldas, com a nomeação de Adriano Baldy, irmão de Alexandre, para secretário de Cultura.
Lissauer Vieira (PSB)
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Lissauer Vieira preside sessão extraordinária / Foto: Divulgação[/caption]
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás conseguiu conduzir com maestria as diversas tensões do legislativo, sem grandes entraves. Mesmo com pautas polêmicas, como a Reforma da Previdência estadual, o Estatuto do Servidor e privatizações, Lissauer teve o papel conciliador, sabendo ouvir as demandas do Governo e ouvir a oposição.
Henrique Arantes (MDB)
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Henrique Arantes (MDB) | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]
O deputado estadual conseguiu se despontar para além da influência do pai, Jovair Arantes. À frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apurou a privatização da Celg, se mostrou uma voz provocadora dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. O relatório da CPI requer caducidade do contrato com a Enel.
Humberto Aidar (MDB)
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Humberto Aidar (MDB) | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]
Parlamentar experimentado, Aidar se destacou na relatoria da CPI que investigou os incentivos fiscais concedidos em Goiás. Com dados robustos e bem apurados, o emedebista conseguiu umostrar distorções nos benefícios cedidos pelo Estado para empresas instaladas em Goiás.
Sabrina Garcêz (Sem partido)
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Foto: Augusto Diniz/Jornal Opção[/caption]
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Goiânia, Sabrina Garcêz se destacou nas discussões sobre a elaboração do Plano Diretor da cidade. Além disso, foi voz crítica ao prefeito Iris Rezende, ganhando destaque como um dos principais nomes da oposição no legislativo. A vereadora desponta como um nome promissor da política goianiense.
Romário Policarpo (Patriota)
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Romario Policarpo (Patriotas) | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption]
Primeiro negro a presidir a Câmara Municipal de Goiânia, Policarpo se mostra articulador. Consegue equilibrar os projetos enviados à Prefeitura, com o as demandas da oposição, sempre primando pelo ambiente democrático da casa legislativa.
Gustavo Mendanha (MDB)
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Prefeito Gustavo Mendanha (MDB) | Foto: Enio Medeiros[/caption]
O prefeito de Aparecida de Goiânia tem grandes chances de ser reeleito, já que goza de popularidade junto à população. Grande parte se deve ao fato de saber como gerir a segunda maior cidade do Estado. Tanto que, em meio a uma crise fiscal generalizada, consegue prometer investimentos na ordem de R$ 400 milhões para 2020.
Kajuru (Cidadania)
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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. (Cidadania-GO).rrFoto: Pedro França/Agência Senado[/caption]
Kajuru chegou ao senado desbancando nomes de peso, como Marconi Perillo e Lúcia Vânia. Para além das polêmicas que volta e meia se vê metido, o senador conseguiu emendas que serão destinadas, sobretudo, à área de Saúde. Entre os destaques está o centro de tratamento de diabéticos de Goiás, idealizado por ele e que deve receber R$ 6 milhões em emendas.
Ronaldo Caiado (DEM)
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Governador Ronaldo Caiado (DEM) | Foto: Ascom[/caption]
Com início de governo turbulento, sobretudo por conta do atraso na folha de dezembro, Ronaldo Caiado conseguiu ter pulso firme para conduzir as finanças do Estado. Tanto que conseguiu quitar o atraso e anunciar a correção monetária da folha pagada de forma parcelada. Caiado ainda soube articular junto à Assembleia para aprovação de matérias polêmicas, mas consideradas cruciais para a saúde financeira do Estado.
Parlamentar acredita que votação do Plano Diretor deve ocorrer após o retorno do recesso da Casa, antes das eleições
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Cristina Lopes: vereadora | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia[/caption]
Para a nova vereadora do PSL, dra. Cristina, o saldo da Câmara dos Vereadores em Goiânia é positivo. Ela relembra que a Casa teve um grande número de projetos e que todas as Comissões tiveram funcionamento pleno. "Tivemos apenas uma sessão cancelada por falta de quórum, até por uma inabilidade, pois estávamos em sete na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi uma reunião muito cansativa, pois tratava do empréstimo do prefeito. A gente entende a necessidade de ter aporte financeiro para o município", comentou.
"Foi um ano produtivo", afirmou a vereadora que é cotada para disputar a prefeitura da Capital nas eleições do ano que vem. "O que se lamenta foi a não votação do Código Tributário. A retirada de um processo que poderia ajudar a imprimir, especialmente, a economia criativa solidária, o jovem empreendedor", afirmou dra. Cristina. Ainda, recordou que a votação para o Plano Diretor ficou para 2020. "Eu lamento, mas espero que isso realmente aconteça no início do ano. Voltamos no dia 5 de fevereiro, dá tempo de votar efetivamente antes da campanha eleitoral", concluiu.
