Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro revela a história do brasileiro que sobreviveu ao horror de Auschwitz

Preso pelos nazistas quando ainda era adolescente, Andor Stern passou pelo mais letal dos campos de extermínio e campos de trabalhos forçados. Com quase 90 anos, mora em São Paulo

Andor Stern conta que um dia, ante tanto sofrimento e desumanização, pensou em se matar. Aproximou-se da certa elétrica, para ser eletrocutado ou fuzilado por um guarda nazista. Mas, ao lembrar que seu avô paterno o chamava de “meu garoto brasileiro”, decidiu sobreviver. Para voltar ao Brasil

Andor Stern conta que um dia, ante tanto sofrimento e desumanização, pensou em se matar. Aproximou-se da certa elétrica, para ser eletrocutado ou fuzilado por um guarda nazista. Mas, ao lembrar que seu avô paterno o chamava de “meu garoto brasileiro”, decidiu sobreviver. Para voltar ao Brasil

Não é muito fácil adquirir nas livrarias um exemplar do excelente e doloroso livro “Uma Estrela na Escuridão — A Incrível História de Andor Stern, o Único Brasileiro Sobrevivente ao Ho­locausto” (192 páginas), do historiador e professor Gabriel Davi Pie­rin, porque saiu por uma pequena edi­tora, a Ateliê de Palavras-Con­teúdo e Edições. Uma saída é comprá-lo pelos sites da editora (www.ateliedepalavras.com) ou da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br). A história é, como cos­tu­mam dizer repórteres, de cinema, fantástica. Andor Stern, filho de húngaros, passou pelos campos de concentração e extermínio e, sim, sobreviveu para contar suas desventuras e as de outros homens.

Gabriel Pierin dividiu sua bela história assim: apresenta o contexto da época, explicando o nazismo e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e apresenta o depoimento de Andor Stern.

Nascido em São Paulo em 17 de junho de 1928, Andor Stern era filho de um médico húngaro que trabalhava para a Anglo Gold, empresa de mineração inglesa. Os pais, depois de uma passagem pela Ín­dia, voltaram para a Hungria, que, sob influência do nazismo do austríaco Adolf Hitler, o poderoso chefão da Alemanha, estava contaminada pelo antissemitismo orgânico.

Na infância, Andor Stern era leitor de Karl May, o escritor preferido de Hitler, e queria ser mágico. “Sofri insultos como qualquer outra criança judia. Apesar disso, brinquei e me diverti em uma época de relativa paz na Hungria.” Um dia, adolescente, estava patinando com “uma linda menina loira”, Erika, quando um adolescente separou-os: “Largue esse garoto. Você está patinando com um judeu filho da mãe”. “Ela na mesma hora me largou”, relata Andor Stern. Seu pai era representante do Partido Nacionalista-Socialista da Hungria.”

Ao lado do amigo Luis Berger, que, depois da guerra, se tornou diretor de cinema na Hungria, Andor Stern era aficionado por filmes, mudos e falados.

Os tempos eram de terra desolada para os judeus. Em 1938, com a Noite dos Cristais, os nazistas de Hitler perseguiram-nos na Alema­nha, nos Sudetos e na Áustria. Uma multidão de refugiados — entre eles o avô materno de Andor Stern — escapara para a Hungria. O avô “contava os detalhes do que viria a acontecer e ninguém acreditou. Todos achavam que com os judeus da Hungria não iria acontecer nada”. Por certo, não haviam lido “Minha Luta”, o livro de Hitler, que já insinuava que, em bus­ca do “espaço vital”, se chegaria até a União Soviética — daí a “passagem” pela Polônia e pela Hungria seriam inevitáveis.

Em 1º de setembro de 1939, os nazistas invadem a Polônia e aí a Inglaterra e a França, que estavam se enganando sobre as verdadeiras aspirações de Hitler, decidem reagir. Começa a Segunda Guerra Mundial. Poloneses fogem, muitos deles para a Hungria. “Alguns poloneses moraram embaixo do alpendre da minha casa. Durante o tempo que eles viveram entre os húngaros, também contaram o que tinha acontecido a eles. A reação húngara de negação à verdade era sempre a mesma”, anota Andor Stern.

