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A distribuidora de energia Equatorial Goiás afirmou que tem intensificado a fiscalização de postes em todo o estado e responsabilizou empresas de telecomunicações pelos fios soltos e irregulares que têm gerado riscos à população.
A Câmara Municipal de Goiânia chegou a instalar uma Comissão Especial de Investigação (CEI) depois que a jovem Nathaly Rodrigues do Nascimento morreu após sofrer uma descarga elétrica por conta de fios soltos. Em nota enviada ao Jornal Opção, a concessionária informou que já realizou cerca de 404 mil fiscalizações desde o início da concessão, há três anos.
Sobre o caso de Nathaly, a Equatorial Goiás afirmou que, na época do ocorrido, a empresa “tomou todas as providências dentro de suas atribuições e colaborou integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração do caso”.
Com relação à fiação solta, a empresa alega que as inspeções resultaram na identificação de aproximadamente 1,9 milhão de irregularidades relacionadas a cabos de internet, fibra óptica, TV a cabo e telefonia fixa instalados nos postes da rede elétrica.
A Equatorial informou ainda que 692 empresas de telecomunicações já foram formalmente notificadas para regularizar as situações identificadas. “A responsabilidade pela regularização das instalações e pelo cumprimento das normas técnicas aplicáveis é exclusiva dessas empresas”, destacou a concessionária na nota.
A distribuidora ressaltou que atua na fiscalização e na notificação das operadoras responsáveis pelos cabos. A companhia também citou que as regras para o compartilhamento da infraestrutura dos postes são definidas por resolução conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Agência Nacional de Telecomunicações.
Conforme a Equatorial, cabe às empresas de telecomunicações o papel principal nas ações envolvendo seus próprios fios e equipamentos. Outro ponto destacado pela distribuidora é o destino dos recursos arrecadados com o compartilhamento dos postes.
De acordo com a empresa, 40% do valor é destinado ao pagamento de tributos, enquanto os outros 60% são usados para amortização tarifária, mecanismo que contribui para reduzir a tarifa de energia dos consumidores.
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