Por Thiago Araújo

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Tom desiste e fragiliza candidatura de Eduardo Gomes ao Senado

Candidatura do deputado Eduardo Gomes (SD) ao Senado sofre novo desgaste com mudança de suplentes. Desta vez o candidato perdeu os dois suplentes de uma vez só: o empresário José João Stival (PR), que ocupava a primeira suplência e havia sido indicado pelo ex-governador Siqueira Campos, e o vice-governador Tom Lyra (PR), que tinha a segunda suplência, indicado pelo seu partido. A renúncia de ambos teve relação direta com a indicação da vereadora de Gurupi Marilis Fernandes (PDT) para a primeira suplência, numa articulação do deputado Eduardo Gomes, certamente pressionado pelo candidato a vice-governador, deputado Ângelo Ag­nolin (PDT), que busca abrir mais espaço para o seu partido na majoritária. A indicação da vereadora incomodou o segundo suplente Tom Lyra, que decidiu renunciar à candidatura. Lyra já tinha sido vítima desse processo de mudança imposta pela cúpula por pressão política. Ele havia perdido a primeira suplência para o empresário João Stival, indicado de Siqueira Campos. Ao falar sobre as mudanças Eduardo Gomes tentou minimizar a renúncia dos dois suplentes dizendo que não teve nenhuma participação nas mudanças. Ele assegura que a alteração não prejudica em nada a sua candidatura nem desgasta a chapa majoritária. Na verdade foi uma renúncia mal explicada que pode ter a ver com o fraco desempenho do candidato nas pesquisas de intenção de voto. Nos últimos levantamentos ele aparece atrás do deputado Sargento Aragão (Pros). Ainda há o problema do envolvimento do candidato com o escândalo do Igeprev, cujo processo corre em segredo de justiça. É o começo de uma crise que certamente terá novos desdobramentos.

“Estamos vivendo um governo de mentira, uma farsa administrativa”

