Por Euler de França Belém
Definido como pré-candidato do PSDB a prefeito de Anápolis, o vereador Fernando Cunha Neto viajou para Miami para pedir a bênção do empresário Marcelo “Neoquímica” Limírio, sogro e padrinho do deputado federal Alexandre Baldy.
Fernando Cunha Neto está fazendo o dever de casa — conversando com políticos, líderes de bairros e empresários. O tucano sabe que será muito difícil disputar com o prefeito João Gomes, do PT, que tem o controle da máquina, e com o deputado Carlos Antônio, do Solidariedade, que é popular na cidade. Mas permanece animado e buscando formatar uma aliança política forte.
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Frederico Jayme: ex-presidente do TCE e ex-deputado estadual [/caption]
O chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, ex-deputado Frederico Jayme, pode ser a grande aposta do PSDB para prefeito de Anápolis.
Primeiro, porque é consistente e, nos debates, tende a dar um banho nos adversários.
Segundo, por ser ligado ao governador Marconi Perillo, acabará com o mito de que o tucano-chefe apoia, por debaixo dos panos, o prefeito João Gomes, do PT.
Proclamado como pré-candidato do PSDB a prefeito de Anápolis, o vereador Fernando Cunha Neto está articulando com políticos e empresários. Mas, se não emplacar, sairia do páreo tanto para o deputado federal Alexandre Baldy quanto para Frederico Jayme. Há quem o avalie com o perfil mais de vice do que de candidato a prefeito.
O ex-prefeito de Inhumas Abelardo Vaz e o empresário Vanderlan Cardoso se tornaram amigos na política e permaneceram amigos fora da política. O primeiro pertence ao PP e o segundo, ao PSB.
Vanderlan Cardoso é pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB. Para alguns, é um postulante relutante. A um político chegou a dizer que não gostaria de perder eleição pela terceira vez. Ele foi derrotado para o governo do Estado em 2010 e 2014 e teme não ser eleito em Goiânia. Abelardo Vaz o avalia como um “político de excelente nível e um gestor preparado e dos mais eficientes”.
Numa conversa com Abelardo Vaz, Vanderlan Cardoso disse que pretende disputar a Prefeitura de Goiânia. Mas lamentou a falta de apoio político — não há uma frente forte na capital que o banque — e de uma estrutura financeira adequada. Ele pode não ser candidato? “Não sei. Mas as campanhas de 2010 e 2014 deram-lhe um recado: é muito difícil ganhar uma eleição sem estrutura política e sem estrutura financeira.”
Vanderlan Cardoso estaria mais preocupado com Senador Canedo do que com Goiânia? Abelardo Vaz diz que não é bem assim. “Na verdade, como líder político em Senador Canedo, onde foi prefeito, não há como não participar das articulações municipais. As pessoas do município o procuram e o querem participando do processo local. Como se trata de um político com dimensão estadual, nada mais apropriado. Mas procede que, como deve disputar a Prefeitura de Goiânia, deve articular mais na capital.”
Sobre o conflito entre o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, do PDT, e Vanderlan Cardoso, Abelardo Vaz não quis tecer maiores comentários. “O que posso dizer é que são políticos de valor, experimentados. É possível que o rompimento prejudique os dois. Se tivesse o apoio de Vanderlan, Misael estaria praticamente eleito. Se tivesse o apoio de Misael, Vanderlan poderia se concentrar mais na política de Goiânia e ainda teria o apoio de um prefeito de uma cidade importante. Em política, é sempre mais saudável agregar do que romper. Mas não tenho informações suficientes para me envolver no conflito entre os dois.”
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Abelardo Vaz: advogado e ex-prefeito de Inhumas Foto: Fernando Leite[/caption]
O advogado Abelardo Vaz tem um lugar garantido na história de Inhumas como um de seus melhores prefeitos. Filiado ao PP, poderia ter disputado mandato de deputado estadual em 2014 e dificilmente não seria eleito. Mas o pepista parece ser um líder relutante. Ou melhor: não é relutante, mas não quer mais ser político, ao menos nos próximos anos. Com um azeitado escritório de advocacia, ele prefere ficar na iniciativa privada e não planeja disputar a prefeitura na eleição de 2 de outubro. Apontado como favorito por seus aliados, aclamado nas ruas, não demonstra entusiasmo algum pela disputa.
