Tocantins
Organização espera 250 mil participantes. Programação tem shows do padre Fábio Melo e de cantores evangélicos, como Aline Barros

Edu Fortes
No período carnavalesco, a Prefeitura de Palmas organiza o evento Palmas – Capital da Fé. Neste ano, a 5ª edição contará com a presença de renomados artistas do segmento religioso, entre os quais Padre Fábio de Melo e os cantores gospel Anderson Freire, Bruna Karla e Aline Barros.
A Agência de Turismo do Município de Palmas é a responsável pela organização e parte artística do evento. O presidente da Agência, Euzimar Pereira de Assis, popularmente conhecido como Eudes Assis– cuja formação em Teologia pela Universidade Evangélica do Rio de Janeiro se encaixa como luva na organização de um evento desta natureza –, concedeu entrevista ao Jornal Opção, oportunidade em que expôs os detalhes do evento, que já é considerado o maior festival de música religiosa do Brasil.
O Palmas, Capital da Fé, realizado durante o carnaval na capital tocantinense, já se consolidou como o grande evento turístico da cidade?
O festival gastronômico de Taquaruçu também movimenta nossa economia e fomenta o turismo, além de outras feiras de negócios, como também ações promocionais do poder público municipal em datas comemorativas, como a páscoa, o Natal e o período junino, por exemplo. Contudo, sem qualquer sombra de dúvidas, o Capital da Fé é o maior nicho turístico da nossa capital.
Quando iniciamos o projeto, a gestão precisava de um produto turístico que atraísse as pessoas para a cidade e fomentasse a nossa economia. Estamos realizando, em 2019, a 5ª edição, porém, ele já se tornou o maior evento ecumênico – católico e evangélico – do Brasil, como também, o único realizado durante o carnaval que, diga-se de passagem, é uma festa de origem eminentemente religiosa.
Optamos por mudar o conceito no período carnavalesco, mesmo porque não havia como competir, em razão do elevado custo das atrações artísticas, com carnavais tradicionais e consolidados, como ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador ou Recife.
É, na verdade, uma vitrine para Palmas. Pessoas do interior do Tocantins, como também de outros Estados do Brasil, querem conhecer o festival, participar da festa, se divertir e, por consequência, fomentam o turismo e a economia da nossa cidade. Na edição de 2018, o evento reuniu mais de 200 mil pessoas durante os cinco dias de carnaval e, neste ano, a expectativa é esse número chegue a 250 mil.
Por quais razões haveria ainda mais público em 2019? Qual é o diferencial da programação deste ano?
A lista de atrações artísticas traz, reconhecidamente, o que há de melhor em termos de música religiosa. Conseguimos trazer artistas de renome, que arrastam multidões por onde passam, como o Padre Fábio de Melo e o Padre Antônio Maria no seguimento católico, como também os ícones da música gospel evangélica Anderson Freire, Bruna Karla, Damares e Aline Barros. São atrações que agradam tanto pentecostais como neopentecostais.
No que concerne ao fomento turístico que o evento traz para a cidade de Palmas, é possível mensurar esses ganhos?
O retorno financeiro, na verdade, é enorme, porém, imensurável. Os turistas consomem os mais diversos produtos, desde a hospedagem na rede hoteleira e aquisição de combustíveis, até o consumo na ampla rede gastronômica disponível em nossa capital.
Além disso, segundo dados estatísticos, o Palmas – Capital da Fé gera cerca de 500 empregos diretos e indiretos em apenas uma semana. São 90 estandes dentro do circuito e, ainda, há comércio de outros produtos religiosos, que também giram o comércio adjacente ao local do evento.
Importante ressaltar que inúmeros segmentos religiosos agendam congressos ou retiros espirituais para o período carnavalesco, em chácaras ou clubes localizados no perímetro urbano de Palmas. A maioria deles inclui as atividades religiosas para o período diurno e a agenda noturna de shows do circuito da fé.
Todo esse movimento, aliado à quantidade de pessoas que comparece ao festival, faz com que os investimentos se paguem. Aliás, o público do festival é diferenciado e está condensado na família. Não há venda de bebidas alcoólicas e dificilmente há confusões, brigas ou ocorrências policiais. É, portanto, um momento de fé e reflexão que não traz transtornos para a cidade.
E quanto à estrutura física para realização do evento?
Fizemos algumas modificações, como aumento no número de túneis para a praça de alimentação, permitindo, também, que o público se abrigue da chuva, caso haja essa intercorrência. Também modificamos o formato dos palcos, de forma que se tornassem mais amplos, como também, com melhores condições de proteger os artistas das intempéries do tempo.
Procede a informação que o evento deste ano foi mais barato que anterior, realizado em 2018?
Uma pequena diferença que está relacionada ao fato das atrações artísticas do ano passado terem cobrado um cachê mais vultoso. Neste ano, não conseguimos trazer todos os shows que pretendíamos, em razão da redução do número de voos para Palmas, por parte das companhias aéreas. Em razão disso, o custo foi menor que em 2018.
Além disso, algumas medidas de contingenciamento foram adotadas, principalmente no que concerne à comunicação visual, visando trazer economia para os cofres públicos. Contudo, ainda não é possível precisar com exatidão os custos dessas reduções.