Senadora diz que o Tocantins vive um apagão administrativo e que só um choque de gestão pode tirar o Estado do caos em que se encontra. Para ela, a crise da saúde é exemplo clássico de incompetência administrativa Ruy Bucar [caption id="attachment_11560" align="alignleft" width="620"]Untitled 3 Foto: Valter Campanato/ABr[/caption] A senadora e candidata à reeleição Kátia Abreu (PMDB) recorre mais uma vez ao Ministério da Saúde para tentar contornar mais um foco de crise no sistema de saúde do Tocantins. A senadora reclama da falta de agilidade do governo estadual na aplicação de recursos que conseguiu junto ao governo federal para construção, ampliação e melhoria da rede hospitalar do Estado, e afirma de forma categórica que a crise na saúde do Tocantins é exemplo clássico de incompetência administrativa. Segundo ela, não faltam recursos, o que sintetiza bem a situação do governo. A senadora diz que se sente traída com o fracasso do governo Siqueira Campos, ao qual ajudou a eleger. Primeiro, pelo pífio desempenho que, segundo ela, só tem uma explicação: a terceirização do comando de decisão para o filho (Eduardo Siqueira Campos), que em vez de administrar preferiu usar a estrutura para fazer campanha. Segundo, pelo golpe da eleição indireta que levou o governador Sandoval Cardoso a uma nova campanha. “Nós estamos praticamente há quatro anos de apagão administrativo, vivendo quatro anos de campanha eleitoral. Não há nenhum Estado que segure”, comenta a senadora, indignada com as denúncias de má gestão que pipocam para todos os lados. Eleita pela sétima vez uma das 100 cabeças mais influentes do Congresso Nacional (única líder do Tocantins nesta lista), Kátia Abreu explica que o segredo de uma boa atuação parlamentar está na obstinação. “Obstinação é a palavra certa. Eu acredito na obstinação em todas as áreas, para quem quer vencer como jornalista, como produtor rural, como um político, etc., a obstinação é tudo”, defende. Sobre as eleições Kátia Abreu comenta que é hora de renovar as esperanças com a grande possibilidade de mudança, que segundo ela tem todas as condições de acontecer porque é da vontade do povo. “Nós estamos diante de uma possibilidade de mudar tudo isso, de sair de uma constante campanha eleitoral e entrar para efetivar um governo de verdade. Espero que a partir dessas eleições nós possamos ter um governador de verdade”, ressalta. O que lhe motivou a solicitar intervenção mais uma vez do Mi­nistério da Saúde para tentar contornar crise no sistema de saúde do Tocantins? Há algum tempo nós fizemos isso com relação ao Hospital e Maternidade Dona Regina, quando os próprios médicos fecharam a UTI neonatal em protesto por não compactuarem com a irresponsabilidade que estava acontecendo naquela unidade. Partindo do princípio de que o Congresso Nacional defende o Estado brasileiro, defende as pessoas e, portanto, também o orçamento público, e os recursos da saúde vêm do Orçamento Geral da União, via SUS, me achei na obrigação de alertar o Ministério da Saúde sobre o que estava acontecendo aqui, partindo de uma ação dos médicos. Isso surtiu efeito de certa forma positivo. Não solucionou definitivamente os problemas, mas foi uma alerta para o governo de que os poderes estão atentos às ações, e agora não é diferente. No Hospital Geral de Palmas os escândalos se repetem todos os dias, inclusive, mostrados no “Jornal Nacional”, não só na imprensa local. Eu achei por bem mais uma vez fazer o meu papel de senadora da República e alertar o ministério para que viesse ver com seus próprios olhos as atrocidades e os desmandos, os descalabros que estão acontecendo no Hospital Geral de Palmas. A população inteira conhece, mas é bom repetir. Um problema foi a UTI no ar que abandonou os serviços por falta de pagamento, e é bom lembrar que esses pagamentos são carimbados pelo SUS, o governo recebeu esses valores que poderiam ter pago a UTI, desviou para outros pagamentos, e isso, com certeza, causou a morte de duas crianças por abandono e por falta de assistência. Depois o lixo do mesmo hospital, em que a empresa, por falta de pagamento, abandonou a coleta. E a ausência de remédios, a falta de plantões, a falta de pagamento dos plantões dos médicos. Então nós chegamos ao fundo do poço. Se fosse falta de recursos nós precisávamos arregaçar as mangas, a oposição, o governo, todos os políticos do Estado, para ir atrás desses recursos, mas ficou provado que o Tocantins recebe recursos, um dos maiores volumes por leito do Brasil. Então fica constatado que o problema é a gestão, a capacidade administrativa, a falta de compromisso. O que está acontecendo com o sistema de saúde do Tocantins? Não gostaria de simplificar numa resposta, mas alguns palpites a gente precisa ter e refletir sobre eles. Se você pegar desde o afastamento do Marcelo Miranda do governo, quando tomou posse o deputado (Carlos Henrique) Gaguim para governar um ano e meio, ele já entrou em campanha, não entrou para governar, ele entrou para se reeleger. Pos­teriormente o Siqueira ganha a eleição e tinha prometido que faria uma administração com a mão muito firme, já que era o seu último mandato ele cortaria na carne no sentido de fazer até algumas ações impopulares, mas em prol do equilíbrio fiscal do Estado. Contrariando o seu compromisso, que ele fez pessoalmente comigo, Siqueira já entregou também o governo a uma campanha do filho Eduardo Siqueira Campos, para que este se viabilizasse governador do Estado. E isso não deu certo, renunciou Siqueira, renunciou o vice numa quase que tragédia no final da carreira de Siqueira Campos, que tanto louvor tem na construção do Estado, teve um fim triste, obrigado emocionalmente pelo filho a fazer essa renúncia, enganado pelo filho, pensando que o filho seria o candidato a governador. Aí Sandoval Cardoso assume o governo e já começa outra campanha. Então nós estamos há quatro anos num apagão administrativo, e estamos vivendo praticamente quatro anos de campanha eleitoral. Não há nenhum Estado que segure, isso é o mesmo que trocar o pneu do carro com o carro andando. Desde Gaguim para cá não há gestão, há apenas campanha eleitoral. A revista inglesa “The Economist” aponta que o Tocantins figura nos últimos lugares em atrativo para investimentos. Há um declínio dos indicadores econômicos do Estado. É o reflexo de uma gestão que em vez de impulsionar está emperrando o desenvolvimento? [caption id="attachment_11561" align="alignleft" width="644"]Em oito anos, o ex- governador Marcelo Miranda construiu 40 mil casas, e ele não tinha a força do minha casa minha vida. agora, este governo perdeu a oportunidade de encher o estado de casas novas” Em oito anos, o ex- governador Marcelo Miranda construiu 40 mil casas, e ele não tinha a força do Minha Casa Minha Vida. Agora, este governo perdeu a oportunidade de encher o estado de casas novas”[/caption] O Tocantins está sendo apresentado em nível nacional como um Estado inóspito e isso não é a realidade. A natureza nos ajudou muito, nos deu dois dos cinco maiores rios, nos deu terras férteis, áreas agricultáveis e irrigáveis, que é coisa rara no Brasil, temos o maior espaço irrigável do país; nos deu produtores valentes que aplicam tecnologia, que estão desenvolvendo. E quero aqui registrar que se não fosse a natureza, não fosse a vontade e valentia dos produtores rurais, não fosse os investimentos do governo federal, nós estaríamos praticamente vivendo em estado de calamidade pública. Estamos contando com