Bastidores
O senador Ronaldo Caiado não disse publicamente que está jogando a toalha e que apoiará Daniel Vilela para governador. Mas danielistas têm constatado, no seus discursos, certo desânimo, sobretudo quando afirma que não vai contribuir para dividir as oposições.
Os danielistas estão interpretando a tese como uma maneira cautelosa de jogar a toalha e sugerem que o senador começa a perceber que, ao contrário do que pensava, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, não manda no PMDB e não tem mais força no interior.
Mesmo quando Iris Rezende manda Samuel Belchior, o Samuca da Pastinha, para coordenar encontros de Ronaldo Caiado no interior, o que se vê é desalentador: aparecem uns gatos pingados que, além de terem escasso prestígio, participam de quaisquer outros encontros, tanto das oposições quanto, às vezes, da situação.
Aos poucos e na própria pele, o senador do DEM está percebendo que, se candidato a governador, estará sozinho — no mato e sem cachorro. Iris Rezende ajuda em Goiânia, mas não no interior, onde o PMDB está fechado com Daniel Vilela e não aprecia nem mesmo ouvir o nome de Ronaldo Caiado, sobretudo o sobrenome. Procede que há, no peemedebismo-pessedismo interiorano, uma certa ojeriza ao “udenismo” do senador.
Consta, segundo um deputado, que, para o prefeito de Rio Verde, Paulo “da Mídia” do Vale, que “o nome do senador Ronaldo Caiado é missa e música para seus ouvidos e o nome de Daniel Vilela é xingamento”.
O prefeito da mais rica cidade do Sudoeste goiano estaria chamando o pré-candidato de “aquele menino mimado do Maguito” (Vilela) e desafiando-o a expulsá-lo do PMDB. Consta que sua ficha de filiação ao DEM já está assinada e só falta levá-la à Justiça Eleitoral.
Paulo da Mídia tem o hábito de dizer que não deve um voto a Daniel e a Maguito Vilela. Mas deve muito a Ronaldo Caiado.
A Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, a proposta de emenda constitucional (PEC) que amplia a contratação de pessoas com deficiência no governo de Goiás.
A iniciativa é do deputado estadual Francisco Júnior, do PSD, um humanista atento aos clamores da sociedade.
O deputado estadual está criando uma rede de alianças políticas em Goiânia
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Divulgação[/caption]
O ex-deputado federal Marcelo Melo, do PSDB (era do PMDB), deve apoiar a reeleição do deputado estadual José Vitti. Marcelo tem força política em Luziânia.
A entrada de José Vitti no Entorno de Brasília pode cacifá-lo, mais tarde, para voos políticos mais altos.
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Foto: Divulgação / Ruber Couto[/caption]
Processos do serial killer Thiago Henrique da Rocha foram distribuídos para o procurador de Justiça Demóstenes Torres, no Ministério Público.
O procurador, um verdadeiro jurista, deve entrar com processo de aposentadoria até o final o ano. O Ministério Público perde um de seus mais competentes intérpretes das leis do país. É consultado por advogados altamente qualificados sobre variados assuntos. Tem respostas precisas na ponta da língua.
O que Demóstenes Torres mais quer é voltar ao cenário político, seja como candidato a senador, sua preferência, seja como candidato a deputado federal. Pelo PTB.
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Divulgação[/caption]
O deputado federal Fábio Sousa (PSDB) diz que o prefeito de Pirenópolis, João do Léo, deve deixar o DEM. O político não quer participar de guerras que não são dele nem da cidade que administra. Por isso, vai se filiar a um partido de conduta mais amena. Mas não quer ser tratado como “adesista”.
Fábio Sousa afirma que “respeita muito o senador Ronaldo Caiado, tanto por sua história pessoal quanto pelo seu trabalho em Brasília”, mas que o prefeito tem de administrar uma cidade e precisa pensar na população de seu município.
Paulinho da EPP (instituto de pesquisas) vai ser candidato a deputado estadual. Só falta escolher o partido.
Sua principal dobradinha será com o empresário Alcides Ribeiro, o Professor, em várias cidades do Estado. Como faz pesquisas para prefeitos, Paulinho da EPP acredita que receberá apoio de vários. O que ajuda mesmo é a estrutura de Alcides Ribeiro.
