Por Euler de França Belém
Ayres Britto frisou que o governador de Goiás é jovem e tem “ideias lúcidas, corajosas e claras”
A crise dos Estados será um dos principais problemas que um possível governo do “presidente” Michel Temer deverá enfrentar
Com larga experiência administrativa, o economista conta com o apoio tanto do PSD de Gilberto Kassab e Vilma Rocha quanto do governador Marconi Perillo
A Ordem dos Advogados do Brasil é uma “casa” de todos, não é um “edifício” ideológico das esquerdas
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Jair Bolsonaro e Brilhante Ustra: o deputado revisa a história e defende o coronel do Exército, que é apontado como torturador[/caption]
É consenso entre pesquisadores, ideológicos ou não, que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o doutor Tibiriçá, comandou parte dos grupos de tortura na ditadura civil-militar.
Independentemente do fato de que esquerdistas — terroristas, no dizer dos militares — não queriam implantar uma democracia no Brasil, pugnavam por outra ditadura, a do proletariado, portanto havia uma guerra entre forças políticas e militares, a tortura é execrável. Há quem diga que, na guerra, vale tudo — menos perder. Os militares, para combater a guerrilha, que queria derrubar o governo, precisavam de informações rápidas — para prender novos militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), as maiores organizações da luta armada; daí a lógica da tortura. O presidente-general Ernesto Geisel chegou a dizer: “Acho que a tortura, em certos casos, torna-se necessária para obter confissões”. O capitão esquerdista Carlos Lamarca e seus camaradas mataram um militar friamente, a coronhadas, quando poderiam tê-lo deixado amarrado. Em fuga, temiam ser descobertos.
- Livros de história, e se está falando dos mais equilibrados, e depoimentos sugerem que muitos presos foram torturados e, vários, mortos quando não tinham mais nada a revelar que pudesse ajudar no combate à guerrilha. A partir de certo momento, a ordem, de cima, era para torturar e matar. Era cortar o “mal” pela raiz. Fala-se em porões da ditadura, locais onde guerrilheiros eram torturados e não raro mortos, quando, na verdade, não eram bem porões, porque a cúpula do governo sabia o que estava acontecendo nas suas dependências. Os porões eram, por assim dizer, extensões das áreas oficiais — eram para-oficiais. A tortura, por si, é grave. Trata-se de um crime, mesmo na guerra. As mortes em combate, com trocas de tiros de ambos os lados, têm sua justificativa. Fala-se, com alguma propriedade, que chumbo trocado não dói. Mas as mortes nas prisões, oficiais ou não, como na Casa da Morte, em Petrópolis, ferem as próprias convenções dos soldados que se combatem. O preso é um ser indefeso e, como tal, deve ser protegido. Quem diz isto é ingênuo? Pode até ser. Mas precisa-se, mesmo em circunstâncias difíceis, de limites. Sem regras de contenção, os homens, militares ou não, tendem à barbárie. O delegado Sérgio Paranhos Fleury, tido como besta-fera dos porões, era uma espécie de James Bond da ditadura civil-militar. Não se pode esquecer de que um dos chefes da ALN, Carlos Eugênio Sarmento Paz, comandou o assassinato de Márcio Toledo única e exclusivamente porque ele queria deixar a guerrilha. É uma morte que clama por lembrança e, até, condenação.
Execrado pelo esquerdismo, o Jornal Nacional procura oferecer aos telespectadores uma visão ampla dos problemas. Veículos de esquerda só atacam os “adversários”
Petistas dizem que o jornalismo da TV Globo tem sido parcial a respeito das denúncias da Operação Lavajato. Pode ser que, dada a exposição da história do petrolão, quando os vilões estão associados ao PT, tal ideia fique cristalizada. Mas é visível a tentativa de o “Jornal Nacional” divulgar as denúncias e, ao mesmo tempo, procurar expor o outro lado com extremo cuidado. Ocorre que, muitas vezes, o outro lado não quer falar ou apenas emite uma declaração curta, mais protocolar do que esclarecedora, em geral elaborada por advogados.
As publicações de esquerda, quando acusam, têm o mesmo cuidado que o “Jornal Nacional”? Em geral, não têm. Há, nas publicações de esquerda, uma mistura de fatos com ideologia e, a partir de certo momento, não se sabe mais o que são fatos e o que é ideologia. Fica-se com a impressão de que a esquerda está certa única e exclusivamente porque é a esquerda. Ouvir o outro lado? Nem pensar.
Das publicações ligadas ao petismo, ou ao lulismo — o Lulopetismo —, a “CartaCapital” é uma das poucas que procuram ouvir o outro lado com algum cuidado. Mas, nos últimos meses, a revista está quase toda editorializada, praticamente militante, em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff e do “legado” do ex-presidente Lula da Silva. Parece um onipresente cão de guarda do Lulopetismo.
