Por Euler de França Belém
A economista deixa a Secretaria da Fazenda. Na pauta, o que mais se comentou foi a crise política e econômica
O deputado federal e economista substitui Afrêni Gonçalves
Os cubanos não podem rir da dinastia Castro em público. Dá cadeia. Privadamente, esbaldam-se e contam dezenas de piadas sobre o ditador e sobre a vida difícil em Cuba
Integrante do MBL afirma que deputados querem “controlar” o Ministério Público e o Judiciário, para evitar a investigação e a condenação dos corruptos
Autor do celebrado “Poema Sujo”, o bardo maranhense escreveu poesia engajada, poesia lírica e se livrou da camisa-de-força da esquerda, tornando-se um de seus críticos mais perceptivos
Maguito Vilela (ou Daniel Vilela) será o candidato do partido a governador e não há possibilidade de compor com o senador do DEM, exceto se este decidir apoiá-lo
O governo de Goiás terá pelo menos 2 bilhões de reais para investir em 2018. José Eliton será a principal ponte com os prefeitos — de todos os partidos
Tucano-chefe, depois de dois anos de ajuste fiscal rigoroso, vai aumentar as relações administrativas com os prefeitos com o fito de investir em obras cruciais
Michel Temer é cauteloso e sabe que seu ministro é competente, mas os empresários não conseguem resistir mais: estão quebrados ou quebrando
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Divulgação[/caption]
“Você é brasileiro? Brasileiro mesmo?” Com este apelo, o movimento Vem Pra Rua convoca os moradores de Goiânia a participarem de um ato nacional promovido por ele e pelo Movimento Brasil Livre (MBL) às 15 horas de domingo, 4, contra “os corruptos do Congresso Nacional”. A concentração está marcada para a porta da Superintendência da Polícia Federal, em frente ao Parque Areião, em frente ao campo de futebol do Goiás Esporte Clube.
“PMDB, PSDB, PT, DEM, PQP, não importa o partido, todos querem aprovar uma anistia para os crimes que cometeram”, diz o Vem Pra Rua no convite para a manifestação. Vem Pra Rua e MBL dizem que “serão os bandidos se absolvendo” ao gerarem um clima de revanchismo contra o Judiciário e o Ministério Público Federal, principais algozes de políticos investigados e julgados por crimes apurados pela Operação Lava Jato.
Após reação de promotores, procuradores e juízes contra a aprovação da alteração da proposta de se criar dez medidas contra a corrupção (Projeto de Lei número 4.850) com a inclusão do abuso de autoridade a magistrados e membros do Ministério Público, os movimentos Vem Pra Rua e MBL convocaram a manifestação em Goiânia, que acontecerá no mesmo dia em que cerca de 120 municípios brasileiros se posicionarão contra a tentativa do Congresso de, segundo os movimentos, decretar o fim da Lava Jato.
“Não importa se você é de direita, de esquerda ou de centro. Não haverá mais Brasil se aprovarem esta porcaria. Então pare tudo o que você está fazendo e repasse esta mensagem para todos os seus amigos. Urgente! Não adianta ficar em casa reclamando. Precisamos lotar as ruas!”, afirma a convocação.
A alteração feita pela Câmara dos Deputados, com a tentativa frustrada de votação em caráter de urgência na última semana por parte de alguns senadores, revoltou parte da população, que diz ter se sentido traída pelos políticos que ocupam mandatos eletivos. Os movimentos cobram a aprovação da proposta inicial das dez medidas contra a corrupção sem emendas, a saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado e o fim dos privilégios garantidos a políticos.
A manifestação também servirá de ato em apoio à Operação Lava Jato e ao juiz Sergio Moro.
Na semana passada, começou a pintar uma saia-justa entre militantes do VPR e do MBL. Alguns integrantes do primeiro sugerem que o MBL é financiado pelo PSDB, sobretudo, e pelo DEM. A professora de Direito Cláudia Helena, por exemplo, desconfia da isenção do MBL. Mas líderes do MBL, como Ulysses Remy, garantem que isto é papo furado. É provável que a origem da disputa é a luta pela hegemonia nas manifestações.
Um fenômeno curioso é que somente a esquerda conseguia pôr multidões nas ruas. PSDB e DEM, partidos de cúpulas, nunca tiveram contatos com movimentos sociais — quase todos controlados pelo PT — e, por isso, não conseguem mobilizar a sociedade. O MBL e o VPR, com táticas modernas de comunicação na internet e aparente independência política, conseguem pôr as pessoas nas ruas.
Iristas sugerem que não haverá caça às bruxas, mas todas as informações sobre possíveis rombos serão repassadas ao Ministério Público
O governo precisa de um choque de gestão e o ex-deputado é dotado de grande energia criadora
A maioria diz que perdeu o emprego por causa da crise econômica e afirma que tem medo de ser assaltada
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O empresário Sandro Mabel colabora com o governo do presidente Michel Temer, auxilia-o a resolver determinadas crises, encaminha pessoas e projetos, mas, seguindo um acordo com a família, não se preocupa com cargos oficiais. A rigor, não precisa de nenhum cargo, pois é riquíssimo. Mas aprecia a tranquilidade de Temer e acredita, como empresário, que tem condições de recuperar o país, ou ao menos de lançar as bases para a recuperação.
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Arquivo/Jornal Opção[/caption]
De volta ao mercado financeiro, brevemente, a secretária da Fazenda do governo de Goiás, Ana Carla Abrão Costa — uma doutora em economia das mais competentes, corajosas e pragmáticas —, recebe amigos em São Paulo, no fim de semana, para almoço de despedida.
Aos amigos e colegas do governo, Ana Carla tem confidenciado que a experiência de ter trabalhado no setor público é impagável, porque é mais complicado e trabalhoso do que na iniciativa privada. Mas avalia, ao final, como absolutamente gratificante.

