Considerado, juntamente com Johann Sebastian Bach (1985 – 1750)  e Ludwig van Beethoven (1770 – 1827), um dos três maiores compositores da música ocidental. Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) nasceu em Salzburg, Áustria,  em 27 de janeiro, tornando-se um dos compositores mais conhecido de todo o planeta.

W. A. Mozart; L. v. Beethoven; J. S. Bach

Mozart começou a tocar instrumentos de tecla aos três anos de idade e compor aos cinco. Antes mesmo de completar seis anos, seu pai, também músico, o levou em companhia da irmã, Maria Anna Walburga Mozart (1751 – 1829) em turnês de enorme sucesso pela Europa. Com tanta exposição, a figura musical de Mozart sempre foi alvo de curiosidade e perplexidade, seja no que diz respeito à sua obra, seja no que concerne ao seu talento extraordinário e precoce exibido ao mundo por seu pai como prodígio quase sobrenatural.

Wolfgang Amadeus Mozart, criança

Reconhecido desde cedo como gênio musical, o pequeno Mozart exibia sua incrível capacidade intelectual e, ao mesmo tempo, captava, em suas andanças, o melhor do espírito musical de seu tempo.

Segundo um de seus biógrafos Stanley Sadie (1930 – 2005) Mozart:

“Foi o único compositor na história a escrever para todos os gêneros musicais e a ser excelente em todos”.

Sua precocidade conduziu a música, de então, ao auge da perfeição, criando um estilo que realmente merece ser chamado de clássico.  Mozart desenvolveu um modo muito próprio de compor, apresentando singularidades que o diferenciam da grande maioria de seus contemporâneos. Sua música possui indiscutivelmente, sua “assinatura”. Assim se expressava ele sobre o ato de compor:

“É um erro pensar que a prática da minha arte se tornou fácil para mim. E eu lhe asseguro meu caro amigo, ninguém se dedicou tanto a aprender o estudo da composição como eu”.

Curiosamente, Mozart dominava a arte de compor magistralmente. No entanto, mesmo em sua ousadia composicional, jamais pretendeu defender uma ideologia ou mesmo mudar o curso da história. Segundo o músico/professor Moacyr Laterza Filho:

“Sua música e sua linguagem não querem significar nada além do que a si próprias”.

Sua obra é grandiosa e conhecida do grande público. Um dos mais populares concertos para piano de Mozart é o K467 n. 21. O segundo movimento, Andante,  desse concerto foi utilizado na trilha sonora do filme sueco Elvira Madigan, de Bo Widerberg (1967).

Filme sueco Elvira Madigan (1967)

No filme, o premiado cineasta Bo Widerberg (1930 – 1997), conta a história real de um tenente que deixa a família e abandona o exército para fugir com uma jovem, por quem se apaixona perdidamente. Juntos e sem recursos, passam a enfrentar muitas dificuldades.

O Concerto para Piano no. 21 de Mozart será sempre lembrado como o tema principal de Elvira Madigan, complementando a fotografia e a interpretação magistral de Pia Degermark (1949), vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Cannes (1967).

Pia Degermark (1949)

Ouviremos o segundo movimento do Concerto No. 21 in C Major, K. 467 – 2. Andante · com a pianista e regente Mitsuko Uchida (1948) e a Orquestra de Cleveland.

O Andante  desse concerto é um dos movimentos líricos mais impressionantes de Mozart. É uma busca pungente e melancólica que parece ter sido composto para o filme, que é extremamente romântico, mas também trágico.

Mitsuko Uchida (1948)

A crítica especializada classificou a pianista nipónico-britânica Mitsuko Uchida como “a deusa da pureza”, referindo-se à forma como ela captou a quintessência dos concertos de Mozart. Em 2011 Uchida foi vencedora do Grammy pela gravação da série de concertos do compositor austríaco com a Orquestra de Cleveland.

Para Mitsuko Uchida:

“Mozart é perfeito. É completo. A música chega até Mozart caindo-lhe do céu”.

Observe Mitsuko Uchida como solista e regente. Não deixe de atentar também para a “assinatura” de Wolfgang Amadeus Mozart nesse Concerto para Piano e Orquestra.