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Silêncio: o Parlamento está descobrindo que o Brasil não é reacionário

Impressões de que o País pende para o conservadorismo pode ter levado parte do Congresso a pensar que a população é, também, reacionária. Erro crasso.

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O Conselho Federal de Medicina a serviço do obscurantismo; o protagonista do PL do estuprador

O grande fiador do PL do estuprador que desafia o poder Executivo em um brica que deixa a medicina e a comprovação cinetífica de lado

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Julgamento sobre posse de maconha aprofunda diferenças entre Legislativo e STF

Congresso é o local da busca por convenções sociais, como a distinção entre usuário e traficante de drogas

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16 anos de Lei Seca: tolerância zero para quem?

Impunidade é conquistada para aqueles que podem conquistá-la com dinheiro e influência

Opinião
Orgulho de quê?

Grandes marcas vestem o arco-íris enquanto a LGBTfobia segue no Brasil

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Votação do PL do Aborto pode ser adiada, mas até que ponto o projeto influi nas eleições 2024?

O fim de semana foi marcado por novas manifestações - em ao menos oito capitais do país - em desfavor do projeto que tramita na Câmara dos Deputados, que equipara o aborto após 22ª semana ao crime de homicídio, mesmo nos casos de estupro. No domingo, 16, os protestos ocorreram em Vitória e Palmas. Já no sábado, 15, em outras seis cidades, entre as quais, São Paulo e Belo Horizonte.

A forte reação contrária dos usuários das redes sociais, o projeto deve ter sua votação postergada na Câmara dos Deputados. O autor do texto, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), militante da bancada evangélica, admite que a análise no plenário pode ser deixada para o fim do ano, ou logo após as eleições municipais. Segundo o parlamentar, apesar da aprovação da urgência - que prevê votação a partir da sessão seguinte da Câmara - não há pressa para que a iniciativa seja pautada.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), havia feito uma promessa aos evangélicos quando se candidatou à reeleição no comando da Casa, em 2021. Em todo caso, ele tem até o fim do ano, quando acaba seu mandato, para cumprir. Para chegar no atual estágio, Lira promoveu votação relâmpago – 25 segundos – e aprovou a urgência do projeto. Entretanto, nesse momento e após o "grito das ruas" - em direção diametralmente oposta - diz que não há previsão de quando será definido um relator, nem tampouco quando o mérito do texto será colocado em pauta. Lira foi, diga-se de passagem, um dos principais alvos dos protestos, desde a semana passada, por ser quem controla a pauta da Casa.

O apoio de Lira a iniciativas de direita e ligadas ao bolsonarismo tem sido absorvida por parlamentares como uma tentativa do presidente de fortalecer a candidatura de um aliado para sucedê-lo no cargo. Os liberais possuem 95 deputados, a maior bancada, e terá um papel decisivo na disputa interna, marcada para fevereiro de 2025.

Artilharia do governo vai ao campo de batalha. A ordem é evitar o desgaste

Negligente, o governo federal - que não se opôs à aprovação da urgência para a tramitação da proposta, na semana passada - após a repercussão dos protestos, afirma agora que vai atuar para barrar o avanço da iniciativa no Congresso.

A primeira-dama Rosângela Silva, popularmente Janja, foi a primeira a criticar o projeto nas redes sociais, sendo seguida por todas as ministras mulheres do governo. Em viagem à Europa, Lula inicialmente evitou se posicionar, mas mudou de ideia no sábado e chamou a proposta de “insanidade”. O petista afirmou ser contra o aborto, mas disse que é preciso tratar o assunto como uma questão de saúde pública.

O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), assim como a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) adotaram o discurso que vão procurar integrantes da bancada evangélica para demovê-los da ideia de aprovar a proposta. Os argumentos? A intensa mobilização da sociedade e protestos em todo país contrários ao texto.

O fato concreto é que, nos bastidores, a posição do governo é, nada mais, nada menos, que uma tentativa de evitar desgastes com o público evangélico, de quem o presidente Lula quer se reaproximar no curso das eleições 2024. Eleitorado fiel às ideias conservadoras, idealizadas pela direita e pelo Bolsonarismo, esse público representa entre 22% e 25% dos votantes. Naturalmente, para Lula, para o PT e para a esquerda como um todo, seria extremamente desgastante enfrentar as urnas em confronto com tais eleitores. A decisão do governo é lógica: recuar e, pelo menos, adiar a votação! “Após 06 de outubro, a gente volta a conversar!”