edital que já está na praça, para duplicação da BR-153 pela presidente Dilma; vemos concluir a Ferrovia Norte-Sul pela presidente Dilma; foi lançada a primeira pedra, o primeiro passo para executar a hidrovia Tocantins pela presidente Dilma. No que dependeu do governo do Estado com relação ao Minha Casa Minha Vida, o grande carro-chefe da presidente Dilma, com mais de 3 milhões de casas, o que o Tocantins fez? Com exceção de Araguaína, Gurupi e Palmas, cidades com mais de 50 mil habitantes, onde os prefeitos tem condição de pessoalmente buscar as suas casas, porque é onde o programa existe, as casas aconteceram. Mas lembro que Marcelo Miranda fez em oito anos 40 mil casas, e ele não tinha a força do Minha Casa Minha Vida. Agora, quantas casas o governo fez nestes quatro anos, mesmo com o Minha Casa Minha Vida? Perdemos uma grande oportunidade de povoar de casas novas o nosso Tocantins a exemplo do Mato Grosso, onde estive com a presidente no lançamento do Plano Safra deste ano. Vi e ouvi o governador de lá agradecer à presidente Dilma as 65 mil casas construídas no Mato Grosso. Comparando com o Tocantins, aquilo fez o meu coração doer, mas não basta ter a senadora atrás dos recursos, não basta um programa da presidente Dilma se o governo do Estado não reage, porque o governo do Estado precisa reagir, fazer os projetos, buscar e executar as licitações e os programas colocados pelo governo federal. Com relação ao hospital de Gurupi, é outro exemplo clássico da falta de competência administrativa. No primeiro ano do governo Siqueira eu consegui com a presidente Dilma os recursos do Hospital Geral de Gurupi, R$ 41 milhões, em dois anos e meio de governo nós deveríamos estar quase inaugurando aquela unidade, o dinheiro está lá, mas não fizeram a licitação, não cuidaram do projeto, não começaram. Isso quer dizer que o sentimento de urgência está direcionado para a campanha eleitoral e não para a solução dos problemas. Lança-se pedra fundamental, tratando a população como se fosse um circo, tratando a todos nós como se fôssemos palhaços, rindo da nossa desgraça, rindo da dificuldade do povo do Tocantins e lançando pedra fundamental em todo o Estado sem executar nada. Os R$ 500 milhões que a presidente Dilma avalizou pelo Tesouro, a meu pedido, porque o Estado não tinha mais condição de tirar esse dinheiro do BNDES, e consegui tirar isso. A secretária Vanda Paiva, da Saúde, foi testemunha comigo quando eu consegui esse aval para construir o Hospital de Araguatins, construir o de Araguaína, reformar o HGP de Palmas, a maternidade Dona Regina e a maternidade de Porto Nacional, o dinheiro não saiu do lugar, esses recursos estão aprovados há quase dois anos. Então, sinceramente, o nosso Estado não merece o que está passando. Felizmente são quatro anos, eu sei que é muito para a população, mas nós estamos diante de uma possibilidade de mudar tudo isso, de sair de uma constante candidatura e campanha eleitoral e entrar para efetivar um governo de verdade. Agora estamos vivendo um governo de mentira, uma farsa, nós estamos assistindo a um golpe que foi aplicado no povo do Tocantins. Eu espero que a partir dessas eleições nós possamos ter um governador de verdade. A sra. se sente traída por ter ajudado a construir um governo que está terminando tão mal, sendo acusado de atrasar o desenvolvimento do Estado? Me sinto traída, muito contrariada, triste, decepcionada, porque eu jamais apoiaria se não acreditasse que aquilo tudo fosse verdade. Eu ajudei a fazer o plano de governo, acreditei em todas as propostas, acreditei que seria o melhor governo. Nós todos fomos para a campanha, metade do Tocantins acreditou nisso, não foi só eu, e assim como eu cidadã comum como todos, estamos todos decepcionados. Ninguém consegue explicar o que aconteceu com o governo Siqueira Campos, mas nós que estamos mais próximos sabemos que a tragédia foi exatamente essa. Ele terceirizou o governo para o filho e o filho abriu campanha desde o primeiro dia do governo. Não dá para enxugar a máquina, não dá pra economizar, não dá para ser um pai severo que faz as coisas com responsabilidade com campanha na cabeça. De fato foi uma grande decepção, por isso me afastei do governo no meio do ano passado, depois de avisar várias vezes de que não tinha mais condições de ficar lá, embora só tivesse uma vaga para candidatura ao Senado, e é sempre mais tranquilo estar na sombra do governo, com todas as benesses, mas eu prefiro estar na sombra da minha consciência. Eu não podia compactuar com aquilo. Estando no lado do governo eu preferi ir para a oposição e não compactuar com o que estou assistindo no Estado. Não faz parte da minha personalidade, do meu caráter. Mais uma vez a sra. figura entre os parlamentares mais influentes do Congresso, o que ocorre há vários anos. Como avalia isso? Não estou fazendo mais do que a minha obrigação. Quando eu me elegi senadora, em todos os palanques eu disse que ia me esforçar demais para ser uma das melhoras senadoras que o Tocantins teve. Busquei isso, lutei como louca para o povo do meu Estado se orgulhar de mim, para eu ser uma voz do Tocantins no Brasil, para que o Brasil e os países por onde ando no mundo afora pudessem conhecer o meu Estado. Hoje é raro um país onde eu já tenha ido que não conheça o Tocantins com muita clareza. E em todos os lugares do Brasil, os empresários, o Brasil inteiro sabe o que é o meu Estado. Essa representatividade eu busquei para retribuir a honraria de ser senadora da República. E gosto de dizer que são 200 milhões de habitantes, 81 senadores apenas e eu ser uma desses 81, isso não é mole, é muito difícil de acontecer. Você tem que honrar o cargo que recebeu e se eu me reeleger, se o povo entender que eu mereço ser reeleita, com a ajuda de Deus eu vou fazer muito mais do que eu fiz até agora. Se eu promovi meu Estado, se trouxe recursos, se dei orgulho ao Tocantins, é preciso que os tocantinenses saibam que se eu for eleita novamente, eu farei em dobro o que consegui até agora. Qual o segredo para esse desempenho? Obstinação. Obstinação é a palavra certa. Eu acredito na obstinação em todas as áreas, nas pessoas que querem vencer como jornalista, como produtor rural, como um político, enfim, a obstinação é tudo. Infelizmente, muitas pessoas enfrentam uma empreitada e só tem o começo ou começo e meio. Precisamos nos doutrinar para tudo na vida ter começo, meio e fim. Às vezes as bandeiras são longas, demoradas, mas você tem que persistir. Cito como exemplo a hidrovia Araguaia-Tocantins, há quantos anos estou batendo e lutando por essa hidrovia. Se eu fosse desistir na primeira hora não tinha saído. Há obras mais rápidas, obras municipais que você traz para os prefeitos, os hospitais, as creches, os postos de saúde, o ginásio de esportes, mas o importante é você ter ética, princípios, escolher as bandeiras que de fato chegam e alcançam o coração do povo. O político eleito está lá para isso, tem quase a obrigação de adivinhar o que o povo quer para poder desempenhar o seu papel. Não adianta chegar lá e fazer o que se quer, essa identificação e essa busca do ouvido afinado com o povo é o que eu procuro fazer e defender com rigor. Não tenho medo de nada, eu tenho medo apenas de Deus, eu sou fervorosamente temente a Deus e tenho medo demais de quebrar os meus princípios e a minha consciência, fora isso não tem malandragem, não tem corrupção, não tem nada preso na minha vida. E defendo com muita convicção aquilo em que acredito.

