Vereadores repercutem prisão de Zander Fábio na Câmara de Goiânia
26 maio 2026 às 12h30

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Vereadores da Câmara Municipal de Goiânia repercutiram, nesta terça-feira, 26, a operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que mirou um vereador em exercício e um ex-parlamentar da Capital. A ação integra a Operação Cultura Em(Cena), conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), que prendeu o ex-secretário municipal de Cultura e vereador em exercício Zander Fábio (Podemos). Também foram cumpridos mandados no escritório do ex-vereador Leandro Sena.
Na tribuna, o vereador Fabrício Rosa (PT) afirmou que a prisão surpreendeu “zero pessoas”, em referência ao histórico político do parlamentar detido. O petista lembrou que os investigados já foram apontados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) como supostos envolvidos em outros esquemas semelhantes. “Esse vereador usurpou a função pública e, mais do que isso, atacou a democracia, atacou a confiança da população que precisa ter nesta Casa e nas secretarias da Prefeitura”, afirmou.
Entre parlamentares, a avaliação é de que a operação tende a desgastar a imagem da Casa, sobretudo por envolver suspeitas de desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares da legislatura anterior. À época, Zander Fábio exercia mandato na Câmara durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (sem partido).
Fabrício também parabenizou a atuação das forças de segurança e do MPGO, ao dizer que Goiânia “já não suportava mais tanto mau cheiro” e tanta corrupção.
Já o vereador Markim Goya (PRD) reconheceu, à reportagem, o impacto negativo da operação para a imagem do Legislativo, mas pediu cautela contra “julgamentos antecipados”. Segundo ele, o caso ainda precisa ser esclarecido pelas autoridades competentes.
O parlamentar defendeu que a Câmara deve ser respeitada institucionalmente e afirmou que os investigados devem responder por seus atos, caso as suspeitas sejam comprovadas. Para ele, no entanto, não cabe aos vereadores promover ataques mútuos. “Quando as pessoas chamam parlamentares desta Casa de ladrão, é porque parlamentares dão esse direito”, afirmou.
Em nota, a Câmara Municipal afirmou que não foi citada e nem faz parte do processo. “A Câmara Municipal de Goiânia está se inteirando da apuração. O Poder Legislativo não é citado nem é parte da investigação.”
Procurada, a Secult afirmou que não irá se posicionar até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para futuros posicionamentos.
Já a vereadora Léia Klébia (Podemos), que é titular da cadeira na qual Zander atuava, afirmou que não irá se posicionar, por enquanto, devido ao andamento do processo.
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