Com o apoio total do governador Marconi Perillo, o vice-governador José Eliton vai ser o principal operador da reforma do secretariado em dezembro. Porque será a equipe com a qual irá trabalhar a partir de 2018.
Marconi Perillo e José Eliton não aceitarão pressões e, mais, os titulares que saírem para disputar mandato não vão indicar os substitutos. São dois “critérios” definidos. Os deputados estaduais e federais agradecem.
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Reprodução[/caption]
A Igreja Quadrangular não vai apoiar Thiago Albernaz para deputado estadual, pois fez opção pela candidatura de Frederico Bispo (do PSDB, mas com tendência a migrar para outro partido da base governista).
Frederico Bispo afirma que, para deputado federal, a tendência da Igreja Quadrangular é apoiar mais de um candidato — como Fábio Sousa, do PSDB, João Campos, do PRB, e Alexandre Baldy, sem partido. Os três, por sinal, compareceram à convenção do grupo religioso na sexta-feira, 15.
Carla Santillo pode se aposentar, devido a problemas de saúde, mas não quer deixar o Tribunal de Contas do Estado
Nilo Resende, se deixar o TCM, abre espaço para Sérgio Cardoso, cunhado do governador Marconi Perillo e um de seus mais leais aliados, assumir o cargo de conselheiro, em 2018.
Como Odair Resende, ex-prefeito de Quirinópolis, não deve disputar mais eleições, para cuidar tão-somente de seus negócios no mundo rural, Nilo Resende deve ser candidato a deputado estadual em 2018 e a prefeito do município em 2020.
Observe-se a influência crescente de José Eliton no governo. O governo defenestrou o superintendente da Agrodefesa, que pertencia ao grupo político do presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás, José Mário Schreiner, que finge conviver bem com o governismo, mas não sai da companhia de Ronaldo Caiado. Tanto que o senador estaria sugerindo que o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PMDB), o apoie para deputado federal. O novo chefe da Agrodefesa é leal a José Eliton e ao governo. Não vai trai-los em 2018.
Vai ficar no governo aqueles que realmente apoiam a candidatura de Zé Eliton a governador. É uma questão de lealdade. “De que adianta fingir que apoia Zé Eliton, mas aparecer ao lado de Ronaldo Caiado no interior?”, pergunta, em tom crítico, um tucano de bico erado. “Não para enganar todos ao mesmo tempo.”
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Paulo do Vale | Reprodução / Facebook[/caption]
O prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PMDB), ao menos segundo adversários, deveria mudar o nome para “Paulo da Mídia”. “O que ele diz só existe como marketing, não existe na realidade”, afirma um deputado.
Quem visita Jataí acaba dizendo: “Aqui tem prefeito”. Sim, Vinicius Luz, do PSDB, trabalha, e muito, e já tem o que mostrar, como ruas recuperadas com alta qualidade. Entretanto, quem visita Rio Verde logo pergunta: “O prefeito foi cassado?” É que o município, embora tenha uma arrecadação muito superior à de Jataí, está mal administrado. Parece que o prefeito mora no gabinete do senador Ronaldo Caiado, do DEM, e não no Sudoeste goiano. Agora quem conversa com Paulo da Mídia pensa que Rio Verde é a verdadeira Shangri-la.
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Jarbas Rodrigues: preferência nada velada pelo deputado federal Daniel Vilela, do PMDB | Foto: Facebook[/caption]
Dois políticos decidiram examinar a coluna “Giro” durante dois meses e chegaram à seguinte conclusão: “A escala de valores da coluna ‘Giro’ tem problemas de inversão. Uma conversa do deputado federal Daniel Vilela com Iris Araújo merece destaque, mas encontros do governador com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), não merecem nenhum registro”.
De um repórter de “O Popular”: “O clima não está para peixe na redação de ‘O Popular”. O grupo comandado pela competente Fabiana Pulcineli, cujo braço direito é o editor Márcio Leijoto, abriu guerra contra o editor Fabrício Cardoso, tachado de ‘estrangeiro’”.
Fabrício Cardoso, no seu papel de editor-executivo, cobra moderação e isenção. Mas a dupla dinâmica luta por mais mão pesada contra o governo de Marconi Perillo. Material favorável ao governo, mesmo quando justo, “deve” ser descartado.