Eduardo quer virar governador sem ter o voto do povo

Depois de Gaguim e Sandoval, o filho de Siqueira Campos espera se eleger deputado estadual, virar presidente da Assembleia Legislativa e conquistar o Palácio Araguaia pela via indireta. Pretensão esbarra na baixa cotação junto ao eleitor Ruy Bucar [caption id="attachment_11554" align="alignleft" width="620"]detaque Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O ex- senador Eduar­do Si­queira Campos (PTB), principal her­deiro do siqueirismo, inexplicavelmente abriu mão de ser candidato ao governo do Estado, contrariando um projeto que vinha sendo articulado desde o primeiro dia do governo do pai e que ele co­mandou até o dia da renúncia. As suas atitudes indicam que também comanda o governo do sucessor, Sandoval Cardoso (SD), com o qual tem voz decisiva, como se vê por meio de atos e declarações insuspeitas. Eduardo abriu mão também de ser candidato ao Senado e à Câmara Federal, mas não desistiu de ser governador. Pelo menos é o que revelam aliados próximos que dizem que o ex-senador mudou de estratégia, mas mantém ambição pelo cargo. Para tanto está disposto a bancar uma estratégia que pode custar caro, mas que acredita poder levá-lo com segurança ao comando do Palácio Araguaia. Em vez de se submeter ao voto popular, Eduardo Siqueira Campos persegue agora outro caminho que considera mais fácil e seguro, sem passar por desgaste de campanha eleitoral nem sofrer o risco de perder eleição. O plano é se eleger deputado estadual, de preferência o mais votado, o que facilita conquistar a presidência da Assembleia Legislativa, e daí a dois anos se eleger governador pela via indireta. Essa estratégia leva em consideração o histórico dos últimos seis anos em que dois governadores — Carlos Henrique Gaguim e Sandoval Cardoso — foram eleitos por esta via. A estratégia parece simples, mas é por demais complicada e depende de muito fatores que não estão ao alcance de um herdeiro do siqueirismo, que considera o Estado um feudo. Eduardo sequer tem garantida a sua eleição para a Assembleia Legislativa. Invadindo colégio eleitoral de aliados ele já criou uma guerra na base governista e está aumentando a rejeição ao seu nome. Por isso mesmo, Eduardo é um dos líderes com maior rejeição no Tocantins. Em meio à perplexidade do pai, que foi convencido a renunciar ao mandato para abrir vaga para ele e o viu desistir da postulação, e de aliados próximos que articulavam a sua candidatura, Eduardo decidiu ser candidato a deputado estadual. Ele acredita que esse é o caminho mais curto para chegar ao Palácio Araguaia. Pode ser o mais curto, mais seguro e menos complicado, mas não dispensa o voto popular, como ele imagina. Então vejamos. Para chegar ao governo do Estado Eduardo Siqueira Campos precisa ser eleito deputado, e não basta apenas ser o mais votado. Precisa contar com uma combinação de fatores que inclui a reeleição do governador Sandoval Cardoso e da disposição deste em renunciar, como também o vice, deputado Ângelo Agnolin (PDT), o que provocaria uma eleição indireta a ser conduzida pela Assembleia Le­gislativa. Só nestas condições Eduardo Siqueira pode triunfar. Pesquisas qualitativas, que buscam não apenas saber a opinião do eleitor, mas investigar as razões das suas escolhas eleitorais, começam a identificar com muita clareza o temor dos eleitores do Tocantins em votar em Sandoval Cardoso temendo um novo “golpe”, qual seja a renúncia do governador eleito para ceder lugar para outro governador que será eleito não por eles, mas pelos deputados. O temor do eleitor aumenta a rejeição da chapa governista, que abusou do recurso da eleição indireta e deixou uma imagem negativa, de manipulação, de golpe. O temor dos eleitores que dizem claramente não querer votar em Sandoval Cardoso, para não correr o risco de eleger outro nome que eles nem sabem quem pode ser, revela que o plano de Eduardo Siqueira está fadado ao fracasso. O plano pode ser legal, mas é imoral. E se pode fortalecer a figura do ex-senador, está ajudando a enfraquecer a combalida candidatura de Sandoval Cardoso. Sem a reeleição de Sandoval tudo irá de água abaixo. E não será a primeira derrota. A primeira foi a renúncia do pai para que o filho pudesse ser candidato ao governo e no final nem sequer pôde compor a chapa majoritária. Aliás, nenhum dos dois. Daí talvez a ideia do “golpe” com uma eleição indireta para tentar recuperar aquilo que já foi perdido: o poder. A rejeição dos eleitores à eleição indireta tem explicação. Nos últimos seis anos o Tocantins teve quatro governadores — Marcelo Miranda, Carlos Henrique Ga­guim, Siqueira Campos e San­doval Cardoso —, sem falar do próprio Eduardo Siqueira Cam­pos, que mesmo sem ter sido eleito foi o que mais governou neste período. Neste contexto fica difícil a gestão deslanchar. Para a senadora Kátia Abreu (PMDB) esse processo de troca de gestores é a principal razão do fracasso da gestão pública. Segundo ela, Gaguim já entrou no governo pensando não em governar, mas em se reeleger. Em seguida Siqueira venceu a eleição e entregou o governo ao seu filho, que desde o primeiro dia trabalhou pela sua campanha. “Desde Gaguim para cá não há gestão, há apenas campanha eleitoral”, observa a senadora, que condena este tipo de golpe violentador da democracia e que tem comprometido o desenvolvimento do Estado. A exoneração do radialista PC Lustosa da Rádio FM 96,9, supostamente a pedido do ex-senador Eduardo Siqueira Campos, causa um grade estrago na campanha do candidato a deputado. O caso é grave e prejudica não só Eduardo como o governador Sandoval Cardoso. Na conclusão dos eleitores, além da perseguição que todos sabem que Eduardo é capaz, ainda tem um problema adicional, que é a confirmação da suspeita de que continua governando, o que inclusive pode suscitar a impugnação de sua candidatura. Um escândalo desnecessário que tem muito a ver com o estilo do ex-senador. Se foi ele ou não o estrago já está feito. Ao desistir de se candidatar ao governo por absoluta falta de condições políticas o ex-senador mandou espalhar a ideia que estava refluindo para voltar mais forte. A ideia era mostrar força e poder. Demonstrar que ainda comanda o governo, que será usado como trampolim para a sua eleição. Seria um recado para levantar a autoestima dos siqueiristas meio desanimados depois da renúncia do velho líder. A notícia se espalhou rapidamente por todo o Estado, só que fez efeito contrário. Mesmo os eleitores simpáticos ao governo dizem que se Sandoval for eleito, dentro de dois anos haverá uma nova eleição, levando para o governo alguém que não consegue vencer uma eleição direta, no caso Eduardo Siqueira. O que as pesquisas qualitativas perceberam o senso comum já vinha denunciando. A eleição de Sandoval Cardoso prenuncia um novo golpe político no Tocantins, colocando no comando do Palácio Araguaia alguém que não foi eleito pelo povo. No marketing político, quando uma ideia faz efeito contrário é considerada erro tático. Uma ideia fora do lugar. A ideia pode até ser boa, mas talvez não apropriada para aquele momento ou aquela realidade. Foi o que aconteceu em maio de 1992, no auge do movimento pelo impeachment do presidente Collor de Melo. Alguém sugeriu que ele convocasse a sociedade para vestir verde e amarelo em apoio ao seu governo. No outro dia as pessoas amanheceram de preto, dando origem ao domingo negro. Tempos depois o ex-presidente confessava que quando viu chegar as informações sobre o que as pessoas estavam vestindo, concluiu: “a Presidência está perdida”. Collor considerou que a ideia foi um erro tático absurdo que apressou a sua queda. A ideia de mais uma eleição indireta para levar Eduardo Siqueira ao Palácio Araguaia pode estar seguindo este mesmo caminho. Distanciando ainda mais o siqueirismo do poder.  

