Música
Bidu iniciou sua carreira internacional na Europa, onde estudou canto em Bucareste, Romênia
Beth se tornou cantora referencia no universo do samba
Essa história já foi contada no cinema em 1971 no filme “Delírio de Amor”
A obra permeia o mundo da música de concerto. “Tár” é um dos grandes títulos indicados do ano
Ainda em clima de carnaval, lembramos a emblemática obra do compositor francês, Camille Saint-Saëns (1835-1921)
A pioneira marchinha de carnaval brasileira foi composta durante ensaio do cordão Rosa de Ouro, em fevereiro de 1899
Mozart começou a tocar instrumentos de tecla aos três anos de idade e compor aos cinco. Antes mesmo de completar seis anos, seu pai, também músico, o levou em turnês de enorme sucesso pela Europa
Há consenso entre os músicos: “Existe um cavaquinho antes de Waldir Azevedo e pós-Waldir Azevedo”
Scriabin desenvolveu, como compositor, uma linguagem musical altamente atonal que pode, atualmente, ser comparada com composições dodecafônicas e serealistas
Quando o balé estreou em 18 de dezembro de 1892, no Teatro Mariinsky de São Petersburgo, os russos, tanto críticos especializados como o público em geral, não gostou do que viu
Partiu na ultima terça-feira (06/12) um dos maiores nomes da vanguarda da música de concerto no Brasil. Um ser humano incrível! Edino é unanimidade. A classe artística em peso se manifestou sobre sua partida. Seu filho Edu Krieger assim se pronunciou nas redes sócias:
(...) “Para além da tristeza natural e da saudade, meu sentimento é de gratidão por ele ter vivido tanto, conseguido aproveitar as 4 netas e o neto, contado tantas histórias e dado a nós, filhos, e à nossa amada mãe, Nenem Krieger, tanto amor! Nada que eu escreva aqui vai estar à altura de sua grandiosidade, na vida ou na arte. Construiu uma obra musical impecável, deixando uma contribuição monumental para as salas de concerto do Brasil e do mundo. Agora ele vai se deliciar com os sons de outras esferas, compor em outras dimensões e continuar nos inspirando. Sempre.” (...).

Acervo particular Edino Krieger
Nascido em Brusque em Santa Catarina, Edino nasceu e cresceu em um ambiente musical. Começou aprender violino na infância, ganhou vários prêmios como violinista, mas realmente se encontrou como compositor.
Foi membro do afamado “Grupo Música Viva”, discípulo e defensor das ideias inovadoras de Hans- Joachin Koellreutter (1915 - 2005). Entretanto, sempre manteve sua independência com relação à ortodoxia e a liberdade na aplicação dos novos princípios composicionais.
Segundo Edino Krieger:
“Aos 15 anos fui deixando de lado o violino e me interessei pela composição. Toquei mais ou menos até os 20 e pouco anos, mas aí a composição já ocupava meu maior interesse musical”.

Ainda muito jovem, deixou a terra natal e foi para o Rio de Janeiro. Aos 20 anos, Krieger foi estudar na Juilliard School. Este estágio traz consequências estéticas consideráveis para sua obra. Sua relação com o dodecafonismo fica mais tênue depois das aulas com Aaron Copland e Darius Milhaud.
Para além do genial compositor, Edino Krieger se destacou como promotor e defensor da música brasileira. Trabalhou como terapeuta musical no hospital de Engenho de Dentro (RJ) e integrou o quadro de colaboradores da Rádio do Ministério da Educação e Cultura e da Rádio Roquete Pinto (RJ). Exerceu de maneira brilhante a função de crítico musical da Tribuna da Imprensa (RJ) e do Jornal do Brasil (RJ), sendo considerado um dos mais sérios cronistas da vida musical brasileira. Foi diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE por vários anos, presidiu a Academia Brasileira de Música e o Museu da Imagem e Som do Rio de Janeiro. Criou as Bienais Brasileiras e a Orquestra Sinfônica Nacional.

Uma característica marcante de Edino era a generosidade e um amor incondicional. Incentivava novos compositores e defendia a música brasileira com coragem e doçura.
Em setembro de 2009 A Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás homenageou o compositor em seu tradicional Festival de Música.
Edino Krieger falou:
“Ao abrir esse espaço para que os estudantes conheçam a música brasileira, a universidade cumpre seu papel de difusora do conhecimento. (...) É um honra, é um prazer voltar à Goiânia, sinto-me um pop star” (...)
Edino Krieger cumpriu sua missão na terra. Deixou uma obra profícua junto ao exemplo de vida e amor. Como disse seu filho Edu: “ A religião do meu pai sempre foi a música”.
Vá em Paz grande Edino Krieger! Sua música o perpetua.

Filhos de Edino Krieger
Das tantas obras de Edino, escolho a Sonata para piano a quatro mãos, composta em 1953. Em entrevista concedida para esta pesquisadora, assim se expressa o autorsobre sua composição:
“A Sonata foi composta em 1953 para um recital de Jannette e Heitor Alimonda na Rádio MEC, onde eles próprios a estrearam no mesmo ano. O título original era Rondó-fantasia, por causa do retorno constante do tema, o que dá a peça uma forma livre de rondó. Depois da estreia, achei que a peça estava muito curta e acrescentei a parte final, mais movida, e mudei o título para Sonata, entendido mais na concepção pré-clássica que em relação à sonata clássica de três movimentos”.

Ouviremos a sonata para piano a quatro mãos de Edino Krieger interpretada pelos pianistas Miguel Proença e Laís de Souza Brasil.
Observe! A obra não segue estritamente o modelo clássico de sonata, (exposição - desenvolvimento e reprise) mas tem certa semelhança com rondo pelo constante retorno ao tema. Os motivos melódicos são os unificadores da obra.
No mês da consciência negra, abordaremos um tema ainda recorrente - o preconceito.
Com uma voz afinadíssima, educada e límpida, Gal passava da suavidade da Bossa Nova às distorções das guitarras em segundos
O título remete ao “The Negro Motorist Green Book”, também conhecido como “The Negro Travelers’ Green Book”, um guia publicado entre os anos de 1936 e 1966, com a função de ajudar afrodescendentes a encontrarem estabelecimentos nos quais fossem aceitos