Os blogs que apoiam o PT e o governo de Dilma Rousseff criticam o facciosismo dos outros, mas são extremamente facciosos. Alguns chegam a ser fanaticamente petistas, divulgando boatos como se fossem fatos e fazendo uma defesa irracional do petismo. Tudo que é ligado ao PT é “maravilhoso”. Tudo que é ligado ao PSDB é “demoníaco”. A revista “Veja” é a besta-fera do apocalipse.
A imparcialidade que cobram da “Veja”, os blogs petistas não exigem de si.
Ao contrário da “Veja” e dos jornais “O Globo” e de “O Estado de S. Paulo”, que mostraram que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria aprovado, a “Folha de S. Paulo”, na edição de sábado, 16, possivelmente baseada em fontes pouco confiáveis — o que revela que a sucursal de Brasília falhou gravemente —, comprou e publicou a tese, de matiz governista, que, no domingo, revelou-se equivocada: “Governo Dilma contém favoritismo do impeachment a 48 horas da votação”. O impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados por larga maioria, o que deve ter surpreendido os repórteres da “Folha”. Não há a menor dúvida de que o jornalismo político do jornal paulistano está ficando para trás em comparação aos demais jornais, notadamente o “Estadão” e “O Globo”, e revistas, como “Veja” e “Época”.
Com muita ousadia em tempos de crise e um projeto planejado durante anos, os empresários Sirlene e Joaquim Milhomem lançaram a bela publicação “Elementar”, com distribuição dirigida a consumidores e formadores de opinião das classes A e B e executivos da cadeia produtiva de alimentos e bebidas, do produtor rural ao vendedor. O objetivo é ser uma plataforma goiana para o Brasil.
Em seu número inaugural, com 64 páginas, “Elementar” traz reportagens sobre batata, aquicultura, cervejas, glúten e biscoitos. Com pauta aberta, outros temas são abordados, como produção e produtividade agrícola, pets e uma bela reportagem sobre distribuição de alimentos a famílias carentes na Ceasa de Goiânia, assinada pelo editor Warlem Sabino. Destaque para entrevista exclusiva com representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.
“Acreditamos no mercado”
Sirlene Milhomem acredita que a ousadia pode fazer a diferença. Com esse espírito, ela e o marido-sócio Joaquim Milhomem colocaram no mercado a revista “Elementar”.
“As pessoas falam em crise, e realmente os tempos estão difíceis. Mas ninguém pode deixar de comer e de beber. Nós acreditamos que há espaço para uma boa publicação que coloque essa necessidade básica em pauta, de forma atrativa, leve mas ao mesmo tempo com profundidade. Durantes uns dez anos pesquisamos, ouvimos o mercado. O resultado é ‘Elementar’”, diz a empresária, também jornalista por formação, à frente da Oficina de Comunicação, agência goiana que oferece soluções de comunicação empresarial, há 15 anos no mercado.
O mercado editorial tem fechado empresas e cortado oportunidades. É mais que louvável o nascimento da “Elementar”. Que tenha vida longa.
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Michel Temer, se assumir a Presidência da República, pode fortalecer o projeto político de Daniel Vilela para 2018: a disputa do governo[/caption]
Não há favas contadas em política e a realidade, sempre dinâmica, muda de uma hora para outra. O PSDB acreditava que ficaria no mínimo 20 anos no poder e acabou ficando “apenas” oito anos (sem contar o período de Itamar Franco). O PT parece ter projetado um período ainda maior, ao estilo do PRI no México, mas, dada a corrupção sistêmica que criou para governar e, em seguida, para locupletar-se — contaminando políticos de vários partidos, como PMDB, PP, PTB e PR —, tende a deixar o poder este ano, depois de um longo reinado de 13 anos. Se confirmado o impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado, Michel Temer assume a Presidência e, como em 1992, o PMDB se tornará protagonista. O resultado é que o fortalecimento nacional tende a fortalecer o partido no plano estadual.
Em Goiás, para a eleição de 2018, há dois projetos básicos para o PMDB. O primeiro é bancar seu presidente, o deputado federal Daniel Vilela, para o governo. Político jovem, com boa estampa e discurso cada vez mais afiado, com a incorporação de uma argumentação mais técnica e abrangente — escapando ao populismo caboclo de Iris Rezende —, o parlamentar tem condições de disputar o governo. Pode até não ganhar de José Eliton, que deve ser o candidato do PSDB, mas tende a fazer boa figuração. Tanto pode jogar para ganhar em 2018 quanto pode jogar para ganhar musculatura tendo a disputa de 2022 como meta prioritária.
