Por Euler de França Belém
Se Iris Rezende não for candidato à reeleição, o MDB pode compor um projeto que inclua os partidos de Daniel Vilela, Vanderlan Cardoso e Vilmar Rocha
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Francisco Júnior: grupo pode apostar no novo em Goiânia[/caption]
O PSD está de olho na Prefeitura de Goiânia — na disputa de 2020. Já o PP e o MDB estão de olho no governo do Estado — na disputa de 2022. A tendência é uma união dos três partidos para enfrentar o governador Ronaldo Caiado ou, se cair a reeleição, o candidato que ele apoiar.
A questão é que no caminho de 2022 há 2020. O MDB pode bancar candidato a prefeito — Iris Rezende, Daniel Vilela ou Maguito Vilela —, o que afastará aliados como o PSD e o PP. O PP também pode lançar candidato, mas, fora o senador Vanderlan Cardoso, não tem um nome consistente na capital. Já o PSD tem um candidato jovem e que, embora tenha sido derrotado na disputa para a prefeitura em 2016, saiu-se bem nos debates e programas eleitorais. Deixou cristalizada a imagem de um político moderno e conectado com os goianienses.
Há a possibilidade de uma aliança do PSD com o PP e o MDB para bancar Francisco Júnior para prefeito? Há, embora a aliança seja mais difícil com o MDB, sobretudo se o prefeito Iris Rezende disser que vai disputar a reeleição. Mas uma aliança entre o PSD e o PP é possível e os líderes dos dois partidos, Vilmar Rocha e Vanderlan Cardoso, estão conversando com frequência. Ressalte-se que Vanderlan Cardoso também está conversando com Maguito Vilela e Daniel Vilela (que promete apoiar seu candidato a prefeito em Senador Canedo).
Cogita-se a possibilidade de Francisco Júnior filiar-se ao PP? Há conversas esparsas, mas não oficiais. Aliados de Francisco Júnior sugerem que, por ser o seu único deputado federal do partido em Goiás, não tem do que reclamar. E, se sair do PSD, trocando-o pelo PP, pode perder o apoio do partido do qual saiu (se sair).
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Antônio Gomide: deputado estadual e ex-prefeito de Anápolis | Foto: arquivo[/caption]
Os dados indicam que a Assembleia Legislativa de Goiás decidiu, com uma só tacada, confrontar tanto a Justiça como o Ministério Público e o Tribunal de Contas dos Municípios. A inexperiência do presidente Lissauer Vieira (PSB) possivelmente é a principal causa de o deputado Antônio Gomide, do PT, ter sido “eleito” na terça-feira, 19, para a presidência da Comissão de Serviços e Obras da Assembleia.
No ano passado, investigado pelo TCM e denunciado pelo Ministério Público, Antônio Gomide acabou por ser condenado por improbidade administrativa. Motivo: os gastos mal explicados com a “construção” da Câmara Municipal de Anápolis. Aceitando o pleito do Ministério Público, a Justiça decidiu bloquear 1 milhão de reais em bens dos envolvidos. Para piorar as coisas, a obra, deixada de lado pelo ex-prefeito aliado de Lula da Silva, se tornou escândalo no “Fantástico”, da TV Globo.
A pergunta que não se cala é: se Antônio Gomide foi condenado e está com os bens indisponíveis, por causa de uma obra, que abandonou, por que foi indicado exatamente para a Comissão de Serviços e Obras no Legislativo de Goiás? Talvez seja preciso insistir na pergunta inicial: será que a gestão de Lissauer Vieira, que se pretende inovadora, avalia que se pode confrontar o Ministério Público e a Justiça gratuita e impunemente?
Resta saber se o Ministério Público vai ficar quieto ante a “eleição” para comandar a Comissão de Serviços e Obras de um deputado que tem problemas judiciais exatamente por causa de obras.

