Por Euler de França Belém

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Brizola capa de livro três fotos 1
Biografia de Brizola revela que Fidel tentou financiar resistência ao golpe de 1964 e sugeriu Che Guevara como líder

Livro de Karla Monteiro mostra que a ligação entre Brizola e Fidel Castro começou bem mais cedo do que se pensava — já em 1964, antes do golpe de Estado que derrubou João Goulart

Daniel Vilela e Marconi Perillo e Wilder Morais e Luis Cesar Bueno 867
EDITORIAL
Eleitor bolsonarista parece apostar mais em Daniel Vilela do que em Wilder Morais

Porque o principal representante da direita em Goiás é Ronaldo Caiado, que é o avalista político número um do pré-candidato a governador pelo MDB

Jukov três fotos ok45
Jukov, o general soviético que desafiou Stálin e derrotou Hitler

A Editora Record lança a alentada biografia “Jukov — O Homem Que Venceu Hitler”, de Jean Lopez e Lasha Otkhmezuri

Zema-Lula-Flavio-Caiado
Centro vira cabo eleitoral de Lula ao se afastar de Flávio e não apostar em Caiado ou Zema?

Neutralidade é um mito político; na prática, não existe. Ao negar apoio ao PL, o centro sugere que, em termos presidenciais, Flávio Bolsonaro está morto politicamente

Nicomedes Silva Filho Foto Divulgação 1300 por 867
TV Anhanguera & O Popular: Grupo Zahran fará reunião com funcionários na segunda-feira

Os dirigentes não estariam falando em demissões, e sim em produtividade e resultados. Jaime Câmara Júnior despediu-se dos funcionários na semana passada

Alex Solnik três capas sobre livro sobre Jk 1300 p 867
Livro de Alex Solnik garante que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

O jornalista diz que militares da ditadura aplicaram o Código 12 — licença para matar — no presidente Juscelino Kubitschek

Pré-candidato a senador, Aldo Arantes lança livro de memórias na Livraria Palavrear, em Goiânia, nesta quarta

Alma em Fogo — Memórias de um Militante Político é um documento incontornável sobre o golpe de 1964 e a ditadura civil-militar

O Popular capa policial 444
Grupo Zahran vai receber um jornal, “O Popular”, que está se tornando policialesco

O Google já operou para levantar o acesso dos jornais, sites, revistas etc. Hoje, joga contra — em busca de acesso (e anúncios) para si mesmo.

Os acessos dos jornais brasileiros têm caído, frequentemente, por falta do antigo empurrão do Google. Chega-se, em algumas redações, a impulsionar reportagens para obter acesso. Paga-se para tentar conquistar leitores.

O Popular jornal polícial 8300

Não há como escapar do Instagram/Barracolândia

As redes sociais, cada vez mais fechadas em si mesmas, têm colaborado pouco, quase nada, para elevar o acesso dos jornais. O Instagram reforça a marca e gera polêmica, mas escasso acesso. Porque seus usuários raramente saem de lá em busca da reportagem completa. E, afinal, há muita coisa para ver (e interagir) no Instagram — ambiente altamente diversificado. Há vídeos fofos de gatos e cachorros. Há jovens cantores encantadores. Há a velha e magnética barracolândia. Há amigos do peito, conhecidos ou não, mandando coraçãozinhos. É uma festa.

Há uma incorporação do estilo “Daqui” de reportar o que ocorre na sociedade — piorando o nível de “O Popular”. Até quando o jornal, quase centenário e de qualidade, vai continuar trocando o jornalismo sóbrio pelo jornalismo basicamente policial?

Não há, porém, como escapar do Instagram. Porque “todos” — ou quase — estão lá. Hoje, quando se publica uma reportagem, a primeira pergunta que a fonte faz é: “Vocês vão colocar no Insta?” É no palco do Instagram que o barraco esquenta, por causa dos comentários (muitos deles fabricados, por empresas especializadas, para direcionar os demais comentários). É incontornável e não adianta falar mal. As pessoas adoram. Diz-se que há uma fuga do Instagram, notadamente de jovens, mas não é o que vejo no dia a dia.

Em junho deste ano, “O Popular” obteve menos acesso do que o Portal 6, de Anápolis, Jornal Opção e Mais Goiás. Em julho, o quadro pode se repetir. Eventualmente, o jornal, recém vendido pelo Grupo Câmara ao Grupo Zahran, supera os concorrentes.

O Popular jornal policial 7k04

Há aos menos um indício de que a redação está percebendo a queda do acesso em julho. O jornal aumentou a cobertura de fatos policiais. Quem conferiu a capa digital na sexta-feira, 24, certamente ficou impressionado com a quantidade de reportagens policiais.