Entrevistado pelo Jornal Opção na sexta-feira, 12, Abelardo diz que, de fato, o escritório de advocacia vai bem. “Mas, em termos políticos, admito que não estou entusiasmado, não quero disputar a prefeitura. Até tentei me empolgar, pressionado ou incentivado pelo amigos e correligionários, mas o fato é que não estou motivado. Prefiro ficar fora e apoiar outro candidato.”
O grupo de Roberto Balestra e Abelardo Vaz, os líderes mais expressivos da oposição ao prefeito Dioji Ikeda (PDT), tem outros nomes? “Nós temos vários nomes de qualidade. São políticos que têm capacidade gestora. Posso citar João Antônio, do PSD, Celsinho Borges, do PP, e Edivaldo da Cosmed, do PHS. Edivaldo é vice de Dioji Ikeda, mas rompeu com o prefeito e agora pertence à nossa base política. Qualquer um deles tem condições de ganhar a eleição e, em seguida, de administrar a prefeitura, mesmo num ambiente de crise econômica do país.”
Abelardo Vaz frisa que seu grupo deve bancar João Antônio, Celsinho Borges ou Edivaldo da Cosmed. “Trata-se de uma turma boa e que tem credibilidade na cidade. O importante é o grupo permanecer unido.”
O presidente do PSDB metropolitano, Rafael Lousa, de 37 anos, é visto por seus liderados como democrático e aberto ao debate. É avesso a autoritarismos e gosta de “esgotar” as conversas, mas sem impor posições. Na questão das prévias para indicar o candidato do partido a prefeito de Goiânia, o jovem político disse ao Jornal Opção que, devido a existência de três pré-candidatos —Anselmo Pereira, Waldir Soares e Giuseppe Vecci —, a cúpula partidária formulou uma ideia para democratizar a escolha. “Nada mais democrático do que delegar a escolha do candidato aos filiados do partido. As prévias, por assim dizer, são uma prévia da eleição para prefeito. O partido, ao usá-las, pensou escolher exatamente aquele postulante que mais agrada aos filiados, que são as pessoas que vão trabalhar nas campanhas, pedindo votos para o candidato”, afirma.
Rafael Lousa comentou, brevemente, o abandono das prévias pelo deputado Waldir Delegado Soares, que tende a trocar o PSDB por outro partido — o Pros ou o PR (ele conversa com políticos do PMDB e do PSB, entre outros). “Waldir Soares, pelo qual nós temos respeito, afirma que funcionários públicos municipais e estaduais estão filiados ao PSDB — o que beneficiaria tanto Anselmo Pereira quanto Giuseppe Vecci. Ele afirma que 39 dos filiados trabalham na Câmara Municipal de Goiânia, da qual Anselmo Pereira é presidente. Se for assim, então, o presidente do Legislativo não ganha as prévias, porque 39 votos não são suficientes. O deputado diz que 750 dos filiados trabalham na Prefeitura de Goiânia. Ora, se estamos fora da prefeitura há 16 anos, desde 2000, isto prova que o processo criado pelo PSDB é mesmo isento.”
Perguntado se avalia que Waldir Soares será candidato, Rafael Lousa, com sua discrição habitual, diz que não sabe exatamente qual é o projeto do parlamentar. “O que sei é o que leio pela imprensa. Waldir garante que será candidato, por isso não aceita que o PSDB indique outro nome.” O Jornal Opção pergunta: “Cadê Anselmo Pereira, que, em cima das prévias, desapareceu do mapa e estaria viajando para a Europa?” O presidente do PSDB municipal é lacônico: “Não sei onde está Anselmo, mas acho que está na Europa”.
Anselmo Pereira volta no início da semana e vai participar do debate com Giuseppe Vecci na Associação Pró-Melhoramento do Setor Pedro Ludovico na segunda-feira, 15, às 19 horas.
O partido tem pelo menos cinco nomes qualificados para a disputa da Prefeitura de Goiânia
O deputado estadual Lucas Calil, do PSL, afirma que o advogado Abelardo Vaz, do PP, é o nome mais consistente da base governista “para disputar e ganhar” a Prefeitura de Inhumas.