Em junho de 1941, descumprindo o acordo de não-agressão firmado em 1938, a Alemanha atacou a U­nião Soviética, com a Operação Bar­barossa. Andor Stern afirma que os judeus pensaram que, “com a Rússia” do lado deles, “a vitória” seria “certa, e o fim de Hitler” estaria “próximo”. No final daquele mês, o governo da Hungria, apoiando a Alemanha, declara guerra ao país dirigido por Ióssif Stálin. “O antissemitismo intensificou-se. Éramos considerados inimigos da pátria. O nosso nome era sempre precedido pela nossa orientação religiosa: ‘Ju­deu Stern, judeu Berger’.” Na escola, os judeus eram obrigados a carregar as pastas dos alunos não-judeus. Um garoto batia e cuspia nos judeus. “Judeu porco. Você fede”, vociferava. Andor Stern arrebentou seu na­riz e levou uma surra do professor.

Internação

Tão nazista quanto a Alemanha, o governo da Hungria começou a pressionar os judeus. “O governo húngaro exigiu que todo judeu deveria apresentar prova de cidadania para continuar a viver na Hungria. Como o Brasil declarou guerra aos países do Eixo, na concepção deles [nazistas húngaros] eu também era cidadão de um país inimigo. Por isso, fui obrigado a me apresentar e fui internado. Eu tinha apenas 14 anos.”

Levado para uma caserna, Andor Stern e outros judeus foram obrigados a cortar madeira para construir um centro de internação para eles mesmos. Depois, cercaram o campo com arame farpado. Os nazistas começaram a executar judeus. Um prisioneiro inglês, condoído do adolescente, disse-lhe: “Esse lugar é perigoso. Você é apenas um garoto e merece viver. Vou te levar pra casa”. O inglês, que não se identificou, entregou Andor Stern aos seus avós paternos. Em seguida, sua mãe o buscou. Era filho único. Passou a viver escondido na sua própria casa.

O avô de Andor Stern não acreditava que seria preso e exterminado pelos nazistas. “Olha a minha cruz de ferro, sou herói da Primeira Guerra. Não vão mexer comigo.” Estava enganado, mas muitos pensavam assim e, por isso, morreram.

Em março de 1944, ao perceber que o governo de Miklós Kállay havia iniciado conversações com os Aliados, Hitler decidiu ocupar a Hungria. Manietado pelo militar na­zista Edmund Vessenmeyer, Dö­me Sztójay se tornou primeiro-ministro da Hungria. A perseguição aos judeus foi ampliada. Agora, eram obrigados a usar uma estrela amarela costurada nas roupas e só podiam circular pelas ruas em determinados horários. Era vedada a entrada de judeus em certos estabelecimentos.

Andor Stern, sobrevivente de Auschwitz e de vários campos de concentração: “Em paz não estou porque não dá. A injustiça é latente. Mas aprendi que, enquanto houver vida, há esperança”. A fotografia mostra sua volta ao campo de extermínio

Andor Stern, sobrevivente de Auschwitz e de vários campos de concentração: “Em paz não estou porque não dá. A injustiça é latente. Mas aprendi que, enquanto houver vida, há esperança”. A fotografia mostra sua volta ao campo de extermínio

Auschwitz

Os judeus começaram a ser de­portados para campos de extermínio na Polônia — como Aus­chwitz —, onde eram assassinados nas câmaras de gás. “Ainda não acreditávamos que o destino da maioria era os campos de extermínio”, relata Andor Stern.

Embora menor, Andor Stern conseguiu emprego numa fábrica de componentes eletrônicos. Rebel­de, arrancava a estrela de Davi de seu uniforme e andava pelas calçadas. “Cumprir esse desafio era a minha pequena vitória diária.”

