Euler de França Belém
Euler de França Belém

Crise do governo Bolsonaro leva Veja a renascer das cinzas

Com o Grupo Abril em crise, a revista parecia paralisada, sem rumo. Crise do governo Bolsonaro a faz ressurgir

André Petry: diretor de redação da revista “Veja”

Com o Grupo Abril em crise, acabou sendo vendido, sua principal publicação, a “Veja”, parecia baleada, quase insossa. “O Globo”, o “Estadão” e a “Folha de S. Paulo” começaram a publicar furos de reportagem, deixando a revista para trás. Mas, com o governo de Jair Bolsonaro se tornando sinônimo de crise — e o principal responsável é o presidente, que não desce do palanque —, a revista, dirigida por André Petry, finalmente reagiu e deu em primeira mão, sendo copiada e citada por todos os demais veículos de comunicação, áudios de conversas entre Gustavo Bebianno, agora ex-ministro, e o presidente Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro, ao demitir Bebianno, disse que o ex-ministro havia mentido, que não haviam conversado recentemente. Com os áudios, Bebianno provou que os dois conversaram, sim. Inclusive, nos diálogos, percebe-se que o ex-ministro está se comportando de maneira humilde, até subserviente, e o presidente de modo arrogante, imperial. Ao publicar a história, obrigando toda a imprensa a citá-la, a “Veja” prova que, se está baleada, não está morta (sua equipe é de primeira linha). Fênix às vezes renasce das cinzas.

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