Grupo de Lúcia Vânia perdeu o PSB pra Kajuru e pode perder o Cidadania pra Célio Silveira

PPS não tem deputado federal, não tem senador. Só tem um deputado estadual. E pode se tornar um nanopartido em Goiás

Célio Silveira: deputado federal disputado por sete partidos | Foto: Renan Accioly/Jornal Opção

Com a iminente aposentadoria política da ex-senadora Lúcia Vânia, que fará 75 anos em outubro, o partido Cidadania ficará apenas com dois líderes políticos de peso em Goiás — o deputado estadual Virmondes Cruvinel e o ex-deputado federal Marcos Abrão. O problema é que, embora respeitados, nenhum deles tem presença política nacional e, sobretudo, estão fora da Câmara dos Deputados e do Senado.

Lúcia Vânia está sendo praticamente expulsa do PSB e deve ser levada à Justiça por causa de uma dívida de 700 mil reais (o senador Jorge Kajuru quer saber em que o PSB gastou quase 1 milhão de reais). Marcos Abrão tenta organizar o Cidadania no Estado, mas, sem mandato e sem emendas para os prefeitos, pouco tem conseguido. A cúpula nacional certamente já espera uma redução do partido em Goiás com a eleição de 2020. O nome mais forte da legenda é Virmondes Cruvinel, que liderados gostariam que fosse guindado à chefia, mas Marcos Abrão e Lúcia Vânia não permitem.

Marcos Abrão e Lúcia Vânia: o sobrinho e a tia mandam no Cidadania

Há uma saída? O líder máximo do Cidadania, Roberto Freire, tem apreço por Marcos Abrão. Mas também gostaria de ver o partido mais encorpado em Goiás. Por isso, embora não seja fácil, até porque não há janela para mudança partidária agora, a cúpula do Cidadania poderia repassar o comando para o deputado federal Célio Silveira.

Célio Silveira quer sair do PSDB — que, se o valoriza em Brasília, não o valoriza em Goiás (recentemente, tentou ser presidente do partido no Estado, mas foi vetado pela cúpula) —, mas ainda não encontrou um partido adequado para se transferir. Comenta-se que ao menos sete partidos estão com as portas abertas para ele: MDB, PP, PSD, PROS, Cidadania, DEM e Podemos.

Virmondes Cruvinel, deputado estadual: o único que tem voto no Cidadania, mas não manda em termos estaduais | Foto: Divulgação

O certo mesmo é que, se não acolher Célio Silveira, que fortaleceria suas estruturas, o Cidadania vai se tornar um nanopartido em Goiás — com mais caciques, como Lúcia Vânia e Marcos Abrão, do que militantes.

O certo é que, quando inquirido sobre o assunto, Célio Silveira sempre diz a mesma coisa: “não” quer tomar o partido de ninguém e, em termos nacionais, está bem no PSDB. O problema é que o PSDB não está nada bem com os eleitores de Goiás.

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