Imprensa

Encontramos 5658 resultados
Jornal “Correio de Uberlândia” fecha as portas em dezembro

O Grupo Algar diz que crise levou à descontinuidade do principal jornal da cidade do Triângulo Mineiro

TV Globo mantém repórter em Londres para explicar o que ocorre no Iraque. Nada esclarece, claro

Uma saída, já que não quer mandar repórter para o Iraque e para a Síria, é a Globo pôr Demétrio Magnoli para fazer análises sobre o que está acontecendo no Oriente Médio

O Popular produz hagiografia sobre Iris Rezende e omite que perdeu para Marconi Perillo em 1998

O jornal diz que o peemedebista foi eleito em 1983 e em 1991. Ele foi eleito em 1982 e em 1990

Morre Léo Alves, ex-repórter da Folha de S. Paulo e do Jornal Opção

Dada uma cegueira precoce, o jornalista se aposentou e ficou deprimido. Deixou Goiânia e foi morar em Bertioga

Revista IstoÉ sugere que Lula é dono de mansão em Punta Del Este, no Uruguai. Convence? Não

Ex-presidente da República seria proprietário de uma casa, na Saint-Tropez da América do Sul, que vale 2 milhões de dólares. Seu testa-de-ferro seria o empresário Alexandre Grendene. Cheiro de ficção no ar

Celso Daniel foi assassinado porque tentou brecar o caixa 3. Queria deixar só o caixa 2, o do PT

O caixa 2 era repassado para o PT nacional, supostamente para José Dirceu. O petismo tentou frear a turma do caixa 3, que decidiu eliminar o prefeito de Santo André

Jornal Opção supera O Popular e é o veículo de comunicação mais acessado durante eleições em Goiása

Ranking da plataforma SimilarWeb mostra que mais de 2,9 milhões de usuários acompanharam a sucessão nos municípios pela internet

A história de um brasileiro que lutou como soldado de Hitler na 2ª Guerra Mundial

106062390Dennison de Oliveira, doutor em Ciências Sociais, é autor do livro “Os Soldados Brasileiros de Hitler” (Juruá, 122 páginas). O Jornal Opção resenhou-o (http://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/centenas-de-brasileiros-lutaram-ao-lado-dos-nazistas-revela-historiador-36161/). Agora, sai o livro “Era Um Garoto — O Soldado Brasileiro de Hitler” (Vestígio, 192 páginas), do jornalista Tarcísio Badaró. Segundo release da editora, Tarcísio Badaró escreveu o livro-reportagem “a partir do diário de Horst Brenke, um brasileiro filho de pais alemães que retornou com a família para Berlim durante a adolescência e foi forçado a integrar o exército de Hitler nos meses finais da Segunda Guerra Mundial. Capturado por soldados soviéticos, foi feito prisioneiro na Rússia por mais de um ano, período em que manteve o diário. Depois de libertado, sem documentos que comprovassem sua nacionalidade e com o português já vacilante, vagou pela Europa e encontrou muitas dificuldades para retornar ao Brasil, país que considerava seu verdadeiro lar. O livro é dividido em duas partes- a primeira consiste em uma narrativa tocante baseada nos relatos do diário de Horst e na pesquisa de Badaró; já a segunda apresenta a investigação do jornalista, que refez os passos de Horst pela Europa a fim de reconstituir sua história, uma história que nem mesmo sua família conhecia muito bem”.

Três Estrelas lança coletânea de artigos do grande polemista Paulo Francis

1351068-350x360Em termos de jornalismo, quem não leu Paulo Francis bom sujeito tende a não ser. Durante anos, com seu “Diário da Corte”, escrito a partir de Nova York, que grafava Iorque, escreveu sobre política, economia, música, cinema, teatro e literatura. Deu pitacos a respeito de tudo — errando e acertando (nem Deus acerta tudo). Em tempos pré-internet, quando era muito difícil obter publicações estrangeiras, contribuiu para divulgar escritores que nunca haviam sido publicados no Brasil, como a excelente Muriel Spark. Suas colunas, publicadas duas vezes por semana, eram lidíssimas, entre as décadas de 1980 e 1990 — período em que eu comprava a “Folha de S. Paulo” e, depois, o “Estadão” para ler seus textos —, tanto pela direita quanto pela esquerda. A direita para amar suas diatribes — num tempo em que a direita era execrada, não havia quase nenhum espaço para jornalistas e intelectuais que não fossem da esquerda escreverem nos jornais — e a esquerda para odiá-lo. Ninguém ficava indiferente aos petardos. Os artigos eram verdadeiros ensaios, que ele ia desenvolvendo, às vezes, durante semanas. Alguns eram longos, outros mais curtos. Para o deleite dos leitores de Paulo Francis (autor de memórias espantosamente deliciosas, “O Afeto Que Se Encerra”; muito superiores aos seus romances), a Editora Três Estrelas lança uma coletânea de artigos com o título de “A Segunda Profissão Mais Antiga do Mundo”. Ela contém textos sobre jornalismo, política e cultura, publicados entre 1975 e 1990. Curiosamente, a editora, do grupo que edita a “Folha de S. Paulo” — jornal que abriu espaço para desmerecê-lo depois que migrou para o “Estadão” —, o apresenta como o “maior polemista da imprensa brasileira”. Num dos textos, Paulo Francis escreve, com seu velho estilo oracular: “Nunca apoiei governo algum. Acho que é um dever de jornalista adotar o mote dos anarquistas. Hay gobierno, soy contra”. Claro que ele teve sua fase jango-brizolista. Depois, passou a criticar João Goulart (sobretudo) e Leonel Brizola. O título da coletânea resulta de uma frase irônica sobre jornalismo (a primeira profissão do mundo era a prostituição). Segundo a editora, há retratos memoráveis de Carlos Lacerda, o Corvo, Samuel Wainer, Antonio Maria, Stanislaw Ponte Preta, Henfil e Millôr Fernandes (um de seus melhores amigos). Li a primeira coletânea publicada pela Três Estrelas e fiz dois comentários (https://jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/livro-resgata-deboche-de-paulo-francis-sobre-o-pop, texto no qual menciona “O Popular”, e https://jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/francis-ressalta-obra-de-jorge-amado-joyce-e-nelson-rodrigues). Avultam três coisas. Primeiro, a qualidade da informação dos textos. Segundo, a prosa bem escrita. Terceiro, os textos permanecem vivos, não estão datados. Costumo dizer que há dois tipos de textos para jornal: os que morrem no mesmo dia e os que sobrevivem. Com a internet, os textos que chamo de “permanentes” continuam obtendo acesso anos depois de publicados. Paulo Francis era uma celebridade antes da internet. Com a rede, teria se tornado um campeão nacional de leitura.

