Por Marcello Dantas

Encontramos 2205 resultados
Início de diálogo entre Paulo Garcia e Câmara agrada Elias Vaz

Oposicionista relata que abertura ganhou a simpatia dos vereadores. Ausência de comunicação entre o petista e a Casa era alvo de reclamação

PM goiana pede apoio à PF após segundo ataque de hackers

Corporação goiana deve encaminhar documentação relatando a recorrência dos crimes cibernéticos nesta quinta-feira (8). Polícia acredita que hackers são de outros estados

Marina Sant’Anna vai ouvir líder antes de assumir suplência

Se necessário, petista pode ocupar cargo de Thiago Peixoto por um mês, com salário de R$ 26 mil, ao passo que ele está na Segplan. Câmara vai gastar de R$ 150 mil com posse

Goiânia lidera lista de mortes por dengue em Goiás

Conforme relatório divulgado pela SES-GO, foram 19 óbitos na capital. No Estado, foram notificados 116.650 casos de pacientes infectados pela doença

“Clécio Alves foi um presidente comum, mas saiu da Câmara sem escândalos”

Vereador do PT comentou a influência exercida pelo peemedebista em votações polêmicas, além da atuação da ex-líder de Paulo Garcia na Casa, Célia Valadão (PMDB)

Goiano suspeito de terrorismo será extraditado em dez dias

Jovem natural de Formosa foi preso no dia 15 de dezembro com dois marroquinos. Grupo é suspeito de terrorismo junto ao Estado Islâmico

Marconi busca alinhamento com Dilma em posse de Kassab e Kátia Abreu

Em Brasília, governador reforça parcerias com o novo ministro das Cidades -- amigo de Vilmar Rocha --, e a goiana, que vai ocupar Ministério da Agricultura

Iris Rezende pode bancar Ronaldo Caiado para o governo e deve rejeitar Júnior Friboi e Daniel Vilela

[caption id="attachment_24667" align="alignleft" width="620"]Ronaldo Caiado e Iris Rezende: a míssão do primeiro é qualificar  e renovar o discurso arcaico do veterano líder peemedebista goiano | Foto: Fernando leite/Jornal Opção Ronaldo Caiado e Iris Rezende: a míssão do primeiro é qualificar
e renovar o discurso arcaico do veterano líder peemedebista goiano | Foto: Fernando leite/Jornal Opção[/caption] A tricotagem política entre o senador eleito Ronaldo Caiado e o principal líder do PMDB em Goiás, Iris Rezende, tem a ver com a eleição para prefeito de Goiânia, em 2016, mas também com a disputa do governo de Goiás, em 2018. É fato que Iris Rezende tem forte capital eleitoral em Goiânia, tanto que foi eleito em 2004 e reeleito em 2008. Na primeira, derrotando o PT e um candidato da base governista. Na segunda, contando com o apoio do petismo de Paulo Garcia, derrotando a base marconista. Porém, de­pois da terceira derrota para o governo do Estado e porque terá 83 anos em 2016, sua candidatura possivelmente seria mais complicada. O apoio de Ronaldo Caiado poderia dotar sua campanha de um discurso mais contemporâneo e uma contundência mais qualificada. Porém, como não há nada de graça em política, o irismo terá de apresentar a contrapartida. Em conversas reservadas, com os mais íntimos de seus aliados, Iris Rezende estaria dizendo que veta apenas dois nomes para governador em 2018: Júnior Friboi e Daniel Vilela. O irismo, especialmente aquele mais familiar, considera o empresário e o deputado federal eleito como “traidores”. Se veta Júnior Friboi e Da­niel Vilela, qual seria o nome de Iris Rezende para o governo? Não tem. Aí entra Ronaldo Ca­iado como seu possível candidato a governador. Aliados de Ronaldo Caiado frisam que ele não quer disputar o governo como candidato da terceira via, porque sabe que seria atropelado pela histórica polarização entre o peemedebismo e o tucanato. Por isso, a aproximação com o PMDB de Iris Rezende. Este tem admitido que prefere apoiá-lo a compor com integrantes do partido que trata como adversários e, em alguns casos, até inimigos pessoais. O vice de Ronaldo Caiado seria indicado por Iris Re­zende. O presidente do DEM por certo consideraria a hipótese de um vice como Daniel Vilela, mas o peemedebista-chefe não aceitaria.