“Abelardo afirma que não quer disputar, mas é o melhor nome para ganhar a prefeitura e, sobretudo, para administrá-la com eficiência e criatividade. Vamos ver se o deputado federal Roberto Balestra (PP) consegue convencê-lo a disputar”, afirma Lucas Calil. “Ele tem uma folha de serviços prestados a Inhumas que poucos têm.”
Por que, de fato, Abelardo Vaz não quer disputar a Prefeitura de Inhumas, contrariando as pesquisas e sua base política? “Ele afirma que o cenário do país não é positivo para os prefeitos e relata que está muito bem no seu trabalho como advogado.”
Se Abelardo não quiser mesmo disputar, como tem anunciado, quem a base governista lançará? “Nós temos vários nomes qualitativos na cidade — como o médico João Antônio, do PSD, e Celsinho Borges. O fato é que nós, unidos, vamos eleger o próximo prefeito de Inhumas.”
O deputado estadual Lucas Calil, de 28 anos, é o pré-candidato do PSL a prefeito de Goiânia. “Não estou me impondo. Quero discutir a cidade com seus moradores. Nasci e fui criado na capital. Mesmo não tendo feito uma campanha agressiva no município, obtive quase 6 mil votos — o que indica identidade com seus eleitores. Um terço do eleitorado tem menos de 30 anos e, como sou jovem, posso manter uma interlocução mais ampla com as pessoas. Posso me doar para a cidade.”
Frisando que, nas redes sociais, só perde para o deputado federal Waldir Delegado Soares —que tem mais de 500 mil seguidores, muitos deles eleitores fieis —, Lucas Calil diz que percebe, ao conversar com as pessoas e ao examinar pesquisas, que “o cenário de Goiânia está inteiramente aberto”.
Sugerindo que alguns políticos estão impondo suas candidaturas, Lucas Calil sublinha que poucos realmente examinam o que querem os moradores da cidade. “Até Iris Rezende está impondo sua candidatura a prefeito de Goiânia, travando a renovação do PMDB. Percebo que quase todo mundo quer ser candidato de si mesmo e isto acaba não funcionando bem. É preciso discutir a cidade, apresentar ideias para torná-la melhor para todos, não para grupos isolados.”
Vanderlan Cardoso pode ser vice de Iris Rezende ou candidato a prefeito pelo PMDB
Estatísticas sobre violência são úteis para gerar manchetes sensacionalistas, mas a Imprensa precisa refletir sobre o assunto de maneira abrangente. A sociedade precisa demonstrar insatisfação com a violência contra policiais
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Bernie Sanders e Donald Trump: no poder, o primeiro deixaria de ser socialista, para gerir o império capitalista, e o segundo seria moderado pela sociedade americana. Os impérios são moderadores “naturais” dos radicais[/caption]
Leitores dos jornais e revistas brasileiros ficam com a impressão de que Karl Marx saiu da tumba e transformou Bernie Sanders numa espécie de Engels americano. Fala-se o “socialista” Sanders com a “boca cheia”, como se, depois de certa decepção com Barack Obama — que revelou ter sintonia fina com o establishment dos Estados Unidos —, o democrata pudesse ser qualificado de um Obama “mais avançado”. Enganam-se aqueles que apostam que Sanders seria, no poder, Obama radicalizado. Na ditadura, o poder radicaliza ainda mais aqueles que têm espírito totalitário — como Stálin, Mao Tsé-tung e Fidel Castro. Na democracia, felizmente, ocorre o oposto: é o poder que modera aquele que, antes “fora” do poder, exibia-se radicalizado. Os Estados Unidos têm um Congresso ativo e poderoso, uma Suprema Corte independente (até onde isto é possível), uma Imprensa crítica (às vezes, em tempos difíceis, é mais suave em relação ao poder, mas no geral é corrosiva e não homogênea) e, sobretudo, uma sociedade atenta. Uma sociedade conservadora que quase sempre é de centro, aproximando-se mais do conservadorismo.