Rita Lee lança biografia e, segundo jornalista, conta tudo com o máximo de honestidade

46360083A cantora Rita Lee é uma das maiores roqueiras brasileiras. Sua história seria mais bem contada por um jornalista independente, como Ruy Castro, ou um historiador da música, como Zuza Homem de Mello. Isto não invalida, de maneira alguma, o livro “Uma Autobiografia” (Globo Livros, 352 páginas), de Rita Lee. Caetano Veloso já havia escrito um excelente livro sobre a Tropicália (e até além dela), em “Verdade Tropical”. O importante é que, com sua obra, a artista lança as bases para, futuramente, algum pesquisador construir sua biografia (a artista continua vivíssima, agora escrevendo livros). O possível autor não vai partir do nada e, por certo, entenderá que a cantora está apresentando a sua versão, que sempre deve ser levada em conta, dos fatos. O jornalista Guilherme Samora escreveu sobre o livro: “Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas — e até decidiu a ordem das imagens —, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas... Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado”.

O humanista Ruy Rodrigues lutou pela educação em Goiás, África, França e Tocantins

Conhecido como Padre Ruy, o intelectual foi secretário da Educação do governo de Mauro Borges e Moisés Avelino, foi reitor da Unitins, trabalhou em Paris e na Guiné-Bissau

Último “Programa do Jô” irá ao ar em dezembro deste ano. Jô Soares diz que não abandona TV

A TV Globo e Jô Soares não definiram qual será o último convidado do programa. Sugiro dois: Sergio Moro e Cármen Lúcia

Traficante capitalista constrói motel com 112 quartos dentro de presídio. Kafka vive no Cerrado

Thiago Topete, por meio do programa “Meu Motel, Minha Grana”, construiu 112 quitinetes em apenas 20 dias. A Odebrecht deveria contratá-lo como engenheiro

Poema de D. H. Lawrence, com tradução de Leonardo Fróes

Nãos  D. H. Lawrence Lute, menino, sua luta de nada, vá à luta e seja homem. Não seja um bom menino, um bom moço, sendo tão bom quanto você pode ser e concordando com todas as matreiras, manhosas verdades que os fingidos encenam para se protegerem e à sua ávida, glutona, gulosa covardia de escolados grosseiros.   Não corresponda à queridinha que acaba por custar sua macheza e te fazendo pagar. Nem à velha mamãezona que orgulhosamente se gaba de que você vai ser um dos que vão chegar.   Não conquiste opiniões valiosas, abalizadas opiniões valendo obrigações do Tesouro, de homens de todo tipo; não fique devendo nada ao rebanho engordado para o matadouro.   Não queira ter meninos bons, bonitinhos, os quais você terá de educar para ganhar a vida; nem meninas gostosas, uns docinhos, que vão achar muito difícil trepar.   Também não queira uma casinha, com os custos que você terá de aguentar ganhando a vida enquanto a vida se perde, e o susto da morte um dia vem te agarrar.   Não se deixe sugar pelo sup-superior, não engula a isca da cultura a chamar, não beba, não vire um cervejado senhor, aprenda, isto sim, a discriminar.   Mantenha-se inteiro e lute atento, empurrando daqui ou empurrando de lá, e tendo à noite o consolador sentimento de que um pouco de ar você fez entrar.   No chiqueiro do dinheiro esse ar renovado você pôs pelo buraco que na prisão pôde abrir, fazendo o pouco que podia, empenhado em que o Cristo ressuscite como forma de agir.   [Do livro “Poemas de D. H. Lawrence”, tradução de Leonardo Fróes. O poema é de 1929]

Boni deve ser o secretário de Cultura de São Paulo

Aos 81 anos, o criador do padrão Globo de qualidade, se assumir, será maior do que o cargo. João Dória quer um secretariado do tipo “calçada da fama”