Dilma Rousseff e Gilberto Kassab planejam fundir PSD-PL para criar partido para se contrapor ao PMDB

[caption id="attachment_24664" align="alignleft" width="620"]Dilma Rousseff e Gilberto Kassab: aliança para reduzir força do PMDB e criar uma nova força política no Congresso Nacional. Jogada de mestre | Fotos: ABr e Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Dilma Rousseff e Gilberto Kassab: aliança para reduzir força do PMDB e criar uma nova força política no Congresso Nacional. Jogada de mestre | Fotos: ABr e Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr[/caption] Com sua ampla estrutura no Congresso Nacional, o PMDB transformou a República em refém e, por isso, nem precisa eleger presidente da República. Da Câmara dos Deputados e do Senado, o partido, muito bem articulado, governa o País como se fosse um primeiro-ministro. Pode-se sugerir, até, que há uma espécie de parlamentarismo às avessas. A presidente Dilma Rousseff, do PT, é poderosa, tem a caneta, porém, para mover o governo, precisa, cada vez mais, da elite orgânica do peemedebismo. O PT fez um pacto faustiano com as elites políticas tradicionais. Para ter o controle do poder central, o governo petista, de Lula da Silva a Dilma Rousseff, cede parte dos anéis — como a Petrobrás — e, às vezes, perde parte dos dedos. Ninguém, nem Goethe e Thomas Mann, com “Fausto” e “Doutor Fausto”, sabe exatamente como terminam os pactos faustianos. Dadas as crises do mensalão e do petrolão, corrupções criadas para sustentar alianças políticas mas que se tornaram sistêmicas, percebe-se que o pacto faustiano tende, a médio ou a longo prazo, a implodir o PT. Ao perceber que se tornou uma prisioneira do “cerco” patrocinado pelo PMDB — é a controladora manietada pelo supostamente controlado —, a presidente Dilma Rousseff, que não é uma néscia, está procurando uma alternativa. Lula da Silva, ao contrário, avalia que, fora da aliança com o PMDB, não há salvação. A petista-chefe acredita que há. Nos últimos meses, Dilma Rousseff tem conversado, com frequência, com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Sobre o que dialogam, com tanta intimidade, não se sabe com precisão. Consta que se tornaram amigos, talvez motivados pelo fato de que são solteiros e solitários. Mas um assunto tem sido discutido com assiduidade pela presidente e o ex-prefeito de São Paulo. Trata-se da recriação do Partido Liberal. Por que o PL, partido que tem no goiano Cleovan Siqueira seu messias, interessa tanto à presidente e ao líder do PSD? A história é longa e complexa, mas vamos sintetizá-la. Dilma Rousseff, com o apoio de Kassab, planeja um par e um concorrente para o PMDB no Congresso Nacional. “Outro” PMDB. Ab­surdo? Parece, mas não é. O PSD elegeu em 2014 a quarta maior bancada, com 37 deputados federais (ficou menor). Assim, não é páreo para o PMDB, que tem quase o dobro de parlamentares. Pois é aí que entra o PL. Criado com o beneplácito da presidente, e aberta a “janela”, o PL pode atrair parlamentares descontentes de outros partidos, inclusive do PMDB, e mais tarde poderá se fundir com o PSD. Assim o PSD — que poderia se tornar PSDL — se tornaria um dos maiores partidos do Congresso, atrás somente do PMDB. Ou até empatado. Acredita-se que a fusão PSD-PL atrairia mais de 20 parlamentares. A bancada do PSD chegaria quase a 60. Resta saber se a jogada vai funcionar. Se der certo, Dilma Rousseff terá nas mãos uma arma, somada ao PT, para negociar, de maneira mais republicana, com o PMDB.

