Por Euler de França Belém
Até o ótimo Luciano Andrade aderiu aos comentários patrioteiros e “deu” a vitória para o brasileiro
Chiquinho Oliveira treme quando o militar-deputado chega perto
O “destino” do deputado irado está nas mãos do deputado Francisco Júnior
José Eliton deve assumir o governo em 2018 e disputar a reeleição. Thiago Peixoto é cotado para vice
Nos bastidores, o banco de Pérsio Arida e André Esteves começa a ser chamado de Bateau Mouche
Executivos sublinham que medidas de contenção são necessárias. Mas ressalvam que nenhum país vai pra frente se não fala do que está fazendo para superar a crise
A pedra no caminho do deputado federal é o senador Wilder Morais
O argumento é apropriado: o projeto de Wilder Morais não é partidário, é puramente pessoal
Mas o deputado federal teria de garantir que vai bancar Ronaldo Caiado para governador em 2018
O deputado federal percebe que pactos com a imprensa são faustianos?
Se a chapa for pura, o preferido do peemedebista-chefe é Agenor Mariano
A derrota interna de Fernando Krebs sinaliza que pode ter outra derrota em 2018
O prefeito de Catalão avisou ao tucano-chefe que vai disputar a reeleição em 2016
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Iris Rezende, Waldir Delegado Soares, Jayme Rincón, Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso e Luiz Bittencourt: nomes cotados[/caption]
Na semana passada, dois dos mais qualificados marqueteiros e pesquisadores disseram ao Jornal Opção quase a mesma coisa sobre a disputa eleitoral de Goiânia. Do marqueteiro: “O surpreendente não é a liderança de Iris Rezende, que chamo de inercial, e sim que o gigante PSDB, que tem no governador Marconi Perillo o maior líder político do Estado, agora com forte presença nacional, não tem um candidato tão consistente quanto o postulante do PMDB”. Por que isto? O pesquisador sublinha que, como é forte para o governo do Estado, porque tem um nome cristalizado, exatamente o tucano-chefe, a cúpula tucana não trabalha com habilidade e de maneira antecipada o fortalecimento de um nome para a capital. O marqueteiro acrescenta: “Como está há muito tempo no poder, o que vai se transformar em desgaste ao longo do tempo, é importante que, daqui para frente, o PSDB se preocupe em criar estruturas que extrapolem o controle do governo estadual, quer dizer, precisa pensar nas principais prefeituras, como a de Goiânia, a de Aparecida de Goiânia e a de Anápolis”.
O pesquisador frisa que é preciso notar que há um outsider em Goiânia, que, mesmo filiado ao PSDB, “não” pertence ao partido e, na verdade, “a nenhum grupo político”. “A maior ameaça a Iris Rezende advém do delegado e deputado Waldir Soares. Há uma tendência a subestimá-lo, precisamente por não ter grupo e por avaliá-lo como um postulante sem conteúdo. Costuma-se dizer que o eleitor que o aprova para deputado pode não apreciá-lo para um cargo majoritário. Isto pode até ser verdade, mas é, acima de tudo, um preconceito. Se o eleitorado desistir de Iris Rezende, considerando que não se trata de um gestor criativo e moderno o suficiente para o tempo atual de Goiânia, é bem possível que arrisque com um candidato que, na sua opinião, ninguém controla. Pesquisas sinalizam que o eleitorado aprova um candidato que não é ‘controlado’ pelos políticos tradicionais e busca um caminho solo.”
O pesquisador sugere que, se o PSDB não quiser bancar Waldir Delegado Soares, porque é infenso a qualquer tipo de controle, deve se apressar e sugerir outro nome. “Quanto mais demora, à espera de discussões infindáveis e improdutivas, mais assistirá outros pré-candidatos comportando-se, de maneira antecipada, como candidatos. É o caso de Luiz Bittencourt (PTB), que é hábil, e de Waldir Soares. O partido deveria bancar logo Jayme Rincón ou Giuseppe Vecci, até para ocupar espaço e gerar debate.”
Já o marqueteiro sublinha que o fato que mais o surpreende é a “falta de pegada de Vanderlan Cardoso”. O especialista afirma que o goianiense o observa com atenção, dado o seu sucesso administrativo em Senador Canedo, “mas parece percebê-lo como um político desmotivado, sem, com o perdão da palavra, tesão”.
Quanto ao PT, o marqueteiro e o pesquisador concordam: o desgaste nacional vai derrotar qualquer candidato do partido — Adriana Accorsi, Luis Cesar Bueno ou Edward Madureira. Não tem nada a ver com o prefeito Paulo Garcia, e sim com o fato de que, numa capital, o desgaste nacional é absorvido de maneira mais intensa.
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Lissauer Vieira, deputado estadual, e Paulo do Vale, médico: aliança pode ser decisiva para derrotar o deputado federal Heuler Cruvinel[/caption]
Tancredo Neves dizia que políticos devem ter sorte e votos. Há indícios de que o deputado estadual Lissauer Vieira — que deve trocar a Rede pelo PP do senador Wilder Morais — tem sorte e, como foi eleito em 2014, votos.
Pré-candidato a prefeito de Rio Verde, bancado pelo prefeito Juraci Martins, do PP, Lissauer Vieira pode conquistar um apoio inesperado e qualitativo. O pré-candidato do PMDB, o médico Paulo do Vale, com graves problemas na Justiça, pode sair da disputa. Numa declaração feita na cidade, o peemedebista sublinhou que, se não puder concorrer, não teria nenhum problema em apoiar o deputado.
Por que Paulo do Vale poderia apoiar Lissauer Vieira? Primeiro, porque mantêm relacionamento cordial. Segundo, porque o percebe como um político confiável. Terceiro, porque o candidato do PSD, Heuler Cruvinel, teria incentivado, nos bastidores, as denúncias que, agora, podem inviabilizar sua postulação. Atribui-se ao peemedebista a frase “tudo — menos Heuler Cruvinel”.
Comenta-se que Heuler Cruvinel tem o hábito de “tratorar” aqueles que atravessam seu caminho e, por isso, não é visto como um político agregador.
O fato é que, se apoiar Lissauer Vieira, Paulo do Vale pode contribuir para desequilibrar o jogo em Rio Verde. Político apontado como mais simpático do que Heuler Cruvinel, o peemedebista é mencionado como consistente eleitoralmente e, como médico e empresário, é bem-visto no município. Com Juraci Martins, Paulo do Vale e Wagner Guimarães no mesmo palanque — o que parecia impossível até pouco tempo atrás —, Lissauer Vieira tende, segundo especialistas na política do Sudoeste, a derrotar Heuler Cruvinel, que ficaria isolado.
Claro que não está definido que Paulo do Vale não será candidato. Entretanto, se não for e se bancar Lissauer Vieira, o quadro político de Rio Verde será outro. Não há como não dizer: Lissauer Vieira tem sorte e, claro, votos.


