Euler de França Belém
Euler de França Belém

Morre Fidel Castro, o ditador comunista que se tornou uma lenda global

Em 1959, Fidel liderou um grupo relativamente pequeno que tomou o poder em Cuba e arrancou Fulgencio Batista do poder

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Fidel Castro, o homem que liderou a Revolução Cubana de 1959, há 57 anos, era tido como Deus em Cuba. Por isso, havia quem acreditasse na sua imortalidade. Consta que chegava a dizer aos seus liderados: “Se um dia eu faltar…”. Porém, como se tratava de um homem e não de um deus, o revolucionário que incendiou o mundo, notadamente nas décadas de 1960 e 1970, o ex-presidente cubano morreu na sexta-feira, 25, aos 90 anos.

O comunicado da morte de Fidel Castro foi feito por seu irmão Raúl Castro, o presidente de Cuba. Seu corpo será cremado.

Fidel era um ditador, é certo, mas era um mito de Cuba. Há quem acredite que, com sua morte, a abertura política no país tende a se acelerar. Raúl Castro não tem seu carisma e mantém o poder muito pela força, pelo controle das forças armadas.

Brizola e Marighella

A esquerda brasileira foi financiada, na década de 1960, pelo governo de Cuba. Fidel repassou mais de 1 milhão de dólares para Leonel Brizola e Darcy Ribeiro fazerem a revolução no Brasil. Não fizeram. O cubano teria chamado Brizola de El Ratón  — o que os brizolistas contestam. Betinho, o irmão de Henfil, teria devolvido dinheiro aos cubanos. Mais tarde, quase no final da década de 1960, Fidel financiou a Ação Libertadora Nacional (ALN) e outros grupos guerrilheiros no combate à ditadura civil-militar brasileira. Carlos Marighella era seu homem no Brasil. José Dirceu, do Molipo, também era ligado ao ditador.

A história de Pepito 

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Embora ditador dos mais cruéis, Fidel era motivo constante de piadas dos cubanos. Claro que as piadas eram e são contadas com discrição, porque, se o fizer publicamente e um integrante do G-2 (o serviço secreto) ou da polícia estiver por perto, a pessoa pode ser presa e condenada.

Leia a seguir uma das mais repetidas história:

Pepito telefona ao Conselho de Estado:

— Gostaria de falar com o compañero Fidel.

— Sinto muito, ele morreu.

Segunda chamada:

— Gostaria de falar com o compañero Fidel, comandante-chefe das Forças Armadas.

— Acabo de lhe dizer que ele morreu!

Terceira chamada:

— Gostaria de falar com o compañero Fidel, comandante-chefe das Forças Armadas e primeiro-secretário do Partido Comunista Cubano.

Exasperado:

— Pepito, já lhe disse que ele morreu!

Quarta chamada:

Gostaria de falar com o compañero Fidel, comandante-chefe das Forças Armadas, primeiro-secretário do Partido e presidente do Conselho do Estado.

Vociferando:

— Olha aqui, Pepito, pare de ligar! Acabo de lhe dizer que ele morreu! Faleceu! Acabou! Terminou!

Pepito, compungido:

— Sim, eu sei, mas é tão bom ouvir isso!

Fidel Castro no inferno

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Numa das piadas, o comandante Fidel Castro extravia-se e bate à porta do paraíso. São Pedro, muito polidamente, explica ao recém-chegado que é no inferno que o esperam. Castro desce então ao reino das trevas onde é acolhido de braços abertos por Lúcifer em pessoa. O chefe de Estado cubano, que quer lhe oferecer uma caixa de excelentes charutos, percebe que esqueceu suas malas no pátio de entrada do paraíso. Prontamente, o Diabo envia dois diabinhos para recuperar os pertences onde se acham os charutos e convida seu hóspede ao banquete de boas-vindas. Nesse meio tempo, os dois emissários encontram a porta fechada no paraíso e, por mais que toquem a campainha, batam, chamem, ninguém atende: é a hora da sesta entre os bem-aventurados. Exaustos, os dois pequenos demônios decidem saltar o muro para se apoderar das malas. São Pedro desperta então de seu sono e vê os diabinhos no pátio, cada um com uma mala na mão, e exclama: “Não é possível, meu Deus! Acabo de enviar Fidel Castro ao inferno há apenas um quarto de hora e já temos um problema de refugiados!”

Links de textos do Jornal Opção sobre Fidel Castro

https://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/o-pacto-de-cuba-com-traficantes-de-cocaina

Livro comprova a ligação do narcotraficante Pablo Escobar com governo cubano de Fidel e Raúl Castro

Espiã alemã, a serviço dos Estados Unidos, foi enviada a Cuba para matar Fidel Castro, sua paixão

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