TV Anhanguera & O Popular: Grupo Zahran fará reunião com funcionários na segunda-feira
01 agosto 2026 às 21h00

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“O Popular” está no mercado jornalístico há 88 anos. É quase tão idoso quanto Goiânia, a capital de Goiás, que fará 93 anos no dia 24 de outubro.
Criado por Joaquim Câmara Filho e Jaime Câmara, dois empreendedores, “O Popular” se consagrou como um jornal sério, sempre preocupado em relatar os fatos como aconteceram.
Em 1965, Jaime Câmara, agora sem a participação de Joaquim Câmara Filho (que morreu, em 1955, aos 55 anos; confira no link: https://tinyurl.com/4yca4aju), fundou a TV Anhanguera — uma das afiliadas da TV Globo.
A Organização Jaime Câmara, depois Grupo Jaime Câmara, sob a direção de Jaime Câmara Júnior — conhecido com Júnior Câmara —, criou rádios e, mais tarde, o jornal “Daqui” (por sinal, é um produto que não parece ter o perfil circunspecto da família Câmara; pode ter sido um mau passo).
Pode-se criticar os meios de comunicação do Grupo Jaime — porque erram como quaisquer outros e têm suas idiossincrasias, e até implicâncias (por exemplo: parece não reconhecer que o prefeito Sandro Mabel está recuperando Goiânia, devolvendo-a para os goianienses, todos eles; usa-se mal as pesquisas da Quaest) —, mas não se pode ignorar sua importância histórica, seus múltiplos acertos.
Ao longo do tempo, montou equipes jornalísticas de alta qualidade. Entre seus grandes profissionais estiveram: Walder de Goes, Reinaldo Rocha, Hélio Rocha, Isanulfo Cordeiro, Agnaldo Alves Farias, Malu Longo, Bruno Rocha Lima, Marcio Fernandes, Britz Lopes, Vassil Oliveira, Maria José Silva, Vinicius Sassine, Lilia Teles, Márcia Elizabeth, Javier Godinho, Arthur Rezende, LBP, Ana Cláudia Rocha, José Divino, Orlando Carmo Arantes, Edmilson Souza Lima, Paulo Beringhs, Rogério Borges, Jackson Abrão (ainda faz um programa). Em atividade estão: Silvana Bittencourt, Cileide Alves (como articulista), Rodrigo Hirose, Márcio Leijoto, Elder Dias, Fabiana Pulcineli, Karla Jayme, entre outros.

Grupo Zahran: foco em resultados
Este ano, sob orientação do Grupo Globo, Júnior Câmara vendeu o Grupo Jaime Câmara — incluindo emissora de televisão (TV Anhanguera, nos Estados de Goiás e Tocantins), jornais (“Daqui”, “Jornal do Tocantins” e “O Popular”) e rádios (Executiva, Moov e CBN, entre outras).
Ainda assim, Júnior Câmara ficou como acionista minoritário, mas sem direito às tomadas de decisão. Na verdade, deve ficar “sócio” por pouco tempo, até os acertos finais.
Na quinta-feira, 30, segundo duas fontes, Júnior Câmara peregrinou por todos os departamentos da empresa despedindo-se de sua equipe. Há registro de que lágrimas “furtivas” caíram dos olhos do empresário — tido como um homem “frio” e “pragmático”.
Júnior Câmara não está repassando apenas produtos, mas também a história empresarial e jornalística da família Câmara para o Grupo Zahran, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É uma vida.
Por sinal, a expertise do Grupo Zahran é na área de televisão. Mas, com o novo jornalismo, dado o primado do digital, a tendência é a integração dos produtos.
Os executivos do Grupo Zahran marcaram uma reunião para segunda-feira, 3, com todos os colaboradores da empresa que adquiriram. Não vão falar de demissões (por sinal, o quadro de funcionários é tido como enxuto), e sim de suas metas, sobretudo vão, além de se apresentarem, exibir a filosofia do grupo.
Uma coisa é certa, segundo um comentário colhido em Mato Grosso: a redação de “O Popular”, se estiver, será despolitizada (a redação da TV Anhanguera, por causa da Globo, não está politizada). É uma orientação do Grupo Zahran. Outras questões caras à empresa são produtividade, profissionalismo e faturamento. Foca-se muito em resultados.
A RMC planeja melhorar a qualidade jornalística da TV Anhanguera (que tem qualidades) para elevar a audiência. De resto, a empresa segue fielmente a cartilha da TV Globo.


