Por Euler de França Belém
O bardo britânico havia sido traduzido, se maneira esparsa, por tradutores do porte de Jorge Wanderley e Abgar Renault. Mas não havia nenhum livro
O Grupo Zahran certamente tem executivos em “O Popular” e na TV Anhanguera, mas decidiu não divulgar seus nomes. Os jornalistas-editores foram mantidos no expediente
O expediente de um jornal conta sua história, mesmo quando o grupo fundador já não mais o dirige.
“O Popular”, com seus quase 90 anos, foi vendido para o Grupo Zahran, de forte atuação no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso — com duas afiliadas da Rede Globo.
O jornal foi vendido no pacote cujo diamante era e é a TV Anhanguera, outra afiliada da Globo. O jornal era e é, por assim dizer, cassiterita. Ou pelo menos parece ser visto assim (se for, é um equívoco, porque se trata de um bom jornal, de história positiva).

Seu expediente mantém os nomes dos três irmãos fundadores — Joaquim Câmara (1909-1989), Jaime Câmara (1909-1989) e Rebouças Câmara (1898-1973) — e excluiu o nome de um dos mais longevos dirigentes da empresa, Jaime Câmara Júnior, que o mercado conhece como Júnior Câmara, para distingui-lo do pai.
A exclusão do sócio minoritário
Vale o registro de que, quando o negócio foi fechado, o Grupo Zahran anunciou que Jaime Câmara Júnior continuaria como acionista, ainda que minoritário.

Por que excluir o nome de Jaime Câmara Júnior — o empresário que levou adiante os produtos criados pelo pai e irmãos? Talvez porque está vivo e os novos proprietários não querem sua “sombra” sempre presente, a começar do nome no expediente.
Entretanto, não deixa de ser curioso o fato de que, tendo retirado o nome de todos os executivos — Guliver Leão, Ronaldo Ferrante e Breno Machado —, o Grupo Zahran não indicou, no expediente, o nome de ao menos um dirigente.
É provável que os dirigentes que estão (ou estiveram) em Goiânia — caso de Nicomedes Silva — sejam provisórios. O Grupo Zahran certamente está à procura de executivos definitivos.
Os nomes de todos aqueles que cuidam do jornalismo foram mantidos: Silvana Bittencourt (estranhamente, acima de seu nome, aparece “editores executivos”, mas só há uma editora-executiva), Elisângela Nascimento (gerente de Conteúdo Digital), Ivânia Cavalcanti, Pedro Nunes e Vitor Santana. Os três últimos são “editores online”.
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