O segundo jogo do PMDB é apostar na figura experimentada do senador Ronaldo Caiado. Este pode candidatar-se pelo DEM ou pode trocar este partido, em 2018, pelo PMDB. Mas os velhos e novos peemedebistas sabem que, se eleito, o presidente do partido Democratas tende a trabalhar para constituir um grupo político com o objetivo de não cair sob controle do PMDB. Então, ganhar com Caiado pode ser, mais do que uma vitória, uma perda. Por isso, o mais certo é que, aproveitando-se do “empurrão” de Michel Temer, Daniel Vilela dispute o governo do Estado.
Há pelo menos oito goianos que são influentes junto ao “presidente” Michel Temer — em Brasília, nem o petismo o chama de vice-presidente — na República Temerista. Confira a lista a seguir, com breves comentários.
Alexandre Baldy — Apesar de ser considerado “almofadinha” pelos temeristas, articulou, furiosa e eficientemente, pelo impeachment de Dilma Rousseff. Teria contribuído para convencer Eurípedes Júnior, chefão do PROS, a entrar no trem dos que defendem a queda da petista. Michel Temer o vê como um “menino”, mas, via Eduardo Cunha, aprovou sua conduta. Pertence ao PTN.
Daniel Vilela — Embora não tenha sido protagonista, votou pelo impeachment. Michel Temer avalia que o jovem parlamentar deu um voto partidário e admite que tem apreciado conversar com o jovem, que percebe como “firme” e aposta em seu futuro político. Em Goiás, ao menos no PMDB, é um dos principais interlocutores do “presidente”.
Eduardo Machado — O presidente nacional do PHS tem falado com Michel Temer com frequência. Ele lidera uma bancada razoável e o “presidente” tem um olhar atentíssimo para os parlamentares. O PHS e o PTN, se se mantiverem unidos, poderão indicar, inclusive, um ministro num possível governo temerista.
Jovair Arantes — Relator da Comissão do Impeachment que detonou a presidente Dilma Rousseff, o deputado federal caiu nas graças tanto de Eduardo Cunha quanto de Michel Temer, que já o chama de “Jovadeus”. O “presidente” pode bancá-lo tanto para presidente da Câmara dos Deputados — Eduardo Cunha tende a se afastar para não ser afastado — quanto para um ministério. É líder do PTB.
Marcelo Melo — O nome do ex-deputado federal não tem sido mencionado. Mas é um político que frequenta a cozinha de Michel Temer. O “presidente” sinalizou que vai bancar sua candidatura a prefeito de Luziânia. Ao se filiar ao PSDB, supostamente por ter sido “sabotado” pelo grupo de Iris Rezende, o ex-peemedebista comunicou o fato ao líder nacional do PMDB.
Marconi Perillo — O governador de Goiás não pertence ao grupo que entra e sai do Palácio do Jaburu a todo momento. Mas tem o respeito do “presidente” Michel Temer. Porque apoia o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tanto que 16 deputados federais goianos — procede que alguns, ligeiramente desgarrados, agiram de maneira independente — votaram pelo impeachment. Só um, o petista Rubens Otoni, votou contra. Acrescente-se que dois senadores goianos, Lúcia Vânia (PSB) e Wilder Morais (PP), pertencem à base política do marconismo. É do PSDB.
Ronaldo Caiado — O senador tem feito discursos contundentes contra o governo de Dilma Rousseff, mas sempre preservando Michel Temer. O líder do DEM pode acabar se tornando ministro da Agricultura, o que liberaria seu mandato de senador para um peemedebista.
Sandro Mabel — Nenhum político de Goiás tem tanto peso junto a Michel Temer quanto o empresário e ex-deputado federal. É cotado tanto para a Casa Civil quanto para o Ministério dos Transportes. É apontado pelos temeristas como hors concours. É do PMDB.
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Iris Rezende: o peemedebista nunca esteve tão animado[/caption]
Iris Rezende confidenciou a dois aliados que vai mesmo disputar a Prefeitura de Goiânia, este ano, pois não sabe se, em 2018, aos 85 anos, terá energia suficiente para trafegar por um Estado que, geograficamente, é maior do que Israel, Portugal e Cuba juntos. O peemedebista, que está disposto a disputar, protela o anúncio por três motivos. Primeiro, o partido não tem alternativa a ele. Segundo, não quer gastar dinheiro antes do tempo que avalia como apropriado. Terceiro, sabe que todos os demais candidatos vão armar seu jogo a partir de sua definição — então prefere deixá-los supostamente “desnorteados”. Agora, a denúncia de enriquecimento ilícito feita pela revista “Época” — não comprovado e seus advogados já pediram direito de resposta —, longe de desanimá-lo, aumentou a sua vontade de disputar a Prefeitura de Goiânia. A reportagem parece que se tornou, por assim dizer, o incentivo que faltava. É provável que em maio, no mais tardar junho, ele faça o anúncio de sua candidatura.
