Faltou Dizer
O grande mal desse momento que a humanidade atravessa é que isso se espalha para todos os ambientes e o pior deles é na política, porque acaba por influenciar decisões de estado
A desgraça recai justamente sobre o Ministério de Direitos Humanos, que deveria prezar pelo bem-estar das pessoas mais vulneráveis
A que se deve à popularidade de Marçal nas pesquisas
Até 2050 haverá um volume 50% menor de água no Cerrado
"Antissistema" e "antiestablishment" são movimentos ou indivíduos que se opõem ao status quo político, econômico ou social em vigência. Num celeiro de políticas populistas, como é o Brasil, líderes ou grupos se apresentam como representantes da "voz do povo" contra uma elite percebida como corrupta ou desconectada das necessidades da população em geral. Eles podem se manifestar tanto à esquerda quanto à direita do espectro político.
Isso porque, no final das contas, esquerda e direita são dois lados na mesma moeda dentro de um sistema corrupto e fracassado. As pessoas logo se fartam da “velha política” e da terceira idade que se traveste de nova geração. Na crise de verdade enfrentada pelo 4º poder, as redes sociais emergem como potência: dando voz a idiotas, construindo ou destruindo pessoas.
Sábio é quem usa os meios de comunicação e não se deixa ser usado por eles. Tolo é quem, em negação ao progresso, deixa de se comunicar com a massa por não entender a importância das redes sociais. A comunicação elege, mas também prende políticos. A imprensa, e também os canais digitais, são poderosos e fraco é quem os menospreza. Bolsonaro, por mais estúpido que possa parecer, não conseguiu apoio político para formar um partido. Isolado, se elegeu com o apoio massivo das redes sociais.
Espertos, os políticos do espectro à direita parecem mais atentos ao fenômeno. Surfando na onda, elegem-se Gayer’s, Ferreiras’s e Marçais. Enquanto isso, a esquerda ainda sofre para escolher um sucessor de Lula. Haddad é muito acadêmico, Boulos é extremista e Ciro é rancoroso demais. Talvez o Brasil ainda não esteja preparado para nem sequer pensar em um nome feminino.
Mas a esquerda, assim como alertou Mano Brown em 2018, tem que voltar para a base. Em 2024, seis anos depois, o espectro parece que ainda não conseguiu se reconectar com o seu público. Independente de como se apresenta o líder ou partido, o deslocamento da realidade e a polarização nada produzem de positivo. No fim das contas, a população só quer representatividade e qualidade de vida.
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O Corpo de Bombeiros de Goiás registrou 1.899 focos de incêndio florestal no estado entre janeiro e agosto deste ano. O número representa um aumento de mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o estado, conforme os bombeiros, teve 1.223 focos de incêndio florestal. Já o painel do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabiliza nada menos que 2.685 focos de queimadas em Goiás ao longo de 2024, dados que colocam o estado como o 14º no país que mais registrou ocorrências desse tipo.
A sensação é de estar em um verdadeiro inferno. A maior parte das queimadas foi contabilizada justamente em agosto, mês conhecido pelo calor, secura e baixa umidade do ar. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás, (Cimehgo), a entrada em setembro não deve representar muitas mudanças nesse quadro.
De acordo com o instituto, a primeira semana de setembro será de calor, muito calor. A onda de calor no Brasil, alerta o Cimehgo, vai influenciar as temperaturas em Goiás "entre 2 e 5 graus acima do normal para o período, com duração média de 10 dias". Quanto à umidade do ar, o nível extremamente baixo já coloca Goiás na classificação 'Emergência'. Não há para onde correr, e a sensação é de estar no meio do inferno ardente.
Não só a qualidade do ar que se respira e da terra que se trabalha, as queimadas (a maioria absoluta deles, provocada) podem impactar também no ciclo pluvial. Conforme explicado pelo gerente do Cimehgo, André Amorim, os números da última década apontam para uma queda acentuada no volume de chuvas em períodos tradicionais para precipitações, e isso não é toa.
Amorim, em entrevista recente ao Jornal Opção, detalhou que ciclos com secas extremas e períodos de chuva em excesso foram sempre uma realidade. No entanto, são justamente as alterações climáticas que têm feito com que esses fenômenos ocorram com cada vez mais intensidade e com espaço menor de tempo. Em resumo: as alterações climáticas não criaram o caos, mas o aceleraram.
Estou certo, caro leitor, que ainda na pré-escola você já ouvia da boca dos professores sobre um tal "aquecimento global" ou "transformações climáticas". Era um tema de livros de geografia e história, algo longínquo, quase inatingível. Pois bem, o que antes era tido como uma teoria que preocupava cientistas e pesquisadores, é agora uma realidade que pode ser sentida ao abrir a janela ou sair à rua.
E se não aprendemos a lidar com essas transformações pela consciência, agora aprendemos pela dor.
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O BRT Norte-Sul tem inauguração marcada para o dia 31 de agosto. Nesta semana, o governo de Goiás entregou 60 ônibus que serão usados no percurso, que vai do Terminal Recanto do Bosque, na região Noroeste da capital, até o terminal Isidória, na região Sul. Dez veículos são elétricos e os outros são convencionais a diesel, porém todos têm ar-condicionado.
O sistema de transporte de Goiânia é bem complexo, porque além da capital o sistema atende as cidades da região metropolitana o que amplia rotas e também passageiros. Eu como usuário do transporte coletivo digo com propriedade que o ônibus em Goiânia não é convidativo e não facilita a vida de quem precisa.
O tempo que levo para me deslocar do meu trabalho até a minha casa, às vezes, é o mesmo tempo de fazer o mesmo trajeto a pé. Goiânia caminha para um colapso no trânsito e não vai ser esse transporte que temo aí que vai tirar os carros da rua. A capital tem 1,4 milhão de habitantes e 1,2 milhão de veículos, a maior proporção do país.
O BRT Norte-Sul, apesar de alguns problemas no projeto, foi bem pensado. Existiriam soluções mais baratas e menos danosas ao patrimônio público. Um exemplo prático é a avenida Rebouças e Francisco Morato, em São Paulo. As duas avenidas formam um corredor que liga a Zona Oeste de São Paulo até o Centro. Os ônibus que circulam naquela via são de piso baixo com porta dos dois lados. Os veículos são de diversos tipos, grandes articulados e veículos convencionais. O piso em todo esse trecho é rígido e mais resistente do que o asfalto.
Esse é um modelo barato e não demoraria 10 anos para ficar pronto. Os ônibus que circulam nessa via poderiam atender outras localidades além do Eixo Norte-Sul aumentando a frota de veículos e alimentando outros bairros. Sim, agora o projeto do BRT parece meio burro.
Não existe "bala de prata" para resolver o problema do trânsito e do transporte. Muitas cidade tem um sistema, que pode até ser antigo, mas que funciona e a gestão de Goiânia, nos últimos dez anos não olhou para isso e insistiu em um erro com um projeto caro e que desfigurou a Praça Cívica e a Avenida Goiás.
O que é feito com boa vontade, honestidade e intelgiência já funciona para a população.
Precisamos de uma mudança estrutural, onde a educação e a saúde reprodutiva sejam direitos fundamentais e não casos de exceção