Logo depois, os nazistas deram a ordem para que os judeus se dirigissem ao gueto. Andor Stern optou por morar na fábrica. Mas os alemães decidiram liquidar o gueto de Buda­peste para deportá-los para os campos de extermínio. Ao saber que os militares de Hitler haviam bombardeado o gueto, o jovem desesperou-se. “A dor que senti naquele momento nunca mais superei e me acompanha até hoje.” Sua família estava no gueto.

Na fábrica, Andor Stern perguntou a um oficial nazista: “Os judeus selecionados irão para o mesmo lugar que os judeus que deixaram o gueto hoje pela manhã”? O militar respondeu que era “provável”, e o impetuoso garoto disse: “Então, me ofereço”. Ele queria saber onde estava a sua família.

Numa olaria, usada como uma espécie de campo de concentração provisório, Andor Stern encontrou sua mãe e os avós paternos e maternos. Em seguida, foram levados de trem para Auschwitz. Estavam sob controle de soldados alemães.

Desidratados, muitos judeus, sobretudo os mais velhos, morreram no caminho. “Nossa família viajou no mesmo vagão. E sobrevivemos juntos.”

Em Auschwitz, Andor Stern e o amigo Luis Berger foram separados para sobreviver, quer dizer, para trabalhar. “Presenciei o primeiro ato de horror. Uma jovem mulher estava com seu bebezinho, acalentando-o em seu colo, quando um membro do Comando Canadá¹ arrancou o bebê dos braços da mulher. Desesperada, ela reagiu: ‘Devolva meu filho. Devolva, por favor. Ele é inocente’. O soldado respondeu insensível: ‘Aqui ele não vai te servir de nada’. Com a criança nas mãos, ele atirou-a com força contra a lateral do vagão. O bebê, caído no chão, jazia sem vida. Aos prantos e agarrada ao pequeno cadáver, a mulher foi arrastada dali.”

Como Andor Stern carregava um pão, prisioneiros começaram a suplicar: “Jogue o pão”. O jovem deu o pão aos homens famintos. “Quando vi a forma como caíram e disputaram o pão, como lobos esfomeados, naquele mesmo instante eu senti fome. Essa fome não me abandonou mais.”

O judeu austríaco Bars avisou que Auschwitz era um campo de extermínio. Sobreviveriam apenas aqueles que trabalhassem, os outros seriam exterminados. Com a cabeça raspada, com creolina no corpo, todos foram levados à sala de banho. “Percebi que só restou a cada um de nós a própria existência ‘nua e crua’.” Os nazistas tatuaram um antebraço do garoto: “Morria Andor Stern e nascia 83892”. Para o nazismo, ele era um número, não uma pessoa.

Matando o pai

“As vasilhas que comíamos de dia serviam de latrina à noite porque não podia sujar o chão. Sem colher, comíamos como animais, enfiando a cabeça para lamber a sopa”, conta Andor Stern. Os prisioneiros estavam sempre com fome, pois a alimentação era insuficiente. “Não dá para imaginar a importância que tem um pedaço de pão. Não significa só a satisfação da fome. Era um desejo tão inalcançável que não dá para fazer ideia. Falava-se em pão e comida o tempo todo.”

Para sobreviver, Andor Stern frisa que aprendeu a sonhar com comida. Um garoto tentou abocanhar um pedaço de pão que estava carregando e um kapo viu e disse: “‘Garoto idiota. Você vai morrer’. O kapo levantou o menino até o laço de corda amarrado no cabo de aço suspenso e o enforcou na hora, diante do olhar incrédulo de todos. Foi o meu segundo grande choque em Auschwitz”.

Como havia notado Primo Levi, no livro “É Isto um Homem?” (Rocco, 256 páginas, tradução de Luigi Del Re), os campos de concentração e extermínio desumanizavam os homens. Um jovem tentou roubar a comida de um homem, que reagiu e o empurrou. “Caído, o jovem tirou o sapato e desferiu um golpe mortal na cabeça do velho doente. Indiferente, o jovem se apropriou do pão e o comeu. A história seria apenas mais um episódio de horror em Birkenau, não fosse um detalhe: o muselmann² era seu próprio pai.”