Até então, apenas grandes consumidores tinham a oportunidade de aderir à tarifa branca, mudar os hábitos e economizar na hora de pagar pelo serviço. No entanto, método será ampliado para maioria dos consumidores brasileiros já no próximo mês
Aos que acreditam que a medida fere princípios da Constituição resta uma esperança: que o ministro Luiz Fux, que é "lavajatista", decida no lugar de Tóffoli
Funcionário pediu equiparação salarial e pagamento das verbas rescisórias referentes ao salário de um agente da Polícia Federal. Entenda
Colisão envolvendo quatro veículos resultou na morte de uma pessoa e bloqueio total da pista que cruza o rio Paranaíba, divisa de Goiás com Minhas Gerais
Exposição frequente a alisamentos, onde há uso da substância em altas concentrações, pode causar até câncer
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Foto: Reprodução/Internet[/caption]
Irritação, queimadura, descamação, queda de cabelo e até câncer. Esses são alguns dos inúmeros problemas ocasionados pelo uso do formol e de substâncias que podem liberá-lo em procedimentos estéticos capilares. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que tem se preocupado com a exposição indevida de milhares de pessoas ao produto. Atraídos por falsas promessas e ludibriados pela ocultação de dados importantes sobre os procedimentos, não são incomuns casos de efeitos adversos decorrentes de um alisamento, por exemplo. Há situações em que os desdobramentos podem ser graves.
Para melhor orientar a população sore o assunto, a SBD lançou uma cartilha onde detalha riscos da exposição ao formol, como identificar produtos que o contenham em sua composição e como denunciar irregularidades. “Nesse período de festas, mulheres de todas as idades e homens recorrem aos salões de beleza ou clínicas de estética em busca de uma imagem idealizada. Nesse momento, adentram uma zona cinzenta, onde são convidados a testar na pele e no couro cabeludo técnicas e produtos de origem desconhecida ou formalmente proibidos”, ressaltou o presidente da SBD, Sergio Palma.
Apesar dos riscos, o formol continua sendo utilizado de forma irregular em salões de beleza. Já foram encontrados traços da substância em vários procedimentos, como as chamadas escovas inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate, selagem, botox capilar, etc. Outro aspecto importante citado pela SBD é a inadequação de uso de alisantes com formol por gestantes e mulheres que amamentam. Também não se recomenda sua aplicação em crianças.
Proibição
Desde junho de 2009, a Resolução RDC nº 36, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibiu a venda do formol em drogarias, farmácias, supermercados e lojas de conveniência. Essa Resolução visa restringir o acesso da população ao produto, coibindo o desvio do seu uso - como alisante capilar - com o intuito de proteger a saúde tanto de profissionais cabeleireiros quanto dos consumidores. A legislação atual permite 0,2% do formol na composição de cosméticos, incluindo os alisantes. Segundo a Anvisa, neste percentual, o formol conserva somente, não tendo potencial para alisar os cabelos. A Agência diz ainda que o produto também é permitido para endurecedores de unhas na concentração de 5%. A Anvisa salienta que qualquer adição de formol em produtos já prontos é crime – previsto na Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977 – e que tal prática acarreta graves riscos à saúde da população. A aplicação do formol somente é permitida durante a fabricação do produto, na devida proporção, com a função de conservante, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 162. Já a de nº 58/2009 elenca as substâncias de ação conservante permitidas para produtos de limpeza, mantendo o formol fora da listagem.Agente cancerígeno
Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relacionou o formol ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. No mesmo ano, mediante o alerta da OMS e de outras instituições internacionais de pesquisa, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) classificou o formol como um agente cancerígeno. “Se o formol for inalado, pode provocar efeitos colaterais agudos, como falta de ar, tosse, dor de cabeça, além de provocar ardência nas vias respiratórias. Em longo prazo, outras complicações podem aparecer, como o câncer de nariz, boca, laringe e também hematológicos, como a leucemia, sendo que os profissionais que trabalham diariamente com o produto estão mais propícios a esses problemas”, alerta o coordenador do Departamento de Cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Rio de Janeiro, Rodrigo Pirmez.Novos alisantes