Partindo da assertiva constitucional que o Estado é laico, o poder público municipal não vai oferecer alternativa para quem não se encaixa no perfil do festival de música religiosa?
Haverá, sim, alternativas. A Prefeitura de Palmas investiu recursos na estrutura do tradicional carnaval de Taquaruçu, um conhecido polo gastronômico, que possui um clima agradabilíssimo e onde há formação de blocos carnavalescos em praça pública, com bandas e marchinhas, desfile de bonecos gigantes, espetáculos circenses, entre outras atrações regionais que ocorrem durante as cinco noites de festa. Trata-se de uma tradição cultural daquela região, que o poder público faz questão de manter e incentivar.
Além disso, vários blocos que pretendiam promover festas privadas no plano diretor da capital, após cumprirem as exigências legais quanto à segurança e organização, obtiveram os alvarás do poder público municipal para realização desses eventos.
Em nome do Jornal Opção, desejo que o evento alcance os objetivos...
Tenho absoluta certeza que será um sucesso e, aproveitando a audiência e credibilidade deste veículo de comunicação, quero convidar toda a população de Palmas, do Estado do Tocantins e, porque não, do Estado de Goiás, para que venha prestigiar o nosso circuito da fé, aproveitando o recesso carnavalesco para uma profunda reflexão sobre nossas crenças e os preceitos da religiosidade. Muito obrigado.
Abaixo as atrações de cada uma das noites:
Atrações Artísticas
Sexta-feira, 01
Pe. Ed. Reis, Pe. Antonio Maria, Gabriela Rocha, Dunga e Bruna Karla;
Sábado, 02
João Lucas e Luciano, Rubens Uchoa, Som e Louvor, Eros Biondini e Damares;
Domingo, 03
Rosilene Martins, Gil Monteiro, Sandro Nazireu, Davidson Silva e Anderson Freire;
Segunda-feira, 04
Banda Exaltemos; Irmã Ana Paula; Eliana Ribeiro; Pe. Fábio de Melo e Jake Trevisan;
Terça-feira, 05
Apresentação de Fhash Mob; Luzia Araújo; Deborah Sena; Kemuel; Pregador Luo e Aline Barros.
Projeto do deputado Olyntho Neto estabelece que o consumo de peixes capturados deve ser feito no local da pesca
Olyntho Neto: "Precisamos agir antes que nossa fauna aquática sofra redução irreversível em volume e espécies". Foto: Koró Rocha[/caption]
A Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei Nº2/2017, de autoria do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), que estabelece cota zero para efeito de transporte do peixe capturado, permitindo-se apenas a pesca. A proposta altera a Lei Complementar nº 13/1997 que dispõe sobre a regulamentação das atividades de pesca, aquicultura e da proteção da fauna aquática. A votação ocorreu na quarta-feira (27).
Olyntho Neto ressaltou que o objetivo é garantir a preservação ao meio ambiente e à economia, além de estabelecer critérios para o transporte dos peixes capturados, permitindo-se o consumo apenas no local de realização da modalidade de pesca esportiva. “Não se trata de proibição à pesca, pelo contrário, essa é uma medida que irá garantir o futuro das atividades de pesca e todas as demais do setor de aquicultura. Precisamos agir antes que nossa fauna aquática sofra redução irreversível em volume e espécies”, justifica Olyntho.
Em síntese, o texto aprovado estabelece que a pesca esportiva, pelo sistema de pesque e solte, somente com a utilização de anzóis sem fisga – totalmente distinta da pesca amadora – terá cota zero para efeito de transporte dos peixes capturados.
Técnicos emitirão laudo para liberação do serviço. Pedestres, ciclistas, polícias, Corpo de Bombeiros e ambulâncias serão isentos de tarifa

O início da travessia das balsas em Porto Nacional, solução paliativa em razão da interdição da ponte sobre o Rio Tocantins, depende apenas do laudo de vistoria das embarcações pelos técnicos da Marinha do Brasil, cuja vistoria foi realizada nesta quarta-feira, 27, em Porto Nacional. Com o laudo e demais documentos, a concessionária (PIPES) dará entrada no pedido de liberação dos serviços junto à Agência Tocantinense de Regulação (ATR), que, após análise, emitirá a autorização de travessia.
A Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) já está com os laudos e as autorizações de utilização dos dois portos (ancoradouros) aprovados, tanto do lado leste quanto do lado oeste do rio. Contudo, a concessão a uma empresa privada para operar a travessia do Rio Tocantins naquela localidade, por meio de duas balsas, impossibilita a gratuidade dos serviços aos usuários. Após negociações, o Governo do Estado do Tocantins conseguiu com a concessionária a isenção de pagamento da travessia para pedestres e ciclistas, bem como para os veículos oficiais das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e ambulâncias.
Ponte
Paralelamente, técnicos da Ageto e da Laboratório de Sistemas de Estruturas (LSE), empresa de consultoria especializada em pontes, continuam com levantamento acerca das condições da estrutura. Vão ser instalados, inclusive, aparelhos específicos para levantamento eletrônico dos dados e condições dos componentes da estrutura para averiguação do real comprometimento de segurança. Após a emissão do laudo, previsto para ser concluído em 60 dias, o Governo poderá, se for o caso, liberar o tráfego na para carros de pequeno porte e, em médio prazo, para veículos de porte médio.
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