Bastidores
Os governadores tucanos Geraldo Alckmin (SP) e Pedro Taques (MT) confirmaram presença na inauguração da ponte do Cocalinho, sábado que vem, dia 30. Na sexta-feira, 21, o Jornal Opção contatou o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos, Vilmar Rocha, que vinha do Ibama, em Brasília, onde esteve destravando detalhes burocráticos para finalização da obra.
O Palácio das Esmeraldas cansou-se da turma da encrenca e do jogo duplo: a serventia da casa é a porta de saída para os deputados estaduais que não estão satisfeitos e criam dificuldades para a base aliada na Assembleia.
Iris até que poderia recorrer ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para viabilizar em Brasília recursos para a Prefeitura de Goiânia. Mas, a relação entre os dois ficou estremecida desde que o velho cacique peemedebista rifou a candidatura de Meirelles a governador no partido em 2010.
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Presidente da Agetop durante entrevista | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Jayme Rincón (PSDB) colocou o bloco na rua. Ele (ainda) não confirma, mas é candidatíssimo a deputado federal pelo PSDB. Ex-prefeitos Ricardo Pina (Piracanjuba) e Fernando da Folha (Jataí) integram a equipe política de Rincón e já atuam na articulação de apoios no interior. Ele deve deixar a Agetop em dezembro para se dedicar exclusivamente ao seu projeto político.
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Foto: Ruber Couto[/caption]
O deputado Jovair Arantes vem articulando bem e seu PTB pode até ter ganhado mais densidade que o PSD, fortalecendo-se muito na base aliada marconista. Além de quadros preparados, como Luiz Bittencourt e o recém-filiado Demóstenes Torres, os trabalhistas ainda contam com os prefeitos de Itumbiara e Anápolis.
O partido também controla a Secretaria de Desenvolvimento (SED), que é hoje a principal pasta do governo estadual. O PTB vem se cacifando para postular vaga na chapa majoritária da base aliada.
Poucas horas depois que o ex-prefeito petista de São Paulo Fernando Haddad dizer, em Goiânia, que acredita em reversão da pena imposta ao ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro determinou bloqueio de bens do ex-metalúrgico. Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Moro atendeu pedido do Ministério Público Federal e determinou o bloqueio de R$ 10 milhões, mas o Banco Central só encontrou R$ 606 mil em quatro contas do petista. Dois carros — uma Ford Ranger e um Ômega —, três apartamentos e um terreno em São Bernardo do Campo (SP) em nome de Lula também foram bloqueados. No dia seguinte, Moro ainda congelou R$ 9 milhões do petista em previdência privada. Tudo para ressarcir os prejuízos causados à Petrobrás.
A campanha ao governo está ali, na esquina, mas a camaradagem entre o governador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende não deve sofrer azedumes. Tudo ficará ainda mais leve se o peemedebista apostar na candidatura de Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas, deixando o senador Ronaldo Caiado solto à própria sorte com o raquítico DEM.
Mesmo que tenha feito as indicações que compõem a linha central da política voltada para a construção de moradias do governo do Estado, a senadora Lúcia Vânia (PSB) não compareceu ao ápice deste processo: o lançamento das 30 mil residências que compõem o programa Goiás na Frente Habitação.
Coube ao deputado Marcos Abrão (PPS) justificar a ausência diante de imensa plateia de famílias contempladas no “sonho da casa própria”. Aproveitou para mandar “um abraço” da parlamentar aos presentes.
Aliás, Lúcia Vânia se afastou completamente dos eventos que envolvem a agenda do programa Goiás na Frente e deixou o terreno vazio para que o senador Wilder Morais (PP) pudesse ocupá-lo com exclusividade dentro do seu propósito voltado para a reeleição.
O deputado estadual afirma que o deputado federal e o senador Ronaldo Caiado estarão unidos para enfrentar o candidato do governo, José Eliton
Entre os altamente competitivos estão Jorge Kajuru, Flávia Morais, Jayme Rincón, Giuseppe Vecci, Jovair Arantes, Iris Araújo e Magda Mofatto
Antônio Gomide, Márcio Cândido da Silva, Carlos Antônio e Jean Carlos são apontados como os mais competitivos
O vereador sugere que aliança com Daniel Vilela é viável e admite disputar mandato de senador. Mas, por enquanto, seu projeto é ser candidato a deputado
O pé de apoio do deputado federal era o comando nacional do PR, já que está atritado com a direção em Goiás; agora, não há mais sentido em ficar no partido
Há quem proponha que o ex-senador seja candidato a deputado federal. Mas, se retomar o mandato de senador, ele planeja disputar a reeleição
Se o postulante tucano for eleito governador, seu vice possivelmente assumirá o governo em abril de 2022 e se tornará candidato natural ao governo

