Deputado do PR é acusado de assediar jovem de 17 anos. Ela queria saber sobre impeachment de Dilma

A garota cobrava a posição do parlamentar sobre o impeachment e o parlamentar a cantou abertamente. Ele contrapõe: seu celular teria sido usado por um assessor

João Carlos Bacelar a foto é de Luis Macedo

O PR é um partido dos mais curiosos. Um de seus deputados prega retidão moral em todos os campos e quer ser candidato a prefeito de uma capital. Mas não faz uma crítica sequer ao fato de o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, usar tornozeleira eletrônica, por estar sob vigilância da polícia e da Justiça. Ele foi condenado e preso no rumoroso processo do mensalão. Agora, um deputado do mesmo partido, João Carlos Bacelar (foto ao lado/crédito: Luís Macedo/Extra!), do PR da Bahia, é acusado pela estudante “X.”, de 17 anos, de Santa Catarina. Ela registrou uma ocorrência policial contra o deputado e exibiu todo o diálogo que mantiveram pelo WhatsApp. Ele a teria assediado sexualmente.

Militante do Movimento Brasil Livre, a garota abordou o deputado João Carlos Bacelar e tentou convencê-lo a votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT.

Enquanto a garota falava a sério, pressionando-o em termos exclusivamente políticos, o parlamentar a assediava, sugerindo um encontro em Brasília. “Você é linda”, afirma. E convida-a: “Venha tomar um café no meu gabinete”.

João Bacelar 3 bacelar03

João Carlos Bacelar bacelar01

O repórter Gustavo Almeida, do jornal “Extra!”, do Rio de Janeiro, conta que “o deputado não quis falar sobre o episódio e, por meio de sua assessoria, disse que ‘o celular com a qual a adolescente se comunicou fica no gabinete em Brasília e que conversou foi um assessor parlamentar’”.

Mas, estranhamente, João Carlos Bacelar não apresentou o nome do auxiliar.

Segundo o “Extra!”, “X. disse que participou de uma ‘blitz’ que o movimento Brasil Livre organizou, com os deputados com celular e WhatsApp recebendo mensagens de eleitores de todo o país pedindo para que votem a favor do impeachment”.

Políticos analógicos não percebem duas coisas. Primeiro, quase todas as conversas hoje ficam gravadas e podem ser reproduzidas com extrema facilidade, como ocorreu.

Segundo, as redes sociais são rápidas e permitem que qualquer cidadão, sem nenhum esforço, possa produzir notícias que, logo depois, ganham espaço em jornais e emissoras de rádio e televisão.

João Bacelar conversas 2bacelar02

 

 

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.