Os ativos para alisantes permitidos no Brasil estão descritos nas Resoluções RDC nº 3/2012 e 15/2013 (veja a tabela I). Em 2018, a Anvisa incorporou novas substâncias. Contudo, durante a avaliação de segurança dos ativos “Ácido Glioxílico” e “Glioxiloil de Proteína de Trigo Hidrolisada e Sericina” foi observada a necessidade de encaminhamento de mais dados para comprovar a inexistência de riscos à saúde. Por isso, outros ativos inicialmente liberados – como “Cisteamina HCL”, “Cisteína HCL” e “Glioxiloil de Aminoácidos da Queratina e Carbocisteína” – novamente entraram em suspeição e não estão sendo mais aprovados registros de alisantes com essas substâncias. Em nota, a Agência informou à SBD que a documentação faltante já foi solicitada às empresas e, após o fim da análise, será decidido se os novos ativos vão continuar sendo permitidos. A Anvisa disse ainda que o até então permitido “Pirogalol” também está sendo reavaliado para verificar sua segurança. Conforme destaca Leonardo Spagnol Abraham, coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, a entidade observa com preocupação e atenção esses novos alisantes. “Material divulgado pelo Inca e testes amplamente noticiados na mídia sugerem que estas novas substâncias podem liberar formol quando aquecidas, no momento em que é feita a escova ou chapinha. A Anvisa registrou e liberou em um primeiro momento, porém agora solicitou novos estudos. Neste período de incerteza, sabendo que nenhuma outra agência reguladora no mundo libera estes produtos, é importante cautela no uso. Aguardamos novas evidências científicas, principalmente sobre o efeito em gestantes, crianças e mulheres que estão amamentando”, disse. Ferramenta - Para ajudar na identificação dos itens de risco, a SBD elaborou um quadro para facilitar esse trabalho. Na tabela (ver abaixo), formulada com informações de dezembro de 2019, estão os nomes das substâncias utilizadas em produtos alisantes, conforme descritos nos rótulos de forma padronizada. Ao lado, dos nomes científicos dos principais ativos – proibidos e permitidos no Brasil – aparecem as formas como são citados nas embalagens de alisantes, shampoos e outros cosméticos com a função de “domar as madeixas”. Além disso, está a situação de cada uma junto à Anvisa.Fiscalização
A dermatologista Bruna Duque Estrada, assessora do Departamento, frisa ainda que há uma grande quantidade de produtos com substâncias alisantes sendo indevidamente registrados na Anvisa, como shampoos, condicionadores ou outros. “Há empresas que, para burlar a fiscalização, lançam shampoos com efeito alisante. Porém, na verdade são alisantes disfarçados e geralmente contém ativos proibidos. Essas substâncias podem causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, quebra dos fios e queda dos cabelos. Além disso, a aplicação de produtos com adição de formol acima do permitido torna o fio de cabelo rígido, podendo estar mais suscetível à quebra ao pentear e prender os cabelos”, destaca ela. Sempre que o consumidor identificar shampoo, creme de pentear ou outro produto indevidamente identificado que contenha algum ativo alisante, deve fazer uma denúncia por meio da ouvidoria da Agência.Orientações
O dermatologista Leonardo Abraham adverte também que alguns salões de beleza inventam os mais diversos nomes ou destacam o termo “sem formol” para os alisamentos, mesmo quando os produtos contêm a substância ou seus derivados escondidos em sua fórmula. “É importante que os clientes verifiquem se o produto usado pelo cabeleireiro tem ou não registro na Anvisa”, alerta. A Agência listou algumas recomendações que os profissionais e consumidores devem ter antes de comprar ou usar um alisante, dentre as quais estão a conferência no rótulo do produto do modo de uso; prazo de validade, advertências e restrições. Sugere verificar ainda se o produto é indicado para uso profissional, sendo indicado seguir as orientações do fabricante. Para saber se um alisante de cabelo é registrado na Anvisa, basta clicar aqui. Essa consulta também pode ser realizada aqui. Nesses espaços de consulta online desenvolvidos pela Agência, é preciso ter em mãos uma das seguintes informações: número do processo ou número de registro, nome do produto, nome da empresa detentora do registro ou CNPJ para ter acesso às informações. O consumidor que encontrar irregularidades não deve utilizar o produto e poderá entrar em contato com a Vigilância Sanitária Municipal, Estadual ou com a própria Anvisa através do e-mail [email protected]. Em caso de suspeita de reações adversas causadas pelo uso de cosméticos, envie o relato para o e-mail [email protected]. A Agência também possui um FAQ (Perguntas Frequentes) sobre o uso do formol, cujas respostas podem ser acessadas aqui.Pesquisa
O levantamento inédito realizado pela Anvisa junto aos seus fiscais (em estados e municípios) ajuda a mensurar o tamanho do problema. A pesquisa solicitou que os agentes sanitários respondessem a um questionário com perguntas que revelam a experiência deles com cosméticos. Entre os participantes da pesquisa, 35% relataram ter encontrado o uso irregular de formol em alisantes. Denúncias de mesmo teor recebidas pela Anvisa alcançaram percentual semelhante (32%) dentre os relatos relacionados à salões de beleza nos anos de 2016 e 2017. O levantamento revela ainda que 61,6% dos fiscais suspeitam que os produtos utilizados para alisar os fios contenham um teor de formol superior ao permitido pela Anvisa na sua fórmula. Também foi questionado qual foi o tipo de irregularidade identificada pela Anvisa. Para 61,6% dos respondentes, é a suspeita de que o produto contenha formol adicionado pelo fabricante; 22,4% mencionaram que houve adição/manipulação de formol pelo profissional cabeleireiro; e 15,9% identificaram as duas situações. “O formol se popularizou no Brasil, em 2003, com a escova progressiva, já que ele consegue ser aplicado em um cabelo que já foi colorido, por exemplo. Além disso, o mecanismo de alisamento deste produto dá um aspecto brilhoso e também é compatível com outros tipos de alisamentos. Após relatos de casos de efeitos adversos, a Anvisa passou a investigar os malefícios do formol”, explica Rodrigo Pirmez.
