Daniel Vilela diz que agrega mais do que Caiado e que não recua da decisão de disputar o governo

Deputado federal afirma que quer o apoio do senador, mas que irá à luta sem ele. Já Caiado precisa do apoio do PMDB

Daniel Vilela: “O PMDB ajudou a eleger Ronaldo Caiado em 2014 e agora espera que ele retribua apoiando minha candidatura a governador” | Foto: reprodução/ Facebook

Pré-candidato do PMDB a governador, o deputado federal Daniel Vilela disse ao Jornal Opção que as oposições correm mais risco de serem derrotadas com Ronaldo Caiado do que com ele. “Se pesquisas ganhassem eleição, as oposições não teriam perdido as últimas cinco. É o mo­mento de se apostar na renovação. Não estou sugerindo que Cai­ado é ‘ruim’ ou não é ‘bom’ po­lítico, e sim que não representa o novo, a renovação. Minha candidatura representa uma mudança global, em termos de nome e, sobretudo, de conteúdo. Acres­cento que nós do PMDB apoiamos Caiado parasenador, ajudamos a elegê-lo, e é importante que, em 2018, retribua apoiando o postulante do partido a governador.”

Daniel Vilela frisa que se trata de um político “determinado” e que não foge de desafios. “Vou disputar o governo e não vou recuar um milímetro. Portanto, quem apostar contra a seriedade de minha candidatura vai perder tempo. Quem não acredita nos seus próprios sonhos não merece permanecer na política.” A respeito de uma possível dissidência pró-Caiado, liderada pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende, o presidente do PMDB é cético. “Meu relacionamento com Iris Rezende e Iris Araújo é excelente. Almocei com o prefeito em Brasília recentemente. Meu pai [Maguito Vilela, ex-governador] está articulando como poucos.”

A base do PMDB está, segundo Daniel Vilela, “entusiasmada” com sua candidatura. “A base pede renovação há algum tempo e, comigo, a renovação bate à porta de todos.” Os prefeitos de Catalão, Adib Elias, de Formosa, Ernesto Roller, e de Rio Verde, Paulo do Vale, não estariam propensos a subir no palanque de Caiado? “Levei Adib Elias e Paulo do Vale ao presidente Michel Temer, com a presença de dois ministros, na semana passada. Mantive uma conversa esclarecedora com Roller. Ele me disse que vai seguir com o partido. Adib me disse que jamais ficará contra o PMDB. Com Paulo do Vale, não tenho uma relação tão estreita, mas, sendo peemedebista, certamente me apoiará. Estou cada vez mais conhecido, me apresentando em todo o Estado, e a tendência é que, aos poucos, as pesquisas registrem melhores índices ao meu respeito.”

Daniel Vilela afirma que tem conversando com Jorcelino Braga, presidente do PRP, e com Vilmar Rocha. “Não deixa de ser curioso que políticos da base do governo do Estado — como Vilmar Rocha (PSD) e Alexandre Baldy (sem partido) — podem caminhar comigo, mas não com Ronaldo Caiado. O PT tem quadros excelentes em Goiás, como Rubens Otoni e Antônio Go­mide, e podem participar do palanque do PMDB. A minha candidatura agrega, soma muito mais do que a de Caiado.” Mesmo sem Caiado, Daniel Vilela vai à luta, porque conta com um partido amplamente estruturado. Já Caiado, sem o PMDB, pode até ir à luta, mas irá fragilizado, pois seu partido, o DEM, não conta com estrutura política no Estado.

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