Ao surgir uma oportunidade de trabalho em Auschwitz-Monowitz, Andor Stern apresentou-se como técnico em eletricidade e disse que tinha boa saúde. “Foi assim que me despedi do campo da morte.” Antes, havia chegado a pensar em se apresentar a Josef Mengele como gêmeo de Luis Berger. Alertados de que não sobreviveriam, os garotos desistiram de enganar o médico.

Participantes de um comando de trabalho de Auschwitz III, ou Buna, Andor Stern e Luis Berger foram enviado para Varsóvia. “Saímos de Auschwitz para nunca mais voltar.” Estava terminando o verão de 1944. “Nosso trabalho consistia em procurar, no meio dos escombros [do gueto de Varsóvia], tijolos inteiros.” Os tijolos eram usados para reconstruir as áreas destruídas na Alema­nha pelos Aliados. “Dormíamos ao relento e nos protegíamos da chuva sob os escombros. Ao menos, a comida era melhor do que em Auschwitz. Os poloneses serviam sopa de repolho e pão.”

Como os aliados começaram a bombardear a região, os nazistas levaram os judeus para outro lugar. Numa marcha, em agosto de 1944, batiam nos judeus. “Apanhei muito”, sublinha Andor Stern. Eles não podiam nem mesmo beber água. “Para o camarada que ficasse fora da fila, o fim.” No terceiro dia, faminto, o jovem afirma que “não sabia mais quem era. Meu pé estava todo machucado. Andei descalço segurando o sapato para não perdê-lo”.

Um nazista começou a comer um sanduíche, mas, ao perceber que o estavam olhando como cães famintos, jogou-o para os prisioneiros. O pão foi estraçalhado. “Perdemos toda a nossa condição de gente.” Andor Stern e Luis Berger chegaram a Dachau, na Alemanha, “muito debilitados”.

“Durante o tempo que lá permaneci, Dachau funcionou como um campo de transferência. Eu não fiz nada. Tiraram os trapos que estávamos vestindo e ganhamos novas roupas. O maior risco que corri em Dachau era a seleção para ser cobaia em experimentos médicos, tais como testes de alta altitude usando câmaras de descompressão, experimentos com malária e tuberculose, hipotermia e testes experimentais para novos remédios que servissem aos alemães”, conta Andor Stern. Doente, o jovem de 16 anos ficava quase todo o tempo deitado. “Estava atento somente à contagem diária.” Porque, se não se levantasse, seria morto.

De Dachau, Andor Stern foi levado para Mühldorf. “Em Mühldorf, achei que tinha chegado ao céu. Nós tínhamos uma cama individual com colchão e cobertor. Recebemos um vasilhame, uma colher, roupa nova e bota. Aí começamos a trabalhar. Fomos construir uma estrada de ferro.” Mas a comida era insuficiente e a diarreia, constante. Quando morreu um grego, os prisioneiros o comeram.
Sob pressão dos Aliados, e com prisioneiros doentes, incapazes de trabalhar e de se movimentar, os nazistas intensificaram a matança. Um dia, Andor Stern e Luis Berger foram separados dos demais prisioneiros para serem executados. “Não me importei. Talvez fosse melhor assim.” Mas o kapo Leo decidiu salvá-los.

No campo de Waldlager, Andor Stern e Luis Berger trabalhavam de 10 a 12 horas por dia. Eles transportavam “pesados sacos de cimento para realizar tarefas de construção”.

Gabriel Davi Pierin: o historiador é autor de um livro doloroso e esclarecedor

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Salvo pelo Brasil

Em dezembro, a guerra estava acabando (a rendição da Alemanha se deu em maio de 1945), mas não para os prisioneiros. “A nossa guerra era contra a fome, o frio e o ódio.”

