Bastidores
De outro peemedebista quase-histórico: “Ninguém quer eleger Júnior Friboi para governador. Todos querem se eleger e, ao mesmo tempo, pôr a mão no dinheiro do empresário”. Friboi não se importa muito com as críticas e sempre diz que, se o dinheiro é seu, pode fazer o que quiser com ele. E morre de rir quando alguém diz que está distribuindo dinheiro.
No interior só se comenta uma coisa: Olavo Noleto é uma fera política. Ele está crescendo tanto no conceito dos prefeitos e demais políticos que não será surpresa se for um dos mais votados para deputado federal. Olavo Noleto capitaliza agora os bons serviços prestados aos prefeitos goianos quando tinha um cargo de proa no governo federal. O listão dos prováveis mais bem votados inclui Iris Araújo, Rubens Otoni e Giuseppe Vecci.
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Deivison Costa: de vereador a corretor político?[/caption]
Teoricamente, o PT do B está na base do governador Marconi Perillo — há tantos anos que os mais bem-humorados falam em “apoio quase secular”. Entretanto, o vereador Deivison Costa, embora filiado ao partido, estaria assediando filiados, tanto políticos com mandato quanto militantes, para apoiarem Júnior Friboi (PMDB) para governador. Segundo se comenta o assédio não seria apenas a membros do PT do B. Seria ecumênico.
Um vereador diz que Deivison Costa estaria fazendo “corretagem político-eleitoral” para Friboi — o que, sem dúvida, são palavras muito fortes. O fato é que o integrante do PT do B está mesmo pedindo apoio para Friboi. Mas não há evidência alguma, ao menos até agora, de que estaria oferecendo 3 milhões para políticos com mandato. Não há evidência também de que Friboi teria “contratado” o vereador como “corretor eleitoral”.
Trata-se de um assunto ao qual o Ministério Público tem de ficar de olho... grande.
O pré-candidato a deputado seria o representante do PHS do F, do Friboi, no município
De um friboizista: “Iris Rezende está se comportando como o nosso Ronaldo Caiado”. Intrigado, um repórter do Jornal Opção perguntou: “O que isto quer dizer?” O friboizista, dado a veleidades intelectuais, acrescentou: “Ronaldo Caiado pode apoiar a reeleição do governador Marconi Perillo com o objetivo de contar com seu apoio para a disputar do Senado. Mas as críticas que fez, ao longo do tempo, a Marconi serão úteis para as oposições. A união de Caiado e Marconi pode ser uma ‘vitória de Pirro’ para ambos. No caso de Iris Rezende e Júnior Friboi é parecido. Iris está criticando Júnior, às claras e nos bastidores, e os jornais estão publicando. Depois, se decidir apoiar Júnior, o que vai fazer com as críticas anteriores? Não há como escondê-las. O tucanato vai usar o que disse Iris contra Friboi na campanha”. Ah, bom — como dizem os colunistas sociais.
Comando do PEN quer criar Blocão do Pequenos com PPL, PSDC e PROS
A postulante a um mandato de deputada estadual é apontada como uma das favoritas e é cotado para ter mais de 30 mil votos
Dissidentes do PMDB devem apoiar o pré-candidato do PT a governador — publicamente ou nos bastidores
Júnior Friboi está disposto a esperar Iris Rezende e Iris Araújo até junho. Depois, segue com ou sem os dois líderes
Sem o PT de Antônio Gomide e sem os dois Iris, o
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Sandro Mabel: nome forte para o Senado[/caption]
Rezende e a Araújo — que não querem disputar mandato de senador —, Júnior Friboi deve partir para outra alternativa. O deputado federal Sandro Mabel (PMDB), que não vai disputar a reeleição, já se prontificou a disputar o Senado, alegando que está mais interessado numa disputa majoritária. Há quem aposte que a deputada federal Flávia Morais, do PDT, pode ser vice de Friboi. Não há nada acertado, mas há “conversas adiantadas”. Há quem recomende a Friboi que lance um vice novo, como o deputado Daniel Vilela. Friboi disse a aliados que vai esperar Iris Rezende e Iris Araújo até junho e que, depois, seguirá a campanha — com ou sem o ex-prefeito de Goiânia e a deputada federal.
Deputados e prefeitos dizem que Friboi não tem cascavel no bolso e que, pela primeira vez, o PMDB terá estrutura adequada
A eleição foi no Peru. O deputado federal ficou impressionado com o crescimento da economia do país O deputado federal Armando Vergílio (Solidariedade) foi eleito para a presidência da Confederação Pan-Americana dos Produtores de Seguros em abril, no Peru. O parlamentar goiano vai dirigi-la nos próximos três anos. No Peru, onde foi eleito por unanimidade, Armando Vergílio examinou os números da economia e ficou impressionado. “O Peru está crescendo 6% ao ano. Lima, a capital, tem quase 10 milhões de habitantes e é organizada.”
Deputado afirma que a prova de que Iris Rezende não será candidato é que ele não se preocupa com a organização das chapas para deputado
O prefeito de Inhumas afirma que, numa campanha proporcional, pesa muito as estruturas política e financeira
A deputada federal Flávia Morais tem confidenciado aos aliados do PDT que, depois de descartar aliança com o pré-candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, porque não acredita que formará uma chapa competitiva para deputado federal, deve compor com o candidato do PMDB a governador, Júnior Friboi, ou com o governador Marconi Perillo, do PSDB. No cenário atual, Flávia Morais tende a compor com Júnior Friboi, que lhe oferece a estrutura tida como mais adequada para a disputa. Mas está examinando uma proposta do tucanato. O prefeito de Inhumas, Dioji Ikeda, afirma que não muda de posição: vai apoiar Antônio Gomide, do PT, para governador. O pedetista, que considera Gomide um modelo como gestor e como político, aposta que se trata do “símbolo da mudança”.
O deputado federal Roberto Balestra (PP) tem confidenciado que, assim como Ronaldo Caiado (DEM), está meio cansado da Câmara dos Deputados, onde está há mais de 20 anos. Por isso alguns de seus aliados avaliam que Balestra deve ser candidato a um cargo majoritário — como vice-governador ou senador.
O governador Marconi Perillo tem apreço pelo parlamentar dada sua lealdade. Em 2010, quando o deputado federal Sandes Júnior (PP) preferiu ficar ao lado do então governador Alcides Rodrigues e do então secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, Balestra desafiou o poder e ficou ao lado tucano-chefe.


