Por Gyovana Carneiro
Um violino antigo pode ter um preço, naturalmente. Pode ser avaliado, segurado, transportado, vendido. Mas seu verdadeiro valor começa justamente onde a cifra termina
Recentemente, quem desejou assistir em Goiânia a uma produção cinematográfica baseada na vida de Chopin precisou recorrer ao streaming
A UNESCO os inscreveu como um único bem cultural seriado, denominado Teatros da Amazônia, reconhecendo que ambos compartilham uma mesma narrativa histórica, arquitetônica e urbana
Recentemente, a revista CONCERTO revisitou sua trajetória em um texto de Leonardo Martinelli. Inspirada por essa celebração, a Coluna Música volta seu olhar para esse artista cuja produção permanece tão viva quanto indispensável
O menino prodígio que, aos cinco anos, já compunha; o autor de óperas, sinfonias e concertos que atravessaram os séculos praticamente sem perder o frescor
Afinal, a música somente se realiza plenamente quando encontra alguém capaz de transformá-la em som, emoção e experiência compartilhada
A narrativa cinematográfica, brilhante do ponto de vista dramático, ajudou a perpetuar uma lenda construída desde o século XIX: a de que Salieri teria sido rival, perseguidor ou até responsável pela morte de Mozart
Chopin nunca pertenceu ao universo do espetáculo grandioso. Sua arte sempre foi construída na intimidade
Em tempos em que a memória parece cada vez mais acelerada e descartável, alcançar um centenário com lucidez, afeto e presença é quase um gesto artístico
Texto parte de um tema delicado, os riscos éticos e autorais provocados pela IA, mas encontra um caminho particularmente interessante ao apresentar o trabalho do violoncelista e pesquisador William Teixeira
Nascido em 1891, em Sontsovka, então parte do Império Russo, viveu entre terremotos históricos: a Revolução de 1917, duas guerras mundiais, o exílio, o retorno à União Soviética e os duros controles ideológicos do regime stalinista
Sua recente passagem por Goiânia, integrando a programação da 17° Mostra O Amor, a Morte e as Paixões, não foi apenas mais uma apresentação. Foi um gesto de permanência
O fim de um ciclo na filarmônica de Boston e as perguntas que permanecem para o futuro da música de concerto
Ambientado na Recife de 1977, o longa, protagonizado por Wagner Moura, mergulha no clima de tensão e silêncio que marcou os anos finais da ditadura militar no país
A declaração de Timothée Chalamet sobre ópera e balé reacende uma antiga discussão: afinal, essas artes ainda importam no imaginário cultural contemporâneo?