Um dia, pensando em suicídio e com o corpo enregelado, Andor Stern correu em direção ao arame eletrificado. Seria eletrocutado ou fuzilado por um nazista. De repente, lembrou-se que seu avô paterno o chamava, de maneira carinhosa, de “meu garoto brasileiro”. A lembrança e o Brasil o salvaram. “Ainda vou voltar para o Brasil”, prometeu a si.

Doente, com diarreia, Andor Stern foi encaminhado para a enfermaria. Para morrer, possivelmente. Depois de certo desânimo, decidiu que iria sobreviver.

Em abril de 1945, os prisioneiros foram colocados num vagão. Os americanos começaram a bombardear o trem, achando que era ocupado por nazistas. Uma bala feriu Andor Stern de raspão. Em seguida, foram atendidos pela Cruz Vermelha. Tomaram sopa e comeram pão. Gritaram: “Todos livres!” O menino que havia se tornado homem saiu do trem e começou a colher e a comer batatas “cruas e sujas”.

No início de maio de 1945, os prisioneiros foram encontrados por soldados americanos num trem abandonado. “Eles olharam para nós e o que viam devia ser assustador. Muitos começaram a chorar como crianças”. Eles gritaram: “A guerra acabou. Vocês estão livres!” Andor Stern sugere que havia renascido.

Livres, Andor Stern e Luis Berger só pensavam numa coisa: comida. Começaram a estocar comida. Aí começou a se pensar, de novo, como Andor Stern, porque, desde sua prisão, não tinha mais nome, havia se tornado o número 83892. Quando libertado, Andor Stern não pensou em coisas de luxo, e sim em pequenas coisas: “Fiz uma projeção à beira do lago [em Seeshaupt]: daqui a cinco, dez anos o que eu quero? A minha máxima era o seguinte: eu queria ter um sapato que não machucasse o meu pé; se tivesse meia seria então um luxo. Desejava uma roupa limpa que não tivesse piolho e que me cobrisse para não sentir frio. E também um bolso enorme que pudesse guardar um pão enorme para comer a hora que quisesse. Além disso, ter liberdade para ir aonde e quando quisesse”.

De volta a Hungria, uma tia, Elisabeth, acolheu Andor Stern. Depois da guerra, ficou sabendo que sua mãe havia sido assassinada em Auschwitz. Apreciava os parentes, era bem tratado, mas só pensava em voltar para o Brasil. Francisco, irmão de sua mãe, morava no país.

No Rio de Janeiro, Andor Stern comeu, com prazer, uma banana. Sem falar português e sem dinheiro, chegou em São Paulo, em dezembro de 1948, aos 20 anos. “Tornou-se um empresário de sucesso e atualmente é consultor na área de desenvolvimento e assistência de uma gigante industrial no Brasil, a Unigel.” Casou-se com uma brasileira, tem cinco filhos e mora no Brooklin, em São Paulo. “Em paz não estou porque não dá. A injustiça é latente. Mas aprendi que, enquanto houver vida, há esperança. (…) As pessoas com mais de 80 anos vivem seus últimos dias de vida. Eu vivo sempre o primeiro dos que me restam”.

Notas do livro

¹ “Comando Canadá: unidade fundamental na organização do trabalho nos campos de concentração nazistas.”

² “Muselmann: em alemão, muçulmano. Era um termo pejorativo para se referir a pessoas resignadas à morte iminente. Os prisioneiros muselmann exibiam debilidade física e apatia.”

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Neuci Ribeiro

Todas as vezes que leio sobre os horrores dessa guerra, fico arrasada e imaginando tudo…é assustadodor. Tenho muitos livros sobre esse assunto…e todos igualmente triste..sofro a cada leitura, mas essas histórias exercem sobre mim um poder enorme, é um interesse, uma busca que não sei explicar. Essa matéria é comovente e ja anotei o nome dos dois livros, eu os quero na minha coleção…a cada livro com esse assunto, sinto-me como se tivesse assegurando que isso nunca mais aconteça, que todo o mal fique preso nas páginas de cada livro e, que daqui, nunca sairá. Andor mais um exemplo de… Leia mais