Quadrilha que anunciava e vendia veículos inexistentes em jornal é presa em Goiânia

Grupo agia há sete anos em Goiás e causou prejuízos econômicos a mais de 30 pessoas. Policia Civil contabiliza mais de 200 anúncios entre agosto de 2013 e julho deste ano [caption id="attachment_11495" align="alignleft" width="223"]J.S., vítima da organização criminosa, segura anúncio de veículo J.S., vítima da organização criminosa, segura anúncio de veículo inexistente[/caption] Com o classificado de um jornal goiano em mãos, no dia 6 de agosto do ano passado, J.S. encontrou um anúncio que oferecia um carro usado em boas condições para venda. Com intenção de comprar o veículo, um Voyage 12, J.S. ligou para o número do anunciante e do outro lado da linha, depois de um dia de conversas, Eduardo Ribeiro dos Santos, de 38 anos, convenceu J.S. a depositar R$ 969 como adiantamento do ágio (valor adicional cobrado em operações financeiras) do automóvel. Após depósito, o anunciante Eduardo Ribeiro não atendeu mais as ligações do comprador. Em seguida, J.S. procurou a Polícia Civil (PC). Na delegacia, veio a surpresa: havia sido vítima de estelionato. Nesta sexta-feira (1º/8), depois de um ano de investigações, a delegada Myrian Vidal, do 17º Distrito Policial, apresentou a organização criminosa suspeita de causar causar prejuízos econômicos a J.S. e a mais 30 pessoas que foram vítimas deste mesmo golpe. O crime era o mesmo – o grupo anunciava em jornais, de circulação estadual, automóveis que não existiam, exigiam um adiantamento e depois desapareciam com o dinheiro das vítimas. De acordo com Polícia Civil, a quadrilha agia há sete anos e movimentava cerca de R$ 5 mil por semana. “Nenhum dos envolvidos tinham empregos lícitos, viviam da prática criminosa”, disse a delegada Myrian Vidal ao Jornal Opção Online.

Além de Eduardo Ribeiro dos Santos, preso enquanto tentava anunciar mais uma vez um carro que não existia, a polícia capturou também Alinne Danne Xavier, de 30 anos, prima de Eduardo. O esposo de Alinne, Miguel Dias Oliveira, que também participava do crime, está foragido. A delegada informou também que pode haver mais pessoas envolvidas na prática criminosa.

[caption id="attachment_11492" align="alignright" width="253"]Eduardo Ribeiro dos Santos, mentor dos crimes e sua prima Alinne Danne Xavier Eduardo Ribeiro dos Santos, mentor dos crimes e sua prima Alinne Danne Xavier[/caption]

A Polícia Civil contabilizou que a quadrilha anunciou mais de 200 veículos entre agosto de 2013 e julho deste ano e já identificou 30 vítimas do golpe. “Pode haver outras vítimas, já que a quadrilha atuava em todo Estado. Já temos vítimas em Itaberaí, Porangatu e Aparecida de Goiânia”, informou a delegada.

A delegada alerta às pessoas que desejam adquirir um carro usado que primeiro deve-se ficar atento e ter cuidado com as facilidades oferecidas pelos vendedores, depois averiguar e pedir informações do veículo anunciado, como placa e outros registros. "Mas o alerta maior é jamais fazer qualquer adiantamento a nenhum vendedor", disse Myrian Vidal.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, a pena prevista para quem comete crime doloso de estelionato pode chegar a cinco anos de reclusão, mais multa, estipulada de acordo com o teor do crime.