Reunimos acontecimentos em Goiânia e no interior do Estado que marcaram o ano
Pagamento finaliza valor total de R$63,1 bi por área de Búzios e Itaipu, alem de dois blocos
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Pré-sal teve leilão em novembro. Petrobrás foi a protagonista, após desinteresse de estrangeiras. Foto: Felipe Dana/ Agência PetrobrasMegal[/caption]
A Petrobras realizou nesta sexta-feira, 27 o pagamento à União da segunda parcela das rodadas de licitações do excedente da Cessão Onerosa, além dos blocos Aram e C-M-477, arrematados em leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Nacional e Biocombustíveis (ANP). À época, a imprensa noticiou o desinteresse de grandes petroleiras estrangeiras no Megaleilão do Pré-sal. Ao todo, 14 empresas participaram, mas a Petrobrás foi a maior interessada.
De acordo com a empresa, o pagamento da segunda parcela foi no valor de R$ 34,191 bilhões. No total, o valor pago correspondente a participação nos ativos foi de R$ 63,14 bilhões. Deste total, a Petrobrás informa que R$ 28,720 bilhões são referentes à fração da companhia do bônus de assinatura da área de Búzios e a totalidade do bônus de assinatura da área de Itapu, ambas adquiridas na rodada de licitações do excedente da Cessão Onerosa, em 6 de novembro de 2019.
Para o bloco C-M-477, adquirido na 16ª Rodada de Licitações da ANP sob regime de concessão, foram pagos R$ 1,431 bilhão. Ao bloco Aram, adquirido na 6ª Rodada de Licitações no Regime de Partilha de Produção, o valor totalizou R$ 4,040 bilhões.
Em nota, a Petrobrás informou que a assinatura dos contratos de Concessão e de Partilha de Produção tem assinaturas previstas para fevereiro e março de 2020, respectivamente, e reiterou "que sua participação seletiva nos leilões realizados pela ANP em 2019 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, com foco na exploração e produção de ativos de classe mundial em aguas profundas e águas ultra profundas e potencializa de forma relevante a recomposição de reservas para o futuro da companhia."
Proposta de regulamentação tem que ser entregue até 15 de janeiro, uma semana antes de nova lei ter validade
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Dias Toffoli | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil[/caption]
Parte do Pacote Anticrimes que tramita na Câmara dos Deputados, o Juiz de Garantias foi adicionado lá mesmo, no parlamento, e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, mesmo com os apelos do ministro da Justiça, Sérgio Moro pelo veto. Entretanto, antes de valer, é preciso que seja proposta uma regulamentação até o dia 15 de janeiro de 2020, prazo proposto pelo ministro Dias Toffoli.
Segundo tem apurado a imprensa, o grupo para estudar essa implementação, criado pelo ministro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve começar a se reunir somente a partir do ano que vem, segundo publicou o Antagonista. Humberto Martins, que é o corregedor nacional de Justiça e coordenador da Comissão, não irá fazer nenhuma declaração antes da primeira reunião.
O que se sabe é que até que encontrem pessoalmente, o grupo discute informalmente por telefones e mensagens.
O que é?
Criado pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), em 2009, na discussão do novo Código do Processo Penal (CPP), o Juiz de Garantias seria uma forma de prevenir abusos e proselitismo. O juiz que dá a sentença seria um juiz diferente dos inquéritos, pois atualmente o mesmo magistrado realiza os dois papéis.
Ficaria a cargo do Juiz de Garantias decidir sobre buscas e apreensões, liberação de escutas e quebras de sigilo fiscal; ainda, requisitar laudos sobre o andamento das investigações, determinar o trancamento de inquérito em casos de insuficiência de provas, julgas habeas corpus e decidir sobre delações premiadas.