Baldy, revelação do marconismo, tem chance de derrotar o prefeito João Gomes em Anápolis

Uma das principais revelações políticas da base marconista em 2014 é o deputado federal eleito Alexandre Baldy. Embora nunca tivesse disputado uma eleição, obteve 107.544 votos (3,55%), consagrando-se como o oitavo mais bem votado. “Batizado” pelas urnas, deve ser candidato a prefeito de Anápolis pelo PSDB. Aos 34 anos, com a experiência de dirigir empresas e de ter sido secretário da Indústria e Comércio, é forte páreo para o prefeito João Gomes, do PT. Por ser o novo e ter a imagem de gestor eficiente, e de saber agregar forças políticas e empresariais, Baldy dará trabalho para o prefeito João Gomes. E poderá ser eleito. Há tanto receio de sua capacidade de trabalho e eleitoral que o PT pode lançar o ex-prefeito Antônio Gomide a vereador para fortalecer a candidatura de João Gomes.

Daniel Vilela e Adriana Accorsi são as principais revelações das oposições em 2014

[caption id="attachment_24655" align="alignleft" width="620"]Adriana Accorsi foi eleita deputada federal e Daniel Vilela a federal | Fotos: Edilson Pelikano Adriana Accorsi foi eleita deputada estadual e Daniel Vilela a federal | Fotos: Edilson Pelikano[/caption] As duas maiores revelações eleitorais de 2014 no campo das oposições são Daniel Vilela, do PMDB, e Adriana Accorsi, do PT. Eleito deputado federal, Daniel Vilela obteve 179.214 votos (5,91%). Não é qualquer dia que um político obtém uma votação tão elástica. Embora seja um político do estilo “vaga-lume” — aparece e some, não se firmando e não dando continuidade aos posicionamentos críticos —, Daniel é articulado, está procurando se tornar mais consistente e fala bem. Tem futuro. Mas este pode chegar mais cedo ou mais tarde — vai depender de sua vontade e de sua energia. Fica-se com a impressão de que, como o pai, Maguito Vilela, é relutante. Recentemente, começou um enfrentamento com Iris Rezende, mas, bastou este bater o pé, e o jovem peemedebista “desapareceu”. Adriana Accorsi foi eleita com 43.867 votos (1,39%) — ficando como a quinta mais bem votada. A petista pode disputar a Prefeitura de Goiânia, com o apoio do prefeito Paulo Garcia e, quem sabe, do deputado federal Rubens Otoni. Delegada de polícia, é popular e consistente.

Edward Madureira deve ser a aposta do PT de Rubens Otoni para prefeito de Goiânia

Os deputados Rubens Otoni (federal) e Humberto Aidar (estadual) estão cada vez mais convictos de que o PT tem um “diamante bruto” no Estado. Trata-se do ex-reitor da Uni­versidade Federal de Goiás Edward Madureira. Rubens e Aidar acreditam que, num trabalho artesanal, o petismo poderá lapidá-lo e, quando chegar 2016, estará pronto para ser exibido ao eleitorado como candidato a prefeito de Goiânia. Há grupos de petistas, alguns deles até simpáticos à Articulação, que avaliam que o candidato do PT a prefeito de Goiânia não pode sair do grupo do prefeito Paulo Garcia. Eles sugerem que o desgaste do prefeito pode contaminar o candidato e derrotá-los. Teme-se até que o partido faça uma bancada de vereadores irrisória. Aposta-se em Edward Madureira porque, embora seja filiado ao PT, tem um percurso construído à revelia do partido, como gestor, dos mais qualificados, da UFG. Para substituir o prefeito de Goiânia, que não tem fama de administrador eficiente, acredita-se, entre os petistas mais independentes, que será preciso apresentar um candidato que seja gestor competente e experiente. O nome seria o de Edward Madureira, que, como candidato a deputado federal, mesmo sem estrutura de campanha, recebeu quase 60 mil votos.

Irista diz que Mabel é o único do PMDB que tem estrutura para fazer campanha sólida em Goiânia

[caption id="attachment_24648" align="alignleft" width="620"]Deputado federal Sandro Mabel |Foto: Edilson Pelikano Deputado federal Sandro Mabel |Foto: Edilson Pelikano[/caption] A bola de cristal diz: “O candidato a prefeito de Goiânia em 2016, pelo PMDB, será Iris Re­zende”. A razão, bola de cristal do jornalista, contrapõe: “É possível que o cacique dispute. Mas há variáveis”. Precisa ter vontade, saúde, apoio político e capacidade de bancar a campanha. Um irista afirma que “muitos querem disputar a Prefeitura de Goiânia, mas poucos sabem como a próxima disputa será caríssima”. Na opinião deste irista, nem Agenor Mariano, nem Bruno Peixoto e mesmo Iris Rezende têm condições de bancar uma candidatura contra um opositor com estrutura ampla. O que fazer? “Con­vocar Sandro Mabel para a disputa. O principal diferencial do empresário é dinheiro.”

