Marina Sant’Anna vai ouvir líder antes de assumir suplência

Se necessário, petista pode ocupar cargo de Thiago Peixoto por um mês, com salário de R$ 26 mil, ao passo que ele está na Segplan. Câmara vai gastar de R$ 150 mil com posses

Com recesso, Marina Sant'Anna disse que irá fazer articulação política | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Com recesso, Marina Sant’Anna disse que irá fazer articulação política | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A legislatura 2010-2014 na Câmara dos Deputados chega ao fim no dia 31 de janeiro e muitos dos parlamentares deixaram o Congresso Nacional para ocuparem cargos no Poder Executivo de seus estados. Goiás tem 17 representantes e apenas Thiago Peixoto, reeleito pelo PSD, deixou a Casa para se dedicar à Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) no quarto mandato do governador Marconi Perillo (PSDB).

Quem ocuparia o seu posto seria Marina Sant’Anna (PT), primeira suplente. Ela esteve na Câmara a maior parte do mandato do pessedista. Não assumiu apenas em 2014, ano que o auxiliar retornou ao plenário. “Vou consultar o líder da bancada, Vicentinho [PT-SP], para saber se posso ajudar em alguma coisa que estiver pendente”, disse, em entrevista ao Jornal Opção Online nesta quarta-feira (7/1). Por estar em período de recesso de sessões e reuniões de comissões, a atuação a que a petista se refere seria de articulação política. A função, segundo a petista, também cabe o mandato.

Muitos suplentes assumiram antes o cargo com o afastamento temporário do titular, e agora estão sendo efetivados no cargo, que ocuparão até o fim do mês. Esse é o caso de Marina, que explica que a Secretaria da Câmara não a convocou para retornar ao parlamento ainda. A justificativa é a de que Thiago Peixoto não pediu licença de seu mandato até o momento. “Não sei o que significaria ou se teria como agilizar algum projeto. Estava reorganizando vida pessoal, deixei muitos projetos lá”, comentou a parlamentar.

A reportagem entrou em contato com o secretário de Estado, mas as ligações não foram atendidas.

Pagamentos

A petista destaca que, no caso dela, que ocupou e saiu várias vezes do cargo, não há o recebimento de benefícios no retorno — o que ocorre apenas aos novatos. “Apenas o salário. Não vai haver perda de orçamento, pois a Câmara já havia previsto esses pagamentos de qualquer forma. Faz parte da dinâmica parlamentar”, pontuou.

Por um mês de mandato, os substitutos vão receber salário bruto de R$ 26.723,13, sendo que o líquido gira em torno de R$ 22 mil; auxílio moradia de R$ 3,8 mil (cerca de R$ 2,5 mil caso seja feito depósito em conta). Além disso, tem o chamado cotão, verba paga como ressarcimento de despesas. O valor varia de acordo com o estado de origem, uma vez que nele estão incluídas verbas de passagens aéreas. O maior valor é R$ 41,6 mil, pago a deputados de Roraima. O menor, R$ 27,9 mil, vai para os do Distrito Federal.

O processo de posse de deputados vai custar cerca de R$ 150 mil aos cofres da Câmara. De 30 de dezembro até a última terça-feira (6), tomaram posse para um mandato de 30 dias exatamente 30 suplentes de deputados. Como o Congresso Nacional está em recesso, os novos deputados não terão atividades no parlamento.

Uma resposta para “Marina Sant’Anna vai ouvir líder antes de assumir suplência”

  1. Avatar Alexandre disse:

    Assumir suplência? Ela já é suplente. Ela vai assumir (ou pode assumir) mandato…

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