Esperar pela viagem de Maurício Sampaio é um escárnio

A justiça para a família do ex-radialista Valério Luiz, assassinado por causa da sua profissão, começa a ser feita. Na última sexta-feira, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) pediu a prisão do mandante do crime, Maurício Sampaio, e do autor dos disparos Ademá Figueiredo. Um dos condenados já está atrás das grades do presídio militar de Goiânia, tendo em vista que é um militar da reserva renumerada.

O outro, entretanto, está de viagem. Curtindo os últimos dias em liberdade e tentando ganhar tempo até que a defesa quebre a cabeça e tente arrastar ainda o cumprimento da decisão judicial. Parece brincadeira que um réu condenado em duas instâncias, com diversos habeas corpus negados pela Justiça, tenha mais alguns dias de curtição por aí. Mas é a vida como ela é, pelo menos no Brasil.

Desde maio o ex-cartorário já deveria estar cumprindo a pena por mandar matar o jornalista. Ele, que utilizou-se do seu poder econômico e da influência com agentes militares corruptos, teve um recurso regimental - leia-se recurso protelatório - negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Deve entregar-se à Justiça na próxima quinta-feira, 20.

Vale ressaltar que nada o impedia de viajar enquanto o pedido de prisão efetivamente fosse emitido por um juíz de direito. Enquanto provavelmente aproveita com a família o restinho de liberdade que ainda lhe reta, outras milhares de famílias aguardam ansiosamente pelo seu retorno e prisão. Essa espera, ainda que dotada de uma contagem regressiva, não deixa de ser um escárnio com uma população que aguarda por Justiça, especialmente quando o crime é cometido por aqueles que se acham acima da Lei por causa de suas posses.

O crime, cometido por motivo fútil, deixou uma marca também no jornalismo goiano. As críticas a diretoria do Atlético Goianiense, ocupada também por Maurício, foram o estopim para que uma vida fosse ceifada. Referência no esporte goiano, Valério tecia comentários certeiros nos programas Jornal de Debates, da Rádio Jornal 820 AM, e Mais Esporte, da PUC TV. O crime foi cometido por volta das 14 horas de 5 de julho de 2012, na Rua T-38, no Setor Bueno, a poucos metros da emissora em que a vítima trabalhava.

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Bancada do velho testamento: Por que desviar o debate para o aborto?

O medo de sofrer algum tipo de desgaste que reflita no resultado das urnas é maior do que o medo de estar vinculada ao retrocesso dos direitos reprodutivos.

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Suspensão de mandato por quebra de decoro parlamentar é punição justa

Texto estabelece que a decisão da Mesa deve ser deliberada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em até 15 dias, com prioridade sobre outras deliberações

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A importância da resistência contra o “establishment” e de vozes lúcidas como a de Ailton Krenak 

Esta semana, em Brasília, o Centro Cultural Banco do Brasil recebeu uma palestra ministrada por Krenak, como parte da programação da belíssima mostra “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”. A exposição apresenta 120 fotografias do premiado fotógrafo japonês Hiromi Nagakura, realizadas em viagens com o líder indígena pelo território amazônico, entre os anos de 1993 e 1998

POLÍTICA
Eleições 2024: onde está o Geraldo Alckmin de Adriana Accorsi?

Com forte presença entre a população periférica, Adriana pode escolher alguém que dialogue bem com a "Faria Lima do Cerrado"?

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O ‘evangelho ostentação’ que põe neon e futilidade na cruz

Aquele homem que andou pela Galileia, acompanhado de marginalizados e os defendendo das elites da época, pregando tolerância, humildade e proteção aos vulneráveis, se tornou uma branding

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Processo de afunilamento das pré-candidaturas já ameaça fazer primeiras vítimas

Dois meses antes das convenções partidárias, ao menos três pré-candidatos já estão na mira do afunilamento e tendem a ser incorporados

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Caso desgastes tornem Rogério Cruz inviável eleitoralmente, quem mais se beneficiaria? Este candidato vai querer receber o prefeito em seu palanque?