Por Redação

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Três poemas de Abilio Wolney Aires Neto

Abilio Wolney Aires Neto é Juiz de Direito, professor, autor de 15 livros, mestre em Direito, graduando em história e filosofia e calouro de Jornalismo

Progressistas já se adianta para ter candidatos a prefeito nas três maiores cidades goianas

Alexandre Baldy se diz determinado a lançar candidatos para prefeituras de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Goiânia

A seis meses do 1º turno, Mendanha ainda batalha para ser conhecido pelo eleitorado

Maior desafio do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia durante a pré-campanha é ser reconhecido. Seus encontros com apoiadores ainda tem sido muito tímidos

Espetáculo que celebra a epifania modernista brasileira estreia no palco do Teatro Goiânia

Ingresso terá valor único de 22 reais e show será realizado às 20 horas neste domingo, 3

Terra Sonâmbula, de Mia Couto, aborda a guerra em Moçambique com toques de realismo fantástico

Romance do escritor moçambicano passeia pelas lendas e magias africanas para mostrar o desalento e a destruição causados pela guerra civil naquele país

Após 7 anos, justiça recebe denúncia do MP contra 42 réus da Alego e Câmara Municipal

Operação Poltergeist: Funcionários fantasmas nas duas casas causaram um prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 7,8 milhões

Filho dos escritores Lydia Davis e Paul Auster morre aos 44 anos de overdose de heroína

O paisagista Daniel Auster era usuário de heroína. Em 2021, ele deixou sua filha de 10 meses morrer de overdose de heroína e fentanil

Morre a artista plástica Marianne Peretti, criadora dos vitrais da Catedral de Brasília

“Era tudo de repente e tudo muito rápido, porque a cidade estava sendo inventada e tínhamos de nos adaptar a esse ritmo, de fazer o melhor em pouco tempo”

Maju Coutinho é afastada do Fantástico. Está com Covid

Maria Júlia participou da cobertura do Carnaval do Rio de Janeiro. A Globo informa que, assim que estiver bem, volta ao programa dominical

Goiano Renan Problema nocauteia adversário na PFL em 25 segundos

Assumindo a liderança em certame da PFL, Renan Problema, a Fera de Porangatu, tende a ser, brevemente, campeão também do UFC

Ex-diretor de colégio onde alunos carregaram telhas é pré-candidato a deputado federal

Clécio Teles foi afastado da direção do Colégio Estadual da PM Colina Azul após denúncias e enviado para a reserva 

“Mal chegou e quis sentar na janela”, diz Zé Carapô sobre Talitta Di Martino

Deputado é recém filiado ao PROS e afirmou que seu nome chegou a ser cogitado para a direção da legenda

Rogério Cruz e João Campos tentam aparar arestas provocadas pela chegada de Mabel ao Republicanos

Crise reflete a decisão unilateral do presidente do partido em Goiás de filiar o empresário Sandro Mabel, aliado de Marconi Perillo e oposição ao governador Ronaldo Caiado, a quem Cruz hipoteca apoio

Jornalista Carlos Tramontina deixa a TV Globo

Prestes a completar 66 anos, o apresentador disse que “é hora de curtir a família, os hobbies e ter mais tempo para viajar”

Roda Viva com Coutinho visou construir um espantalho sobre conservadores para depois atropelá-lo

Entrevistadores de João Pereira Coutinho ancoraram-se numa percepção caricata do que seria o pensamento conservador e liberal

Jales Naves Júnior

Especial para o Jornal Opção

João Pereira Coutinho, autor conservador português e colunista da “Folha de S. Paulo”, foi ao centro do “Roda Viva”, da TV Cultura, recentemente. Os entrevistadores, entre uma e outra pergunta lúcida do filósofo Luiz Felipe Pondé, ancoraram-se à percepção equivocada e caricata do que seria o pensamento conservador e liberal. João Pereira Coutinho desperdiça a oportunidade para esclarecer os mitos que circundam tal tradição filosófica e, portanto, abre espaço para necessários comentários adicionais. Mesmo que não se tenha assistido ao episódio, ele é perfeito representativo sobre o “estado de coisas” do debate público sobre política no Brasil. Vera Magalhães, apresentadora, dá o tom do programa logo em sua fala inicial: deixa explícito em seus maneirismos e escolha de palavras que o debate será em cima do que a esquerda percebe como o pensamento conservador/liberal, e não sobre o que é de fato. Sua intenção não é examinar o fenômeno, e sim construir um espantalho sobre os conservadores para depois tentar atropelá-lo e se declarar vencedora. É uma forma de proselitismo político, e não de investigação intelectual. Seria como um juiz dar-se por satisfeito em julgar um caso ouvindo somente uma das partes do processo e sufocando a outra. [caption id="attachment_396075" align="aligncenter" width="620"] João Pereira Coutinho: o intelectual português e colunista da "Folha de S. Paulo" foi mal entrevistado pelo programa "Roda Viva", da TV Cultura| Foto: Reprodução[/caption] Essa ignorância se manifesta logo, quando João Pereira Coutinho foi importunado pelos entrevistadores para se pronunciar sobre a “extrema-direita”. Como se esses movimentos políticos, a notar, nazismo de Adolf Hitler e fascismo de Benito Mussolini, fossem registros extremados de uma visão que Coutinho adotaria, mas de forma “contida”. Ou, ainda, como se o entrevistado comungasse da mesma tradição intelectual que tais facínoras e fosse dever seu manter sob coleira apertada os seus correligionários mais afoitos. Este raciocínio da bancada do programa, que é sublime representação do pensamento homogêneo da esquerda midiática, acadêmica e facebookiana, não se sustenta por mais de meio segundo. Convido os leitores a um esclarecedor exercício lógico. Como o conservadorismo e sua afeição ao localismo, municipalismo e comunitarismo teriam Hitler, um coletivista etnocêntrico, como descendente? Da mesma forma, você não infla liberalismo político e o apreço à soberania do indivíduo e cai no colo de Mussolini. E Salazar (1932-1968)? Se seu corporativismo de Estado tivesse trocado carícias com Moscou ao invés de adotar discurso isolacionista, seu regime se tornaria indistinguível do soviético, mas em versão light. Se o ditador português não conseguiu completo controle sobre a vida de todo Portugal e suas colônias não foi por resíduos “liberais”, e sim sua própria incompetência. Em síntese: os autoritarismos nacionalistas europeus do século passado não são irmãos renegados dos conservadores e liberais. São prole da mesma ninhada socialista, dissidentes de um único movimento. Friedrich von Hayek bem aponta tal fenômeno em seu magnífico livro “O Caminho da Servidão”. Nazistas e comunistas na República Alemã de Weimar competiam pelo mesmíssimo público, e ambos os partidos frequentemente perturbavam o comício do outro para roubar-lhes os eleitores. Os conservadores e liberais alemães de tal período histórico, não encontrando guarida em nenhuma agremiação da época, eram escanteados do espaço público e fugiam da Alemanha em bando. E de quem é a culpa dessa confusão? Pondé levanta a bola para João Coutinho cortar: mídia e universidades. Os acadêmicos, entalados em suas torres de marfim, expurgaram de seus ranques quem não subscrevesse à hegemonia marxista. Os articulistas, divorciados do cotidiano popular e desesperados por aplausos da claque universitária ou mesmo fazendo parte dela, confundiram a propaganda que eles próprios criaram sobre o liberalismo há três gerações com a própria realidade. E o que esse sistema carcomido produz? Bem, ele gera Vera Magalhães.