Grupo articulado pelo setor imobiliário pode superar Iris Rezende e eleger presidente da Câmara

Estão em jogo tanto a “nova” planta de valores de Goiânia quanto a municipalização da água e o fim do contrato com a Saneago. E, claro, a queda de braço pelo controle do Legislativo

 

Delegado Eduardo Prado: cotado para presidir a Câmara Municipal de Goiânia

Delegado Eduardo Prado: cotado para presidir a Câmara Municipal de Goiânia

Um grupo de empresários eminentes do setor imobiliário reuniu-se, neste semana, com vários vereadores — juntos e isoladamente. São três as pautas conectadas: a “nova” planta de valores de Goiânia, a municipalização da água (um adeus à Saneago) e a eleição para presidente da Câmara Municipal.

Os empresários do ramo imobiliário não são contrários ao prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), e tampouco vetam seus possíveis pré-candidatos a presidente da Câmara Municipal. O que eles querem é ter voz ativa na Câmara, por isso o apoio à formação de um grupo, que tanto pode lançar um candidato a presidente do Legislativo quanto, adiante, apoiar o postulante bancado por Iris Rezende. O grupo tem o apoio de pelo menos 13 vereadores e, se conseguir o apoio de mais cinco, chegará a 18 nomes — o que possibilitará a eleição do presidente da Casa. O tucano Anselmo Pereira, por exemplo, não participou da reunião, mas pode levar seu grupo, que teria de 3 a 5 vereadores, para o G-13, tornando-o G-18.

Clécio Alves, Wellignton Peixoto e Andrey Azeredo : os três nomes do PMDB para a presidência da Câmara Municipal| Arquivo

Clécio Alves, Wellington Peixoto e Andrey Azeredo : os três nomes do PMDB para a presidência da Câmara Municipal| Arquivo

O que se quer é eleger um presidente que tenha compromissos com o setor imobiliário e, por extensão, o setor da construção civil (frise-se que o setor imobiliário é mais ativo do que o da construção civil, embora, por vezes, joguem juntos). Um vereador disse ao Jornal Opção: “O que o setor imobiliário quer é um presidente do Legislativo que seja mais independente tanto em relação ao prefeito de Goiânia quanto ao governador de Goiás”.

Vereadores que estariam conversando para compor uma chapa não-controlada por Iris Rezende: Lucas Quintão, do PSL, Sabrina Garcez, do PMB, Vinicius Cerqueira, do PROS, Carlin Café, do PPS, e Tiãozinho Porto, do PROS. É o chamado G-5. Por enquanto, não está fechado com ninguém. Mas pode fechar a qualquer momento, até por que as articulações estão se afunilando. O segundo grupo inclui Romário Policarpo, do PTC, Eduardo Prado, do PV, Kleybe Morais, do PSDC, Léia Klébia, do PSC, Sargento Novandir, do PTN, Emilson Pereira, do PTN, Anderson Sales Bokão, do PSDC, e Jair Diamantino, do PSDC. O G-5 e o G-8, se se unirem, formarão o G-13 — grupo que poderá decidir a eleição da Câmara. O delegado Eduardo Prado, ou outro nome, passa a ser cotado para presidir o Legislativo.

Milton Mercez: frente ampla pode bancá-lo para presidente da Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Reprodução Câmara

Milton Mercez: frente ampla pode bancá-lo para presidente da Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Reprodução Câmara

No momento, os nomes mais expressivos para a disputa da presidência da Câmara Municipal são: Andrey Azeredo, afilhado de Iris Rezende, Wellington Peixoto (Iris Rezende teria dito que não o veta, mas iristas confirmam o veto), Clécio Alves, os três do PMDB, e Milton Mercez, do PRP, e Eduardo Prado, do PV.

Inquiridos pelo Jornal Opção, cinco vereadores disseram que Iris Rezende pretende mesmo bancar Andrey Azeredo para presidente da Câmara Municipal. Mas sustentam que o preferido do PMDB, ao menos na Câmara, não é Andrey Azeredo nem Clécio Alves, e sim Wellington Peixoto. “Andrey Azeredo não é fato consumado”, ressalva um vereador.

Iris Rezende: o prefeito eleito de Goiânia pode muito, mas não pode tudo | Foto: Larissa Quixabeira

Iris Rezende: o prefeito eleito de Goiânia pode muito, mas não pode tudo | Foto: Larissa Quixabeira

Os vereadores dizem que, se a disputa ficar circunscrita aos integrantes do Legislativo — mas asseguram que não ficará; haverá interferência direta tanto de Iris Rezende quanto, quiçá em menor proporção, do governador Marconi Perillo (PSDB) —, os nomes mais fortes são os de Wellington Peixoto, de Milton Mercez e de Eduardo Prado.  “Iris Rezende pode muito, mas não pode tudo”, alerta um peemedebista.

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