Euler de França Belém
Euler de França Belém

TRF impede quebra de sigilo telefônico de repórter da revista Época

Juízes, que parecem a serviço da polícia e não das leis, tentam paralisar a ação do jornalismo investigativo. Magistrados de instâncias superiores, acatando a Constituição, preservam o sigilo da fonte

Pintura de Goya

Pintura de Goya

Parte da Justiça parece que quer paralisar o jornalismo investigativo do Brasil, ao autorizar a quebra do sigilo telefônico de repórteres. Felizmente, instâncias superiores, talvez com magistrados mais preparados tecnicamente, discordam dos juízes de primeira instância. Recentemente, a juíza Pollyanna Kelly Alves — por sinal, uma magistrada qualificada e ética, dizem seus pares — autorizou a quebra do sigilo telefônico do jornalista Murio Ramos, da revista “Época”. Agora, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu a decisão de Pollyanna Kelly — confirmando a decisão liminar do desembargador Ney Bello.

O TRF, avalizando a Constituição, sustentou que o sigilo da fonte é um direito inalienável à profissão do jornalista. “No momento que mais combatemos a corrupção e outros crimes, não podemos aceitar que se cometam outros crimes. Se não respeitarmos o sigilo da fonte, seguramente não teremos neste país uma imprensa que seja fonte de informações”, sublinhou a decisão do Tribunal Regional Federal.

Tudo indica que alguns juízes, não se sabe por quais motivos, estão trabalhando para “travar” o jornalismo investigativo. Eles estão atuando como se fossem censores e se estivessem a serviço da polícia, e não da lei. É possível que alguns juízes queiram “enquadrar” a ação dos repórteres.

Deixe um comentário