Taxista perde o controle de carro e morre após colidir com árvore, em Goiânia

Motorista chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no começo desta madrugada (1º/8) Um taxista morreu após perder o controle do carro e bater em uma árvore no final da noite desta quinta-feira (31/7), no Setor Parque Amazonas, região sul de Goiânia. diego s O acidente ocorreu por volta das 23h55 na Avenida Feira de Santana. Com o impacto da batida o airbag do veículo chegou a ser acionado. O condutor do táxi, Diego Gonçalves Ferreira, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Um amigo da família informou ao Jornal Oção Online que após o acidente, Diego Gonçalves, saiu consciente do veículo e chegou a ligar para a namorada para contar o ocorrido. Logo em seguida, desmaiou e foi encaminhado para o hospital. Diego Gonçalves não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 1h, menos de uma hora depois de dar entrada na unidade de saúde. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) removeram o corpo.  

Credeq: O poder público na ferida social das drogas em Goiás

O Jornal Opção Online visitou as obras do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química construído pelo Governo do Estado em Aparecida de Goiânia. Unidade tem previsão para ser inaugurada em setembro

[caption id="attachment_11430" align="alignleft" width="620"]Região Central Goiânia Jovens usando crack nas ruas de Goiânia | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption]

Uma vida desregrada. Na adolescência F.A.G. deu o primeiro passo para mais de 17 anos de sofrimento: iniciou o uso indiscriminado de maconha e álcool. “No começo era bom, era preenchido pelas sensações que as drogas proporcionavam”, admite. Aos poucos, conta ele, “as coisas foram perdendo o sentido". "Tornei-me um jovem melancólico, vazio, preso em mim”, descreve. Tempos depois F. conheceu o crack. “Nesta época minha família sofreu com as minhas escolhas, o uso da pedra se tornou hábito”, diz. Dos 16 aos 32 anos viveu à margem da vida e escravo da euforia que a cocaína solidificada em cristais, o crack, causava em seu corpo magro e frágil.

Desde os 9 anos C.F. é usuário da droga. Hoje, com 30 anos, não acredita mais em si. “Beijou a boca da lata, beijou a boca do diabo”, é rápido em responder quando perguntado sobre os efeitos do crack. “Esta droga não tem cura. Com 16 anos pulava o muro da escola para cheirar cola, pelas noites bebia álcool e fumava crack”, lembra. Embora tenha algumas passagens por delegacias de Goiânia, C.F. garante não gostar de roubar. “Se eu não usasse crack, certamente já teria comprado um helicóptero, ganho dinheiro fácil”, brincou. Sob efeito da droga o homem moreno confessa já ter ficado oito dias sem dormir, “até o corpo não aguentar e cair”.

“Comecei a vender [pedras de crack] com 15 e a fumar com 20 anos”, disse o jovem M.S., terceiro usuário ouvido pela reportagem. Há quatro anos ele vive em situação de vulnerabilidade social. “Estou na rua porque quero, tenho família, estrutura, mas nesses anos já fumei fazenda, avião, mansão, eu não tenho nada”, declara. “Tenho vontade sair da rua, do uso do crack”, finalizou.

F.A.G., cuja história abre a matéria, diferentemente de C.F. e M.S., já teve oportunidade de se livrar do vício. Há dois anos, por meio de um projeto social, recuperou-se da dependência química. O tratamento foi feito por um projeto da Associação Comunidade Luz da Vida, a mesma Organização Social (OS) que administrará o Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq) de Aparecida de Goiânia, previsto para ser inaugurado no segundo semestre deste ano.

Credeq: poder público na ferida social

[caption id="attachment_11428" align="alignleft" width="620"]CREDEQ (3) Vista externa da unidade do Credeq em Aparecida de Goiânia | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção[/caption]

O Jornal Opção Online visitou as obras do Centro, que fica localizado na Avenida Copacabana, em Aparecida de Goiânia. A previsão para término das obras, de acordo com informações da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), é para o próximo feriado de 7 de setembro.

Nesta quarta-feira (30/7), cerca de 300 profissionais trabalhavam nos detalhes finais da obra, que teve o valor estimado em R$ 24,1 milhões, com espaço de mais de 10 mil metros quadrados. O projeto contempla três núcleos de atendimentos (infantil, adolescente e adulto), com capacidade para 96 leitos de internação, onde o dependente será tratado por 90 dias, por meio de ambientes de convivências, ambulatórios, centro de atenção psicossocial, sala de reanimação, casa de desintoxicação, e de acolhimento transitório com cultivo de hortas.

Por mês, o Credeq de Aparecida terá capacidade para 2.142 consultas em psiquiatria, clínica geral e pediatria e 10 mil atendimentos multidisciplinares.

No dia 17 do mês passado o governador Marconi Perillo (PSDB) assinou o contrato de gestão da unidade com a Associação Comunidade Luz da Vida. Na época, o tucano disse que a “unidade do Credeq é uma vitrine para o resto do Brasil, pois se trata de uma iniciativa pública para o tratamento de dependentes químicos de drogas lícitas e ilícitas”.

Segundo o governador, a implantação do Credeq será uma quebra de paradigmas. “Será uma revolução, pois todos os governos precisam atuar cada vez mais na prevenção de drogas, na repressão ao crime organizado, principalmente no tráfico de drogas, mas precisa também cuidar de quem está na dependência”, advertiu Marconi Perillo.

Já o secretário de Saúde de Goiás, Halim Girade, afirma que “o Credeq pode ser modelo de resgate social para todo país”.  O Centro, de acordo com Marconi Perillo, cuidará dos indivíduos dependentes de substâncias químicas. “O tratamento nesta unidade de saúde será feito sem custo e com eficiência”, disse.