Na pré-campanha, nada (ou pouco) regula (ou pressiona) o discurso de Sanders, daí a confusão de parte da imprensa brasileira, que não percebe que um socialista americano é, na prática, como um liberal brasileiro — uma figura mais de centro do que de esquerda. Na prática, Sanders é tão anticomunista quanto a besta-fera Donald Trump, do Partido Republicano. Só tem um discurso mais moderado, próximo da socialdemocracia europeia. O Estado do Bem-Estar que pretende (se pretende) criar nos Estados Unidos, similar ao europeu — e grandemente responsável pelo parasitismo social no continente e por parte da crise na região —, pode até conquistar eleitores pobres, notadamente filhos de imigrantes, mas dificilmente agradará as elites e, também, as classes médias. Por isso, se definido como candidato democrata — até os ossos de Franklin D. Roosevelt e de Harry Hopkins apostam que Hillary Clinton, mais confiável para o establishment, será a indicada —, Sanders tenderá a reconfigurar o discurso. Quer dizer: está fazendo um discurso para a pré-campanha e, em seguida, fará outro discurso, mais moderado, para a campanha. Aos poucos, vai sondando os humores do eleitorado. No meio da campanha, sob pressão da sociedade — a luta de todos é para preservar o Império, o modo de vida americano, que não pode ser mantido com gracinhas socialistas —, Sanders, isto se conseguir ser efetivado como candidato, será outro homem e outro político.
Donald Trump não é nenhuma idiota. Se fosse, não seria bilionário. Não se trata de um ideólogo, mas, por certo, trabalha com pesquisas e está falando para um público receptivo ou está tentando (não criar, e sim) ampliar um público existente mas “anestesiado”. É provável que queira “despertar” aquilo que entende por “o americano” tradicional, que tem uma história de ser relativamente receptivo aos que chegam de outros países. Porque o próprio americano é de origem europeia, sobretudo inglesa, mas também irlandesa, escocesa, alemã, italiana. E há os americanos de origem asiática e africana. Os Estados Unidos é cada vez mais um país mestiço e isto é incontornável.
Do ponto de vista do marketing, Trump é um caso de sucesso. Tornou-se o centro das discussões da sociedade americana. Pode não ser candidato pelo Partido Republicado e, se candidato, pode não ser eleito. Mas “mobiliza” a sociedade, mexe com seus humores, e escapa da modorra dos discursos republicanos e democratas tradicionais. É virulento contra os imigrantes e se apresenta como liberal em tempo integral. Ao contrário de Sanders, o Trump da pré-campanha será o mesmo da campanha? É possível que sim, ma non tropo.
O mais provável é que, em confronto com um candidato democrata mais leve em questões sociais e comportamentais — Sanders ou Hillary Clinton, muito mais aberta do que o próprio Obama em determinadas questões —, Trump modere-se um pouco, mais para não perder eleitores do que para conquistar eleitores típicos dos democratas. A campanha tende a moderá-lo? Como é imprevisível, não se sabe. Mas suas posições certamente serão redefinidas por pesquisas, que podem levá-lo a uma certa moderação ou, quem sabe, a uma certa radicalização.
Digamos que Trump seja eleito — ou então Sanders. O que muda nos Estados Unidos? Muito pouco. Os dois sabem que, se eleitos, governarão um Império, com interesses vastos e racionais em todo o mundo. A retórica pode radicalizar-se, em determinados momentos, mas os interesses do país tenderão a suavizar posições pessoais. De resto, pode-se dizer que, no poder, Sanders não será socialista. No máximo, se aproximará da socialdemocracia — que é o que Obama tentou fazer com a reforma da saúde. Trump, se eleito, se tornará mais moderado, sem deixar de ser liberal. A sociedade e o poder tendem a moderá-lo. Não há como se livrar de mexicanos, latino-americanos, chineses, indianos, entre outros, em quatro ou oito anos de governo. Não há como se livrar nunca. Eles são parte da sociedade americana. São a sociedade americana, quer queiram ou não os republicamos mais direitistas.
O poder, na sociedade democrática, cria políticos mais equilibrados do que eles mesmos querem ser. Sanders e Trump, se eleitos, seriam “puxados” para o centro político.
