Bastidores
Com queda para a diplomacia, o jovem de 38 anos articula politicamente com rara habilidade e sabe como destravar projetos
O mais difícil, na gestão pública, é unir o indivíduo eficiente, agregador de equipes — para torná-las mais funcionais e ágeis — e, ao mesmo tempo, capaz de articular politicamente. Alexandre Baldy, talvez por ter começado como empresário (o que ainda é), num país onde é muito difícil atuar na iniciativa privada, aprendeu a mover e a remover montanhas. Uma de suas principais características é que, aquilo que começa, tem consciência de que precisa terminar — e com alta qualidade. Diplomático, aprendeu que é possível fazer as coisas acontecerem sem gritos, excessos e “n” reclamações. Para tanto, tornou-se um grande mobilizador de equipes, um agregador de forças competentes e energias positivas.
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Alexandre Baldy com o governador de São Paulo, João Doria: um gestor que sabe tirar as coisas do papel| Foto: Divulgação[/caption]
No setor público, em Goiás, participou, como secretário da Indústria e Comércio, da gestão do governo do Estado — atraindo empresas geradoras de empregos e que, instaladas, contribuíram para aumentar os rendimentos tanto do Estado quanto dos trabalhadores. Tornou-se deputado federal e, em segunda, ministro das Cidades. Saltou de político local para político nacional em pouco tempo. Trata-se de um caso raro.
No governo de Michel Temer, quando alguns saíram chamuscados, Baldy deixou uma marca: a da eficiência, a do ministro que fazia as coisas aconteceram, a do gestor que consegue retirar as coisas do papel. Por alguns motivos. Capacidade técnica, por saber se concentrar no essencial, por vontade de fazer e por saber dirigir equipes de trabalho. Pode-se dizer que o governo federal, em menos de dois anos, consagrou pelo menos um ministro: exatamente o jovem de Goiânia, de apenas 38 anos. Sua imagem de gestor e de político decente saiu intocada. Ele tem seu próprio perfil: o de gestor decente, eficiente e criativo. Ele consegue destravar o que muitos não conseguem — devido, em larga medida, à sua obstinação pelo trabalho e sua queda para a diplomacia.
Tanto que, quando começou a montar sua equipe, o governador de São Paulo, João Doria Jr., logo decidiu convocá-lo para a área de transporte. Queria um político-gestor com experiência e que, workaholic, não reclamasse de um trabalho que, a rigor, é full time. De cara, dada sua presença produtiva — que faz e não reclama —, Baldy empolgou tanto João Doria quanto seus auxiliares.
No momento, a imprensa nacional destaca que Baldy deve ser indicado para o Ministério das Cidades. Sua ficha limpa — limpíssima, sabem os militares que cuidam da verificação de currículos — agrada ao presidente da República, Jair Bolsonaro.
A rigor, Baldy está bem, até muito bem, em São Paulo — sempre prestigiado por João Doria. Mas políticos e empresários avaliam que a ida de Baldy para o governo federal, além de contribuir para levar adiante projetos nos vários municípios do país — tornando o governo federal de fato municipalista —, pode ajudar a destravar, em termos políticos, a Reforma da Previdência. As ligações políticas e empresariais do ex-deputado são cada vez mais amplas, e em todo o país.
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O senador e jornalista Jorge Kajuru respondeu à nota “Senadores sugerem que processos podem inviabilizar mandato do senador Jorge Kajuru”, publicada na coluna Bastidores, do Jornal Opção, no domingo, 5.
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Senador Jorge Kajuru (PSB) | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
A íntegra da nota de Jorge Kajuru, líder do PSB no Senado
“Como sempre faço, o Jornal Opção é o único que leio aos domingos em Goiás. Sempre correto comigo em relação ao que falo nas entrevistas e posições. Mas, neste último domingo, me senti absurdamente injustiçado. Primeiro: nenhum senador pensa que posso perder o mandato pelo número de processos por opinião ou denúncia feita. Pois é meu direito inviolável expressar como quiser — sendo senador, e baseado no artigo 53 da Constituição. Segundo: não tenho, nunca tive e nem terei um só processo de corrupção. Daí a brutal injustiça em me comparar com Demóstenes Torres. Quem pode me cassar é só o Senado e que motivo dei para falta de decoro?
“Por fim, o jornal se equivoca ao admitir que o meu partido, o PSB, se juntaria ao PSDB de Marconi Perillo na eleição municipal. Isto é como crer que Kajuru vai ser o novo papa. E se super zebra, eu e Elias Vaz sairemos do PSB rindo. Pássaros e porcos!!!
Grato ao Jornal Opção pelo meu direito de respeito e sigo lhes respeitando e defendendo o irretocável e mais visto trabalho digital.”