Além do Centro de Aparecida de Goiânia, o governo do Estado está construindo mais quatro Credeqs, sediados em Morrinhos, Caldas Novas, Quirinópolis e Goianésia. “O governador investiu em Goiânia. Estamos finalizando as obras do primeiro Credeq da região metropolitana da capital. O nosso governo faz e valoriza o Estado. O Credeq não é só para internar dependentes, pelo contrário, faz parte de toda uma política de assistência ao dependente, com uma estrutura totalmente especializada para isso”, afirma Jayme Rincón, presidente da Agetop.

[caption id="attachment_11435" align="alignright" width="332"]CREDEQ (11) O Credeq vai trabalhar em ação conjunta com a rede pública de saúde | Fernando Leite[/caption]

O presidente da Associação Comunidade Luz da Vida, Luiz Antônio de Paula, conta que o grupo já trabalha há 15 anos com a reabilitação de dependentes químicos. “Nós, que trabalhamos com dependentes, passamos por qualificação. Tenho certeza que o trabalho no Credeq vai ter o seu retorno de forma plena, acima de tudo porque nós acreditamos na vida e na pessoa humana”, disse.

O vice-governador do Estado, José Eliton (PP), acredita que o consumo e o tráfico de drogas têm ligação direta com a criminalidade no Estado e no país. A capital goiana figura entre as regiões mais violentas do país, sendo que segundo levantamento da Organização não-governamental Conselho Cidadão pela Seguridade Social Pública e Justiça Penal, Goiânia é a 28ª cidade mais violenta do mundo. “O Credeq de Aparecida é uma ação importante para reprimir a violência [nesta região]”, afirmou o pepista.

Contratado pela OS para ser o diretor técnico da unidade, o psiquiatra Tiago Batista disse ao Jornal Opção Online que o Credeq vai trabalhar em conjunto com a rede pública de saúde, que já realiza tratamento de dependentes químicos na capital, como os já conhecidos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). “No primeiro momento o paciente será submetido a um leito de desintoxicação. O álcool e o crack, por exemplo, levam em torno de 48 horas para sair do organismo. Após a desintoxicação, o tratamento será continuado no próprio Credeq",disse.

Em junho, representes da OS se reuniram constantemente com a equipe médica e com o secretário estadual de saúde, Halim Girade, para definir os detalhes sobre o gerencialmente da unidade, que terá um custo, nos próximos quatro anos, de R$ 28 milhões para os cofres do Estado.

Brasil: estatísticas sobre o uso de drogas

[caption id="attachment_11434" align="alignleft" width="620"]crack07 “Beijou a boca da lata, beijou a boca do diabo”, C.F. sobre a experimentação do crack | Fernando Leite[/caption]

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em junho de 2013, o número de jovens que vivem nas capitais brasileiras que já experimentaram drogas ilícitas chegou a 9,9%, o que equivale a pouco mais de 312 mil jovens. Em 2009, a proporção de jovens que experimentaram alguma droga ilícita era de 8,7%. E, no caso de drogas lícitas, segundo os dados do instituto, 70,5% já experimentaram alguma bebida alcoólica, ou seja, sete em cada dez jovens.

No caso das drogas lícitas, segundo os dados, cerca de 70% dos jovens que vivem nas grandes cidades do país já experimentaram alguma bebida alcoólica, o equivalente a sete em cada dez. O estudo do IBGE mostrou também que o porcentual de jovens em capitais que fumaram pelo menos uma vez na vida era de 22,3% e que a maior parte deles começou fumar entre os 17 e 19 anos de idade, ou seja, no início da juventude.

Os jovens entrevistados no começo desta reportagem compõem estas estatísticas – os três começaram o uso ainda na adolescência. Segundo José Silber e Ronald de Souza, estudiosos nas questões de drogadição, os jovens dão justificativas semelhantes para a experimentação de drogas ilícitas e lícitas. “Iniciam por pressão de familiares, habitualmente irmãos mais velhos, além de estresse, aborrecimento, rebelião, ansiedade, depressão e redução da auto-estima", afirma  José Silber. O especialista também pontua que o uso do fumo e do álcool, em geral, precede a experimentação com drogas. "Apesar do bombardeio de informações a respeito do perigo do fumo, do álcool e das drogas, nenhum adolescente fica imune à influência social e ao fácil acesso”, frisa.

Por enquanto, os jovens C.F., M.S e outras dezenas, aguardam nas ruas de Goiânia a oportunidade de livrarem-se do vício.

Confira abaixo imagens do Credeq de Aparecida de Goiânia:

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Petista Antônio Gomide prioriza a Grande Goiânia nesta semana

Governadoriável tem direcionado sua campanha em caminhadas. Nas últimas duas semanas o candidato visitou 15 cidades [caption id="attachment_9839" align="alignnone" width="620"]Ao lado de integrantes da chapa pura e outros aliados do PT, Gomide fez caminhada em Anápolis | Foto: Divulgação Ao lado de integrantes da chapa pura e outros aliados do PT, Gomide fazendo caminhada em Anápolis[/caption] Até quarta-feira (30/7) o candidato Antônio Gomide (PT) vai destinar sua campanha eleitoral a Goiânia e região metropolitana. Nesta segunda-feira (28), o governadoriável, acompanhado dos candidatos a vice-governador Tayrone Di Martino e da candidata ao Senado pelo partido, Marina Sant'Anna, realiza caminhada no Setor São Judas Tadeu, às 15 horas. A concentração será na entrada do Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Na manhã desta terça-feira (29), o candidato participa de entrevista em uma emissora da capital. À tarde, por volta das 13h, ficará por conta da gravação do programa eleitoral, coordenada por Alexandre Duarte, da empresa goiana Sambatango. Às 16h, o ex-prefeito de Anápolis fará caminhada na cidade de Guapó. [relacionadas artigos="11175"] Na quarta-feira (30), o candidato caminhará pelo Parque Amazônia.  Às 16h será a vez de o Setor Cidade Jardim receber a equipe de Gomide. E no começo da noite o petista vai ao lançamento da candidatura de Edward Madureira, que almeja vaga na Câmera dos Deputados. O governadoriável tem direcionado sua campanha em caminhadas. Nas últimas duas semanas o candidato visitou 15 cidades. Desde a pré-campanha, o  petista dedica os finais de semana em compromissos nas cidades do Entorno de Brasília. O petista teve seu nome nas relações de contas irregulares entregues pelo Tribunal de Contas dos Municípios ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO). Já o TRE deve julgar elegibilidade ou não do candidato ainda nesta semana.

