Por Redação
Nos bastidores, cogita-se que Gilberto pode concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados
Os favoritos da federação PSDB + Cidadania são Gugu Nader, Gustavo Sebba, José Machado, Clécio Alves e Romário Policarpo
“Daniel Vilela acerta quando disse que sua mão vai ser dura contra o crime, do organizado ao aleatório, e isto é muito importante. Goiás precisa continuar sendo um Estado seguro”
Poucos dias após a morte do empresário Aldo João da Silva, aos 84 anos, em março, histórias sobre sua trajetória continuam ecoando entre familiares, amigos, clientes e membros de diferentes comunidades em Goiânia. Mais do que um nome conhecido no setor de embalagens, Aldo construiu uma história marcada pela persistência, pela fé e pela capacidade de transformar oportunidades em legado.
Filha mais velha, Andréia Krawczyk relembra que o caminho do pai começou de forma simples — e desafiadora. Natural do interior de Goiás, ele deixou a vida na roça ainda jovem, aos 18 anos, em busca de melhores condições na capital.
“Ele começou como entregador de bicicleta. Foi assim que tudo começou”, conta.
De entregador a pioneiro no Centro-Oeste
A trajetória de Aldo João da Silva se confunde com o desenvolvimento de um setor ainda inexistente na Goiânia da época. Após se formar em Ciências Contábeis, ele identificou uma lacuna no mercado: a ausência de empresas especializadas em embalagens.
A ideia surgiu de forma quase casual, a partir de conversas com vendedores que viajavam para outras cidades em busca de mercadorias.
“Disseram pra ele que não existia loja de embalagens em Goiânia e que as pessoas precisavam ir até São Paulo para comprar. Foi aí que ele decidiu abrir a empresa”, relata a filha.
Em 7 de setembro de 1971, nasceu a Embalagens Tocantins — iniciativa que ajudou a estruturar o setor na região e consolidou Aldo como um dos pioneiros no ramo no Centro-Oeste. Ao longo de décadas, a empresa se tornou referência no comércio local, mantendo atuação contínua e relacionamento próximo com clientes.
Mesmo durante o tratamento contra o câncer, Aldo manteve sua rotina.
“Ele fazia quimioterapia e depois ia para a loja. Às vezes, ficava no caixa no horário de almoço. Ele viveu o trabalho até o fim”, lembra Andréia.
Fé como princípio e motor de vida
Mais do que o empreendedorismo, a fé foi o eixo central da vida de Aldo. Segundo a família, era ela que sustentava sua persistência diante das dificuldades.
“Ele nunca perdeu a esperança. A fé fazia com que ele continuasse, mesmo nos momentos mais difíceis”, afirma a filha.
A espiritualidade se manifestava também em hábitos cotidianos. Aldo mantinha orações diárias e fazia questão de agradecer não apenas pela família, mas também pelos colaboradores — passados, presentes e futuros.
Esse valor, segundo Andréia, é um dos maiores legados deixados pelo pai: a capacidade de reconhecer que nenhuma trajetória é construída sozinho.
Atuação comunitária e presença marcante
A vida de Aldo João da Silva extrapolou os limites do mundo empresarial. Ele foi presença constante em diferentes espaços sociais, religiosos e culturais da capital.
Na Igreja Matriz de Campinas, participou por mais de quatro décadas do Encontro de Casais, onde atuou na organização e coordenação de atividades.
“Ele nunca deixou de participar, nem durante o tratamento”, relembra Andréia.
Na maçonaria, alcançou o grau 33 — o mais elevado — e exerceu funções importantes nos chamados graus filosóficos, com atuação reconhecida no estado de Goiás.
Já na comunidade polonesa, teve papel decisivo na organização dos tradicionais encontros anuais, que reúnem descendentes e representantes diplomáticos, fortalecendo laços culturais e identitários.
Escrita como extensão da história
Aldo também registrou parte de sua trajetória e de suas crenças em livros. Entre as obras publicadas estão:
- “João Firmino e Sebastião Nauro: uma história de amor, fé e trabalho”
- “Palácio Maçônico Mário Behring”
As publicações refletem valores que marcaram sua vida: espiritualidade, dedicação e compromisso com a comunidade.
Um legado que permanece
Uma semana após a morte, a família afirma viver um sentimento inesperado: paz.
“É uma paz que vem da vida que ele teve. Do que ele construiu e do que ele ensinou”, diz Andréia.
Aldo João da Silva deixa esposa, três filhos, cinco netos e uma trajetória que atravessa gerações — não apenas no setor empresarial, mas nas relações humanas que cultivou ao longo de décadas.
Seu legado permanece vivo na empresa que fundou, nas comunidades que ajudou a fortalecer e, sobretudo, nos valores que transmitiu: fé, esperança e persistência.
Leia também: Empresário Aldo João da Silva morre aos 84 anos em Goiânia
Com o fim da janela partidária, as legendas já fazem um balanço dos nomes que deverão estar no pleito deste ano.
No caso do União Brasil-Progressistas (UB inclusive deve ser comandado em Goiás pelo presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto), mais de 10 nomes concorrerão como principais candidatos a uma cadeira no Legislativo estadual.
Veja abaixo:
Com mandato (tentarão reeleição) -
Virmondes Cruvinel
Lincoln Tejota
Talles Barreto
Jamil Calife
André do Premium
Sem mandato -
Nárcia Kelly
Sandes Júnior
Denício Trindade
Paulo Magalhães
Sucena Hummel
Ravena Carvalho
Rafael Soares
Lucíola do Recanto
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