A revista “Época” deveria ter usado os documentos do SNI com cautela. Porque agentes, às vezes orientados por seus chefes e políticos, organizavam ou plantavam documentação falsa com o objetivo de prejudicar determinados políticos, tanto do governo quanto da oposição. Historiadores sabem que documentos devem ser usados com o máximo de cuidado, sobretudo quando produzidos por serviços de informação e polícias políticas.
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Na montagem, Sandro Mabel, Henrique Meirelles, Daniel Vilela, Jovair Arantes, Eduardo Machado e Alexandre Baldy[/caption]
Alguns políticos de Goiás estão se credenciando para assumir ministérios num possível governo de Michel Temer. Por sua expressão política, o Estado tende a indicar no máximo 1 ministro. Porém, como Sandro Mabel é mencionado para assumir a chefia da Casa Civil (ou Transportes) e Henrique Meirelles é citado como possível ministro da Fazenda na cota do “presidente”, portanto não tem a ver com indicação política do Estado, é possível que outro político do Cerrado seja escolhido para o ministério.
Michel Temer, dada a força da bancada governista na Câmara dos Deputados e no Senado, deve consultar o governador Marconi Perillo. Significa que o tucano vai indicar ministro? Não se sabe. Além dos citados acima, são cotados para ocupar ministérios: o senador Ronaldo Caiado (Agricultura) e os deputados Jovair Arantes (Trabalho) e Daniel Vilela (Esporte). Juntos, PTN e PHS podem indicar um ministro — Alexandre Baldy ou Eduardo Machado.
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Na foto, Henrique Meirelles, Jovair Arantes e Sandro Mabel[/caption]
Se assumir a Presidência da República, Michel Temer é quem, de fato, vai mandar. Mas ao seu lado estarão, possivelmente, as seguintes pessoas: Eduardo Cunha (na sombra?), Eliseu Padilha, Henrique Eduardo Alves, Henrique Meirelles, José Serra, José Yunes, Jovair Arantes, Moreira Franco, Raimundo Lira, Renan Calheiros, Rocha Luris, Romero Jucá e Sandro Mabel. Como consultores, mas não nomeados, estarão Delfim Netto e Armínio Fraga.
Setores do PSDB não querem participar do governo de Michel Temer, resguardando-se para a disputa de 2018. Porém, como, se assumir, o peemedebista não vai disputar a reeleição, há quem, no alto tucanato, avalia que participar de governo pode fortalecer o projeto de seu candidato a presidente da República — que tende a ser, pela ordem, o senador Aécio Neves — se não for contaminado pela Operação Lava Jato —, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (se escapar incólume das denúncias contra seu governo) e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Há uma verdadeira para indicar o vice de Gustavo Mendanha (PMDB) na disputa pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O grupo do ex-prefeito Ademir Menezes, do PSD, tende a apresentar o nome do engenheiro e ex-vereador Max Menezes (filho de Ademir). O deputado Marlúcio Pereira, do PTB, tanto pode pleitear a vice para si quanto para seu filho. A oposição tende a bancar o professor e empresário Alcides Ribeiro, do PSDB, para enfrentar o candidato apoiado por Maguito Vilela.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, tem conversado frequentemente com o chamado núcleo duro que circula com o “presidente” Michel Temer. Na semana passada, manteve uma longa conversa com o ex-ministro Eliseu Padilha, um dos homens de ouro da equipe do peemedebista-chefe. As conversas, republicanas, visam sempre o interesse do governo de Goiás.
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Pedro Canedo: o ex-deputado federal deve ser bancado pelo DEM com o apoio do PMDB[/caption]
Ao menos no momento, a política de Anápolis está polarizada entre o prefeito João Gomes, do PT, e o deputado estadual Carlos Antônio, do PSDB. As pesquisas apontam que são os favoritos e, se não houver mudança, deverão ir para o 2º turno na disputa pela prefeitura. Uma 3ª via, porém, pode ser produzida pelo DEM do senador Ronaldo Caiado e pelo PMDB do deputado Daniel Vilela.
O DEM vai bancar o médico e ex-deputado Pedro Canedo para prefeito. Caiado conseguiu arrancá-lo da base do governador de Goiás, Marconi Perillo. O PMDB vai lançar a candidatura do empresário e vereador Eli Rosa. Os dos políticos são consistentes, tem uma história positiva, mas, isoladamente, terão dificuldade para romper a polarização PT versus PSDB. Entretanto, Pedro Canedo e Eli Rosa, se se unirem, podem até não vencer, mas se tornarão postulantes mais consistentes.
A tendência é que Pedro Canedo seja o candidato a prefeito e Eli Rosa, o vice. Não há nada acertado entre os dois, mas as cúpulas dos dois partidos estão cada vez mais próximas e pretendem lançar candidatos únicos em municípios em que, isolados, não têm condições de ganhar dos candidatos apontados como favoritos, como João Gomes e Carlos Antônio.