Queda de avião na Ucrânia com 295 passageiros foi motivada por descompressão explosiva

A bordo do voo MH17, havia 283 passageiros -- sendo três crianças -- mais 15 tripulantes. Grã-Bretanha está encarregada de continuar investigações

Bombeiros combatem incêndio em ônibus com 48 passageiros na BR-364, em Jataí

Passageiros foram retirados do veículo às pressas e ninguém ficou ferido

Petista Antônio Gomide direciona campanha ao governo estatual em caminhadas por cidades goianas

Nesta segunda-feira (28), às 8 h da manhã, o candidato do PT participa de debate com os candidatos ao governo de Goiás em uma rádio da capital

Assembleia de Deus reafirma apoio à reeleição de Marconi Perillo

Em relação à disputa ao Senado, o apoio da igreja está dividido entre Vilmar Rocha (PSD), da base aliada, e Ronaldo Caiado (DEM), do grupo irista

TSE: Mais de 2 mil candidatos já ocupam algum cargo eletivo no Brasil

Entre os candidatos à Presidência da República, nove têm nível superior completo e apenas dois ainda não têm um diploma

Programas de governo são superficiais, criticam cientistas políticos

No caso dos candidatos à reeleição, cientistas sociais afirmam que os programas de governo, o eleitor pode comparar as promessas da eleição anterior com as realizações do primeiro mandato Ao registrarem as candidaturas, os concorrentes aos cargos de governador e presidente da República protocolaram, na Justiça Eleitoral, seus programas de governo. Originalmente, os documentos deveriam servir para detalhar diretrizes e metas. No entanto, cientistas políticos criticam a superficialidade dos programas, que não passam de mera formalidade e não significam necessariamente compromissos futuros. Para o cientista político Otaciano Nogueira, os programas apresentados no registro das candidaturas são inúteis e não fariam falta se não fossem exigidos pela Justiça Eleitoral. “São coisas absolutamente superficiais. Os candidatos não vão, antes da eleição, prometer nada que vão efetivamente cumprir. Vão prometer tudo para ganhar votos, mas só saberemos se aquilo vai ser cumprido depois da eleição”, diz. Segundo o professor, a maior parte dos eleitores não lê os documentos e, quando lê, não os considera como compromisso válido. Para ele, seria mais interessante se o programa fosse apresentado pelo candidato vencedor somente após a posse. “O Brasil tem o segundo maior eleitorado do mundo ocidental. Depois da democratização, a participação dos eleitores tem sido intensa, mas há uma distância entre votar e julgar os candidatos depois de eleitos”, opina. O professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, também critica a qualidade dos programas de governo. Ele considera os documentos generalistas e semelhantes entre si. “São coisas muito comuns: criar mais empregos, reduzir os juros, aumentar o crédito disponível para a classe média e a baixa. As promessas são muito gerais, mas ninguém diz como pretende fazer tudo isso”, comenta. Fleischer, no entanto, não defende o adiamento da apresentação dos programas de governo para depois das eleições. Para ele, o eleitor poderia ir mais esclarecido para as urnas se os eleitores cobrassem o detalhamento das propostas durante a campanha e os debates eleitorais. “Os debates na televisão, que têm boa audiência, deveriam centrar-se nas promessas de campanha e desafiar cada candidato a detalhar e mostrar no que se difere dos demais”, aponta. No caso dos candidatos à reeleição, o professor da UnB acredita que os programas de governo tornam-se ainda mais importantes porque o eleitor pode comparar as promessas da eleição anterior com as realizações do primeiro mandato. “Nas reeleições, o eleitor deveria olhar se o prefeito, governador ou presidente cumpriu as propostas no primeiro governo. Seria útil para o eleitor saber se o candidato é confiável”, acrescenta. O coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e Democracia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Michel Zaidan Filho, diz que a forma de o eleitor votar tira o foco dos projetos partidários. Segundo ele, as candidaturas não são fruto de debates internos nos partidos, mas de projetos pessoais. Ele considera ainda que o eleitor brasileiro personaliza o voto, elegendo a pessoa, não a ideia. “As candidaturas não são fruto de consenso, de um projeto coletivo. Pensar num programa de governo pessoal é muito difícil, porque ele não é fruto de um debate. No geral, esses programas são verdadeiros álibis”, destaca Zaidan Filho. Para ele, somente um debate racional e crítico durante a campanha melhoraria a qualidade desses documentos. “Hoje, os programas de governo acabam sendo uma mera formalidade feita por consultorias especializadas em investigar o que as pessoas querem ouvir. Não são para valer”, define. Por meio da assessoria de imprensa, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a exigência dos programas de governo no registro da candidatura está prevista na Constituição e na Lei Geral das Eleições e é disciplinada por uma resolução do tribunal. O eleitor pode ter acesso a eles no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   

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