Quem se interessa pela sociedade americana e seus políticos — quase todos tão dissimulados quanto Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Franklin D. Roosevelt e Obama — deve ler o magnífico livro “Fascismo de Esquerda — A História Secreta do Esquerdismo Americano” (Record, 546 páginas, tradução de Maria Lúcia de Oliveira), de Jonah Goldberg. De cara, o autor anota que o fascismo, embora tratado como de direita, é um fenômeno político de esquerda. Os desavisados podem ficar chocados quando perceberem que, embora não seja fascista, em comparação com Benito Mussolini e Francisco Franco, até liberais como Hillary Clinton defendem ideias caras ao nacional-socialismo.
Brad Katsuyama percebeu que os investidores, mesmo os grandes, eram lesados por bancos e corretoras e criou uma bolsa alternativa
A Academia Sueca premia muitos escritores ativistas, notadamente de esquerda, mas vários não eram ativistas
Rodrigo Alves, de “O Popular”, escreveu uma reportagem, “A unânime mestre Lygia”, no geral precisa (o repórter deixa escapar ligeiras imprecisões, como escrever Jorge Luís Borges, e não Luis, e separações silábicas estrambóticas). Versa sobre a indicação da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, autora do estimável romance “As Meninas” — feita pela União Brasileira de Escritores-Seção de Sã Paulo — para o Prêmio Nobel de Literatura.
Há uma imprecisão na fala do presidente da União Brasileira de Escritores-Seção de Goiás, Edival Lourenço. Ele afirma que a questão ideológica é decisiva na premiação do Nobel: “Há todo um contexto. Além de escrever bem, claro, há também a questão ideológica. Escolhidos são sempre ativistas”.
Na verdade, a questão ideológica tem peso — o fato de ter se tornado liberal quase impediu Mario Vargas Llosa de ser premiado —, mas os escolhidos nem sempre são ativistas. Do poeta T. S. Eliot, autor do poema “A Terra Devastada”, e do prosador William Faulkner, autor do romance “O Som e a Fúria”, pode se dizer muitas coisas, até que o primeiro era um carola religioso, mas nenhum crítico literário de peso, como Northrop Frye, Frank Kermode e Harold Bloom, teria coragem de chamá-los de “ativistas”.
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Livro resgata a bela história de amor entre a carioca Ilma Faria e o japonês Alberto Tomiyo Yamada[/caption]
“Amor Entre Guerra” (Planeta, 319 páginas), de Marianne Nishihata, é um belo romance “entre uma carioca”, Ilma Faria, “e um japonês”, Alberto Tomiyo Yamada, “que lutou pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial”. Embora tenha nascido no Japão, Yamada veio bebê para o Brasil e se tornou soldado e, depois, cabo da Força Expedicionária Brasileira.
O livro conta uma história de amor, das mais belas, e a participação do cabo Yamada nas batalhas da Itália. Ele foi ferido, dado como morto por militares brasileiros e resgatado por soldados americanos. Sobreviveu à guerra, recuperou-se na Europa e voltou para se casar com Ilma.
Marianne Nishihata escreve muito bem e não deixa a história resvalar para o pieguismo, mas também não trata o amor de Yamada e Ilma com frieza.
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Cristiane Pelajo, com sua experiência no “Jornal da Globo”, tende a se tornar uma estrela da Globo News[/caption]
Volta de Cristiane Pelajo ao Globo News, depois de passagem bem-sucedida pelo “Jornal da Globo”, significa desprestígio? Não.
O Globo News parecia uma mera escola de treinamento para a TV Globo. A rede levou algumas de suas principais apostas, como Cristiane Pelajo e Renata Vasconcelos. Mas, aos poucos, a direção do canal misturou os jovens com jornalistas experimentados — como Eliane Cantanhêde (cada vez melhor, agora que adaptou-se à linguagem da tevê), Renata lo Prete (que parece ter nascido para o comentário televisual), Gerson Camarotti (dos melhores intérpretes dos bastidores da política de Brasília) e Jorge Pontual.
Cristiane Pelajo, com o que aprendeu no “Jornal da Globo”, tende a se tornar uma estrela na Globo News. Ela fala muito bem, narra as notícias sem titubear. Parece, por vezes, William Bonner, a principal estrela jornalística da TV Globo.