Adiante, Bruno Peixoto e Agenor Mariano vão terçar forças; eles querem disputar a Prefeitura de Goiânia

[caption id="attachment_24636" align="alignleft" width="620"]Untitled-1 Agenor Mariano (à esquerda) e Bruno Peixoto querem disputar o Paço Municipal | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O PMDB de Goiás, se fosse um indivíduo, teria de consultar um analista. Há uma crise de identidade. Há quem acredite que é preciso “matar”, simbolicamente, o “pai”, representado pela figura de Iris Rezende. Há quem admita que o conflito com o PT é uma maneira de escamotear a própria crise. A intelligentsia do partido avalia que o partido perdeu a capacidade de pensar de maneira inteligente e estratégica, tão-somente reagindo aos ventos das circunstâncias. Discute-se: “Quem vai presidir o partido em Goiânia?” O deputado Bruno Peixoto, cuja estratégia é não ter estratégia, quer ser o presidente por dois anos, não apenas da comissão provisória por 90 dias. Porém, pelo menos dois peemedebistas receberam a recomendação de que não deve ser o escolhido. O irismo quer Agenor Mariano no comando em Goiânia. O motivo da preferência por Agenor Mariano? “Lealdade, confiabilidade”, afirma um irista. “Bruno Peixoto é ‘lá’ e ‘cá’”, afiança o mesmo irista. “Bruno pode ficar no comando por 90 dias, mas depois não vai dirigir o partido. Ele tem mania de colocar até o pessoal de seu gabinete no diretório. Não pega bem.” O que há por trás de algumas intrigas? O fato de que tanto Agenor Mariano quanto Bruno Peixoto têm o mesmo projeto: querem disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016. O deputado está se tentando se aproximar de Iris Rezende, mas este desconfia de sua lealdade. Até pouco tempo, era um dos que estavam mesmerizados pelo canto de sereia de Júnior Friboi. Tanto Agenor Mariano quanto Bruno Peixoto sabem que, se quiser, Iris Rezende será o candidato do PMDB a prefeito de Goiânia. A diferença é que, se o peemedebista-chefe postular, Agenor Mariano não hesita um minuto e retira seu time de campo e passa a apoiá-lo. Bruno Peixoto, se conseguir o apoio de um empresário como Júnior Friboi, “enfrenta” Iris Rezende e tenta disputar a prefeitura.

Fenômeno eleitoral de 2014 pode disputar prefeituras de Goiânia ou de Aparecida de Goiânia

[caption id="attachment_24630" align="alignleft" width="250"]Waldir Soares: fenômeno de 2014 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Waldir Soares: fenômeno de 2014 | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O marxismo avalia que só as massas mudam a história. Mas a história comprova que indivíduos isolados produzem mudanças e, às vezes, conduzem as massas. Como Lênin que, buscado na Finlândia, comandou a Revolução Russa de 1917, quando alguns de seus aliados recomendavam que, mais uma vez, fugisse do País. Nas eleições de 2014, em Goiás, pode-se falar num fenômeno eleitoral: o delegado Waldir Soares, do PSDB, que foi eleito deputado com uma votação extraordinária, o que contribuiu para que a bancada governista conseguisse eleger 13 parlamentares federais. Waldir Soares não tinha dinheiro. Mas tinha vontade e usou a internet para articular uma multidão de cabos eleitorais virtuais que se tornaram eleitores. Abertas as urnas, o fenômeno: gastando um valor irrisório, obteve quase 300 mil votos. Em 2016, o fenômeno estará de volta, possivelmente como candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia. Mas um detalhe tem chamado a atenção de todas as cúpulas partidárias: Waldir Soares também é forte em Goiânia. O único problema é que, na capital, o PSDB vai bancar a candidatura de Jayme Rincón para prefeito. A tendência é uma dobradinha nas duas cidades vizinhas, Jayme no palanque de Waldir e vice-versa.