Se o novo dirigente do Grupo Zahran leu “O Popular” na sexta certamente terá concluído: “Compramos um jornal policial”. Noutras palavras, “O Popular” está concorrendo, com seu jornalismo popularesco, com o “Daqui”, jornal da mesma empresa.

Em busca de acesso, O Popular perde sobriedade

Não se está questionando a publicação de reportagens policiais; afinal, todos os jornais publicam. A ressalta é outra: o jornal está priorizando matérias policiais, ao menos na capa, e deixando de destacar outros assuntos de interesse da sociedade.

No período matutino, na sexta-feira, a manchete principal era: “Falsa empresária suspeita de movimentar mais de R$ 40 milhões de facção criminosa é considerada foragida, diz polícia”.

O Popular jornal policial 69

Uma manchete irretocável, certamente. O problema é que os destaques seguintes eram todas reportagens policiais. Puro mondo cane.

O segundo destaque, com direito a fotografia, mereceu a manchete: “Advogada suspeita de dar golpes de R$ 600 mil em clientes é solta após ser presa em resort de luxo”.

As outras matérias têm, todas, a ver com assuntos policiais, direta ou indiretamente: “Gerente de banco que morreu após se afogar em praia da Bahia estava em viagem de férias com a família”; “Criança dá presente à polícia durante prisão do tio, e delegado se emociona: ‘Vou guardar para sempre’” (quase fofo!), “Motorista que matou pai, filho e idoso em acidente bebeu pinga antes de dirigir, conclui polícia” e “Menino que economizou meses e roubado na porta de casa ganha bicicleta nova, e mãe celebra: ‘Generosidade’” (outro drama fofo).

Há, por certo, uma incorporação do estilo “Daqui” de reportar o que ocorre na sociedade — piorando o nível de “O Popular”. Até quando o jornal, quase centenário e de qualidade, vai continuar trocando o jornalismo sóbrio pelo jornalismo basicamente policial?

Rosario Murillo e Daniel Ortega Foto Reprodução 1300 p 867
Ditadores de Cuba e da Nicarágua são “bons” e presidentes eleitos da Colômbia e do Peru são “ruins”?

Lula da Silva é democrata e, como tal, faz um governo democrático. Mas o petista-chefe não condena, ao menos não com veemência, as ditaduras de Cuba e da Nicarágua

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Editorial
Estados Unidos “vão” reduzir tarifa de 25% para tentar afastar o Brasil da China?

Donald Trump é imprevisível, mas não aprecia perdedores e pode deixar Flávio Bolsonaro de lado se for derrotado pelo presidente Lula da Silva este ano

Elizeth Cardoso Foto Reprodução1300 por 868
Elizeth Cardoso, verdadeira mãe da bossa nova, encantou Edith Piaf e Carmen Miranda

Eli­se­te Car­do­so — Uma Bi­o­gra­fia, de Sér­gio Ca­bral, resulta de pes­qui­sa me­ti­cu­lo­sa, mas a edi­ção da Lu­mi­ar é des­cui­da­da. Há er­ros e al­gu­mas pa­la­vras saí­ram fal­tan­do le­tras, pos­si­vel­men­te por de­fei­to de im­pres­são 

Lito Sousa foto do Facebook 2 1300 por 868
Lito Sousa, o maior influencer de aviação do Brasil, revela que está com câncer

“Estou com câncer de próstata. É de agressividade intermediária e em breve precisarei passar por uma cirurgia. Com isso, há também o risco de intercorrências decorrentes do procedimento”

Claude Cahun 1300 por 867
Jornalistas de Anápolis: a polícia “condenou”, contou com anuência da mídia mas esbarrou na Justiça

Juíza manda arquivar inquérito policial que cita os jornalistas Luís Gustavo Souza Rocha e Denilson da Silva Boaventura e a influencer Ellysama Aires Lopes de Almeida

Donald Trump e Lula da Silva e Xi Jinping 2
Tarifaço: diplomata diz que o Brasil precisa entender que o mundo mudou e os EUA adotaram a lei da selva

“Mais do que uma questão política ou comercial específica”, o tarifaço tem a ver com “uma mudança da posição americana quanto a sua política comercial para todo o mundo”

Nicomedes Silva Filho Foto Divulgação 1300 por 867
Grupo Zahran vai manter o nome TV Anhanguera e deve extinguir a marca Grupo Jaime Câmara

O novo CEO do Grupo Zahran em Goiás deve ser Nicomedes Silva Filho, que deve assumir entre 27 de julho e 1º de agosto. Os dirigentes do Grupo Jaime Câmara devem ser afastados