Bastidores
Um peemedebista afirma que, ao apoiar Júnior Friboi contra Iris Rezende, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, estaria jogando para o futuro. “Maguito sabe que Friboi não tem chance de derrotar o governador Marconi Perillo, por falta de experiência política. Com Iris Rezende fora do páreo, e com uma possível derrota de Friboi, o prefeito assenhora-se do comando do PMDB e poderá bancar o filho, Daniel Vilela, para o governo de Goiás em 2018.” Mais: se Daniel não disputar o governo em 2018, talvez por inexperiência política, Maguito deverá, pelo menos, ser candidato a senador — quem sabe como parceiro do governador Marconi Perillo. Ao contrário do que muitos pensam, Maguito, apesar de seu ar blasé, é um articulador de rara habilidade. É diplomático, evita atritos e vai, aos poucos, ampliando seu espaço político.
O pré-candidato do PT, Antônio Gomide, conversou com o Jornal Opção e disse que, apesar das “fofocas articuladas”, vai mesmo ser candidato a governador. “Minha pré-candidatura está consolidada.” Petistas de várias tendências dizem que nunca viram um político tão obstinado quanto o ex-prefeito de Anápolis. Gomide quer crescer devagar, mas de maneira sustentada, e, quando o coro estiver bem contente, diz que vai começar a surpreender e vai ganhar a eleição. “Minha campanha não terá os recursos do peemedebista Júnior Friboi e do tucano Marconi Perillo. Mas posso garantir que, se faltar dinheiro, não vão faltar projetos e ideias para modernizar e desenvolver Goiás.”
O deputado federal Sandro Mabel (PMDB) deve se licenciar, por quatro meses, e o primeiro suplente de sua coligação, Sérgio Caiado, do PP, deve assumir o mandato. Mabel vai cuidar de interesses particulares e, sobretudo, vai participar da articulação da candidatura de Júnior Friboi ao governo de Goiás. Uma de suas missões é aproximar os empresários do Estado do candidato do PMDB. No momento, os empresários estão “ressabiados” com Friboi, sobretudo com a informação — ou boato — de que vai rever inteiramente o Produzir, o que pode provocar uma “quebra” de investimentos. Por ser imprevisível, Friboi é um empresário que “assusta” o empresariado. Mesmo se assumir o mandato, Sérgio Caiado não vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 5 de outubro deste ano.
A Havan está construindo uma grande loja em Rio Verde, não muito distante da rodoviária que está sendo reformada pela prefeitura. A Havan é aquela loja de departamento que tem como símbolo a estátua da Liberdade. Bem-humorados, os moradores de Rio Verde dizem que o prefeito Juraci Martins (PSD) pretende embargar a obra, com receio de que seja concluída antes da reforma da rodoviária. Os rio-verdenses sugerem, entre deliciados e irritados, que há uma cabeça de burro enterrada na rodoviária, porque o prefeito não consegue concluir sua reforma.
A turma de Júnior Friboi manda um recado: “Paulo do Valle vai ser candidato a deputado federal, em 2014, e a prefeito de Rio Verde, em 2016. É um compromisso”. Friboi precisa de candidatos fortes nas principais cidades de Goiás. Paulo do Valle, com estrutura razoável, é um dos desses nomes.
Com a morte de Walterci de Melo, o empresário que criou o império do Laboratório Teuto, Flávia Teles, hoje mulher do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, vai receber uma fortuna. Ela tem uma filha com Walterci de Melo. Por uma questão de delicadeza, dada a morte recente, as famílias não vão discutir a partilha do patrimônio — de mais de 1 bilhão de reais — agora.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, é visto com o principal general eleitoral da pré-campanha de Júnior Friboi (PMDB) a governador. Maguito é agregador, diplomático e não briga com ninguém. É um craque. Até Iris Rezende já não fala mais mal do prefeito, embora não tenha gostado de vê-lo elogiando o governador Marconi Perillo.
Na semana passada, aliados de Friboi e Iris Rezende ficaram descontentes com os elogios que Maguito fez ao governador Marconi Perillo. “Ficou parecendo que o peemedebista apoia dois candidatos a governador — Friboi e Marconi”, diz um peemedebista. Porém, ao elogiar o que Marconi faz por Aparecida, Maguito não está agindo errado. Está sendo justo. Mais: gestores não fazem oposição a gestores.
É consenso que o crescimento do governador Marconi Perillo em Goiânia, com a consequente redução de sua rejeição, tem a ver com a gestão do prefeito Paulo Garcia. Os goianienses desaprovam a gestão do líder petista. De início, não lhe davam muita importância. Agora, sobretudo devido à crise da falta de recolhimento do lixo, eles começam a colocar o petista entre os piores prefeitos da história da cidade — o que é um evidente exagero. O crescimento de Marconi tem a ver também com as obras — como o Hugo 2 e a duplicação de rodovias que saem da cidade — que está fazendo na capital.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), estava sorridente na semana passada. Motivo: pesquisa Fortiori registrou crescimento de sua popularidade e, sobretudo, seu descolamento dos concorrentes. Há indícios de que o tucano-chefe, se o quadro não mudar muito durante a campanha, pode ser eleito no primeiro turno. A rejeição de Marconi também está em queda, ou pelo menos estabilizada.
Pré-candidato a presidente da República pelo PSOL, o senador Randolfe Rodrigues visita Goiânia, no dia 29 deste mês, para fazer uma palestra sobre as recentes iniciativas legislativas e judiciais de proibição de doação eleitoral por parte de empresas. Por sua capacidade de debater (apesar da voz irritante) e correção moral, Randolfe Rodrigues se tornou uma das estrelas do Senado.
Uma das principais apostas do PMDB para deputado estadual é Lívio Luciano, ex-secretário das gestões de Iris Rezende e Paulo Garcia na Prefeitura de Goiânia. Funcionário do Fisco estadual e evangélico, Lívio Luciano é cotado para ter no mínimo 30 mil votos. Ele é irista de carteirinha e defende a unidade do PMDB.
Imperícia de Júnior Friboi: o deputado estadual Daniel Vilela, pré-candidato a deputado federal, levou-o a Trindade, mas não avisou o presidente do diretório municipal nem o deputado estadual do PMDB que representa o município, Nélio Fortunato. Friboi e Vilela conversaram com vereadores — alguns teriam pedido apoio financeiro —, mas criaram um problemão com os líderes locais. Acredita-se, até, que tenha sido uma provocação. Porque o PMDB de Trindade é irista.
Giuseppe Vecci, Sandes Júnior e Antônio Faleiros têm de pôr a barba de molho. O prefeito Jânio Darrot (PSDB) está muito bem avaliado, porque faz uma gestão competente e moralmente inatacável. Mas os três candidatos a deputado federal da base governista aparecem atrás, em pesquisas não registradas, de Flávia Morais, do PDT, e de Tayrone di Martino, do PT.
De um peemedebista histórico: “Júnior Friboi deveria ser vice em 2014 para, depois de aprender a fazer política, disputar o governo de Goiás em 2018”. O problema é que Friboi ser candidato agora e controla a maioria dos líderes do partido.


